HOSPITAL DO CORAÇÃO

Bactérias do intestino transformam substância da carne vermelha em óxido perigoso ao coração
Estudo americano identificou o modo como a carnitina, presente em carnes e bebidas energéticas, aumenta o risco de aterosclerose, doença que entope as artérias coronárias
São Paulo, abril de 2013 – Um amplo estudo publicado ontem (07/04) pela revista científica “Nature Medicine” mostra como o consumo regular de carne vermelha favorece a aterosclerose, doença que causa o entupimento de artérias coronárias.
O problema está na metabolização da carnitina. Quando esse composto da carne vermelha chega ao intestino, as bactérias naturais do trato digestivo o transformam em óxido de trimetilamina (OTMA). Após ser lançado na corrente sanguínea, o óxido aumenta o risco da aterosclerose, assim aumentando o risco de infartos e derrames cerebrais.
Além de estar presente na carne vermelha, a carnitina é encontrada em peixe, frango e laticínios, porém em menor quantidade. O composto também é comum em bebidas energéticas.
O estudo foi realizado na Clínica Cleveland, nos Estados Unidos. Foram analisados dados clínicos de 2.595 pacientes que haviam feito exames cardíacos eletivos. Além disso, os pesquisadores testaram os níveis de OTMA e de carnitina em voluntários que seguem dietas vegetarianas.
Os pesquisadores também utilizaram ratos para investigar a dinâmica da carnitina no organismo. Dois grupos foram pesquisados: um com dieta rica em carnitina e outro com níveis suprimidos da flora intestinal. Assim, foi verificado que o OTMA altera o metabolismo do colesterol, aumentando assim o risco de aterosclerose.
Uma série de estudos anteriores já tinham mostrado a relação entre consumo regular de carne vermelha e doenças cardíacas, porém essa pesquisa trouxe mais informações sobre a dinâmica dessa relação.























































