Agrissênior Notícias – Nº 401 – 16 de outubro de 2012
O Menino Monteiro Lobato
por Cyro de Mattos
O primeiro livro que li de Monteiro Lobato foi Reinações de Narizinh o. Quem me emprestou o livro foi o amigo Duda, o filho de seu Zeca Freire, dono da farmácia na avenida do comércio. O pai de meu amigo tinha uma biblioteca bem sortida de autores brasileiros. Como acontecera com o primeiro livro, li As Caçadas de Pedrinho sem conseguir tirar os olhos das cenas vivas e interessantes. Vibrei com as aventuras de Pedrinho, que saiu vitorioso na caçada de uma onça, como também no ataque de outros animais ao sítio de Dona Benta.
Aí não parei mais. Fui conhecendo, aos poucos, um mundo maravilhoso feito de um sem-fim de cenas vividas por personagens que habitavam um território feito de aventuras e mágicos sonhos. Cada livro que lia de Monteiro Lobato ficava pensando como era que cabia tanto caso na imaginação de uma pessoa.
Das memórias de Emília, que ela resolveu contar ditando-as ao Visconde de Sabugosa, não esquecia o episódio da visita das crianças inglesas ao sítio de Dona Benta, trazidas pelo velho almirante Brown. Da Geografia de Dona Benta, em vez de eu estudar geografia nos livros de aula, viajei com os novos amigos no navio “O Terror dos Mares” e saí pelo mundo afora, fazendo paradas em portos de países distantes onde conhecia gente diferente e via coisas notáveis como nunca tinha visto.
A Chave doTamanho, Os Doze Trabalhos de Hércules, Histórias de Tia Nastácia, Serões de Dona Benta, D. Quixote das Crianças, O Poço do Visconde. Fui conhecendo através desses livros histórias fascinantes do mundo, que só Monteiro Lobato sabia inventar e gostava de contar. Percebia a cada livro lido que ele contava numa língua que gente grande e pequena falavam aqui na terra. As histórias iam se compondo ora como se elas tivessem na minha imaginação, ora como se desenrolassem bem diante de meus olhos.
De livro em livro, cheguei à conclusão de que o amigo Monteiro Lobato resolveu morar no meu coração por um motivo simples: o seu de gente grande nunca deixou de ser criança.
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*Cyro de Mattos é escritor e poeta. Premiado no Brasil e exterior.
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE
1) RELEMBRANDO UMA HOMENAGEM A UM GRANDE HOMEM
2) RELEMBRANDO UMA HOMENAGEM A UMA GRANDE MULHER
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA
Falecimento / Salvador-Bahia

Aguardando informações complementares para, assim, divulgarmos local do velório e sepultamento.

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Amigo Rabat
O Velório do nosso amigo Eduardo Chaloub será no necroterio da Ladeira rua D Manuel de Paiva, antiga rua do Café.
Sepultamento programado para amanhã (13) as 10hs.
O corpo deverá chegar (de carro) a Ilhéus, hoje, às 16hs.
Fernando
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Boletim Eletrônico da Agência Câmara de Notícias
Manchetes do dia |
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68ª CIPM PRENDE QUADRILHA ACUSADA DE ROUBOS NA AV. SOARES LOPES
POLÍCIA MILITAR DA BAHIA
COMANDO DE POLICIAMENTO REGIONAL SUL
68ª COMPANHIA DE POLÍCIA MILITAR
68ª CIPM PRENDE QUADRILHA ACUSADA DE ROUBOS NA AV. SOARES LOPES
No dia 11/10/2012, por volta das 12h00min, policiais militares da 68ª CIPM, tomaram conhecimento de um roubo, ocorrido na Avenida Soares Lopes, onde a vítima, a turista Paulista GISELE SAMPAIO SANTOS, teve seu celular SANSUNG subtraído por marginais montados em duas bicicletas. Os policiais realizaram buscas na Avenida Itabuna nas proximidades da 6ª DIRES, onde alcançou o grupo identificado pela vítima. Com os acusados: PAULO HENRIQUE XAVIER RIBEIRO, 18 anos, e os menores B. S. N, 17 anos e L. L. B. 17 anos, fora apreendido 02 bicicletas, sendo as cores preta e marrom, ambas sem marca e numeração e 03celulares de marcas diversas. Os envolvidos foram apresentados ao plantão da DELTUR para providências.
