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fevereiro 2014
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Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”

Paulo Roberto Cezar Kruschewsky.

Paulo Roberto Cezar Kruschewsky.


 “PK” como era conhecido pelos seus amigos nasceu no distrito de Rio do Braço, em Ilhéus, em 23 de dezembro de 1942, seu pai Domingos Kruschewsky Filho casou-se com Elza Cezar Kruschewsky com quem teve os filhos Paulo Roberto, Ieda, Augusto (Guga), Gustavo, Tânia, Telma, Domingos Neto, Sílvio e Ana Maria. Antes de casar-se com Elza teve um filho, José. Ficando viúvo de Telma casou-se com Leci com que teve mais cinco filhos: Iara, Adriano, Mônica, Viviane e Daniele.

Foi comentarista de futebol, repórter de campo, na Rádio Baiana de Ilhéus junto com Armando Oliveira, Luiz Cavalcante, Altamiro Viana, Fernando Costa Lino, Waldeny Andrade, Tony Neto, Dulce Conceição (primeira voz feminina da rádio), e outros. Trabalhou também na Rádio Cultura de Ilhéus, primeira emissora a se instalar na região sul da Bahia.

Uma das suas grandes façanhas na sua história radialística foi a seguinte: Em Vitória da Conquista as seleções de Ilhéus e de Conquista, jogariam pelo Intermunicipal. A Rádio Cultura de Ilhéus, que vinha transmitindo todos os jogos da seleção, não poderia ficar de fora, mas faltava patrocínio para cobrir as despesas de viagem. PK tomou uma ousada decisão: “Vamos transmitir o jogo mesmo sem ir a Conquista.”
Da palavra à ação foi um pulo. Convocou os dois repórteres da rádio, Seara Costa e Jorge Caetano e combinou com eles que anunciariam a transmissão durante toda a semana e a partir do sábado se esconderiam no interior da rádio, em Ilhéus, só reaparecendo na segunda feira, justificando assim a “viagem” a Vitória da Conquista. A transmissão seria uma dublagem feita através da Rádio Sociedade da Bahia, que transmitia todos os jogos do intermunicipal. Instalaram um rádio nos estúdios da Cultura para ouvir a transmissão da Sociedade, com saídas de áudio para os “fones de ouvido” de Paulo, Seara e Caetano. Paulo ouviria a transmissão e narraria para os ouvintes da Cultura o que estava acontecendo em Conquista.

Tudo estava dando muito certo, o som da Sociedade chegava perfeito a Ilhéus e os três, “diretamente de Conquista”, faziam a transmissão. Até que aconteceu o inesperado. No momento em que acontecia um pênalti a favor de Ilhéus a transmissão da Sociedade sofreu uma pane e a rádio da capital saiu do ar. O mais sensato seria a transmissão da Cultura também “sofrer uma pane”, mas a ousadia de Paulo não tinha limites e ele preferiu arriscar. Raciocinou que os pênaltis da seleção ilheense eram cobrados pelo jogador Deco e que Deco não era de perder uma penalidade máxima. E assim Paulo prosseguiu a narração de um jogo fictício narrando o gol de pênalti a favor dos ilheenses. O 1 a 0 para Ilhéus era um risco que poderia desmoralizar o experiente narrador, mas ele foi em frente e com os ouvidos atentos para esperar o retorno da Sociedade que poderia confirmar a vantagem de Ilhéus.
Passados 10 minutos de impiedosa expectativa, volta à transmissão da Sociedade. Também impiedosamente mais cinco minutos para o locutor anunciar o placar do jogo: “Em Conquista, 20 minutos do segundo tempo, Seleção de Ilhéus 1 Seleção de Conquista 0, gol de Deco de pênalti”.

Paulo Kruschewsky não resistiu e extravasou toda a sua emoção no microfone da Cultura: “Eu não disse… eu não disse…” Terminada a transmissão, na mesma noite, esquecido de que não poderia já ter chegado de Conquista em tempo tão rápido, PK desfilava pela Soares Lopes, com seu fusca, comemorando a vitória de Ilhéus e contando detalhes do jogo que ele não viu para incrédulos torcedores.

Trabalhou na Cooperativa dos Agricultores do Sul da Bahia, na empresa Metal Sulba de Heitor Rhem, saindo da Metal Sulba juntou-se com o colega de trabalho José Raimundo e fundaram em Itabuna a empresa Metal Forte, empresa que fabricava  secadores de cacau.
Casou-se com Elma Monteiro Seixas com quem teve cinco filhos: Paulo Roberto, Roberto Paulo, Sérgio Paulo, Marcos Paulo e Patrícia.

Em 20 de abril de 1978 formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Ilhéus, unidade da Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna, F. E. S. P. I., hoje Universidade Estadual de Santa Cruz  (UESC), sua turma teve como paraninfo o Prof. Francolino Neto e patrono o Prof. Soane Nazaré. O orador da turna foi Dorival de Freitas. Foram seus colegas de formatura: José Oduque Teixeira, Tito Lívio Fontes Passos, Lício de A. Fontes, Raymundo Veloso Silva, Virgílio Antônio Leite Tavares e outros.

Faleceu em 28 de dezembro de 2000, seu corpo foi sepultado no mausoléu da família no Cemitério de Nossa Senhora da Vitória.

2 respostas para “Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES””

  • Guy Valério says:

    Figuraça era PK. Todo mundo gostava dele. Tem outras histórias fora do rádio, mas deixa pra lá, demos boas risadas…..

  • Vinicius says:

    Verdade Guy Valério, era uma verdadeira figuraça, existem inúmeras estórias ou histórias, dele com o também saudoso Tony Neto, de ralar no chão de tanto sorrir.

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