A alta temporada está aí. Junto, a leva de turistas de passagem por Ilhéus e veranistas que por aqui ficam durante a estação.
No trânsito, os longos engarrafamentos-de-uma-ponte-só e algumas colisões aqui e acolá, piorando ainda mais o fluxo dos milhares de veículos.
Nas praias do norte e do sul, aumentarão as ocorrências de afogamentos – alguns fatais – seguindo a teoria da probabilidade: quanto mais banhistas, mais chance. E não é só isso. Vem muita gente que não está acostumada com o mar e/ou não sabe nadar e/ou ingere bebida alcoólica em excesso e dá no que dá. Mas o pior é que, independente desses fatores, ainda há, por parte de muitos visitantes, o desconhecimento das correntes e dos “buracos” traiçoeiros das nossas praias. Aí vem a pergunta: por que não sinalizar?
Nas praias urbanas de Recife, sobretudo a de Boa Viagem, o perigo está nos tubarões. O que mais chama a atenção é a quantidade de placas de advertência indicando a presença do predador por ali.
Exemplo ilustrativo

Exemplo ilustrativo

Em Ilhéus, não vejo placas ao longo das praias advertindo sobre o perigo das correntezas, das depressões na areia, ou recomendando cautela no afastamento durante o banho.  

Óbvio que o efetivo dos heroicos salva-vidas não é suficiente para dar conta de cada metro de praia. Placas de advertência fincadas em trechos desprovidos de postos salva-vidas seriam muito bem vindas e poderiam evitar o pior.
Fica a sugestão, que seria útil não só durante o verão, mas por todo o ano. Uma medida de baixo custo para os cofres do Município e que, além de demonstrar zelo à vida humana, certamente evitaria algumas tragédias.
Nilson Pessoa