:: ‘Espaço do Leitor’
Luiz Castro em: DECOLORES
PRAÇA J.J.SEABRA – URGENTE
Esta praça esta localizada em pleno centro do comércio de Ilhéus, onde esta erguido o Palacete Paranaguá (Prefeitura Municipal de Ilhéus), Câmara Municipal de Ilhéus, o prédio da Associação Comercial de Ilhéus, Loja Maçônica Elias Ocke, além de inúmeras casas comerciais.
Ocorre, no entanto apesar da Prefeitura, da Câmara Municipal e da Associação Comercial, trata-se de uma Praça abandonada pelo Poder Público, tendo em vista a falta completa de policiamento e fiscalização da saúde pública, onde alcoólatras e viciados em drogas vivem diariamente nos bancos dormindo no relento, consumindo “corote”, fazendo suas necessidades fisiológicas nos arredores da Praça em plena luz do dia, praticando sexo explicito, fazendo algazarras, brigas e discussões entre os mesmos, desrespeitando os transeuntes quando não atendem seus apelos para ganhar um trocado, entre outras situações verificadas pela comunidade.
Todas estas situações são vistas diariamente pelo Poder Publico (Prefeito, Vereadores, Secretários de Governo), principalmente pelo Secretario de Ação Social que não toma nenhuma providencias junto às autoridades competentes (Ministério Publico, Juiz, Promotor de Justiça, OAB, Clubes de Serviços: Rotary , Lions e Maçonarias).
A Praça além de ser utilizada como deposito de lixo por parte dos comerciantes, a iluminação pública está necessitando de reposição de lâmpadas urgentemente. As arvores precisam ser podadas, seus galhos está arriando oferecendo grande perigo para os transeuntes. Os bancos precisam passar por um melhoramento de pintura, afinal trata-se de uma Praça bastante transitada e freqüentada pelos Ilheenses e visitantes.
Independente das eleições que se aproxima, esperamos que o Prefeito Municipal tome providencias urgentes neste sentido, pois vivemos numa cidade que se diz turística e que não venha ofuscar sua beleza por causa desses exemplos negativos.
Luiz Castro
Ilheense de Coração
MÃE QUE CHORAVA
Dom Fernando Arêas Rifan*
Dois santos admiráveis celebramos nessa semana: Santa Mônica (dia 27) e Santo Agostinho (dia 28), do século IV.
Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, na Região de Cartago, na África, filho de Patrício, pagão, e Mônica, cristã fervorosa. Segundo narra ele próprio, Agostinho bebeu o amor de Jesus com o leite de sua mãe. Infelizmente, porém, como acontece muitas vezes, a influência do pai fez com que se retardasse o seu batismo, que ele acabou não recebendo na infância nem na juventude. Estudou literatura, filosofia, gramática e retórica, das quais foi professor. Afastou-se dos ensinamentos da mãe e, por causa de más companhias, entregou-se aos vícios. Cometeu maldades, viveu no pecado durante sua juventude, teve uma amante e um filho, e, pior, caiu na heresia gnóstica dos maniqueus, para os quais trabalhou na tradução de livros.
Sua mãe, Santa Mônica, rezava e chorava por ele todos os dias. “Fica tranquila”, disse-lhe certa vez um bispo, “é impossível que pereça um filho de tantas lágrimas!” E foi sua oração e suas lágrimas que conseguiram a volta para Deus desse filho querido transviado.
Agostinho dizia-se um apaixonado pela verdade, que, de tanto buscar, acabou reencontrando na Igreja Católica: “ó beleza, sempre antiga e sempre nova, quão tarde eu te amei!”; “fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto, enquanto não descansa em Vós!”: são frases comoventes escritas por ele nas suas célebres “Confissões”, onde relata a sua vida de pecador arrependido. Transferiu-se com sua mãe para Milão, na Itália. Dotado de inteligência admirável, a retórica, da qual era professor, o fez se aproximar de Santo Ambrósio, Bispo de Milão, também mestre nessa disciplina. Levado pela mãe a ouvir os célebres sermões do santo bispo e nutrido com a leitura da Sagrada Escritura e da vida dos santos, Agostinho converteu-se realmente, recebeu o Batismo aos 33 anos e dedicou-se a uma vida de estudos e oração.Ordenado sacerdote e bispo, além de pastor dedicado e zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios já produzidos em dois mil anos da História da Igreja. Escreveu numerosas obras de filosofia, teologia e espiritualidade, que ainda exercem enorme influência. Foi, por isso, proclamado Doutor da Igreja. De Santo Agostinho, disse o Papa Leão XIII: “É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo”. Sua vida demonstra o poder da graça de Deus que vence o pecado e sempre, como Pai, espera a volta do filho pródigo.
