VAMOS CORRER A SACOLINHA (Sacolinha?) – II
por Juventino Ribeiro
Não há, nos seis continentes, quem não conheça Francisco dos Milagres, mais conhecido pelo codinome de Chico Placebo, assim autodenominado, para que os colaboradores de suas organizações e sua clientela o tratem.
É o guru das curas de males das mais diversas origens: enxaqueca, dor de dente, unha encravada, coceira, câncer, SIDA ou AIDS, dor de cotovelo, dor de corno, paraplegia, tetraplegia e, imaginem, até casos de ressurreição, conforme relatos nos programas de suas rádios, jornais e rede de televisão.
Se aquele famoso Nazareno por aqui aparecesse, seguramente não seria aprovado nem para auxiliar de palco nas sessões engendradas em seus estabelecimentos comerciais.
Chico Placebo comanda um conglomerado, fundado no Rio de Janeiro há 37 anos, com tentáculos por todos os continentes, numa confirmação de que se trata de um negócio é altamente rentável.
Ele insiste em negar sua condição de bilionário, mas a conceituadíssima revista Forbes o coloca no topo da lista dos empresários mais bem sucedidos do seu ramo de negócio. E vale lembrar que o método de avaliação da Forbes é baseado em dados de demonstrações contábeis das organizações capitaneadas pelos frequentadores de tal lista.
Tratam-se de números com acesso restrito, os quais podem ser infinitamente superiores, considerando-se que o registro contábil do emaranhado das transações desse ramo de negócio é apenas gerencial, onde as normas e princípios contábeis geralmente aceitos não são aplicados em sua essência.
A obscuridade é a tônica dos negócios, tanto assim que órgãos da justiça tentam (?) há décadas, sem sucesso, desvendar algumas de suas operações de origem duvidosa, mas poderoso corpo jurídico, regiamente remunerado, cuida para que tal situação assim permaneça per omnia secula seculorum. Amém, aleluia, irmãos.


























































