As grandes cidades brasileiras enfrentam diversos problemas, e destacam-se as questões da moradia, desemprego, desigualdade social, saúde, educação, violência e exclusão social. Entretanto, quem não se lembra dos extorsivos gastos em construções de estádios de futebol, alguns atualmente fechados pelos nefastos descasos de farras com as finanças destinadas às beneficies dos brasileiros.  “A Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, garantiu para a FIFA o maior resultado financeiro de sua história”. Quem afirma é o Jornal Estado de São Paulo, que obteve com exclusividade o balanço comercial que vinha sendo escondido sem transparência para o público em nosso País, sendo mantido o tacanho sigilo pelos dirigentes da entidade.

“De acordo com o documento, o Mundial de 2014 rendeu à FIFA perto de US$ 5 bilhões (R$ 16 bilhões), valor que jamais foi obtido em competições realizadas pela entidade que rege o futebol em todo o mundo”. E enquanto a FIFA obtém lucros recordes com sua principal competição mundial, no Brasil, os bilionários estádios construídos para a Copa se tornaram deficitários, alguns estão fechados e há até mesmo outros afetados pela Operação Lava Jato.

Para melhor esclarecer os brasileiros que não acreditam em nada que está acontecendo no Brasil, colocamos a seguir uma nota bastante interessante: “NÚMEROS DAS ENTIDADES QUE BENEFICIARAM A FIFA: US$ 5 bilhões a FIFA faturou com a Copa do Mundo no Brasil, um recorde histórico US$ 4,1 bilhões rendeu a Copa de 2010 na África do Sul aos cofres da entidade e US$ 249 milhões ingressaram na FIFA com a organização da Copa de 2006 na Alemanha”.

Não podemos criar uma imagem negativa acerca da situação mentirosa do Brasil que é um país de grande contraste social. Por exemplo, a distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e na miséria. As mentiras são as marcas registradas que relatam tantos descasos que deixam um País sofrer as intempéries de carências generalizadas em todos os setores públicos. Muito embora os noticiários de vários meios de comunicações relatem que a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto, irreal e desumano.

O perfil demográfico e epidemiológico da população brasileira nas ultimas décadas radicalmente vem passando por transformações preocupantes. A caracterização do envelhecimento populacional vem criando aumento das doenças crônico-generativas e maltratando uma grande parte dos homens e mulheres que deram a vida pela sua sobrevivência e lutaram pela prosperidade da Nação Brasileira. Portanto, são rigorosamente agredidos todos os dias pelo alvo das ações das péssimas projeções da seguridade social. A política profana dos nossos governantes ainda não foi observada sobre o envolvimento da família, da sociedade, da comunidade e do Estado em suas plenas responsabilidades de compartilhamento com as situações públicas voltadas aos idosos. Dessa forma, o que se percebe no Brasil é uma reprivatização perversa e o abandono no envelhecimento de muitas pessoas.

Podemos observar uma distorção de tantos tributos arrecadados e as ausentes responsabilidades em que a família acaba por tomar para si a enorme tarefa de cuidar de seus idosos. O que não se pode admitir é a ineficiência das políticas publicas que não assumem o seu papel de proteção social, na privatização natural em relação aos cuidados pela família brasileira e a delegação da velhice como necessidade do cumprimento dos direitos humanos de forma individual.

Diante de tantas controvérsias, verifica-se a necessidade da recuperação, na prática, das funções e atribuições do Estado, da sociedade, da comunidade e inclusive da própria família com meios que aperfeiçoem o apoio necessário ao desenvolvimento de ações de proteção e assistência voltadas à população idosa. Nota-se que muita gente da classe política aparece nas colunas sociais e fazem demagogicamente suas campanhas eleitoreiras oferecendo a impressão que o Brasil vive uma maravilha na opinião Pública Nacional e Internacional, e depois… e agora… PENSEM NISSO!!!

Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia


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