Demarcação de terras Indígena Tupinambá ou Bahia sem miséria?
O que fazer o Governo sabe, como fazer, é que até agora, nunca disse.
Demarcação de terras indígenas em área de Pequenos Agricultores, com títulos de terras com mais de cem anos pode ser a gota d’água para frustrar o programa “Brasil sem Miséria no Nordeste”, aqui em nossa região, lançado pela Presidente Dilma. A Bahia, sem dúvidas, registra o maior índice de pobreza. Aliás, de violência, de analfabetismo, de dengue, de caos na saúde, de péssimas escolas, enfim, da tal miséria. O governo na verdade, não sabe como, num governo de miséria em que, aos eternos problemas de saúde, segurança e educação, agregados agora, pelos escândalos da rapinagem do PR também nos estados, além da quadrilha ministerial que engessa o governo. Ou seja, como se vai resolver esse caos se não se consegue limpar a própria bunda?
A Bahia precisa buscar novos caminhos para direcionar as suas políticas públicas. O lema do Governo da Presidente Dilma é:
“País rico é País sem pobreza”, com programas de transferência de renda, de apoio à agricultura familiar, da compra de alimentos e entre outros, de inclusão produtiva que apontam um caminho de superação, logo, endossa o discurso do Governador “É esse o trabalho que ela está fazendo e que nós iremos todos, irmanados, lutar pela superação da pobreza no Brasil; esse é o exemplo que o País tem dado para o Mundo”, e ainda afirma que o trabalho vem sendo reconhecido internacionalmente. Todavia, é preciso que o Governador leve à Presidente Dilma e ao Mundo, o Genocídio que a FUNAI pretende realizar a mais de 22.000 Pequenos Agricultores, envolvendo 3.000 famílias de baixa renda, em uma região de 47.376hac, consolidada sócio e economicamente. Trata-se de gente que movimenta os mercados produtor e consumidor do Estado, gerando emprego, renda e impostos, mantendo a economia ativa e reforçando as condições de governabilidade, que nos mantém unidos. Logo, a Funai irá promover o desequilíbrio social, estimulando a fome e a miséria, o que, no mínimo, é paradoxal.
Buscar, irmanados, o sucesso desta campanha que marcará o Governo Dilma, é apontar os seus morteiros aos problemas tangíveis, digo: saúde, educação, segurança e moradia, assegurando o direito de propriedade desses Pequenos Agricultores que residem nas próprias terras, não tendo outro lugar onde morar; é enfrentar, sem demagogia, os grandes problemas sociais, sem empurrá-los com a barriga, como sempre tem feito.
Enfim, trata-se de uma região de agricultura familiar, com políticas públicas definidas, digo: Luz para todos, Água para todos, Pronaf, etc., que contemplam, também, área urbana, de empresas, comércio e residências, totalizando 22.000 cidadãos. As áreas se encontram consolidadas, mantendo uma cadeia produtiva que atinge R$ 35.000.000,00/ano, registrando uma renda per capta de R$ 800,00/família/mês. Os municípios perderão arrecadação (ITR…), poder de produção e de geração de empregos, desarticulando a cadeia produtiva, aumentando os bolsões de miséria; uma política que não se justifica em regiões de baixa renda, pois o governo não pode trocar apenas de mãos; todos, independente da etnia, temos o direito de viver e produzir.
Estas são as nossas convicções





















































Parabéns UAQUIM, que avanço nas discussões.
Pela primeira vez, desde que venho acompanhando suas postagens sobre
o assunto, vejo um texto seu atribuir a quem é de direito a verdadeira responsabilidade por este impasse que foi criado na nossa região.
Não foi preciso negar a existência ou resistência indígena, nem recuar
nas afirmações quanto à importância da agricultura familiar existente nesta região, mas sim apontar para a falta de planejamento e articulação
que existe nas ações governamentais, sobretudo as de âmbito federal.
Muito interessante.
Acompanho sempre este blog e as postagem do sr.Luiz Henrique Uaquim,porém uma coisa nesta última postagem me chamou muita atenção.É bom dizer que o sr.Luiz Henrique é presidente da associação dos pequenos produtores(que lutam contra a demarcação de terras indígenas na região)e em várias ocasiões o mesmo conversou pessoalmente com o governador da Bahia.Acredito também que,devido a posição que ocupa na associação citada,deva se encontrar por mais vezes com o governador do estado.Portanto, o que me chama atenção é o fato de que,mesmo sabendo(assim espero)que esses encontros fatalmente ocorrerão,o sr.Luiz Henrique não se intimida em afrontar o governador em uma publicação em meio de comunicação tão bem conceituado como este.Chegando ao ponto até de questionar o nosso governador(e pasmem)a nossa presidente sobre as suas capacidades perante a assuntos de higiene pessoal.
Concluindo,acho que foi uma postagem bastante corajosa,haja visto que fatalmente algum correligionário dos(incapazes de limpar a própria b…)farão com que chegue ao conhecimento dos mesmos a opnião do SR.LUIZ HENRIQUE UAQUIM.
Parabéns.