Parabéns ao município do Rio de Janeiro, que resolveu praticar sua Lei de Limpeza Urbana e aplicar multas àqueles que jogam lixo na rua. Na América do Norte e Europa esse tipo de ação já existe há tempos. Chegou tarde ao Rio, mas antes tarde do que nunca. Se vai funcionar, é outra história, mas tomemos como exemplo os carros que, em Brasília, há muito tempo param na faixa sem o pedestre precisar estender o braço. Funcionou.
Começo a suspeitar que essa lei do lixo qualquer dia vai chegar por aqui, daí a nossa prefeitura municipal insistir em manter a “Zâmbia” como entreposto oficial de descarte de lixo, sem adotar nenhuma medida impeditiva, apenas recolhendo passivamente o lixo que é depositado em plena via pública, ao lado de um colégio (CAIC) e de uma futura creche escola, sem falar na área residencial do entorno. Esse lixo não é recolhido diariamente. Mesmo que o fosse, isso não eliminaria os riscos de pestes e doenças a se espalhar por toda a região do Santo Antônio de Pádua, URBIS e Faelba, cujos moradores pagam taxas municipais para a limpeza da cidade e são obrigados a respirar os ares de um lixão e conviver todos os dias com moscas, ratos e urubus.
Uma “Zâmbia” preservada seria suficiente para bancar todo o município, através da arrecadação proveniente das multas, e Ilhéus passaria a ser uma das cidades mais ricas do País. Graças à sujeira.

Nilson Pessoa