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AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS: Edição 764 – ANO XVI Nº 40 – 29 de maio de 202

VIVER EM DOIS SÉCULOS

(Livro no prelo, fruto da quarentena Covid-19)

RESUMO

O Autor viveu 63 anos no século passado e continua pelo mesmo caminho, já percorridos 20 anos do relógio do tempo.

Por este ângulo, foi beneficiado na sua formação, facilitando-lhe analisar e tirar proveitos das coisas boas e más, de um e do outro século, incluindo a revolução tecnológica e as mudanças comportamentais.

Se por um lado, o livro objetiva relembrar aos mais velhos e informar aos mais novos, tempos idos, com paradigmas consentâneos aos conhecimentos da época, pelo outro tenta analisar as alterações provocadas pela rápida evolução tecnológica dos últimos 30 anos, para o bem ou para o mal da sociedade do novo milênio.

De um século pacato, eivado de princípios rígidos na educação doméstica e no comportamento feminino, pulou-se abruptamente para um modus vivendi, no qual os pais passaram de impositivos a submissos aos filhos e as mulheres derrubaram tabus, mas se esqueceram dos efeitos colaterais.

Nos campos da TI (Tecnologia da informação), Agricultura e Medicina, os avanços da Ciência foram extraordinários, alterando, por um lado, todos os manuais de convivência humana e, pelo outro, melhorias na qualidade de vida.

Entretanto, nem sempre a tecnologia resultou em benefícios plenos para a sociedade, ou por má utilização ou por provocar desempregos, sobretudo nas camadas de trabalhadores com baixa escolaridade.

Finalizando, o autor conclui que a sua vivência privilegiada nos dois séculos, exigiu, por um lado, jogo de cintura para se adaptar às mudanças requeridas ante aos choques de geração; e, pelo outro, proporcionou uma aprendizagem constante para lhe equilibrar entre o passado e o presente. Ele espera, portanto, que o prezado leitor se situe no seu TEMPO.

CORONAVÍRUS: OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS DA QUARENTENA Rafael Duarte

M.D., PhD. ⦁ Médico ⦁ Microbiólogo ⦁ Professor Associado / Lab. Micobactérias, Depto. Microbiologia Médica, Instituto de Microbiologia Paulo de Góes, Centro de Ciências da Saúde – Universidade Federal do Rio de Janeiro

Anteriormente aplicado às doenças epidêmicas quarentenárias, como cólera, ebola, febre amarela e o tifo exantemático, o termo “quarentena” tem como definição clássica a imposição de reclusão aos indivíduos suscetíveis (ou de animais hígidos) pelo período máximo de incubação de uma doença contagiosa, considerando a data do último contato com um caso clínico, portador ou fonte ambiental da infecção. E indica que determinado indivíduo ou animal deve permanecer isolado de outros de igual natureza durante determinado período pelo risco de transmissão de doenças contagiosas, com restrição à circulação.

Tais medidas foram historicamente aplicadas em populações para controle de doenças como hanseníase e peste negra, e mais recentemente, síndrome respiratória aguda (SARS), ebola e as pandemia de influenza H1N1 (2009-2010) Mediante a emergência da atual pandemia associada ao coronavírus SARS-CoV-2, causador da síndrome Covid-19, diversas medidas governamentais tem sido implementadas (em muitos países impostas rigorosamente em massa) na tentativa de controle da disseminação do vírus, dentre as quais inclui a quarentena de 14 dias para os contactantes assintomáticos de casos suspeitos ou confirmados com corona virose, e também para pacientes com casos leves sem sinais de gravidade, devido ao alto risco de transmissão por vias aéreas.

Porém, com a explosão de casos em diferentes localidades, atualmente a quarentena está também sendo recomendada ou imposta como forma de proteção aos suscetíveis sem histórico de contato, por período indeterminado, o isolamento profilático.

E como os indivíduos respondem a essas restrições? Quais os efeitos psicológicos à mudança da rotina e restrição da mobilidade frente a quarentena?

De forma a compreender melhor o impacto psicológico da quarentena, Brooks e cols (2020) realizaram uma revisão sistemática sobre o assunto incluindo estudos relacionados a surtos ou epidemias entre 2004 e 2019. Dos 3166 artigos publicados selecionados, 24 foram incluídos na revisão.

