Os proprietários de empresas de transportes de ônibus intermunicipal a exemplo, dos que executam o trajeto entre as vizinhas cidades de Ilhéus-Itabuna, vêm criando muita atenção parta certa opinião sobre o problema de motoristas também servir como cobrador. Outro dia entrei num ônibus com esse tipo de serviço e não fiquei muito interessado nessa fantástica forma de economia dessas empresas que executam esse tido trabalho extra para ganhar mais dinheiro.

Resolvi entrar num ônibus e acompanhar o trajeto desenvolvido entre Ilhéus/Itabuna, e fui lembrando um acidente que tomei conhecimento numa notícias a qual relatava o caso de um micro-ônibus que atropelou 4 ciclistas, matando 3 na hora, e de acordo com testemunhas o motorista estava na hora desatento por estar dando o troco de um passageiro.

Claro que o motorista não agiu com o propósito de matar ninguém, porém, foi à insistência de executar o trabalho de cobrador, serviço que requer muito cuidado e atenção na hora de passar o troco, contudo, as temeridades desses empresários gananciosos, aliados com as autoridades públicas que permitem essa ação contraditória, continuam nessa marcha e não sabemos até onde vai essa economia para os empresários, pois os condutores desses veículos necessitam de duas ou mais atenções na condução de ônibus cheios de seres humanos.

Nesse mesmo trajeto quando o ônibus chegou ao Banco da Vitória, uma senhora entrou e deu uma cédula de 50 reais, e o motorista saiu dirigindo o veículo, voltando para a passageira e com a mão direita pegou algumas moedas numa gaveta improvisada do caixa ao lado direito, algumas caíram dentro de carro e nada de percepção de perigo sobre a direção do veículo.

A viagem torna-se muito demorada, cheia de fortes preocupações de desconfortos e momentos de muitas atenções em face de que a qualquer momento pode ocorrer um acidente. Será que devemos esperar que acontecesse um fato agravante para tomar decisões corretivas dessas ações temerosas?

O que nos leva a mostrar preocupações sobre esses tipos de serviços extras criados apenas para a satisfação dos empresários ganharem mais dinheiro, aumentando seu faturamento, é que existe alguns motoristas que alegam a necessidade correr um pouco mais porque tem de cumprir a meta da empresa, tantas viagens por dia! Ora, façam o mesmo que fazem para aumentar os salários, uma greve, chame a atenção da mídia para o assunto. Mas, por favor, respeitem as normas, as pessoas!

Caso as pessoas entrassem nos ônibus com ticket ou passagem que identificassem o pagamento de determinado percurso, em minha opinião, nenhum problema quanto ao motorista exercer a função de cobrador. O que falta então é organização para que prepostos de empresas que atuam com esse tipo de atividade, estejam nos pontos de vendas, próximos aos ônibus destinados aos transportes de passageiros, evidenciando a que os passageiros já entrassem com as suas passagens adquiridas e somente as entregassem aos motoristas.

O que precisa ser feito é chamar a atenção das empresas de ônibus para aumentar a educação de alguns dos seus motoristas, sobretudo, no tocante à paciência, punir os irresponsáveis pela pressa e freadas bruscas que demonstram incapacidade dessas atividades de conduzir vidas humanas. Não são apenas nos micro-ônibus que mostram a mesma falta de consideração com os outros, ônibus com trocador também! Correm, cortam como se fossem motos, aceleram enquanto o passageiro ainda está entrando ou saindo, um verdadeiro absurdo. Buzina atrás de outros veículos, causando desnecessário pânico coletivo nas ruas de qualquer cidade. PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia