Calma aí, não se engane. Seria muito bom se tivéssemos piscinas públicas em alguns pontos da cidade, para que adultos e crianças pudessem se refrescar neste calorão, mas… melhor deixar quieto. Isso exigiria outros cuidados, outros gastos e muito trabalho. Tratamento e limpeza impecáveis da água e da estrutura das piscinas, contratação de profissionais extras (salva-vidas, tratadores, seguranças), manutenção e fiscalização constantes, etc. É… não iria dar certo.
Se serve de consolo, a Praça do Santo Antônio de Pádua já tem, há anos, suas “piscinas” a cada chuva.
Descaso, indecência e desrespeito aos cidadãos.

Descaso, indecência e desrespeito aos cidadãos.

Tem de todo tamanho e profundidade, graças à vergonhosa buraqueira que sucessivas gestões municipais teimam em – de caju em caju – apenas dar um jeitinho com a patrol, sempre apegados ao velho argumento da falta de verba. A realidade é que o tal jeitinho só dura coisa de duas a quatro semanas; é o famoso paliativo, também conhecido como cala-boca. Isso é assunto antigo, já comentado várias vezes aqui, no R2CPRESS, por mim e por outros. É mais um tema sempre esquecido por cada administração municipal da vez, mas não por nós, moradores da URBIS, Santo Antônio de Pádua e Faelba, que sofremos os solavancos diários no esqueleto e também no bolso, com a reposição de peças danificadas em nossos veículos.
O privilégio das “piscinas” não é só do Santo Antônio de Pádua. O CEPLUS, por exemplo, também tem a sua, e olímpica. Mas desse tipo de piscina os moradores de Ilhéus não fazem a menor questão, aliás, rejeitam, abominam e repudiam.
Quiçá um dia, algum gestor municipal tenha o lampejo de realizar o básico (saúde, educação, saneamento, limpeza, pavimentação). Isso já nos deixaria de sorriso largo e a um passo do paraíso.
Por falar em básico, veja a foto do projeto elaborado em abril/2011, pela própria Prefeitura Municipal (por insistência de moradores), para construção de uma nova praça e um vistoso calçamento de paralelepípedos que resultaria no fim da buraqueira e das “piscinas” do Santo Antônio de Pádua.
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O que terá acontecido a esse projeto? Será que foi jogado no “arquivo redondo” ou na “cesta seção”? Ou estaria mofando, esquecido num armário grande, abarrotado de projetos que não saíram do papel, junto com vários outros documentos antigos e encardidos, sendo devorados por traças? A propósito – em minha singela imaginação – o tal armário teria uma etiqueta na porta, colada com fita durex : “Arquivo Morto da Falta de Verba”. Curiosamente, vontade e vergonha também começam com “v”. 
Nilson Pessoa