Dia desses, precisei fazer uma ligação telefônica para uma empresa administradora de cartões de crédito, via atendimento eletrônico. Comecei a seguir aquele passo a passo: “para serviço tal, disque 2, para serviço tal, disque 3…”. Foi aí que me dei conta que essa palavrinha, disque, vem do verbo discar, ou seja, do tempo do telefone a disco! Lá se vão décadas que o antigo telefone virou peça de museu, não existe mais comercialmente e o disco foi substituído pelo teclado (pelo menos por enquanto).
Alguns serviços de atendimento eletrônico adotaram, sabiamente, os termos “tecle” ou “digite”, mas muitos permaneceram lá atrás, ainda no “disque”.
Estiquei mais meu pensamento e fui parar no DDD (Discagem Direta à Distância) e no DDI (Discagem Direta Internacional), siglas que também pararam no tempo.
Tudo bem, é apenas um pequeno e esquecido detalhe que não influi nem contribui em nada – só serve mesmo como curiosidade aos mais jovens, que não alcançaram o ultrapassado telefone a disco – mas que soa estranho, em plena segunda década do século vinte e um, isso soa.

Nilson Pessoa