Sua mãe, Santa Mônica, é o exemplo da mulher forte, de oração poderosa, que rezou a vida toda pela conversão do seu filho, o que conseguiu de maneira admirável. Exemplo para todas as mães que, mesmo tendo ensinado o bom caminho aos seus filhos, os vêm desviados nas sendas do mal. A oração e as lágrimas de uma mãe são eficazes diante de Deus. E a vida de Santo Agostinho é uma lição para nunca desesperarmos da conversão de ninguém, por mais pecador que seja, e para sempre estarmos sinceramente à procura da verdade e do bem.
*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/
SOS CACAUICULTURA
Luiz Ferreira da Silva
Pesquisador da CEPLAC/Solos, aposentado.
luizferreira1937@gmail.com
O nosso livro- TRIBUTO À ANTIGA CEPLAC. INSTITUIÇÃO AGRÍCOLA ÚNICA – é apenas um elo da cadeia CACAU. Não basta a sua revitalização que deve ser vista globalmente; entendendo – se a planta, quem labuta com a terra e quem dá suporte técnico. Ou seja: O CACAUEIRO, O CACAUICULTOR E A CEPLAC.
Neste contexto, a solução financeira do produtor de cacau vem em primeiro lugar, condição fundamental à sobrevivência da Cacauicultura, pois sem a capitalização dos Cacauicultores, o cacaueiro pode entrar na lista de espécies em vias de extinção como o jacarandá ou o mico leão dourado. E a CEPLAC, seguir o mesmo caminho. AMBOS À REBOQUE.
Portanto, se o Brasil deseja ter chocolate, auferir dólares e distribuir rendas tem que imediatamente implantar um programa amplo em atendimento a esse tripé, sobretudo aos seus requerimentos financeiros. Afora isso, são remendos políticos que se rasgam constantemente.
E o país tem uma dívida com os produtores de cacau, sejam pelo trabalho dos pioneiros e posteriores abnegados empreendedores e, principalmente, pelos muitos anos de manutenção da lavoura cacaueira a expensas de uma taxa contributiva. A Cacauicultura tem que ser vista como Patrimônio Nacional e deve ser “tombada” em termos pragmáticos.
E haveria recursos para se injetar nesta lavoura, que gira em torno de 1 bilhão de reais, como estimativa? Ora, o Brasil gastou 3 bilhões para “comprar” 17 medalhas olímpicas, numa festa-fantasia, possivelmente enriquecendo a muitos, como sói acontecer em eventos comandados pelo governo. Vamos aguardar a Lava Jato.
Mas, muitos me perguntarão:
– quem vai pegar essa bandeira de reconstruir a lavoura cacaueira nesta visão global?
– Quem é o macho, na acepção da palavra, que vai entrar nessa de solucionar a descapitalização da Região?
– Seriam os Vereadores, os Deputados, os Senadores, os Governadores das regiões cacaueiras? Qual o interesse deles? O que fizeram até então?
– Políticos regionais e até oriundos da própria CEPLAC, omissos e até algozes?
– Os atuais dirigentes da CEPLAC? Que força tem ante à submissão política pelos seus cargos?
– O MAPA, Ministério de segunda categoria?
Não. Nenhum deles. Só o povo seria capaz.
- E quem é esse povo? – OS CACAUICULTORES.
Cabe-lhes e só a eles resolverem a questão. Se o MST sem objetivo que não seja o tumulto e com um bando de radicais bota o bloco na rua, fecha estradas, depreda repartições públicas e peita governadores, porque legítimos agricultores que geram riquezas não são capazes de virar “povo nas ruas”?
