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DEMARCAÇÃO: CONTINUAMOS DE BRAÇOS CRUZADOS ESPERANDO O PIOR ACONTECER.

por Edgard Siqueira

slide-1-638De quando em vez somos questionados como achamos assuntos pertinentes para toda a semana postar matérias. E nós respondemos que o que não falta neste tema são fatos novos para serem discutidos ou copiados. O lugar que não temos noticia de fato novo, há muito tempo e que beneficie os Peq. Agricultores é na nossa Região. Aqui, estamos diante de um quadro letárgico, esperando para acordar quando não estiver mais jeito.

Por mais que me esforce para não fazer comentários que dão visibilidade, termino não me contendo. Esta semana ao acessar um SITE tomamos o maior susto com o titulo MORTE DE AGRICULTORES, felizmente, não tinha morrido ninguém. Era uma matéria do presidente da ASSOCIAÇÃO, com um argumento ctrl A, numa peregrinação teimosa a espera de uma “Solução Politica”, “de Políticos incompetentes, que não encontraram soluções para as questões essenciais, como saúde, educação…”. Uma argumentação antagônica. Ao mesmo tempo em que acredita numa “solução politica” desce a madeira nos políticos. Assim, o impossível fica muito mais.

Outra colocação que fez com que não me contivesse foi: “A Associação não se responsabiliza por qualquer atitude que os PRODUTORES RURAIS, atingidos, venham adotar de forma individual, em legitima defesa…”. Por uma questão de justiça devemos enaltecer a atitude do presidente de vir a publico admitir que os PRODUTORES RURAIS não devam contar com o apoio da Associação e que estão sozinhos nesta guerra. Mas não precisava, porque já foi dito por ele, que ocorrências preventivas foram registradas junto às Autoridades Policiais lhes eximindo de qualquer responsabilidade em caso de algum conflito, mesmo em legitima defesa. Só que a potencial admissão publica desta justa possibilidade em legitima defesa, faz com que um PRODUTOR RURAL possa ser responsabilizado pelo que não tenha feito.  Basta acontecer alguma coisa com um “índio” com autoria desconhecida. Quando não se tem o que falar o melhor é ficar calado.

Voltando ao tema principal. Muita coisa positiva aconteceu esta semana, mas um acontecimento merece destaque. Estamos falando de uma decisão, ACREDITAMOS SER PIONEIRA, ocorrida em Santa Catarina, conseguida pela Comunidade da Enseada do Brito, que LUTAM contra a demarcação da Terra Indígena Guarani no Morro dos Cavalos, em Palhoça. Uma Comunidade de PESCADORES que é um exemplo a ser seguido e copiado. Mesmo já tendo o Ato Declaratório da criação da Reserva assinado pelo Ministro da Justiça NÃO CRUZARAM OS BRAÇOS e travam uma luta diária com estratégias democraticamente escolhidas, principalmente a crença de que a JUSTIÇA pode enxergar estes absurdos. E foi o que aconteceu. Vejam abaixo a manchete da DECISÃO.

Recorte.

Recorte.

É importante salientar que lá, os afetados têm o apoio necessário e indispensável do Procurador do Estado e do Governador. Mas, mesmo com este apoio politico foram buscar fazer valer os seus DIREITOS NA JUSTIÇA e não ficaram de BRAÇOS CRUZADOS esperando o impossível acontecer. Outra iniciativa recente desta COMUNIDADE que destacamos é o ABAIXO ASSINADO ON LINE – CPI DA FUNAI, JÁ. Só temos que agradecer e aplaudir o EXITO ALCANÇADO por esta COMUNIDADE.

Não nos resta duvida que também possamos conseguir, mas isto não cai do céu, portanto temos de DESCRUZAR OS BRAÇOS. Aqui é tão possível, que certa feita um Juiz Federal declarou que se representássemos por VIOLAÇÃO DA ISONOMIA em relação ao critério da poligonal da demarcação, ELE, DEFIRIRIA. Não aproveitarão, na crença individual de uma simples “decisão politica”.  Agora, as armas estão à disposição, serão que vão saber usá-las.

No próximo dia 23 estarei sendo submetido a uma cirurgia, a depender do pós-operatório, estaremos aqui a posto. Se não, a ausência já está previamente justificada.

2 respostas para “DEMARCAÇÃO: CONTINUAMOS DE BRAÇOS CRUZADOS ESPERANDO O PIOR ACONTECER.”

  • Raúl Isuberê Spode. says:

    Sr. Edgar:

    Estamos vivendo tempos de alucinação: conheço muito bem a Enseada dos Britos, Palhoça, em Santa Catarina, e nunca soube nem vi vestígio de presença indígena naquela área.

    O que a história daquele local conta é que servia de refúgio aos habitantes de Florianópolis (então chamada Nossa Senhora do Desterro) ante a iminência – real ou imaginária – de invasão castelhana.

    Se por lá houvesse índios…

  • Cássio Alexandre Ferrugem says:

    …ver-se-ia um Cruzeiro que ao Sul se levanta.

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