:: ‘Saúde’
Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI)
Santa Casa de Itabuna realizará o I Congresso Sul Baiano de Oncologia
A cada ano as neoplasias vêm assumindo um papel cada vez de mais destaque entre as causas de morte em todo o mundo, e diante da importância do assunto, a Região Sul da Bahia sediará I Congresso Sul Baiano de Oncologia. O evento será realizado no período de 1º a 5 de abril, no auditório Paulo Souto da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), e fará uma abordagem técnica-científica sobre o tema “Oncologia no Século XXI: desafios da interdisciplinaridade e novas tecnologias”.
O Congresso é uma promoção da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (SCMI), do Núcleo de Estudos e Orientação de Onco-hematologia Pediátrica (NEOOP), do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer (GACC Sul Bahia) e daInovarte – Produtora de eventos educacionais. A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) é apoiadora.
A expectativa é de que cerca de 800 congressistas paticipem do evento que tem como pricipal objetivo proporcionar um ambiente para debates técnicos, científicos, sociais e de políticas públicas sobre a Oncologia, de modo a contextualizar com a realidade local. “A intenção é discutir soluções que contribuam para a melhoria do atendimento oncológico na nossa região”, destaca a professora Sônia Melo, Drª em Genética e Biologia Molecular e membro da Comissão Organizadora do evento.
O Congresso contará com palestras, minicursos, apresentações de trabalhos científicos e discussões científicas sobre Oncologia. O público-alvo são os graduandos e profissionais de medicina de toda a região Sul Bahia. O médico oncologista clínico da Santa Casa de Itabuna, Drº Eduardo Kowalski, que também integra a Comissão Organizadora do evento, ressalta a preocupação da instituição que presta assistência integral ao paciente oncológico, em transmitir informações sobre o câncer e suas consequências.
“O câncer é a segunda causa de morte no Brasil e a nossa região ainda é carente de diagnóstico. Neste Congresso iremos dar ênfase justamente a importância do diagnóstico precoce, quando o médico deve suspeitar da doença”, comenta DrºEduardo Kowalski, frisando que quanto mais cedo o diagnóstico, melhores são os resultados no tratamento.
E informa que a intenção é inserir o I Congresso Sul Baiano de Oncologia no Calendário de Eventos da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, já que trata-se de uma instituiçãoclassificada junto ao Ministério da Saúde como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), que é referência na área em toda região Macro-Sul da Bahia.
Inscrições
As inscrições para participar do congresso podem ser feitas através do site www.congressooncologiaba.com.
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Infecção urinária em crianças: O que os pais precisam saber
Choro na hora de fazer xixi, febre, falta de apetite, peso abaixo do normal, odor forte na urina ou presença de sedimento. Esses são os sintomas que acometem as crianças com infecção urinária, mais comum em meninos no primeiro ano de vida e em meninas na idade pré-escolar e escolar. O acompanhamento deve ser realizado com o pediatra, pois quando não bem tratado, esse incômodo pode ocultar malformações do trato urinário que acarretam quadros de insuficiência renal, necessitando de diálise e transplante.
As causas da infecção urinária variam de acordo com o sexo e a faixa etária. Segundo Dr. Nuncio Vicente De Chiara, responsável pelo Setor de Urologia Pediátrica do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo, ela não é comum em recém-nascidos, portanto, quando ocorre, deve-se pensar numa malformação do trato urinário. “Embora, hoje a maioria dessas malformações já são diagnosticadas durante a gestação pelo exame ultrassonográfico da gestante, muitas podem passar despercebidas e são diagnosticadas nos primeiros meses de vida por ocasião de uma infecção urinária. Em geral, são quadros graves, que necessitam de internação hospitalar”.
Sociedade de Pediatria de São Paulo: dicas em ritmo de Carnaval
Por Yechiel Moises Chencinski,
Departamento de Cuidados Ambulatoriais
A história do carnaval no Brasil vem do período colonial, iniciada pelos escravos. Cordões, ranchos, corsos, escolas de samba, marchinhas, sambas, afoxés e maracatus foram alguns dos ritmos que marcaram essa festa. É através da música que vamos abrir espaço para nossas dicas de saúde.
