UM SONHO GOSTOSO
A Sapetinga, meus vizinhos, o deslumbrante pôr do sol.
Depois de um sonho agitado, esta noite, até que enfim, tive um sonho gostoso, maravilhoso. Coisa de sábado de aleluia.
Estou completando 44 anos de morador da deliciosa Sapetinga.
Lembro-me perfeitamente daquele domingo, quando os associados da Cooperativa Pinheiros de Ilhéus, foram convidados para receber as chaves de suas casas próprias, um sonho acalentado por todos que investiram no projeto.
Domingo de alegria, de graças a Deus pelo objetivo alcançado.
No início tudo foi difícil, recebemos as casas com apenas energia elétrica, água nem pensar (carro pipa), calçamento nem pensar (barro e lama), telefone nem pensar, luz nos postes nem pensar, transporte coletivo nem pensar, tudo que precisávamos tínhamos que ir ao centro do Pontal ou ao centro da cidade.
Mas o sonho estava concretizado, a casa era minha e de mais ninguém.
Vamos adiante. Um belo dia a firma que construiu as casas procurou a direção da cooperativa e propôs fazer o calçamento de todo o conjunto e incorporar as despesas na prestação de cada mutuário.
Proposta aceita e aprovada por todos. Até hoje temos o calçamento em nossas onze ruas, sem depender do poder público.
A Embasa depois de muitos e insistentes pedidos regularizou o fornecimento de água; a Telesul implantou o serviço de telefonia fixa; a Coelba colocou energia nos postes, enfim, estávamos vivendo num ambiente adequado, é daí pra frente, ficou por nossa conta, quem tinha condições começou a arrumar suas casas e hoje desfrutamos de um local imperdível para conviver.
No meio de todas essas lutas, vários moradores que acreditaram no projeto, alguns já com idade de idoso, começaram a nos deixar, ficando os filhos, viúvas e viúvos, e o nosso gostoso sonho recai exatamente nesses amigos e vizinhos que tivemos o prazer de viver em comunhão e fazer grandes amizades.
Porque não lembrarmos com muita saudade desses amigos/vizinhos queridos e que nos faz falta até hoje?
Waldemir Santana e Zélia Santana, seu Zé Ribeiro e Dona Nita, José Pacheco e Dona Edna, Durvaltércio D’el Rei e esposa, Carlos D’el Rei, Milton Andrade e Dona Terezinha, Hamilton Borges, Marcos Borges, Ednalva (Dimas), Maria (Danilo Marques), Humberto Oliveira, Juca Lavigne, Nélson Moreira e Dona Maria Moreira, Raimundo Moreira, Reinaldo Moreira, Dona Eunita Mota, Elza Mota, seu Lourinho, seu Alberto Melo, Agnaldo Matos e Dona Maria Matos, Seu Grandson, Aurelino Midlej e Dona Genoca, seu Belo e Dona Bela, seu Brito e Dona Terezinha e filho, seu Augusto Pestana, Laurentino Gomes, seu Antonio e Dona Mocinha, seu Vitório Badaró e Dona Odete, Alfredo Gleig, Aurelino (Leleco), Bruno, Titonho (irmão de Leleco), Alberto Porto, Paulo Mota e Dona Dida, Horácio Mota e Enóe, Geraldo Adami (Geraldão), Emanuel Mascarenhas, seu Jorge Melhor Assis e Dona Ceci, Jayro Seixas, Jorge Soares, Virgínio Soares, Liata Soares, Telma Melo, Gustavo (Coelba), Salustiano (Coelba), Sabará (Coelba), Dona Virgínia, Dona Nilza, Dona Regina, seu Virgílio (Codeba) e Dona Meire, Yêda Kruschewsky, e outros que a memória nesse sonho deixou de registrar, mas que também marcaram a vida da nossa comunidade.
A riqueza da vida é termos amigos, saúde e sentir sempre a lembrança e saudade de tempos que não voltam jamais.
A todos nossos amigos e vizinhos que se encontram na morada eterna, que o Grande Arquiteto do Universo proporcione o conforto e a benção celestial.
Obrigado!!! Com licença!!!
ZÉCARLOS JUNIOR


























































