ME RENDO A ILHÉUS
Por Clélio Fidélis da Paixão.
Falar mal de Ilhéus é tão comum, que nos esquecemos de enaltecer suas qualidades.
Criticar Ilhéus em comparação com outras cidades é ignorar tudo de bom que aqui existe.
Não gostar de Ilhéus, significa falta de percepção para com o que é belo.
Em quase todos os bairros desta terra, flagramos muitas árvores: Apesar de tanto verde, falta esperança.
Em nenhum lugar do mundo, onde quer que se viva, existe praia para todas as camadas sociais, sem ser necessária a utilização de transporte de massa.
Aqui só passa fome, os que não queiram ir aos manguezais na captura de mariscos, ou pescar sua respectiva alimentação. A maioria das habitações, ainda são casas com grandes quintais, onde as hortaliças e frutas são cultivadas.
Nossa cultura, oriunda do nascimento da comunidade, vem desde o Bataclan ,point “Os Velhos Marinheiros”, Teatro Municipal, o espaço” Santa Clara”, onde se apresentaram grandes artistas do passado, até a Tenda” Casa dos Artistas” ,armada na relva da Soares Lopes.
Palácio Paranaguá, Grupo Escolar General Osório, a imagem do Cristo Redentor, Capela N.Sra.de Lourdes no Outeiro e a Igreja de Sant´Ana, são certificados em forma de reminiscência para quem aprecia a história da região.
Hoje, já não mais precisamos sair para fazer compras fora da cidade, como na época do cacau em alta, nosso comércio reagiu à crise , tendo como responsável a CDL que com suas grandes campanhas convenceu ao nosso povo que Ilhéus pode e deve. Em todos os bairros, bem pertinho de sua casa existe um supermercado. Temos quatro polos comerciais de peso: O Centro, Av. Itabuna, Malhado e Nelson Costa. Prezaríamos que a direção do Banco do Brasil, descentralizasse uma das suas duas agências no mesmo prédio no centro, para a zona sul. Que outros bancos também visualizassem tal necessidade. Que nossos parabéns a Ilhéus, sejam estendidos a dois comerciantes dos mais antigos, que atravessaram todas as crises e continuam até hoje com seus estabelecimentos comerciais: Gileno “Ponto Chick” e Antônio Mendonça.
E assim esta cidade vive, e progride e avança.
Por isso tudo, é que me rendo a Ilhéus.


























































