Luiz Castro em: DECOLORES
JUAZEIRO DO NORTE
TERRA DE SEU LUNGA
o Embaixador do Ceara Zé Leite por diversas vezes levou vários Ilheenses para conhecer sua cidade natal, entre eles destacamos o Barão de Popoff, Dom Mauro (Bispo de Ilhéus), Zé Tiro Seco (radialista), Newton Lima (Ex-Prefeito), José Nazal (Historiador), entre outros. Todos os amigos relacionados ao retornarem fizeram comentários positivos a respeito do progresso da cidade além de destacar a importância por terem conhecido Seu Lunga, que na verdade é a principal atração, que apesar de ser de pouca conversa, procura atender a todos que o procura.
Eu fui por diversas vezes convidado para conhecer essa grande metrópole nordestina, porém prefiro deixar para outra oportunidade.
Um determinado cidadão de Ilhéus ao chegar a Juazeiro procurou Seu Lunga que vinha saindo da farmácia e sem conhecer a figura lhe perguntou:
– Tá doente, Seu Lunga?
– A resposta foi imediata!
– Quer dizer que eu fosse saindo do cemitério, eu tava morto?
O cidadão sem levar a sério a maneira que Seu Lunga lhe recebeu, o acompanhou até sua loja, pois queria comprar um relógio.
– Perguntou: Pode tomar banho com esse relógio, Seu Lunga?
– Ô corno! Respondeu Seu Lunga: Isso é um relógio, não é um sabonete…
Seu Lunga passou então a dar mais atenção ao visitante Ilheense e passou a contar alguns episódios de sua vida. Certo dia quando era motorista de ônibus urbano, é questionado por um passageiro:
– Esse ônibus vai para a praia?
– Ele respondeu: Pode até ir, se você arranjar um biquíni que dê nele!
Em outra ocasião Seu Lunga chega em sua casa e vê sua esposa concentrada na leitura de um livro e com as pernas atravessando o vão da porta de entrada. Após alguns minutos, ela levanta o olhar, vê Seu Lunga parado, com o celular na mão:
– Oh! Lunga, pelo amor de Deus, me desculpe! Venha! Passe!
– Pode ficar! Eu já chamei o pedreiro pra abrir outra porta!
Por ser respeitado, Seu Lunga um dia dava uma bela surra no filho e o menino gritava:
– Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!
– Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.
Estando caminhando pelas ruas da Cida, um amigo de Seu Lunga o cumprimenta:
– Olá, Seu Lunga! Tá sumido! Por onde tem andado?
– Pelo chão, não aprendi a voar ainda…
Na década de 70, Seu Lunga chega num bar e fala pro atendente:
– Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!
– Desculpe Seu Lunga, não posso botar musica hoje…
– Mas por que?
– Meu avô morreu!
– E ele levou os discos, foi?
Em outra oportunidade, durante a madrugada, a mulher do Seu Lunga passa mal:
– Lunga! Ta me dando uma coisa…
– Receba!
– Mas é uma coisa ruim!
– Então devolva!!
Um parente de Seu Lunga chega para ele e fala:
– Minha sogra morreu e agora fiquei em dúvida. Não sei se vou trabalhar ou se vou pro enterro dela… O que você acha?
-Seu Lunga respondeu: Primeiro o trabalho, depois a diversão!
– O cidadão sem saber o que fazer pergunta a Seu Lunga: O que fazer? Enterramos ou Cremamos?
-Seu Lunga responde: As duas coisas. Não podemos facilitar!
Luiz Castro
Bacharel Administração de Empresa



























































