Um passeio pelo comercio de Ilhéus.
Amigo Rabat
Hoje pela manha caminhando pelo centro de Ilheus me bateu uma saudade no meu coração, ao passar pelo nosso comercio e nao ver mais aquelas casas que fizeram parte de nossas vidas. Agora mais ainda com proposito de meu amigo Ney encerrar as atividades da nossa Livraria A Nacional. Lembra-se de onde voce, Rabat, comprava os Gibis daquela epoca: O Fantasma, Pato Donald, alias nunca mas vi falar em Gastão e nem Tio Patinhas, pois a Nacional deixou de vender revistas e tem poucos livros em suas prateleiras. Vejo hoje suas prateleiras cheias de brinquedos, perfumes e relogios. Ta certo Ney voce cumpriu com o seu papel.
Abraços
Eduardo – Siri
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Hoje, 11 de abril, às 7:45hs sair da minha da minha casa à rua Conselheiro Dantas, centro, com destino ao trabalho, que fica na av.Almirante Linhares, Galeria de Ilhéus Hotel. No meu passei pela Praça JJ SEABRA, onde fica o Palácio Paranaguá. Em vez de seguir pela Prado Valadares, onde esta estabelecido Franzino Foto resolvi passar primeiro pela Rua Almirante Barroso para ver o nosso amigo Ademar do Bolo. Encontrei a turma dos conferentes, em frente à Casa da Manteiga, esperando a famosa umbuzada preparada por D.Nilza feita de polpa de umbu e creme leite, uma verdadeira refeição para aqueles que teriam que enfrentar o trabalho em nosso Porto. Outros preferiam o pão quentinho da Padaria Minerva do Aroaldo Mendonça. Cumprimentei a todos e entre eles estavam Quincas, Gobira, Raul Clement, Zito Macarrão. Segui em frente encontrando-me com o Zé Perelo, o mais novo funcionário da Padaria Luso Brasileira, alias Padaria e Armazéns de Secos e Molhados. Muitas famílias faziam suas compras da semana neste estabelecimento, pois não tínhamos ainda muitos supermercados. A Padaria Lusa foi o primeiro emprego de Zé Perelo, o terror das gatas da Cidade Nova. E por falar em Supermercado, após duas casas chego ao estabelecimento dos Hage, que veio a ser o primeiro Supermercado de Ilhéus, à frente o amigo Magib Hage, onde atento fiscalizava os clientes que entravam para pegar a mercadoria diretamente nos gandulas indo direto ao caixa para pagar. Estranho isto não é! Mas Supermercado é assim. Logo após sugiram outros, como o Supermercado de Paulo Pinto na Avenida Dois de Julho, o Supermercado de Sobral, embaixo do Hotel Central do nosso amigo Castor, nada menos que cunhado do meu amigo Grimaldo da Casa dos Retalhos. Continuando o meu percurso passei em frente do Brilhante para cumprimentar o Ailton e resolvi subir a D. Pedro II. Em sua esquina as duas lojas charmosas de Ilhéus, uma dirigida pelo amigo Omar Rabat e outra pelo amigo Antonio Luz que de vez enquanto me presenteava com umas mangas rosa, tirada do terreno de Liberio Menezes, la no alto Outeiro São Sebastião. Uma loja vendia roupas para homens escolhido a dedo por Berá e a outra Moveis de Primeira Linha (Casas Arnaldo) vinda diretamente de sua filial que ficava no Rio de Janeiro. Na Rua D. Pedro II encontro seu Elias Ocke da Loja Gaucha, mas antes cumprimentei o João da Paulista. Mas a frente à Loja de D. Anizinha, que estava a posto, a espera do amigo Cid para fazer seu deposito do dia anterior no Bancrelar, de onde o mesmo era gerente. Naquele momento me deparo com João, que apressado corria para Loja dos Mendonça Irmãos para não perder o seu horário de trabalho. Na esquina da Loja Geni, o Bel Zaidan, resmungando clamava por Djalma, seu único funcionário, para chegasse no horário para levantar as suas portas. Daí passei pela Nacional e como sempre no horário o Araujo de prontidão para atender os alunos do Colégio Afonso de Carvalho, que procuravam lápis e canetas para comprar. Vou eu seguindo, parando antes na Padaria São Jose do Sr.Acidalio Mendonça, padaria esta que Jofre comprava todo dia 100gramas de manteiga, em mãos de Waldemar. Encontrei também nesta padaria o amigo Jair, sub-tabeliao no Cartorio de Sá Barreto, que tomava seu cafezinho servido pelo amigo Asterio. Como não precisava comprar panos, passei direto pela Pernambucana e na outra esquina já sentia o cheiro de comida gostosa do Samburá do nosso amigo Jorge, que já pensava em se mudar para as bandas do Malhado. Para finalizar meu percurso pela D. Pedro II fui ate o Barril de Maynart encomendar para noite os famosos robaletes fritos, tinha que chegar antes de Antonio Olimpio, pois ele era um dos fregueses assíduo do Maynart. Como estava fechado, resolvi voltar para empresa, pois já passava 10 minutos das 08h00min.
