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:: 5/jun/2026 . 20:56

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.

1) 66 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) AMIGOS QUE A GENTE GOSTA.

3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

Itacaré tem alta no turismo na baixa temporada e alavanca crescimento no faturamento de empreendimentos hoteleiros

Hotéis chegam a registrar até 75% de ocupação média no período menos visitado do ano

Os meses entre março e junho são caracterizados pelo marasmo turístico, com uma queda abrupta de viagens e reservas em hotéis. Mas Itacaré, no litoral sul da Bahia, caminha na contramão desse cenário, com ocupação média que chega a bater os 75% mesmo na baixa estação.

O setor hoteleiro, um dos mais impactados por esse revés econômico, em Itacaré nesse período se mantém ainda mais atuante para evitar perdas drásticas nas reservas e despertar o desejo dos visitantes.

De acordo com o gestor comercial Pedro Aguilar Lima, o clima agradável unido a estratégias tarifárias garante que a ocupação do empreendimento que comanda se mantenha entre 65% e 75% nos meses de clima mais instável.

“Os turistas procuram os mesmos atrativos que na alta temporada, na verdade, apesar do clima “instável” a maioria dos dias continua sendo de sol em Itacaré. É um destino que pode ser visitado em todas as épocas do ano, mas na ‘slow season’ — como gostamos de chamar, as praias estão mais vazias e dá para curtir a cidade com mais tranquilidade. Utilizamos campanhas exclusivas para o período realizadas com todos os nossos parceiros, além de utilizar estratégias de Revenue Manager específicas para épocas de movimentos mais tranquilos”, disse.

O empresário enfatiza, ainda, que nos primeiros quatro meses do ano, a rede de hotéis do Grupo Aguilar Lima atingiu um patamar recorde de 30% de crescimento comparado ao mesmo período do ano anterior, com projeções parecidas também para os meses de maio e junho, o que reforça o potencial de crescimento do “Destino Completo” e a força comercial do grupo que administra.

De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo, a média de ocupação na baixa temporada varia entre 65 e 70%. Os números são impulsionados por turistas que buscam tranquilidade, preços mais acessíveis e esportes de natureza, como o surf. Também se destaca a crescente procura de estrangeiros, especialmente israelenses, que costumam prolongar a estadia em razão dos encantos e boas condições de Itacaré.

Puxada por esse bom desempenho do turismo, a geração de emprego e renda também fecha com saldo positivo. Nos empreendimentos do Grupo Aguilar Lima (GAL), por exemplo, houve um aumento de 10% no quadro de funcionários em 2026, totalizando 225 colaboradores diretos.

“Itacaré deixou de ser um destino sazonal. Quando o turista entende que aqui ele encontra sol, natureza, gastronomia e uma estrutura hoteleira de primeira o ano inteiro, a baixa temporada se transforma em oportunidade — de viver a cidade de forma mais autêntica, tranquila e com tarifas mais convidativas. Acreditamos tanto nesse potencial que seguimos investindo pesado em produto, equipe e divulgação para que esse crescimento seja consistente nos próximos anos.”, concluiu o empresário.

Espetáculo “O Papeleiro” estreia em Ilhéus e provoca reflexão sobre a essência humana na era da inteligência artificial

Entre sombras, sons e questionamentos existenciais, o espetáculo de teatro de sombras “O Papeleiro”, com texto de Pedro Albuquerque e direção de Naiara Gramacho, estreia em Ilhéus e circula por quatro espaços culturais da cidade, entre os dias 11 e 14 de junho. A classificação é livre e a entrada é gratuita.

Realizada a partir do teatro de sombras – arte milenar que consiste em contar histórias projetando silhuetas contra uma tela iluminada – a peça conta com a atuação de João Lopez que encena um professor que, diante das rápidas transformações tecnológicas do mundo contemporâneo, se vê atravessado por uma inquietação fundamental: afinal, o que nos torna humanos? Em uma realidade cada vez mais marcada pela presença das inteligências artificiais, o personagem inicia uma jornada de reflexão sobre identidade, criação, memória e pertencimento.

Combinando narrativa, sonoridade e audiovisual, “O Papeleiro” estreia em Ilhéus no dia 11 de junho, no Terreiro Matamba (bairro da Conquista) e seguirá no dia 12 para o Galpão X – Casa da Capoeira de Ilhéus (Centro, próximo ao terminal urbano); no dia 13 na Casa Vento Norte, no bairro São Domingos; e encerra no dia 14 de junho, no Espaço A-rrisca, na Sapetinga.

