:: 31/mar/2026 . 19:17
“Cavalo de Teatro” estreia no sul da Bahia e propõe reflexão sobre colapso ambiental e memória.
No sul da Bahia, entre Ilhéus, Olivença, Serra Grande e territórios indígenas, um novo espetáculo surge como provocação poética e política diante das urgências do nosso tempo.Intitulado “Cavalo de Teatro”, o trabalho reúne arte, performance e crítica ambiental em uma narrativa distópica que dialoga com o presente.
A montagem é fruto de um processo de criação coletiva realizado pelo Oco Teatro Laboratório, em colaboração com o Coletivo Serra Grande, com direção de Luis Alonso-Aude, conta com atuação de Antonio Vergne e Márcia Mascarenhas.
Uma distopia feita de plástico, memória e ausência.
A história se passa em um mundo onde tudo foi tomado pelo plástico. Restam apenas dois seres humanos e a ossamenta de um cavalo, em meio a um cenário onde o natural foi substituído por resíduos da civilização.
Nesse ambiente, respirar, vestir-se e até se alimentar tornam-se experiências estranhas e artificiais. O plástico deixa de ser apenas um resíduo e passa a ser matéria de sobrevivência.
Enquanto caminham por esse território devastado, os personagens encontram vestígios de um passado perdido — fragmentos de memória de um mundo que já não existe mais.
Onde estão os cavalos?
Sons de cavalos ecoam na cabeça.
Uma distopia impulsiona uma utopia.
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