:: ‘Espaço do Leitor’
FALECIMENTO DE MARIO BUNCHAFT
Prezado Rabat, Boa tarde!
A filha mais velha do Sr. Mário, que mora em Israel, me pediu encarecidamente que você publicasse se possível no R2CPRESS, o sentimento dela por não ter comparecido ao funeral do pai, abaixo a transcrição do texto enviado para mim, por ela, desde já agradeço antecipadamente e fique com Deus.
ZINHO
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Guenia Bunchaft, a filha mais velha do primeiro casamento do meu pai, meus dois filhos, Marcelo David, Leonardo, minhas noras Michele e Debora, que moram em Jerusalém lamentamos o falecimento do meu pai. Sentimos muito pelo fato de não estarmos presentes para o último adeus. O Eterno D’us de Israel me deu a oportunidade de me despedir do meu pai enquanto vivo em São Paulo e em Ilhéus. O meu pai, como judeu recebeu no hospital HCOR, uma visita de um rabino para lhe dar assistência espiritual e conforto nos momentos difíceis e inseguros no qual ele estava passando.O meu pai como judeu expressou para mim o seu desejo de voltar as raizes judaicas e de acordo com a nossa tradição alcançar o mundo vindouro quando o Messias vir a este mundo, nos libertar deste conflito cósmico no qual vivenciamos entre forças contrarias. Penso que no dia da ressurreição, de acordo com o profeta Daniel, Poderei revê-lo e também o meu irmão. Estou impossibilitada de comparecer ao funeral do meu pai, pois a minha mãe foi recentemente operada e ela esta sob os meus cuidados. Quanto aos meus filhos, pelo fato de estarem do outro lado do mundo, Israel, também não puderem viajar. Foram muitas orações que meus filhos fizeram. no lugar mais sagrado de Israel, no Muro das Lamentações. Apesar da distância eles estavam sempre em contato com o avô, acompanhando tudo que estava acontecendo.
Gostaria de agradecer a presença dos amigos e ao povo de Ilhéus que foramse despedir do meu querido pai, que deixara muitas saudades.
O meu pai deixou também cinco bisnetas em Israel.
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.

1) A ESPERA DE UM SHOPPING CENTER: ATÉ QUANDO?
2) A ESPERA DE UMA BANDEIRA: ATÉ QUANDO?
3) JOVENS QUE PARTICIPARAM E COLABORARAM COM A ORGANIZAÇÃO JOSÉ LEITE DE SOUZA NOS ÚLTIMOS 50 ANOS (9ª PARTE).
4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA.
Funeral do Sr. MÁRIO BUNCHAFT
Falecimento de MÁRIO BUNCHAFT
O CARTÓRIO DA RUA
Luiz Castro em: DECOLORES
DORIVAL DE FREITAS
OITO DÉCADAS
SAUDADES!
Lembro-me de Dorival de Freitas desde a década de sessenta. Gostava muito de ouvi-lo falar, da emoção que colocava na voz, quando discursava. Mas me aproximei dele, quando se tornou meu professor de Cosmologia, na antiga Fespi. Hoje somos amigos e participamos da mesma confraria, a Academia de Letras de Ilhéus.
Dorival de Freitas nasceu na cidade de Santa Inês, estado da Bahia, a 8 de dezembro de 1932, filho de Cantídio de Freitas e Julieta Leal de Freitas.
Com o falecimento de seu pai em fevereiro de 1933, sua mãe e filhos vieram residir em Ilhéus no então, arrabalde do Pontal. Portanto, podemos afirmar que Dorival é um ilheense nascido em Santo Inês. O curso primário foi realizado no Grupo Escolar Barão de Macaúbas, tradicional escola pública do município.
Em 1946, iniciou seus estudos no Seminário Central da Bahia – Humanidades, no Seminário Menor, e filosofia e teologia, no seminário Maior, ordenando-se sacerdote em 6 de dezembro de 1959, na Igreja Matriz de São Jorge.