Para Pedro, que escreveu o texto, a obra nasceu do desejo de provocar reflexões sobre a relação entre seres humanos e as novas tecnologias. “Como seria se os papéis perdessem a importância? As inteligências artificiais estão, cada vez mais, presentes no cotidiano da humanidade. Debater este tema é necessário para possibilitar o questionamento sobre a essência da humanidade. No espetáculo, trazemos a reflexão sobre que nos faz únicos e como as novas tecnologias podem ser integradas às nossas vidas sem perdermos a nossa identidade criadora e existencial. Além disso, ao produzir este roteiro, eu quis brincar com a nossa dependência por papéis, como documentos, comprovantes que guardamos, por exemplo”, conta. “A parceria com Naiara Gramacho trouxe também um olhar para o lugar do ser humano para além das comprovações e necessidades externas. Tentar aceitar-se sem precisar provar ser quem se é”, completa.

A diretora Naiara comenta que, desde que viu o texto pela primeira vez, há mais de 10 anos, quando o tema ainda parecia ser sobre um futuro distante, queria ajudar a colocá-lo no mundo, e o teatro de sombras surgiu como essa possibilidade nesse momento. “Pra mim o espetáculo traz muito mais do que as reflexões sobre as inteligências artificiais, mas sim, um encontro com a presença, com a essência que vai além de qualquer papel. É sobre sair dos pensamentos sobre futuro que geram ansiedade e medo, e se voltar para dentro”, afirma.

O espetáculo conta com desenho de som de Eli Arruda, colaboração cênica de Felipe Olliver e Pedro Albuquerque, que também empresta sua voz ao personagem, além da produção audiovisual, design e fotografia de Mariana Cabral, e manipulação de Naiara Gramacho.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Ilhéus e tem apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Ilhéus, por meio da Secretaria de Cultura, via PNAB, direcionada pelo Ministério da Cultura – Governo Federal.

Saiba mais em @naiaragramacho.arte.

 

Fotos de divulgação: Mariana Cabral

Tarifa de 25% dos EUA pode impactar a indústria baiana e afetar produtos relevantes da pauta exportadora do estado, avalia FIEB

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia avalia com preocupação a proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, USTR, de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, caso seja adotada, pode afetar segmentos relevantes da indústria baiana e comprometer a competitividade de bens industriais exportados pelo estado.

Os Estados Unidos ocupam posição relevante para o comércio exterior da Bahia. O país é o quarto principal destino das exportações baianas, com vendas externas de US$ 821,4 milhões (2025). Por isso, uma elevação tarifária dessa magnitude pode ter efeitos significativos sobre empresas exportadoras, cadeias produtivas locais e setores industriais que possuem relação direta com o mercado norte-americano.

Entre os produtos baianos que podem ser impactados estão o ferro silício e produtos químicos como benzeno e butadieno. Esses itens integram cadeias produtivas industriais importantes, especialmente nos segmentos de ferroligas, química e petroquímica, e contribuem para a inserção internacional da indústria baiana. A elevação da tarifa tende a encarecer os produtos brasileiros no mercado dos Estados Unidos, reduzir margens, pressionar contratos comerciais e abrir espaço para concorrentes de outros países.

A preocupação é ainda maior porque a proposta incide sobre produtos manufaturados e intermediários industriais, justamente aqueles que agregam valor, geram empregos qualificados e fortalecem cadeias produtivas locais. No caso da Bahia, eventuais restrições comerciais podem afetar tanto empresas exportadoras quanto fornecedores e prestadores de serviços vinculados às cadeias afetadas.

A FIEB considera que a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica e deve ser preservada por meio do diálogo, da cooperação e da análise técnica dos impactos setoriais e regionais. Medidas tarifárias dessa natureza não contribuem para o fortalecimento da parceria bilateral e podem gerar efeitos negativos para empresas brasileiras e também para consumidores e indústrias norte-americanas que utilizam insumos produzidos no Brasil.

Como a recomendação do USTR ainda não representa uma decisão definitiva, a FIEB seguirá acompanhando o tema e atuará de forma coordenada com a Confederação Nacional da Indústria, CNI, e com o setor produtivo para defender soluções equilibradas, preservar mercados e proteger a competitividade da indústria baiana.

A Federação reforça que o momento exige diálogo institucional, previsibilidade e cooperação entre os dois países, de modo a evitar prejuízos às cadeias produtivas e à relação comercial construída ao longo de décadas.

UFSB Ciência: Estudo apresenta método para monitoramento dinâmico de projetos de restauração da Mata Atlântica

Um estudo conduzido por cientistas da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) testou um método para acompanhamento dinâmico da cobertura vegetal na Mata Atlântica. A ideia é que o monitoramento forneça dados que considerem o efeito do tempo nos processos de degradação e de recuperação ambiental. Assim, os projetos de licenciamento e restauração ambiental teriam dados essenciais para o planejamento das ações.