Mamãe eu quero! Mamãe eu quero! Mamãe eu quero mamar!
Apesar de politicamente incorreto, fazendo a apologia à chupeta e à mamadeira (não indicados pelas recomendações atuais), essa gravação em um filme de 1940, mostra Carmem Miranda e Garoto em uma das marchinhas carnavalescas mais conhecidas de todos os tempos e nos remete à questão da alimentação nessa festividade.
Mas nessa época, sempre valem alguns lembretes importantes.
· Até 6 meses de idade, a recomendação é o aleitamento materno exclusivo, em livre-demanda. Não é necessário oferecer água, ou qualquer outro tipo de líquidos nessa faixa etária. Leite materno: alimenta e hidrata.
· Em lactentes até um ano de idade, leite materno ainda é fundamental. Hidratação é importante. Sucos, mesmo os naturais, devem ser evitados até um ano de idade, segundo estudos recentes, pelo aumento do risco de diabetes tipo 2. As recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) são que entre 1 e 6 anos se ofereça entre 120 a 180 ml ao dia e após os 7 anos, cerva de 250 ml ao dia (de sucos naturais).
· Frutas frescas, legumes e verduras (FLV) com vitaminas, água e fibras, são recomendados também nessa época.
· Além disso, sempre atentar para a higiene e a conservação dos alimentos consumidos, principalmente fora de casa, nas praias, clubes e hotéis. Maioneses, ovos, molhos e cremes necessitam de preparos cuidadosos e conservação impecável para que não causem reações graves, como intoxicações alimentares, levando a quadros febris, com diarreia, vômito e até a desidratação, podendo requerer desde uma visita forçada a um pronto-socorro até internação hospitalar.
· Qualidade e também quantidade devem ser bem controladas. Se for ultrapassado um limite individual de tolerância, reações alérgicas graves podem estragar a comemoração (amendoins, corantes, sucos artificiais).
Se você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não. A hidratação é fundamental. LEITE MATERNO (para os que ainda mamam) e, após o 6º mês de vida, sempre muita ÁGUA.
Não à bebida alcoólica
18 dúvidas sobre o anel contraceptivo
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URGENTE!
Banco de Sangue de Itabuna necessita de doações com urgência
O Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna convoca com urgência doadores dos Grupos O e A, Fator RH Negativo. O estoque da unidade está operando no vermelho, sem condições de atender a crescente demanda das últimas semanas.
No Hospital São Lucas, uma paciente de 16 anos que está internada há cerca de 20 dias com um quadro de anemia não especificada, necessita com urgência de sangue A Negativo. Doadores podem se dirigir a unidade que funciona em prédio anexo ao Hospital Calixto Midlej Filho, de segunda a sexta-feira, das 7 às 17 horas; e aos sábados, das 7 às 13 horas, e informar que querem doar sangue para Thayane Dias de Almeida.
Exercícios físicos no verão e na praia requerem cuidados especiais
Especialista do Núcleo de Ortopedia do Hospital Samaritano de São Paulo dá dicas para aproveitar a estação mais quente do ano e ficar em forma
Com a chegada do verão, muitas pessoas querem ficar com a saúde e com o corpo em dia. Porém, começar uma atividade física sem um preparo adequado pode resultar em uma série de problemas, ao invés do “corpo sarado”.
São comuns problemas musculares, como distensões, contraturas e dores musculares, além de problemas decorrentes da excessiva exposição ao sol, como queimaduras de pele, insolação e desidratação.
O ortopedista e médico do esporte do Núcleo de Ortopedia do Hospital Samaritano de São Paulo, Marco Antonio Ambrósio, lembra alguns cuidados especiais que devem ser levados em consideração nessa época do ano: escolha de roupas adequadas, como camisetas confortáveis e tênis adequado, além de outros mecanismos de proteção como boné e óculos escuros; uso de protetor solar; manter-se hidratado, já que no calor o corpo perde mais água e sais minerais durante a prática da atividade física.
A escolha do horário para o treino também é importante. O mais indicado é praticar atividades no início da manhã, pois a poluição e a temperatura são menores, ou de noite, quando o calor é mais ameno. A alimentação também deve ser cuidada. A pessoa deve optar por alimentos de fácil digestão, como vegetais, carnes magras e frutas, evitando doces e gorduras. “Uma dieta saudável aliada à atividade física é uma receita infalível para boa saúde e bom condicionamento físico”, afirma o especialista.