Os políticos falharam. Poderiam ser bons intermediários, mas a história registra a sua incapacidade.
Os intermediários dos Cacauicultores são as suas associações sob a ARTICULAÇÃO da FAEB, que teria a condição de levar a bola à cesta, via CNA, com seu poder formal e acesso ao Governo, munido de documentação contundente e irrefutável, diferentemente das conversas fiadas que só denigrem a região do cacau e seus produtores.
É preciso que líderes, como Paulo Cortizo Falcon e Carlinhos Macedo, dentre outros eficientes empreendedores, ajuízem a essas organizações, em cujo contexto deve estar os Sindicatos Rurais, evitando dispersão de esforços e lampejos de vaidade, que tem sido a tônica regional, não havendo mais lugar para isso.
EM SÍNTESE, A SOLUÇÃO TEM QUE SER GLOBAL E URGENTE.
Agrissênior Notícias – Nº 586 – 23 de agosto de 2016
PARA LER EM TELA CHEIA CLIQUE NAS DUAS SETINHAS.
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) COMEMORANDO COM A MESMA MOEDA!
2) JOVENS QUE PARTICIPARAM E COLABORARAM COM A ORGANIZAÇÃO JOSÉ LEITE DE SOUZA NOS ÚLTIMOS 50 ANOS (PARTE 16).
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA.
Luiz Castro em: DECOLORES
“A TERRA DA MINHA VIDA – JORGE AMADO”
“Poucas vezes me senti tão honrado em minha vida como me sinto agora. Aconteceram-me fatos diversos que levaram a mim e aos meus livros mundo afora. Eles significaram, antes de tudo, Ilhéus. Não só porque aqui comecei a vivê-los, porque aqui imaginei a escrevê-los, mas porque a presença de Ilhéus irradiou a luz especial que ilumina essas minhas pobres páginas.
É de Ilhéus que nasce o que de mais puro e sensível, o que de mais belo possa ter o que escrevi. Ilhéus como tema me inspirou, me marcou de forma profunda o que escrevi de alma e corpo, as coisas que quis dizer em todo o meu trabalho literário da decorrência de toda a minha vida, onde tantas coisas aconteceram e acontecem com aspectos tão diferentes e diversos à realidade mais distante e, por conseqüência, a realidade fundamental em Ilhéus.
Vim prá’qui aos quatro anos. Aqui transcorreu a minha adolescência, vivi minha infância, corri nas ruas solto, livre, capaz de amar a liberdade sobre todas as coisas, pois a primeira lição que recebi desta terra foi a lição de liberdade. Ilhéus não é apenas uma bela cidade do sul da Bahia, com a tradição de luta, de violência, de vida espantosamente vivida. Ilhéus é bem diferente, é bem mais que isso. É a transformação de tudo isso em criação. E a transformação de tudo isso em viva e translúcida realidade.
Ilhéus para mim significa o começo e significa a construção posterior. Quando eu, por acaso, ponho os olhos naquilo que escrevi eu vejo que Ilhéus está criança e aqui me fiz homem, aqui me fiz escritor e quando eu quero saudar a verdade de mim próprio, aquilo que é essência de meu ser, de minha vida, eu penso nessa cidade, por mais distante que eu possa estar geograficamente das suas praias, das suas ruas, da sua gente.
Essa cidade me acompanha. A cada dia eu me revejo nela, a cada dia eu me redescubro nela, a cada dia eu me sinto mais próximo e fundamental de tudo quanto eu fiz. Eu não sei se fiz grandes coisas. Algumas eu busquei fazer na minha trajetória de escritor, algumas verdades busquei dizer, algumas realidades coloquei no papel. Tomei delas da vida para transformá-las em literatura. Tudo isso se deu porque vivi nessa cidade. A minha Ilhéus transparece a paixão pelas coisas e pelos homens, o amor infinito pela vida.
Que dizer mais dessa cidade? Dizer que a amo de uma forma imensa, infinita. Meu amor por Ilhéus não tem limites, pois é o amor que vem da meninice, da adolescência, dos tempos felizes e alegres, dos dias em que eu quis aceitar a verdade da minha vida.
