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junho 2013
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A VELHA HISTÓRIA DO MAU ATENDIMENTO

No dia 07/05/13, levei a uma assistência técnica autorizada, em Ilhéus, um aparelho eletroportátil com defeito, na garantia. Da mesma forma que não cito nomes de estabelecimentos onde sou bem atendido, também não cito onde sou mal atendido.
E não começou nada bem. O rapaz que me atendeu, tão logo entreguei a documentação do aparelho, foi logo dizendo, numa arrogância típica de coronel do cacau de um século atrás: “Tem que ter xerox da nota fiscal”. Pedi, gentilmente, que verificasse os papéis que lhe entreguei, porque um deles era justamente a xerox da nota fiscal. “A peça demora 8 dias pra chegar” (prepotente, como se quisesse falar: “Vou logo avisando: a peça demora 8 dias pra chegar e não quero chiadeira, se achou ruim caia fora”). Respondi que tudo bem, era um prazo razoável. “Quando chegar a peça, eu ligo pro senhor”. Ligou? Não.
Passados 10 dias sem contato deles, resolvi ligar. O que me atendeu ao telefone, muito educado, oposto do outro, me informou que a peça ainda não tinha chegado e que me ligaria assim que chegasse. A boa educação deste não valeu de nada, pois se passaram 26 dias e nenhum contato, nenhuma justificativa, nenhuma satisfação. Resolvi ir lá, pessoalmente, no 27° dia. Um terceiro funcionário me recebeu, disse que a peça tinha chegado justo naquele dia (que coincidência!),  já estava sendo colocada e naquela mesma tarde me ligaria. Perguntei a que horas a loja fechava, pois retornaria antes de fechar para retirar o aparelho. Pressionado, o sujeito, então, repetiu o que já havia me dito, mas num tom de quem estava me enxotando dali, quase me pondo pra correr: “Fecha às 18:00h, a peça está sendo colocada e eu ligo pro senhor”. Parece que eles não são nada chegados a dar um telefonema. Não recebi ligação nenhuma e acabei desistindo de voltar à loja naquele dia. 
Esperei, propositalmente, completar 30 dias. Foi quando retornei pela última vez àquele lugar, para a solução final: ou me entregavam meu aparelho  devidamente consertado, ou faria valer meu direito ao ressarcimento do valor do produto. O aparelho não estava pronto e o sujeito ainda me contou uma história de que a peça enviada pelo fabricante era incompatível com aquele modelo (!?), achando que na minha testa estava escrito a palavra “idiota”. Desisti do produto e exigi meu dinheiro de volta, aí ele tentou me empurrar a  resolver o assunto diretamente com o fabricante, achando, de novo, que na minha testa estava  escrito “idiota”. Dei o prazo de 5 dias para restituição do valor, caso contrário, será mais um processo judicial contra quem insiste em seguir na contramão do Código de Defesa do Consumidor.
Nilson Pessoa 

 

1 resposta para “A VELHA HISTÓRIA DO MAU ATENDIMENTO”

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