De: Emir Ali Ahmad
Assunto: Microfísica da música

Corpo da mensagem:
Emir Ali Ahmad

A música compõe uma microfísica do poder, no sentido de que ela de certa forma traduz e fomenta as aspirações de um povo. Quando na REPÚBLICA, Platão propôs a criação de uma República ideal, ele começou de todas as ações cabíveis, primeiramente a retirar a poesia Homérica daquela que seria a nova República, pois no seu entender a poesia Homérica cantada em versos pelos Gregos, corrompia o espirito do homem e assim posteriormente contaminaria toda a cidade, gerando caos e desordem social. Isso é um raciocínio milenar e que mesmo hoje não deixa de ser a mais translucida verdade, pois a música moderna, com seu apelo pornográfico insistente repetido como mantra em milhares de cabeças desprovidas DO MINIMO de educação, obviamente que vai gerar um efeito social. Não é bem essa a geração que joga bebês em rios, bueiros e lixões? Isso é deformação de caráter, deformação de espirito. Deformar o espirito de uma pessoa não se faz do dia para a noite, isso é algo MICROFISICO, toma tempo, anos. É essa a geração que vê beleza no FUNK, uma música corrompida, que enaltece o tráfico, a bandidagem e a prostituição. A pessoa que joga um bebê no lixo tem uma deformidade moral tão grande que ela sequer consegue enxergar isso, e quem são essas pessoas senão essas meninas novas que acham lindo se vestir de prostituta para pagarem um ingresso num show para serem chamadas de cachorras e outros termos de baixíssimo nível? Essas jovens sem perceber financiam a violência contra elas mesmas, e posteriormente são as que vão pedir socorro a delegacia da mulher, porque escolhem homens igualmente boçais para serem seus companheiros e maridos. Obviamente a crueldade perpetrada por essas pessoas tem um impacto no numero de crianças abandonadas em abrigos, deixadas pra adoção, criadas sem um lar ou família, quando não o são abortadas ou jogadas no lixo. A música feita aqui na Bahia e no Rio é uma música doentia, de apologia a prostituição, e que muitas pessoas covardemente acham “normal”. Como diria Victor Hugo “quem poupa o lobo, mata as ovelhas”. Achar que essa música doentia e suja é normal é entorpecimento da percepção social para não dizer “acovardamento”. Claro que há uma microfísica do poder em jogo e claro que os cidadãos de bem acabarão por pagar a conta disso. Uma música que ofende a dignidade da ser humano e ofende a família deveria ser censurada, e seus autores chamados a juízo para prestar esclarecimento sobre “patologia social intencional”. Esse texto não deve ofender a ninguém que goste de tais músicas, pois estes ainda não têm a percepção e a maturidade para ver a lama em que se encontram. Esse texto deve ofender aos Evangélicos que na sua sede desmesurada de dinheiro fecham os olhos para essa problemática da música e vergonhosamente copiam ritmos e músicas que antes eles consideravam coisas de satanás. Para não falar dos Católicos que nada vêm e nada falam. Um líder tem a obrigação moral de advertir a sociedade sobre o que a corrompe. E minha carta enviada a CNBB sobre tal assunto jamais foi respondida. Essa é a consideração que a CNBB tem nos dias de hoje. Se vê, finge que não vê e se cala de medo.


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