O método foi testado por cientistas no Sul da Bahia e está descrito no artigo Assessment and methodological proposal for the restoration of Brazilian Atlantic forest ecosystems [Avaliação e proposta metodológica para a restauração de ecossistemas da Mata Atlântica brasileira]. Quem assina o estudo são Vinícius de Amorim Silva e Hercules da Silva Carvalho, do Centro de Formação em Tecno-Ciências e Inovação (CFTCI) da UFSB; Paulo Sérgio Vila Nova Souza, Júlio Gonçalves da Silva Júnior e Ioná Gonçalves Santos Silva, do Centro de Formação em Ciências Agroflorestais (CFCAF), também da UFSB. O artigo foi publicado no periódico Remote Sensing Applications: Society and Environment, volume 42, de 2026.

Por que isso importa?

A questão importa por conta dos objetivos globais definidos para a recuperação dos ecosistemas florestais. O primeiro é fortalecer a resiliência socioambiental, isto é, a capacidade de recuperação ecológica. O segundo é o atendimento das metas da Agenda 2030 da ONU, em especial as que tratam da conservação da biodiversidade e das medidas para reduzir os impactos das mudanças climáticas.

Os cientistas pesquisaram em uma área da Mata Atlântica. Conhecido pela sua alta biodiversidade e pelo risco de extinção de espécies que só existem ali, esse bioma tem um histórico de forte degradação. Efeitos como a fragmentação de paisagens e a perda de qualidade dos habitats requerem medidas estratégicas de recuperação. Um exemplo está na criação de corredores ecológicos – projetos paisagísticos que ligam as áreas legalmente protegidas de mata entre si para facilitar o movimento do fluxo gênico e de espécies e a manutenção das florestas.

E essa recuperação é compromisso assumido pelo Brasil, ao ser signatário de convenções internacionais sobre conservação ambiental e clima. São 12 milhões de hectares de florestas a serem restauradas até 2030. Um dos desafios é monitorar com precisão e velocidade a recuperação e a degradação ao longo do tempo. O estudo conduzido pelo professor Vinicius e equipe testou uma metodologia capaz de medir com nuances essas variações, melhorando as condições para planejar, executar e acompanhar projetos de restauração florestal. O cenário é o sul da Bahia, onde a Mata Atlântica é pressionada pela expansão das áreas urbanas, das atividades agrícolas e dos projetos de infraestrutura. As áreas que restaram desse bioma em municípios como Ilhéus, Uruçuca e Itacaré são pontos estratégicos de conservação.

O trabalho descrito no artigo combina diferenciais. O primeiro é a série histórica que abrange 23 anos, de 2000 a 2023, o que permite entender a dinâmica de uso da terra na área estudada ao longo do tempo. O emprego da lógica fuzzy na modelagem computacional é feito combinando dados de variáveis ligadas ao ambiente e à atividade humana em um só modelo, ao invés de avaliações estáticas da cobertura e o uso da terra. A diferença é dar lógica temporal à ocupação da área analisada, em vez de analisar dados de forma separada. :: LEIA MAIS »

Junho Vermelho une futebol, forró e solidariedade em campanha da Hemoba

Em clima de festas juninas e Copa do Mundo, a Hemoba celebra, neste ano, o Junho Vermelho com a campanha “O Jogo Mais Importante do Ano”, do projeto Hemocentro Unidos/Instituto Pró-Hemo, ao ritmo do forró. O objetivo é lembrar que, fora dos estádios, assim como no futebol, salvar vidas também depende de união, comprometimento e participação ativa. Cada doador de sangue é um jogador essencial nessa equipe que ajuda a salvar vidas. A campanha convida a população a vestir a camisa da solidariedade e entrar em campo doando sangue. As doações contribuirão para atender à demanda de hemocomponentes das unidades hospitalares do estado.
Na Hemoba, várias ações estão programadas na capital e no interior durante o Junho Vermelho, cujo ápice é o Dia Mundial do Doador de Sangue (14/06). Entre as atividades estão apresentações musicais dos forrozeiros Del Feliz (08/06) e Leo Estakazero (10/06), além do Coral Ecumênico da Bahia (13/06), participação de grupos de doadores, parcerias com empresas e publicações nas redes sociais.
Geralmente, em junho, há uma redução no volume de doações ocasionada por diversos fatores, como a maior incidência de infecções respiratórias em decorrência das ondas mais intensas de frio e chuva; o aumento das viagens por causa das férias escolares; e, no Nordeste, as celebrações das festas juninas. Além disso, cresce a demanda por transfusões de sangue devido ao maior número de acidentes nas estradas e ao elevado índice de casos de queimaduras ocasionados pelos fogos de artifício durante os festejos juninos.
O projeto Hemocentro Unidos, do Instituto Pró-Hemo, reúne hemocentros de todo o Brasil para a construção e promoção de estratégias e ações nas áreas de hemoterapia e hematologia, visando à melhoria contínua dos serviços e produtos disponibilizados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no país.

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