Quero ainda dizer que em nenhum momento desses acontecimentos que me tornaram conhecido, deixei de me lembrar /que foi aqui onde tudo começou. Foi aqui em ,Ilhéus, na praça do Vesúvio, não foi noutro lugar.”
Pronunciamento de Jorge Amado ao receber o título de cidadão ilheense em 1997.
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Colaboração de Luiz Castro
Bacharel Administração de Empresa
CEPLAC / ENCONTRO / SALVADOR
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O VERDADEIRO LEGADO DOS JOGOS OLÍMPICOS
Não pense que os Jogos Olímpicos Rio-2016 vão deixar obras civis como legado. Num País corrupto-quebrado, vai faltar dinheiro para manutenção dos equipamentos olímpicos e, em breve, veremos o sucateamento e abandono de algumas obras que custaram milhões.
Mas nem tudo está perdido. O legado dos Jogos será (ou já é) imaterial. E tem nome: Isaquias Queiroz, Robson Conceição, Diego Hipólito, Mamute/Bruno e outros.
Nada funciona mais, como inclusão social, do que o esporte e as artes. Nada consegue despertar tanto o interesse de uma criança por esportes, do que ver um esportista compatriota perseverante e vitorioso; isso os videogames e o Pokemon não conseguem superar. Nada consegue transformar um garoto futuro criminoso potencial num cidadão honrado e respeitado, como a dedicação a uma atividade desportiva ou artística associada a uma formação escolar satisfatória. Claro que as exceções existem, já que muitas vezes o pau que nasce torto nunca se endireita, como vemos por aí alguns atletas que insistem no caminho errado, mesmo tendo a faca e o queijo nas mãos e nos bol$o$. Jobson, Adriano Imperador, Goleiro Bruno são alguns (maus) exemplos.
Um Neymar da vida, creio eu, não tem a menor noção do quanto cada gesto ou palavra seus podem influenciar na formação moral de uma criança que o tem como ídolo. Imagino que quase nenhum desse nossos astros badalados do futebol e seus assessores consigam raciocinar a dimensão disso.
Pra nossa sorte, surgem Isaquias e Robson, com sua contagiante simplicidade e espontaneidade que trouxeram do berço, que transformaram suas vidas e que prometem fazê-los promissores gigantes da inclusão social, seja atraindo os olhares para as carências de Ubaitaba ou para um projeto de resgate de crianças na Boa Vista de São Caetano. Some-se a isso uma legião de garotos e garotas Brasil afora, agora loucos para aprender canoagem e boxe, quem sabe até mudando o rumo que a linha do destino lhes traçou.
Esse é o verdadeiro legado dos Jogos Olímpicos.
Nilson Pessoa
A Embaixada Galera do Fla Ilhéus Realizou mais uma excursão maravilhosa entre seus membros.
A Embaixada Galera do Fla Ilhéus , realizou neste fim de semana a excursão á Aracaju. A galera ficou maravilhada com a bela cidade de Aracaju, declarou Crispiniano Cerqueira presidente da embaixada e Embaixador da Nação. Com muitas opções, a bela capital sergipana ficou mais linda com a presença da Fla Ilhéus, que junto com a Fla Caju realizaram um encontro na belíssima orla local. Só esta começando o ano, declarou Crispiniano em relação as excursões 2016, pois ainda acontecerá a de salvador dia 10 de setembro Vitoria x Flamengo e o encontro internacional da embaixadas da Nação no Rio de Janeiro em Novembro na Gávea sede do C.R Flamengo. Maiores Informações 73-98111-4041 ( zap ) ou www.galeradofla.com
Heckel Januário em: LEMBRANÇAS DA EXTENSÃO RURAL (7)
Esta “Lembranças…” de número 7 retoma a fase laboral ceplaqueana da Capitania dos Ilhéus, quando o escritório de extensão da Ceplac situava-se na esquina (confluência onde ergueu-se recente um edifício de salas comerciais) das ruas Oswaldo Cruz e Manoel Dórea; passando mais tarde – e definitivamente– para um prédio próprio na atual Rotatória da Cairu (ex Praça Cairu).