Nos 7 anos de ministério sacerdotal, exerceu os cargos de Diretor Espiritual e Reitor do Seminário São Jorge dos Ilhéus, Secretário da Cúria Diocesana e Capelão do Hospital São José. É desse tempo que me lembro de sua bela oratória.
Luiz Castro em: DECOLORES
História de Ilhéus
A história de Ilhéus remonta a época das capitanias hereditárias, quando D. João III doou vasta extensão de terra, 50 léguas de largura, ao donatário Jorge de Figueiredo Correia, escrivão da corte real. Instalada em 1535 na Ilha de Tinharé, antigo domínio da Capitania de Ilhéus, a sede administrativa logo se mudou para a região da Foz do Rio Cachoeira, a chamada Baía de Ilhéus. Ainda que se falasse da terra as maiores maravilhas, o donatário da Capitania preferiu o luxo e o fausto da corte, enviando o déspota espanhol Francisco Romero para representá-lo na admini- stração da capitania, ademais, enfrentar e depois pacificar a bravura dos índios tupinambás.
Vila de São Jorge dos Ilhéus Logo, a amizade dos colonizadores com os nativos tornou possível a fundação cultural da Vila de São Jorge dos Ilhéus, que se transformou em freguesia em 1556 por ordem de D. Pero Fernandes Sardinha. Considerada por Tomé de Sousa como “a melhor coisa desta costa, para fazenda” a região se tornou produtora de cana-de-açúcar e ganhou muitas construções. Mas, com a chegada dos ferozes índios Aimorés, que passaram a atacar as plantações, Ilhéus sofreu o declínio econômico que resultou em decadência. No século XVIII com a importação de mudas de cacaueiros da Amazônia e sua notável adaptação à condições climáticas da região, Ilhéus viu brilhar diante de si um novo eldorado. O cultivo do cacau passou a gerar um número sem fim de histórias, receadas de cobiça, amores e lutas pelo poder, formando um terreno fértil para os romances de Adonias Filho e Jorge Amado, onde narram as paixões desenfreadas dos coronéis por dinheiro, mulheres e terras.
Doação da Capitania de Ilhéus – 1534
BASTIDORES DA CONSTRUÇÃO DO TEATRO MUNICIPAL DE ILHÉUS
Alan Dick Megi – Arquiteto e Urbanista

Alan Dick Megi
Agora que, pela segunda vez fui chamado a participar das obras de recuperação do equipamento cultural que mais orgulha o ilheense, me vêm à mente toda a minha história com ele.
Algumas relações com pessoas ou com coisas começam e acabam logo, outras perduram por muito e muito tempo. A minha relação com o Teatro Municipal de Ilhéus começou em julho de 1973, quando eu contava com apenas 16 anos e pela primeira vez pisei em solo ilheense em férias escolares. Passeando à noite a pé com meus pais e familiares, estranhando o centro da cidade totalmente deserto, onde não encontrávamos sequer um lugar para jantar pois tudo estava fechado, exceto o bar e restaurante que hoje se chama Vesúvio. Sem imaginar que algum dia viria a morar nesta cidade, lembro como se fosse hoje, minha admiração por aquele prédio azul e branco em ruínas, completamente abandonado, onde em sua fachada se lia “CINE TEATRO ILHEOS”. Fiquei ali no meio da rua meio escura, imaginando o quanto ele tinha sido importante no passado e como poderia vir a ser no futuro, se alguém se dignasse a recuperá-lo. Naquela época eu estava fazendo um cursinho pré-vestibular em Curitiba que me serviu para entrar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Cinco anos depois, já formado, o destino quis que eu viesse diretamente a Ilhéus onde meus pais haviam fixado residência. Logo que cheguei, muito jovem e ainda imberbe, comecei a trabalhar na Prefeitura na época em que era prefeito o Sr. Antonio Olímpio. Logo tomei conhecimento que havia um projeto para transformar aquele prédio na “Casa de Cultura”, um sonho do então Secretário de educação Wilson Rosa. Fiquei feliz, mas nem tanto, quando vi que o projeto proposto alterava substancialmente as características do local, principalmente na área onde funciona a sorveteria Ponto Chick, a qual daria lugar a uma torre de vidro temperado de uns 3 ou 4 pavimentos, onde seriam instalados os banheiros, administração e a central de ar condicionado. Na praça em frente seria construído um coreto e no seu subsolo a casa de força para fornecer a energia necessária.
