Com muito orgulho, alagoano, baiano, cearense, maranhense, paraibano, piauiense, potiguar, sergipano. Não gostou? Pois eu sou apaixonado pelo meu Nordeste. Sofrido, mas de homens e mulheres trabalhadores e de vergonha na cara.

 

Quando não chove, se reza. Quando chove se faz festa. Se o Nordeste, fosse lembrado pelos poderes públicos seria sem dúvida uma das regiões mais cobiçadas do Brasil. No entanto, continuamos mendigando e deixando que os nossos filhos se mudem pra São Paulo, onde, são humilhados, morando em barracos e, muitas vezes, embaixo dos viadutos.

 

Entra governo, sai governo, as promessas são as mesmas. E o nordestino que acredita em tudo, continua esperando por dias melhores. O mais interessante de tudo isso é quando se inicia período eleitoral, quem está no poder promete o que o pode e o que não pode fazer, e o povo, por necessidade, se entusiasma, dando seu voto de confiança. Quando será, que esse quadro vai mudar? Possivelmente, quando nós, nordestinos, deixarmos de votar por emoção e ou, quando, candidatos saem distribuindo presentes. Para tanto, fáz-se necessário uma frente de conscientização, onde pessoas preparadas, nos informe com detalhes, o que devemos e o que podemos exigir dos pretensos candidatos, principalmente a prefeitos e vereadores, porque são os mais próximos e, os que mais cometem asneiras com o dinheiro dos contribuintes.

 

Vou continuar lembrando aos meus patrícios, vamos fazer o possível para mudar a cara da nossa região. Também nós, temos obrigação de contribuir para que o sofrido Nordeste, saia desse marasmo e, só assim, empresários de outras partes do país, ou até do exterior, possam perceber a grandeza e as potencialidades da nossa região e, passem a investir, gerando riquezas e modificando essa estória triste de migração do nosso povo, que indo para o “sul maravilha”, depois de anos de trabalho, são obrigados a procurar programas de televisão e, de forma indigente, pedir cestas básicas e passagens “de volta pra minha terra”.

 

Almeida. J. Iram)