JORGE VIEIRA / CEPLAC EM 30 ARTIGOS (IX)
REALIZAÇÕES E HISTÓRIA DA CEPLA – 1957-2014
1985 – BASTA, JÁ CHEGA !
Desde muito tempo, temos ouvido e lido, notas e informações, sobre o programa agrícola para a zona do cacau, ou seja, o trabalho da CEPLAC.
Por todo este período, vivemos calados, cumprindo nossa obrigação profissional e de brasileiro, sem dar melhores atenções, ao pequeno e insignificante grupo que nos apedreja.
A consciência de estar prestando a essa região, à Bahia e ao Brasil, uma contribuição, no melhor sentido, para um futuro satisfatório de toda a população, deixou-nos sempre tranquilos. Os resultados dos nossos esforços, já se mostravam aos olhos dos agricultores, principal objetivo nosso, e não seria necessário, gastar tempo e preocupação em responder às provocações de inquietadores da opinião pública.
Agora, nosso grito é de “Basta: Já Chega! Já chega de ler notícias inverídicas e irreais; chega de saber de declarações, palestras e discussões em Clubes ou em reuniões particulares em casa familiar. Chega de encontrar e até ser solicitado para apoiar “abaixo assinados” contra uma instituição do Governo Federal. Chega de proposições individualistas, de sindicatos desvinculados do Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau, de discussões estéreis e de promoções pessoais.
Os lavradores, aqueles que de fato trabalham a sua propriedade, aqueles que têm os mesmos ou maiores problemas, não merecem isto. Os problemas não são resolvidos nas esquinas, no tumulto dos grupos, no desvio de objetivos de organizações de serviço, no trabalho subterrâneo, às escondidas dos próprios produtores de cacau.
Nosso grito de alerta, não representa a CEPLAC. Representa um punhado de profissionais pagos para ajudar no desenvolvimento desta região, que evita os processos políticos, que trabalha, deixando o produtor livre nas suas decisões, mas, é um grupo, que se sente responsável pelo progresso e melhoria desta área e que, já não pode mais, ficar calado. Já sente que não pode permitir a um José Almeida, escrever coisas irreais, sem o necessário conhecimento dos fatos; não pode permitir que Watson Negreiros leve aos agricultores em reuniões, divergências, dúvidas do trabalho agronômico, sem nenhum fundamento, tumultuando as opiniões; não pode permitir que o Sr. Alberto de Oliveira Santos, escreva e faça críticas, mas não apresente soluções. Talvez um ou outro mais, tenha agido desta maneira, contra a região, contra os produtores, contra o Governo, porque CEPLAC é Governo.
E as críticas aos dirigentes, os chamamentos de “ignorantes e incapazes” aos governantes pelo Sr. José Almeida, são ao Ministro da Fazenda, aos membros do Conselho Monetário Nacional e outros elementos do governo, que têm aprovado o programa, o orçamento da Ceplac, as medidas em benefício à lavoura (refinanciamento, linhas de crédito, apoio ao cooperativismo), e suas contas no Tribunal de Contas da União. Que representa tudo isto, se não um interesse secundário, não dos produtores de cacau, mas quem sabe, interesses pessoais, políticos ou de outra natureza?
Outro dia, um desses falsos líderes, disse a um dos nossos técnicos, que não precisava da Ceplac, que a Cooperativa não tem prestado benefícios e que agora ele estará tumultuando os grupos, contra todo este programa do Governo Federal.
Ai se a Policia Federal, resolver estudar e analisar todas estas manifestações, que não são patrióticas, que não são sinceras, que não dão contribuição ao aperfeiçoamento do nosso trabalho e que não congregam nada.
É provável, que após uma conversa ao pé do ouvido, acabem as ilusões políticas de alguns, baixe o fogo de outros, haja contribuição técnica, dos que têm capacidade, desmascarem o interesses de outros e finalmente, reine um verdadeiro ambiente de paz, de esforço mútuo, produtores de cacau, através do seu Conselho Consultivo, Ceplac e outros órgãos do Governo Federal, no sentido de solucionar, os problemas que afligem a todos nós, que vivemos ainda, de uma economia cacaueira.
Aí então, voltaremos ao que sempre desejamos; ao diálogo sincero, sem paixões, técnico porque o assunto assim o exige, com qualquer profissional e com os agricultores, aproveitando sua larga experiência.
Itabuna, Bahia – 1985
Jorge Raymundo Vieira, Eng. Agrônomo MS – aposentado CEPLAC.
—
PARA LER O ARTIGO Nº 08 CLIQUE AQUI.



























