Passou o tempo e nada foi feito, até que assumiu a prefeitura o Sr. Jabes Ribeiro, também muito jovem à época. Em uma das primeiras reuniões comigo, no cargo de Assessor de Planejamento, me afirmou que levaria adiante a obra, determinando que eu elaborasse o projeto do novo teatro. A princípio fiquei um pouco receoso de perder tempo com um projeto que poderia ser “engavetado”, pois sabia ser uma obra de alta complexidade e que demandaria elevados custos, imaginando que aquela decisão poderia ser apenas “fogo de palha” de um jovem prefeito sonhador.
Luiz Castro em: DECOLORES
VELHO TOURINHO
Na década de 60 trabalhei nos escritórios de representações de Henrique Amaral e logo depois com Julio Vieira, ambos eram representantes de diversas empresas fabricantes de Vinho Mosele, Vinho Salton, Colombo, Aluminio Penedo, Arroz, Charque, Cebola, entre outras representações. O comércio de secos e molhados de Ilhéus e região cacaueira era pujante, existiam firmas potentes como Lopes Sobral, Enock Ramos, Aurelino (Oliveira, ASMaia, Adelino Maia, Vaz Sampaio, Waltercio Porto, Antonio Henrique e Alberto Haje, os quais abasteciam as cidades do norte e extremo sul da Bahia. Os Correios e Telegrafos tinha um papel prepoderante nas entregas das correspondencias e telegramas “Westerns”. Daí que conheci varios funcionarios dos Correios a exemplo de Tourinho, que vez em quando era escalado para o serviço externo. Naquela epoca Tourinho ainda jovem gostava de bater uma bolinha na liga praiana de futebol e no Estadio Mario Pessoa jogando pelo Flamengo Amarelo Preto comandado por Chico Carapeba. Ao passar dos tempos o “craque” se aposentou logo cedo dos Correios e também do futebol, devido um sério problema nas pernas, necessitando inclusive tratamento fisioterapico intensivo no Hospital Sara Kubischeky em Brasilia , mas mesmo assim não houve grandes resultados. Tempos depois fora convidado pelo saudoso Jackson Lima para ser arbrito da AVEPI por muitos anos, vindo abandonar a carreira tempos depois. Por ser ex atleta e juiz de futebol Tourinho passou a fazer sua caminhada matinal na praia da avenida Soares Lopes, mesmo nos dias estando chovendo. Fizemos muitas caminhadas do Porto até Badaca, durante o percurso conversavamos sobre diversos assuntos principalmente de seus antigos colegas como Manfredo, que gostava sempre de pedir um aval bancario e normalmente reformava a letra com o gerente do Banco Economico Elmir Menezes. Certo dia o gerente de tanto esperar o cliente saldar seu compromisso o chamou para lembrar que a letra ja tinha vencido e a resposta do cliente foi de imediato: “Estou sabendo e a musica foi classifica”.
Tourinho durante toda sua vida so cultivou amizade, foi um bom esposo, exelente pai e ultimamente estava apaixonado pela netinha.
Quero aqui externar meus sentimentos aos seus familiares, dizendo que ele foi embora fora do combinado.
Luiz Castro
Denúncia sobre a Saúde Pública
Bom dia, me chamo Jessica Augusta Veloso, e preciso de ajuda para salvar a minha mãe! Por favor, divulguem essa notícia.





















