Câmara Municipal de Ilhéus
Sessão Especial discutiu assassinato de moradora do assentamento Frei Vantui
A cerca de 80 dias, Genilce Pereira dos Santos foi assassinada no assentamento Frei Vantui no município de Ilhéus. Desde então os moradores da localidade passam por situações de pavor e pânico, o que mais chama atenção é que até o presente momento não se tem conhecimento de quem é o assassino e nem quais os motivos que o motivaram a cometer tal ato. Por isso, foi realizada na Câmara na tarde desta quarta-feira (10), uma sessão especial para que as devidas providências sejam tomadas.
Durante a sessão foi visível o descontentamento dos vereadores e da comunidade do Frei Vantui, a sociedade e parte da imprensa local se fez presente. Já as autoridades públicas como, policia e representantes da justiça não compareceram ao plenário legislativo.
A senhora Maisa Fontana, moradora do assentamento, lamentou a ausência das autoridades. “O delegado e coordenador da 7ª COORPIN, o comandante da 70ª companhia de policia militar e a promotora Karina Cherubini não compareceram e assim não podemos obter algumas respostas”, afirmou. Ainda segundo Fontana, existe um descaso com a vítima em virtude do andamento das investigações e espera que uma nova sessão seja marcada contando com a presença das autoridades municipais.
O vereador Reynaldo Oliveira (Zé Neguinho), afirmou que os distritos de Ilhéus são desassistidos pelas autoridades e que inúmeros casos de violência têm ocorrido e a ausência policial é notória. “Já passamos da hora de dar uma nova fase a Ilhéus no que diz respeito a segurança”, disse o parlamentar.
O presidente do Poder Legislativo de Ilhéus, vereador Edivaldo Nascimento, popular Dinho Gás, lembrou em seu discurso que a Câmara de Ilhéus é um local de debates e que era lamentável a ausência das autoridades. “Não podemos falar pelos ausentes, deixo o parlamento ilheense aberto para uma nova sessão especial que venha esclarecer os desejos dos moradores do Frei Vantui”, finalizou.
Prefeitura Municipal de Ilhéus
DEMARCAÇÃO VII
por Edgar Siqueira
DEMARCAÇÃO:
O MANDATO DE UM POLITICO NÃO É EMPREGO, É UMA MISSÃO.
SE A MISSÃO NÃO FOR CUMPRIDA, MUDA-SE O POLITICO.
A máxima acima foi obedecida com rigidez pelo eleitorado Itabunense. Após as eleições, conversando com alguns sobre o resultado das eleições ouvimos a seguinte conclusão. “ O Azevedo é um bicho para tocar obras. Itabuna virou um verdadeiro canteiro de obras. Mas, Ele não deu muita atenção para os serviços essenciais como educação, saúde e a segurança publica. E por isso foi reprovado”. O eleitorado entendeu que não cumpriu a sua missão.
Seguindo a uma lucidez eleitoral com autonomia e independência, a comunidade Itabunense não cometeu a injustiça de responsabilizar apenas o executivo. O legislativo também foi rigorosamente responsabilizado. Apenas um vereador foi reconduzido ao cargo na próxima legislação. Tolerância zero.
Aqui, na nossa pobre e combalida Ex-Princezinha do Sul a máxima que se obedece é a de que o MANDATO É EMPREGO E QUE NÃO PRESCISA CUMPRIR NENHUMA MISSÃO PARA GARANTI-LO. Nem parece que estamos numa Republica, aonde a alternância no poder é o exercício que mais caracteriza uma Democracia.
Com um atraso de trinta anos os mesmos se alternam no poder. Com a conveniência que mais lhes favoreçam. Aqueles que deixam o poder assumem a postura de indiferença aos problemas causados pela administração que lhes sucedeu. Torcendo para que, quanto pior melhor. Assim, serão lembrados que no tempo deles era ruim, e que, agora, ficou muito pior. Habilitando-os a retorna-los ao poder. Sempre mirando com sucesso para os próprios umbigos.

































































