GRANDES ATLETAS – Ademar Du Bolo e Arlindo
Caro amigo Rabat!
A homenagem aconteceu em dose dupla.
Nesta manhã do feriado reverenciando o mártir da inconfidência, foi também de mais uma homenagem ao nosso amigo ADEMAR DU BOLO.
Grande goleiro do futebol ilheense, torcedor fanático do Colo-Colo e do Vasco da Gama, suas duas paixões no esporte.
Ademar Du Bolo é o sergipano que adotou Ilhéus como sua cidade do coração e não tem ninguém que mais goste da cidade como ele, é sua outra paixão. Já recebeu o título de cidadão ilheense.
A homenagem aconteceu no Bar do Velho, com um torneio de dominó e com a presença de outro ilustre atleta ilheense ARLINDO DOS SANTOS CRUZ. (Arlindo).
Arlindo, natural de Ilhéus, nasceu no bairro do Pontal, em 26.04.1940, pelas mãos da parteira Dona Fofó (no nosso antigo Pontal as parteiras eram pessoas importantes, a exemplo de Mãe Amada), filho de Manoel dos Santos Cruz (Mané Coelho) e Dona Maria Esposa, teve como irmão Crispim, falecido em 1994, que também jogou futebol.
Em 1967, se casou no Rio de Janeiro, com Dona Marly Carvalho Cruz, e na volta ao México nasceu seu único filho e que veio a falecer prematuramente no Rio, por atropelamento, foi uma enorme perda, mas com o falecimento de seu irmão Crispim, teve o prazer de ajudar na criação de seus seis filhos, seus sobrinhos.
A trajetória do craque Arlindo:
Começou a jogar futebol no Bangu do Pontal e em seguida no Vitória. Naquele tempo glorioso a nossa cidade tinha grandes times (Vitória, Flamengo, Colo-Colo, Ferroviário).
No Rio de Janeiro, no período de 1958 a 1965, jogou no Botafogo ao lado de Didi, Jairzinho, Garrincha, Amarildo, Zagalo, Nilton Santos e Gérson, foi bicampeão 61/62, campeão pan-americano pela seleção do Brasil, (SP) e tri campeão juvenil 61/62/63. (Rio)
Em 1965 foi para o México e jogou no América, onde foi campeão em l966, sendo o vice-artilheiro do campeonato mexicano com 22 gols, ficando atrás do artilheiro Zague, com 24 gols, outro brasileiro radicado no México.
Em 1970 volta ao Brasil e também ao Botafogo e logo em seguida 72/74 defendeu o São Cristovão, encerrando a carreira no Madureira.
Na inauguração do Estádio Azteca, em 1966, Arlindo fez o gol inaugural e está registrado até hoje. Neste estádio o Brasil foi campeão do mundo em 1970.
Atualmente, Arlindo mora no México e é funcionário do governo mexicano como treinador de futebol e já está se preparando para no mês de agosto próximo adotar a cidadania mexicana, em um singelo agradecimento a acolhida do povo mexicano.
A exemplo de Arlindo, a nossa cidade teve outros nomes importantes no cenário futebolístico nacional: Edinho (seleção brasileira), Luiz Roberto (Boquinha), Da Silva (Rio), Tinho, Popó de Ilhéus, Armandinho, Nildo, Deco, Americano (Salvador), e outros que souberam representar a cidade e serem destaques nos times em que jogaram.
ZÉCARLOS JUNIOR





























































Parabéns Zé Carlos Junior, por nos presentear com esse histórico maravilhoso do nosso conterrâneo Arlindo, aqui na Ceplac, o nosso colega Graccho, tinha comentado sobre a trajetória desse grande jogador, que inclusive era o reserva imediato do grande “folha seca” o nosso Didi.
Um abraço,
Marcus Vinícius
Zé Carlos,
A homenagem que fizemos no último dia 21 de abril, não foi apenas para ADEMAR, mas, principalmente, para todos nós ilheenses, que tivemos e temos o prazer de partilhar do dia-a-dia com essa figura ímpar. Ademar nos dá aula de como viver com alegria e bom humor. Ele nos ensina que idade avançada não se caracteriza como velhice, uma vez que o mesmo se recicla a cada dia, com atitudes compatíveis a todas as idades. Ao invés de recebermos o parabens pela homenagem a Ademar, nós é que temos de agradecer o legado que ele nos proporciona a cada dia. Obrigado por registrar esse momento e torçamos para que sejam feitas outras homenagens, em vida, a outras figuras ilustres da nossa cidade, e que sejamos rápidos, pois o quantitativo com tais atributos está cada dia mais escasso. Um abraço!
Carlos Macêdo