A maioria dos estudos indica efeitos psicológicos negativos como sintomas de estresse pós-traumático, sintomas depressivos, tristeza, abuso de substância, estado confusional e irritabilidade.

Especialmente entre profissionais de saúde, observou-se maior probabilidade de ocorrência de exaustão, distanciamento social, ansiedade frente a pacientes febris, irritabilidade, insônia,

dificuldade de concentração, indecisão, prejuízo na performance laboral, relutância ao trabalho ou resignação.

Poucos estudos relataram pacientes em quarentena com sentimentos positivos como felicidade, alívio e proteção.

Os fatores estressores observados incluem: o próprio estado de quarentena, o qual implica em modificação da rotina e limitação da mobilidade, duração prolongada da quarentena, medo de infecções, frustração, tédio, suprimentos inadequados, informação limitada, perdas financeiras e estigma.

Alguns autores sugerem que os impactos psicológicos prolongados gerados pela quarentena podem durar até três anos após, e que o histórico de transtorno mental consiste em fator de risco para a maior durabilidade dos impactos psicológicos negativos.

Os dados também sugerem que as determinações oficiais de quarentena devem ter o suporte de informação clara e racional com garantia de suprimentos suficiente, e que o altruísmo pode ser favorável na compreensão do bem coletivo. Algumas das medidas eficazes para reduzir as consequências negativas da quarentena incluem:

Redução do tempo de quarentena ao mínimo possível permitido – O período prolongado está relacionado ao pior prognóstico psicológico. A extensão do tempo leva à exacerbação do sentimento de frustração ou desmoralização. Adicionalmente, a não previsibilidade do tempo de quarentena em medidas de massa, como em cidades, exemplo em Wuhan na China, pode ter maiores efeitos deletérios do que aqueles pré-estabelecidos.

Fornecimento de informação adequada à população – O devido esclarecimento leva à redução do medo, incerteza, e da desconfiança aos cuidados prestados pela equipe de saúde.

Fornecimento de suprimentos adequados – Providenciar os itens básicos de suprimentos reduz a repulsão e os efeitos negativos à quarentena;

Redução do entendiamento e melhora da comunicação – A oferta ou sugestão de atividades de entretenimento permitem o melhor manejo do estresse do confinamento. Como exemplo, a permissão do uso de telefone celular, ou outro meio eletrônico, deve ser considerada como necessidade básica e não artigo de luxo, assim como o contato por meios de comunicação com familiares e/ou afetos;

Altruísmo – O reforço sobre a percepção dos efeitos benéficos da quarentena sobre o próximo vulnerável leva à maior tolerabilidade aos estressores relacionados às restrições, reduz os efeitos negativos psicológicos e aumenta a adesão às medidas recomendadas.

Adicionalmente, Rubins & Wessely (2020) descreveram os efeitos psicológicos da moderna quarentena quando imposta a uma cidade inteira, tomando como modelo a cidade de Wuhan, China em 2019-2020. Os autores citam ansiedade, pânico, preocupação com a falta de suprimentos alimentares, percepções apocalípticas e outros, mas reforçam que a base de toda a tensão e sentimentos negativos consiste no medo da incerteza, do desconhecido, do descontrole, e especialmente da morte.

Muitos aspectos psicológicos resultantes da pandemia da Covid-19, baseados em evidências, ainda estão em andamento devido a contemporaneidade do fenômeno, ainda sem previsão de término.

O CORAÇÃO DO VIOLINISTA

Fernando Sabino

De repente, meu amigo tentou liquidar a discussão, dizendo que bateria não era instrumento de música.

– Como não é instrumento de música? É instrumento de quê, então?

– De jazz.

– E jazz não é música?

– Música para você: para mim não é.

– Toda orquestra sinfônica tem bateria.

– Nem por isso ela fica sendo instrumento de música. Toda orquestra sinfônica tem maestro. Maestro é instrumento de música?

– Em certo sentido, é.

– Ora, deixa de conversa.

Discutíamos por discutir, levados pela mais absoluta falta de assunto.

