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:: 16/out/2026 . 19:25

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.

1) 66 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) ILHÉUS MOTO PRAIA, JOSÉ LEITE ESTAVA LÁ.

3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

Municípios precisam antecipar preparação para evitar perda de recursos em 2027

Em entrevista ao RCD Cidades, especialista alerta que falhas no acompanhamento da aprendizagem e no cumprimento de exigências podem comprometer repasses às prefeituras

O acompanhamento dos indicadores educacionais e o cumprimento das exigências do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) são fundamentais para que os municípios ampliem o acesso a recursos. Foi o que destacou o especialista no tema, Fabrício Garcia, em entrevista exclusiva no RCD Cidades, nesta quinta-feira (15), na TVRCD, o canal oficial da Rede Cidade Digital (RCD) no YouTube. Gestores municipais de mais de 130 prefeituras, de 20 estados, acompanharam o programa de entrevistas conduzido pelo diretor José Marinho e puderam tirar dúvidas ao vivo com o convidado sobre como iniciar a estruturação desse trabalho.

Garcia alerta que, para ampliar o acesso a recursos a partir dos resultados do próximo ciclo do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), as prefeituras precisam iniciar a preparação desde já. Segundo ele, um município do interior da Paraíba deixou de receber cerca de R$ 6 milhões da complementação do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR) em razão do baixo desempenho de quatro alunos na avaliação. O exemplo reforça a importância de as redes municipais conhecerem de perto a realidade dos estudantes e identificarem, com antecedência, as dificuldades de aprendizagem.

Segundo o especialista, esse trabalho envolve avaliações diagnósticas, acompanhamento dos resultados, identificação de estudantes em situação de vulnerabilidade e planejamento de ações de recomposição da aprendizagem. “Se ele não começar a trabalhar ontem, ele não vai conseguir garantir”, alertou, ao reforçar que a preparação não pode ficar restrita aos meses que antecedem a avaliação.

O VAAR é uma complementação da União ao Fundeb cujo acesso depende do cumprimento de condicionalidades e da evolução de indicadores educacionais. Durante o programa, Garcia destacou critérios relacionados à participação dos estudantes nas avaliações nacionais e à redução das desigualdades educacionais. Por isso, acompanhar apenas a média geral da rede não é suficiente: é necessário compreender quais alunos enfrentam dificuldades e definir medidas para melhorar seus resultados. :: LEIA MAIS »

Bahia participa de ato do Ministério da Saúde com anúncios para ampliar o acesso ao tratamento do câncer

O Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em Teixeira de Freitas, participou, nesta sexta-feira (16), do Ato Nacional da Oncologia. A agenda contou com a presença da secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, e do secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales.
Durante o ato, foram anunciadas medidas para fortalecer a assistência oncológica no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a disponibilização de novos medicamentos para o tratamento do câncer, a atualização de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas e o reajuste de valores pagos por procedimentos e serviços especializados.
Entre as medidas anunciadas está a oferta de nove medicamentos para 13 indicações diferentes de tratamento oncológico. Também foram apresentados reajustes nos valores da infusão de medicamentos adquiridos por compra centralizada, que passaram de R$ 34,10 para R$ 140,77, e da iodoterapia, além da atualização dos valores dos exames genéticos e da ampliação da oferta de testes necessários à indicação de novos tratamentos.
As medidas contemplam ainda o início do fornecimento do teste FIT, utilizado no rastreamento do câncer colorretal, e a oferta de cirurgia videotorácica oncológica no SUS. Também foram anunciadas iniciativas para ampliar o financiamento da atenção oncológica por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), atualizar procedimentos de patologia e imuno-histoquímica e financiar a oferta de citologia reflexa em meio líquido para o rastreamento do câncer do colo do útero.
Outro anúncio foi a criação de um grupo de trabalho para elaborar uma proposta de linha de cuidado nacional destinada a crianças e adolescentes com suspeita ou diagnóstico de retinoblastoma, tipo de câncer que afeta a retina.

