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julho 2011
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EMARC – 40 ANOS DEPOIS PARA MATAR A SAUDADE


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Os estudantes da EMARC/Uruçuca, do período de 1969 a 1971, vindos de diversas cidades da Região Cacaueira da Bahia e Espírito Santo, reviveram o passado ao se reunirem nos dias 08 e 09 de julho, em Ilhéus e Uruçuca/EMARC. Esta turma foi a menor que passou pela a escola nestes 46 anos de existência, .
Por ser uma turma pequena (19 alunos) e de faixa etária entre 17 e 19 anos, e apenas dois acima de 21 anos, foi fácil a união nos três anos de internato, naquela unidade de ensino.

No dia da formatura fizemos um juramento que nos reuniríamos aos vinte e aos 40 anos de formados e assim cumprimos a promessa. No dia 08 nos reencontramos numa pousada em Ilhéus e no dia 09 fomos até a EMARC para cumprirmos uma programação que durou o dia todo.

Na sexta-feira (08), à tarde começavam nossas primeiras emoções com a chegada dos colegas aos poucos na pousada. Era a mesma alegria, um fato muito parecido com a nossa chegada no primeiro dia de apresentação na EMARC.

Á noite nos reunimos num restaurante da cidade e foi aquela descontração, onde cada um tinha a revelar e lembrar casos e causos daqueles três anos dos idos anos de 1969 a 1971. Não faltou quem chorasse. Relembramos a repressão à classe estudantil pela ditadura militar, mas também relembramos nossas ousadias ao regime de 64. Foram tantas lembranças, que a noitada se prolongou até os primeiros minutos do dia seguinte e só encerramos aquela reunião, porque tínhamos um compromisso maior no sábado na EMARC.

Para se ter uma idéia, aqueles jovens técnicos agrícolas de 1971, hoje já na terceira idade, tomaram caminhos diferentes, exercendo diversas outras profissões e alguns já aposentados. Desta turma, três são advogados, quatro bancários, quatro agrônomos, dois empresários, um engenheiro químico, um administrador de fazendas de cacau, um economista/sociologia rural e dois técnicos agrícolas. E in memorian – registramos o falecimento do colega Jonas Batista Ferreira (Gata Romana), que trabalhou por muitos anos no Escritório da Ceplac na cidade de Uruçuca. Os demais atualmente residem em Manaus (2), Salvador (1), Aracaju (1), Viçosa (1), Itamaraju (1), Ipiaú (1), Itabuna (3), Canavieiras (1), Barreiras (1), Coaraci (1) e Ilhéus (5).

No sábado rumamos para EMARC, e lá hasteamos as bandeiras do Brasil, Bahia, Uruçuca, Ceplac e IF – Baiano, logo em seguida uma celebração religiosa seguido de um breve intervalo para um chocolate com prosa, entre os colegas, professores e servidores da Ceplac da nossa época. Daí mergulhamos num túnel do tempo – “Tempestade de Sentimentos”, onde falaram todos os colegas, professores, diretores e servidores presentes – Foi adrenalina pura.

O pronunciamento final coube ao atual diretor da EMARC/IF – Baiano, o Senhor Euro Oliveira de Araújo que fez questão de elogiar a união desta turma, pois como ele mesmo disse: quarenta anos não são quarenta dias e sim quase meio século. Achou tão oportuno aquele evento para sua gestão, que em razão disto e pelo sucesso, já pretende colocar em seus planos um “ENCONTRÃO” em 2012, reunindo todos os emarqueanos possíveis, quando em definitivo a nossa EMARC, passa para a responsabilidade total do Instituto Federal Baiano, onde além de cursos técnicos de nível médio serão implantados cursos superiores.

Após o almoço servido na EMARC a todos os presentes, fomos visitar as instalações agrícolas da escola e por fim percorrer as ruas da cidade de Uruçuca, onde uma mistura de saudosismo e emoção ficaram marcante neste encontro, pois ali também estavam conosco nossos familiares. (cônjuges e filhos).

