Heckel Januário em: OUTROS ESDRÚXULOS FATOS
De prima a opinião deste cidadão escrevinhador é deixar claro que quem tiver culpa no cartório pague com juros e correção monetária. Digo respeito à crise política envolvendo a “operação Lava Jato” e os poderes Executivo e Legislativo e geradora de outra mais grave e de reflexo direto na sociedade, a econômica-social.
Também a de não aceitar goela abaixo a abertura do impeachment pelo presidente da Câmara dos Deputados contra a Presidente da República ter sido um ato republicano e democrático, ao contrário vi-o como uma vingança planejada. Ou será que os anunciados votos petistas pela admissibilidade do processo de sua cassação não o fez soltar o explosivo que engavetado estava por mais de sessenta dias?
A precária situação econômica do país, o “civilizado” diálogo entre esses “harmônicos” poderes, o acirramento político e os penosos resultados vividos pelos cá de fora das quatro linhas, têm-me reforçado a convicção de que o sistema político brasileiro está falido. E não é que meio ao burburinho, assim como um fato novo, surge –não entrando o mérito da questão– o Tribunal de Conta da União –TCU! E o mais complicado é que esse tribunal não é tribunal mas tem força de tribunal, haja vista a estória deste impedimento presidencial haver iniciado em suas entranhas com a “descoberta” das famosas ‘pedaladas fiscais’. Coisas deste Brasil varonil!
Aliás outros esdrúxulos fatos têm surgidos no âmbito desses nossos poderes mais altos. Um é a ambiguidade oposicionista –entendendo a presidente praticante de crimes– propor e brigar para derrubar o governo, tentando inclusive o adiamento do recesso parlamentar e em seguida desistir do intento, parecendo não medir as consequências. Por sua vez a frase “Só sairemos da crise com a mudança de governo” de um partido num programa de televisão como se a solução possa vir num passo de mágica, pode se configurar numa apelação perigosa. Isso sem dizer do poderosíssimo presidente da Câmara ser o promotor do impeachment e ao mesmo tempo investigado pelo Supremo Tribunal Federal –STF. E por falar neste colegiado os meios de comunicação anunciam ser costumeiro um seu membro emitir reiteradas declarações contra um partido político, o que, embora a consciência aponte-me a impossibilidade da isenção, da imparcialidade na vida humana, ela igualmente me indica que tais togados são obrigados a primar pela discrição, idem pelo, claro, saber jurídico, para que a esta mais alta instância do Poder Judiciário, considerada a guardiã da Constituição cidadã, não venha sofrer arranhões em sua credibilidade.
Acredito, em mais um pitaco, que no contexto político, os problemas dos que estão à margem do campo, urgem soluções. Ademais se os atos cometidos pela presidente forem considerados ilícitos, após referendados pela Suprema Corte, condene-se, e que um projeto de governo alternativo já esteja na ponta da língua para se pôr em prática, caso negativo, que os ativistas da abrupta sucessão, ajam desprovidos de emoções, para que não sejam introduzidos na história do Brasil como protagonistas do caos.
Heckel Januário




























