Na década de 70 –século passado–, com o preço do cacau alcançando níveis de excelência no mercado internacional, produção –por ações da Ceplac– em ascensão, a Região Sul Baiana vivia momentos de euforia. Foi o período que este órgão, dinamismo a todo vapor e cutucado por um programa –que visava expandir e direcionar a cacauicultura nacional– chamado Procacau, lançava a campanha de renovação de cacaueiros decadentes com o famoso slogan “Só Cresce quem Renova”.
A zona do Rio do Braço, da Capitania, embora diferenciada em razão de seu solo de primeira, encaixava direitinho na recém-criada missão. Então introduzida no rol dos cacauais renováveis, um projeto de 200 hectares à frente Nogueira Formiga, agrônomo chefe desta área, teve curso abrangendo três propriedades (a de menor porte em cacau ficava em Coaraci, fora portanto do maciço cacaueiro aludido) de Eduardo Catalão, forte cacauicultor, além de já ter sido Ministro da Agricultura, Deputado Federal, Senador da República (era engenheiro-agrônomo e seu irmão Pedro Catalão fora prefeito de Ilhéus) entre outros títulos que o credenciavam ser considerado uma figura de proa da cidade, mesmo residindo no Rio de Janeiro.
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE ESPECIAL.

1) ELE SEMPRE SERÁ MEU HERÓI!
2) JOVENS QUE PARTICIPARAM E COLABORARAM COM A ORGANIZAÇÃO JOSÉ LEITE DE SOUZA NOS ÚLTIMOS 50 ANOS (PARTE 15).
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA.
Conservação, Restauro e Valorização de Monumentos Históricos em Ilhéus
Por: Guilherme Albagli de Almeida
Como tudo no mundo envelhece e se transforma – não apenas a cultura humana mas, também, a Natureza, nas suas paisagens geológicas e zoo-botânicas -, assim há de ocorrer com a Arquitetura que, em cada período, possui um estilo próprio e diferenciado, obedecendo a novas exigências sociais e disponibilidades técnicas.
Face a isso, a Arquitetura, fusão de Arte e de Técnica, ao longo de séculos desenvolveu a sua especialidade “Conservação e Restauro de Monumentos” que visa preservar e valorizar um bem originado de outra época, tanto pelo respeito à sua especificidade histórica quanto pelo seu valor estético, dotando o meio ambiente humano de elementos variados e diferenciados que o enriquecem e valorizam.
A cada época, também, se transmutam e aperfeiçoam tais conceitos e critérios conservacionistas. Estando, a catedral medieval de Notre-Dame de Paris, no Século XIX, em grande parte destruída, Violet-Le-Duc a reformou completamente, todavia sem o cuidado de diferenciar as suas partes antigas das suas próprias intervenções, não sendo hoje mais possível se reconhecer o elemento antigo, original, das novas integrações.
Isso não impede, todavia, a adição controlada de alguns elementos evidentemente atuais para conferir alguns contrastes que realcem os elementos originais do monumento. A esta ação chamamos “Mise-en-Valeur” – Valorização -, quando, também, o novo uso do bem é considerado e visto uma como forma essencial à sua preservação. A transformação da antiga estação Ferroviária do Rio do Braço num restaurante temático é um claro exemplo deste conceito preservacionista mais atual. O interesse no bom andamento da longa obra a ser realizada na antiga vila-fantasma do Rio do Braço não se restringe ao seu proprietário, o jovem visionário Lucas Kruschevsky, mas a todos os que amam e se preocupam com um melhor futuro para a nossa cidade e sua comunidade.
A falta de uma enxuta secretaria municipal integralmente dedicada à preservação e valorização dos nossos monumentos históricos poderia ser uma causa da destruição de certa parte do nosso patrimônio histórico, legando alguns dos nossos elementos monumentais ou ao seu arruinamento progressivo, ou à sua transformação indevida, sofrendo ações discordantes com a sua originalidade desejada.





















