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Projeto 20 anos de Palhaçaria leva espetáculo a comunidades ilheenses

Após uma série de Oficinões, o Grupo Teatro/Circo Maktub celebra sua trajetória de pesquisas sobre o universo circense com o projeto 20 anos de Palhaçaria. Para este mês, a trupe comandada por Fábio Nascimento realizará a circulação do espetáculo “PalhaçAs e PalhaçOs” por comunidades populares, Indígenas e Assentadas de Ilhéus.

Com muito humor, brincadeiras e improvisos, a primeira apresentação aconteceu nessa sexta-feira (09) no Novo Couto. O espetáculo foi aberto ao público e voltado para o Instituto de Promoção do Bem (IPB), na Chácara da Lagoa, no Novo Couto. A circulação  de PalhaçAs e PalhaçOs segue no próximo dia 17, na Comunidade Assentada Frei Vantuy, na rodovia Ilhéus – Itabuna. No dia 21, o show será no Anexo Katuana do Colégio Estadual Indígena Tupinambá Amotara, sempre às 14h.

       O espetáculo traz em cena as palhaças Foguetinha (Suzane Marques) e Lua Maria Mole (Larissa Paixão), junto ao palhaço Andruxa Barikinicov Nuruiev (Fábio Nascimento), com Eva Lima na sonoplastia. A plateia participa da brincadeira, que mistura referências do circo clássico e números autorais do repertório dos Palhaços do Maktub e do Primeiro Coletivo de Palhaçaria Feminina do Sul da Bahia, As Madallenas.

            O projeto 20 Anos de Palhaçaria Grupo Teatro/Circo Maktub foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal, repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado.

MINISTÉRIO DA CULTURA E PETROBRAS apresentam PIRACEMA E PARABELO

O Grupo Corpo traz ao Teatro Castro Alves, nos dias 28 e 29 de outubro, duas obras marcantes do seu repertório: Piracema, que comemorou
50 anos de atividades da companhia em 2025, e Parabelo, de 1997, definida pelo coreógrafo Rodrigo Pederneiras
como a “mais brasileira e regional” de suas criações.
A imagem dos peixes que vencem a correnteza para alcançar as nascentes dá sentido a Piracema. O movimento de avançar contra obstáculos e recomeçar o ciclo da vida serviu de metáfora para a trajetória da companhia. Com coreografia de Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches, a obra marcou também a chegada de Cassi à função de coreógrafa residente, ao lado de Rodrigo. A música original é de Clarice Assad, primeira mulher a compor uma trilha para o Grupo Corpo. Completando o programa, Parabelo leva ao palco uma paisagem musical ligada ao sertão. Na trilha de Tom Zé e Zé Miguel Wisnik, cantos de trabalho e devoção convivem com o baião e contrapontos rítmicos, matéria que ganha no corpo jogo de cintura e forte marcação dos pés. O Grupo Corpo é apresentado pela Petrobras e conta com o patrocínio da Vivo, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
PIRACEMA
(Estreia: 2025)
coreografia: Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches
música: Clarice Assad
cenografia: Paulo Pederneiras
figurino: Susana Bastos e Marcelo Alvarenga
iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras
(Duração: 37 minutos)
Do Tupi: “pira” = peixe; “cema” = subir. Arribação de peixes em grandes cardumes.
O nome designa o movimento migratório dos peixes em direção às nascentes dos rios para a reprodução. Essa travessia, feita contra a corrente, foi escolhida como imagem para o cinquentenário da companhia, associando permanência e transformação, continuidade e recomeço. A obra nasceu de uma proposta do diretor artístico Paulo Pederneiras: dividir os 22 bailarinos em dois grupos de 11 e entregar a Rodrigo e Cassi a tarefa de criar, separadamente, um balé inteiro. Durante o processo, um não acompanhava o trabalho do outro. “Não podíamos nem circular na área em que o outro grupo estava ensaiando”, conta Cassi. Foi somente dois meses antes da estreia que os grupos assistiram ao trabalho um do outro e os coreógrafos começaram a reunir as duas concepções. “Nesse momento, foi uma emoção, choro, alegria”, lembra Paulo. Para Rodrigo, a combinação produziu “uma terceira via”: “Nossas visões têm características próprias, claro, sou mais intimista na movimentação, Cassi é mais explosiva e aberta”.

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