No retorno já na esquina da Paranaguá com a D. Pedro II encontrei com o meu irmão Zé Fininho, que apressado nem me cumprimentou por que estava atrasado para o seu expediente no Banco de Ilhéus, do Sr. Ananias Dorea. Era colega dele Tavares, Ranni, Arnon, Colo, Humberto, Toinho Dorea e muitos outros. Por fim chego ao largo do Prédio da Pensão Vasco, na sua esquina a direita Sapa Veiga, na esquerda o Walmir Duarte funcionário padrão da Casa Brasil. Vizinho a Farmácia de Nildo da Academia Vigor eis a Lanchonete dos Lagos, à frente o nosso amigo Zé Lago parceiro inseparável do Zé Leite. Por fim chego ao majestoso prédio do Ilhéus Hotel, o com seu moderníssimo elevador. Tínhamos a honrar de ter um prédio único no interior do Estado servido por um elevador, alem da Lavanderia do nosso amigo Nobre companheiro da Professora Cidelia do Afonso. Como não bebo apenas cumprimentei Darival Gila, que servia uma legitima destilada de Itaranti, na própria Galeria do Hotel.
Mas meus amigos, isto tudo me veio memória hoje pela manha. Mas o que me levou a pensar no passado foi uma placa, fixada na fachada da Livraria A Nacional, que dizia: ALUGA-SE.
Esta Livraria com certeza cumpriu com o seu papel na educação de muitos jovens da nossa cidade. Desde a época do seu primeiro dono, Sr. Carlos, depois o Sr. Guy e por ultimo o meu compadre e amigo Ney Melo que resolveu encerrar as atividades da nossa querida Livraria a Nacional. Agora eu me pergunto onde vou comprar minhas revistas A Realidade, Pato Donald, e O Fantasma? Não tem problema, pois todos nos estamos antenado na Internet e temos em nossas mãos a Biblioteca Virtual GOOGLE onde você encontra de tudo.
Vai deixar saudades…
Eduardo – Siri
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As fotos acima são de estabelecimentos comerciais atuais, que substituiram os estabelecimentos menciondos no texto, com exceção da Livraria A Nacional cuja sede continua a mesma e a Casa Brasil que teve parte de sua sede compartilhada atualmente por Caca Turismo e Riqueila. Cliclando em EXIBIR FOTOS voces verão as fotos com a legenda do estabelecimento antigo.
Um pelo passeio pelo passado de uma Ilhéus, que não voltará, jamais. Compartilhamos as muitas dessas lembranças, meu caro Eduardo, pois convivemos muitos momentos na nossa infância e adolescência. O tempo é inexoravelmente cruel, e vai mudando as coisas, as pessoas, e os cenários da nossa vida. Por tal motivo, trabalhos como os do Zé Nazal, do Rezende, da profa. Adélia Melo, Maria Luiza Heine, e tantos outros que registram o nosso cotidiano, são importantes para preservação da nossa memória. Povo que não cultiva o seu passado, é povo sem memória, e fadado a desaparecer sem deixar vestígios, como a poeira na imensidão do universo. Parabéns!
Na realidade, nao pude me conter para parabeniza-lo por estas palavras e apesar de nao conhece-lo a voce e nem a maioria das pessoas citadas,relembrei os meus tempos de criança, das mangas do Liberio das diversas vezes que fiz este percurso e lojas tao bem citadas.
faço das palavras do Anísio J.S. Cruz as minhas. parabens pelo artigo.
(antigo morador do oiteiro, e hoje radicado em S.P)
Meu caro amigo Eduardo Siri,
Cara você hoje foi demais. Vou guardar esta matéria com carinho.
Todas estas pessoas que você citou, eu conheci, realmente tempos que jamais voltarão.
É muito prazeroso reviver a história da nossa cidade. Rezende, Nazal e outros ilheenses estão fazendo um grande trabalho ao registrar os atos e fatos de Ilhéus.
Parabéns mais uma vez.
ZÉCARLOS JUNIOR
Eduardo, é olhando para o passado, que se constrói o futuro.
Ze se tiver oportunidade mostre esta materia para o Ademar do Bolo, pois ele tem horror a computador, ainda usa a velha maquina de escrever. Na gestao passada de Jabes o Ademar foi nomeado administrador dos cemiterios de Ilheus. A turma la do Bar Veio tirava um sarro chamando de “coveiro”, mas ele todo empolgado sentindo-se util levou o trabalho a serio e tome maquina de escrever para dentro. Ele resolveu fazer o recadastramento dos “mortos” ou melhor da sepulturas. Seria bom termos Ademar trabalhando de novo.
Eduardo – Siri
Felizes aqueles que viveram tantas boas lembranças.
Percorri esse caminho por muitas vezes, e de fato olhar uma placa de encerramento de um espaço que fez parte de nossas vidas é como ver uma placa ” Descanse em paz “.
Não só a Nacional, como tantos outros espaços, públicos e privados que aos poucos se retiram do nosso cotidiano.
Dentre todas as perdas que tive, certamente a maior foi a de hoje não viver mais nessas terras onde a felicidade me foi apresentada.
Dai guardo os melhores amigos, a formação dos meus valores e minha grande saudade….
Um enorme abraço para todos que de alguma forma lutam por fazer uma Ilhéus melhor para todos…
Elke