– Você não entende de instrumento – meu amigo voltou à carga: – Se entende, me diga uma coisa: o piano, por exemplo. O piano é instrumento de corda ou de percussão?

Embatuquei. Sempre tivera o piano na conta de instrumento de corda, ora pois. Mas o diabo daqueles martelinhos lá dentro, percutindo nas cordas… De percussão?

– De corda – arrisquei.

– Não senhor: de percussão — arrematou ele, triunfante, e chamou o garçom com um gesto, pedindo outra cerveja.

Veio-me a certeza de que se eu tivesse falado “de percussão”, ele diria: “não senhor – de corda”. Agarrei-me à corda:

– Percussão aonde, seu! De corda.

– Percussão.

– Corda.

Dali partiríamos para os sopapos, se de súbito não tivesse entrado no bar o violinista triste. Vinha mais triste do que nunca, o violinista: andava apaixonado, sabia-se, e não era correspondido. Foi sentar-se num canto, como sempre, pediu um conhaque. Imediatamente o convocamos para a nossa mesa, e veio, olhos de vaca mansa, trazendo seu cálice. Para ele tanto fazia sentar-se nesta como naquela, ora dane-se! Estava apaixonado.

– Você que é músico de verdade vai dizer aqui a última palavra: bateria é ou não é instrumento de música?

– Piano é instrumento de percussão ou de corda?

Mas o violinista triste não queria saber de nada, muito menos de conversa de botequim. Largou-nos um olhar desconsolado, soltou um suspiro tristíssimo, ergueu-se, levando o cálice ao peito:

– E o coração… É instrumento de sopro ou de percussão?

O PENSAMNTO DA SEMANA

Foi necessário um vírus para desacelerar o planeta e nos levar a mergulhar no mais complexo de todos os planetas, a nossa mente, e nos encorajar a nos conhecer. (Augusto Cury)

A POESIA DA SEMANA

HELENA, HELENA

(Taiguara)

Talvez um dia

Por descuido ou fantasia

Helena, Helena, Helena

Nos meus braços debruçou

Foi por encanto, ou desencanto

Ou até mesmo por meu canto

Por meu pranto

Ou foi por sexo

Ou viu em mim o seu reflexo

Ou quem sabe uma aventura

Até mesmo uma procura

Pra encontrar um grande amor

Mas hoje eu sei que um dia

Por faltar telefonema

Helena, Helena, Helena

Nos meus braços pernoitou

Foi por acaso, por um caso

Ou até mesmo por costume

Pra sentir o meu perfume

Dar amor por um programa

Dar seu corpo num programa

Hoje vai e nem me chama

Um adeus é o que deixou

Talvez um dia, por esperança

Ou ser criança

Deixei Helena, Helena

Com seus braços me guiar

Fui sem destino, tão menino

E hoje eu vejo o desatino

Estou perdido numa estrada

Peço ajuda a quem passa

Tanto amor pra dar de graça

Todo mundo acha graça

A PIADA DA SEMANA

Um cientista acaba de confirmar que o Covid-19 ataca primeiro quem se ri das piadas sobre ele. “Num universo de dez pessoas, cinco riram-se das piadas do Covid-19 e as outras cinco não”, explica o Dr. Simplício.

“Lerparam as cinco que se riram, as outras nada, parecia que tinham vacina”.

Adianta: – Assim, se é das pessoas que não gosta de piadas sobre o coronavírus, nem sobre assuntos sérios em geral, saiba que nem precisa de usar máscara.

“Estás a ver, Simplício, eu não te disse… e tu sempre a olhar para o tele móvel e a rir de coisas sérias”, desabafa Simplícia.

oOo

Acessar: www.r2cpress.com.br

1 resposta para “AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS: Edição 764 – ANO XVI Nº 40 – 29 de maio de 202”

  • Gustavo Kruschewsky says:

    Excelente o escrito do jovem AUTOR! Faz-me lembrar da célebre frase: “A vida não anda para trás e nem se demora nos dias passados! Mas, digo eu que o nosso cérebro anda e como anda…O grande segredo é LEMBRAR, CURTIR e aproveitar as coisas boas do presente e do passado…NAMASTÊ.

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