Em Uruçuca foi sem dúvida algo marcante mais uma vez em nossas vidas, onde relembramos nossas adolescências, ao retornar para rever o que ainda tínhamos gravado em nossas memórias: os barzinhos, a Rua do Cacau, Bar do seu Augusto, a praça do namoro, o cinema, Boate Tropicália, apesar de que alguns destes estabelecimentos não funcionavam mais como antes, mas no mesmo local estavam lá outros empreendimentos.

Da nossa parte só temos que agradecer a DEUS, por nos ter dado esta oportunidade de realizarmos, o que para alguns não passava de um sonho.


Rezende

Veja FOTOS do encontro clicando AQUI e depois na seta para AVANÇAR.

16 respostas para “EMARC – 40 ANOS DEPOIS PARA MATAR A SAUDADE”

  • heraldo faskomy de sá says:

    grande professor de agricultura ismael rosa, faz um balizamento em quincôncio como nínguem, (1994-85) lembrando dos (embarcados) iram(psicultura) consolação,(coopermarc) o ultimo fumava 3 carteiras por dia.

  • Como é grande a emoção de compartilhar a saudade. FICO MUITO FELIZ, PELA REALIZAÇÃO DESTE ENCONTRO.Lembrei na minha época como estudante na EMARC/TF.

    Um FRATERNO abraço.
    Seu filho

  • Não estudei na EMARC mais sinto-me como em eterno emarqueano, pelos varios cursos que fiz e pelas fabulosas Semana do Fazendeiro – que saudade.Como ceplaqueano não poderia deichar de parabenizar essa turma e desejar muitas felicidades e muitos anos de vida a todos .

  • Pedro says:

    Ser emarqueano é uma coisa que não esqueçemos nunca!Fora do comum!Faz sete anos que saí de lá, mas lembro como se fosse hoje!Escola da vida!

  • Parabéns ao ex-alunos da Emarc-Uruçuca, na pessoa do amigo José Rezende que presta relevantes serviços a Ilhéus, mando a todos os amigos da ativa e inativo parabéns e muitas felicidades. O Sarrafeiro Guy Valério também já deu a sua colaboração a CEPLAC, parabéns a todos vocês Emarqueanos e Ceplaqueanos.
    Beijão no coração!
    Melck Rabelo

  • Arlindo Melo says:

    Que bom, tive a oportunidade de saber como andam nossos colegas Emarqueanos, turma de 1969 a 1971. Entrei na Emarc em março de 71 e sair em 73, tive o prazer de conviver com essa turma, tomando trote, na banda e até tocando clarim nos hasteamento do pavilhão Nacional, mais nada me aborrecia, que bom saber do Almir Carvalhal, meu padrinho de apelido, senti a falta de Honório, Bezinho, mais sei que nem todos puderam estar presente, gostei de ver nossos mestres Dalila, João Luis, Menandro, Juarez, que legal em saber que a familia que se construia na Emarc continua viva no coração dessa gente.
    Gostei da ideia do ENCONTRÃO 2012. Se precisar conte comigo.

    Parabens pelo encontro, que Deus abençoe cada um juntamente com seus familiares.
    Fiquem com Deus.
    Arlindo Melo

    • José Rezende Mendonça says:

      Prezado colega Arlindo Melo

      Benzinho não foi desta turma. Ele foi nosso calouro em 1970.
      A falta sentida de Honório procede, pois o mesmo não veio por questão de saúde e reside atualmente em Manaus. Além de Honório faltaram Elias Cabral (Itabuna) e Fernando Berti (Aracaju), que não compareceram por motivos de viagens inadiáveis. Os demais estavam todos presentes.

      Um abraço
      Rezende

  • Saí da melhor escola do mundo agora em 74. Parece que foi ontem.
    No começo deste ano precisei ir lá pegar uma declaração para calçar o “meu pé na cova”.
    Fato curioso e que me deixou encucado foi que, ao passar por velhos professores e servidores antigos da nossa sempre e eternamente querida EMARC, eles olhavam pra mim e faziam o sinal da cruz.
    Muito provavelmente devem ter me confundido com alguma entidade celestial por causa da minha barba.
    Vou voltar lá, qualquer dia desses, pra perguntar a razão daqueles sinais. Rapaz!, parece que havia sido combinado. Bastava olhar pra mim e os caras diziam “DEUS É MAIS”.
    Estranho … mesmo porque, podem perguntar para alguns desses oradores que estão nas fotos e vivinhos da silva, se eu era ou não era um SANTO.
    Grande injustiça cometeram comigo e deixo aqui registrado o meu protesto.
    Atenciosamente,
    Generalíssimo Pentelho.
    Menos conhecido como Rabat.

  • Tô aqui segurando para não mijar nas calças de tanto rir.O Sinal da Cruz dos antigos professores e funcionários “Deus é Mais”.Rabat você é persona non grata na Emarc,tô aqui pensando o que você aprontou nos alojamentos…me falha a memória o nome daquela senhora que tomava conta do alojomento grande aquele que fica lá no alto, tem uma sacada nos quartos, sei que ela aposentou da última vez isso fas uns seis ou sete anos alojei por lá e a noite, nesse tempo mesmo de julho frios dos infernos levava eu um garrafão de vinho e linguiça e ficavamos até altas horas conversando no salão, ela contava causos de arrepiar os cabelos,das travesuras de ex-alunos acho que ela queria dizer que o o aluno era o Rabat o “Santo”.kkkkkkkkkkk.
    Melck Rabelo

  • Jose Ramos says:

    Olá Melck Rabelo! A pessoa da hospedaria era a Valdeci, conhecida por Val. Lembro dela. Eu também fiquei na hospedaria por muito tempo. Ela cuidou direitinho de mim. Ela tinha histórias interessantíssimas. Tenho saudades. Eu me formei em 82. Ainda era tempo das vacas gordas. Depois disso só ouvir falar de escassez. Não conseguimos formar uma turma tão unida a ponto de reunir depois, mas tenho grande vontade de retornar e encontrar os colegas. Me lembro dos japoneses: Sasaki, Ohara e Yagui. Tem o Hideumi. Grande colega. Gostava de comer Lamen. Ele mora da pros lados de Posta da Mata – Município de Eunápolis. Na época era chamada de maior povoado do mundo.

  • Jose Ramos says:

    Eu moro em Brasília. Estou respirando bem de perto todas as mudanças que este país está experimentando. Algumas são boas, outras precisam de reflexão e boa pitada de ética.

    José Ramos

  • Marcos says:

    Grande EMARC!!
    Saudades dos “bons tempos”; ví as fotos dos mestres
    e diretores.
    Quanta saudade….
    Marcos
    (turma de 74)

  • Jose Carlos says:

    Estudei na emarc ur em 98 e 99,bons tempos.UM dos melhores momentos de minha vida.Saudades dos colegas muitos deles nunca mais tive notícias.Parece que foi ontem só sabe quem estudou na EMARC…valeu um forte abraço a todos..

  • Lucas says:

    Olá pessoal, estou procurando informações de Valdeci (Val) da hospedaria, para um amigo Jesuíno) de São Tomé e Príncipe na Africa, ele cursou na Emarc pelos os anos 80 a 84. Ele procura por informações ou contato de dona Valdeci, quem puder ajudar favor me contatar por e-mail ou telefone. lucaspessoa88@hotmail cel/Zap:(73)99157-5457

  • Predro michelon neto says:

    Estudei 70/71
    Perdi o contato com todos
    Fui calouro desta turma
    Vietcong (caixa mir da banda) foi quem je batizou como Chumbrega.
    Fui corneteiro mor
    Gostaria de me reconectar com os colegas

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