CARIDADE JÁ ERA. AGORA É IMPACTO SOCIAL.
por Fernando Volpi

Fernando Volpi.
Em meio a tantas denúncias de má aplicação de generosas verbas para as chamadas “organizações não governamentais” com foco na inclusão social passando pela doação disso ou daquilo, cestas básicas e outras não tão básicas, auxílio sem controle algum e benesses que beiram o desperdício, além de formação escolar ou profissional que termina exatamente onde devia começar a sua missão (dar ao assistido condições de se manter com o que aprendeu e não simplesmente torná-lo orgulhoso ou vaidoso com o que faz sem faturar absolutamente coisa alguma e sem nenhuma perspectiva de crescimento), em meio a tudo isso e muito mais, vemos surgir uma nova corrente – felizmente e graças a Deus – que nada tem de ONG: são os empreendedores sociais. Muitas empresas assim identificadas, notadamente no exterior e ainda timidamente no Brasil, já começam a ter mais impacto do que as ONGs e tendem a ganhar mais notoriedade pela eficaz contribuição aos setores da sociedade em que o poder se retirou (ou nunca esteve) ou não conseguiu atuar de modo eficiente enquanto terceirizava para ONGs criadas em cima da hora e no “jeitinho” certo para abocanhar estratosféricas verbas oficiais ou do setor privado desavisado. Para isso, já efervescia até um comércio de CNPJ com mais de três anos de registro, conforme a legislação exige para as dotações fermentadas na ganância e na corrupção.
A ciranda das ONGs devoradoras de verbas (nem todas, felizmente) está chegando ao fim. Surgem os empreendedores sociais, com a missão de causar impacto social e ambiental como jamais seria conduzido pelos governos. A iniciativa privada atua como empresa, mas pode fazer parcerias com a sociedade ou até mesmo com o setor público, mas dando as cartas e com ênfase para investimentos de impacto aportando capital em empreendimentos capazes de provocar reais mudanças sociais e ambientais. Não se trata simplesmente de fartar o homem com doações e paparicos pontuais, efêmeros, sazonais e hipócritas, e sim investir em negócios com grande alcance social que possam, inclusive, ser fiscalizados e até mesmo taxados no caso de bom retorno do investimento. Afinal, o empreendimento social é um negócio. A isenção fiscal gera brechas e ambiguidades, além de injustiça e impunidade, deixa os agentes soltos como pintos no lixo, com raras exceções – é claro.
Há importantes empresas bilionárias prontas para investir e aplicar em ideias inovadoras, capazes de realizar transformações sociais importantes e necessárias. Não se trata de fazer filantropia, dar o pão a quem tem fome, a água a quem tem sede, ensinar a fazer o que nunca trará sustentabilidade.
Algumas empresas, felizmente, mesmo sem terem como finalidade o empreendedorismo social, possuem pelo menos esse pensamento velado em seus negócios, e tive oportunidade de constatar isso quando, pela Oficina de Talentos – um empresa com perfil eminentemente social, procurei parcerias (e achei) para recente projeto de recuperação de uma igreja em ruínas no Birindiba, projeto esse que previa a revitalização do bairro inteiro, resgatado do caos, abrindo assim importante oportunidade para outros projetos capazes de transformar não apenas uma capela ou uma escola, mas o próprio homem. Cá entre nós, há muitas pessoas desperdiçando seus talentos porque se sentem como aquela capela: entregues ao “Deus proverá” ou satisfeitos com o pouco que auferem. Se não se agarrarem às oportunidades, se não abrirem seus próprios caminhos, terão que esperar sentados pela providência divina enquanto contabilizam migalhas após se submeterem a remunerações humilhantes e ao desgaste moral, vendo o pouco que construíram se transformar em ruínas, como a capela.
Deus não alcança os descansados e os que amarram seus burros à sombra e a eles se assemelham, ou não teria sido, ELE, o primeiro grande empreendedor neste universo.
Secretário do Turismo e Esportes de Canavieiras




























































O pior exemplo das ONGs no Brasil são aquelas que são sustentadas pelo Governo através dos projetos de fomento das estatais (Caixa, BB, Petrobras), muitas vezes são organizações de divulgação ideológica que se integram a uma agenda partidária, como é o caso do noticiado na Revista Época, onde Black Blocs são patrocinados pela ONG Defensoria Social, que, por sua vez, é patrocinada pelo Instituto St Quasar que, finalmente, tem patrocínio da Caixa e da Petrobrás.
Este país está na mão de bandidos.