O HOMEM NA MAÇONARIA
por José Everaldo Andrade Souza .’.

Ir.’. Everaldo
A riqueza do homem é o convívio com o seu semelhante, para que enfrente o desafio de “amá-lo”.
O fundamento da Maçonaria reside justamente aqui: a oportunidade de cultivar o amor fraterno, dando-se de si e possibilitando que o amor dedicado ao próximo retorne a si próprio, para a complementação de sua missão.
Fica assim evidenciado, que o lema “ama ao próximo como a ti mesmo” é uma atitude global; ninguém pode amar ao próximo se antes não amou a si próprio.
Amor, aqui, é a sublimidade do desejo de distribuir a riqueza espiritual que cada um de nós possui.
A perfeição do Amor está nos atos “coincidenciais” entre duas pessoas; eu amo ao meu próximo porque ao mesmo tempo, no mesmo instante, esse próximo me está amando.
A Maçonaria dos tempos idos se dedicava ao operativismo, ou seja, a preocupação principal era a “construção”; edificações em todos os sentidos, e paralelamente dar conforto aos “pedreiros” das “construções”.
Mais tarde, no alvorecer da Renascença, a Maçonaria modificou-se, passando à especulativa, ou seja, à “construção” do próprio homem.
O Misticismo tomou rumos bem definidos e afastou os Maçons do trabalho “braçal”, dando-lhes a oportunidade de seguir uma trajetória bem diversa do comum.
A preocupação de todos os Grupos Espiritualistas, onde se situa com muita propriedade a Maçonaria, foi a de aperfeiçoar métodos para dar ao homem o destino certo, condizente com a sua grandeza. O homem foi constituído de material nobre, ele tem valor.
A Maçonaria zela por esses valores inestimáveis e busca todas as oportunidades para cercar o maçom da proteção necessária, porque o homem, cada vez mais, é cercado por fatores negativos.
A necessidade de, semanalmente, reunir os maçons, decorre da vigilância permanente sobre eles, para que cresçam no misticismo, manto protetor em todas as circunstâncias.
Quando o maçom entra na sua Loja, ao assinar seu nome, está “lançando-se” num ato semelhante a uma “entrega de si mesmo”, como se depositasse uma “pedra” destinada à construção do próprio Templo onde, reunidas as pedras, surge o Edifício e, ali, todos se encontram em comunhão para glorificar ao Supremo Arquiteto do Universo (DEUS), dentro da Mística Universal.
O homem é o símbolo dos símbolos. Se as lições que aprendemos, durante os longos anos de vida maçônica, nos trazem dia a dia novidades, mesmo pelas próprias repetições, não devemos deixar de reconhecer que o maçom “vive uma experiência” permanente e que nunca cessa sua busca.
A busca, em última análise, irá encontrar um ponto de estacionamento; não de parada, de chegada final, de meta alcançada.
É a harmonização com quem nos criou e nos deu todas as oportunidades para, em sua companhia, mesmo de forma incompreensível, prosseguir-mos nossa meta.
O homem e, especialmente o maçom, tem em si o “germe” da crença; todos nós cremos, uns mais, outro menos, que em alguma parte se fixa o mistério, e que desvendá-lo será o Grande Desafio.
Quem aceita que a Maçonaria não passa de mais um clube de serviço, e nele se sente bem, estará atingida a sua meta.
Porem, quem não se satisfaz com “apenas” isso, então projetará toda a sua potencialidade para frente e em sentido vertical e, por certo, também encontrará satisfação.
JOSÉ EVERALDO ANDRADE SOUZA
LOJA ELIAS OCKÉ
ORIENTE DE ILHÉUS-BA.



























































obrigado pelo esclarecimento.