ILHÉUS em FESTA !!!!
Ar-condicionado: herói ou inimigo?
No dia a dia, muitos recorrem aos sistemas condicionadores de ar, seja no trabalho, no carro ou até mesmo em casa. O ambiente fica fresco e agradável, porém, diversas complicações podem surgir, caso certas precauções para o uso adequado não sejam devidamente tomadas.
Um alerta relevante vem do dr. Ricardo Milinavicius, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT). Ele explica que o ar-condicionado faz com que importantes regiões do pulmão fiquem ressecadas:
“A mucosa nasal é revestida por cílios vibrantes, responsáveis por expulsar bactérias, fungos e vírus que adentram em nosso organismo pelo ar que respiramos. Como há o ressecamento da região, a chance de se contrair infecções aumenta”.
O filtro dos ares-condicionados não consegue reter todas as impurezas existentes, que se acumulam nos ductos e fazem com que a circulação de ar prejudique a saúde de quem está exposto ao aparelho.
Saúde pública brasileira precisa de atenção integral
por Antonio Carlos Lopes*
Fala-se hoje da importância da atenção básica na saúde pública. É evidente que os cuidados iniciais são importantes; entretanto, não têm nada de básicos. Devem ser realizados com destreza e competência, gerando um diagnóstico aprofundado, que determine as causas desta ou daquela doença. O paciente da rede pública merece uma análise completa, que busque a raiz de seus males.
A defesa da atenção básica se fundamenta sob uma ótica enviesada. Pensa em um médico “quebra-galho” atendendo pessoas com gripe e diarreia. Ora, a população brasileira é digna de mais respeito. Não podemos admitir uma assistência médica focada em sintomas e não nas causas das doenças. O paciente tem de ser encarado como um todo, como ser humano. O humanismo, aliás, é fundamental para qualquer profissional de medicina. Só pode se considerar médico quem olha para o outro em sua integridade, dispensando-lhe respeito e dignidade.
Pode-se perdoar tudo, menos uma morte evitável. Um sintoma simples muitas vezes é a forma que o organismo utiliza para alertar sobre algo mais sério. Para a correta detecção, precisamos de profissionais bem formados e de estrutura adequada.
As entidades médicas nacionais há tempos reafirmam a relevância do investimento em infraestrutura. Sem equipamentos e exames adequados, o paciente pode voltar para casa com um medicamento que terá apenas efeito placebo.
A excelência na medicina se conquista mesclando um bom instrumental à relação humana; e essa capacidade é ensinada em instituições de ensino de referência, como a Escola Paulista de Medicina, a USP, entre outras.
Não adianta nos iludirmos com a argumentação de que tudo se resume à atenção básica. Vale dizer mais: por melhor que seja o profissional, médico não é mágico. É fundamental que, além de todo o conhecimento científico, tenha à disposição no dia a dia uma equipe multidisciplinar.
Estamos criando no nosso país uma medicina para os ricos e outra para os pobres, que divergem exatamente na abordagem. O SUS (Sistema Único de Saúde) investe em atenção básica, enquanto a saúde suplementar evolui em tecnologias, infraestrutura e capacitação dos profissionais. Essa desigualdade tem que acabar. Precisamos nivelar por cima, pois saúde é direito do cidadão.
Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica
Santa Casa de Itabuna realizou dois transplantes de rim em um único final de semana
Já os rins, captados de doadores falecidos, vieram das cidades de Santo Antônio de Jesus e Salvador. “O critério utilizado para seleção dos pacientes segue três vertentes: uma rigorosa avaliação de compatibilidade genética, prioridade para aqueles que por complicações de saúde não podem fazer diálise, e também quando os pacientes são crianças”, explicou Drª Neyde Vinhático, coordenadora geral do Serviço de Diálise e Transplante Renal da SCMI.
O primeiro transplante foi realizado na sexta-feira, feriado de 15 de novembro, e o segundo no domingo, dia 17. “Tive um sonho realizado. Agora já posso planejar a retomada das minhas atividades que tinha parado por conta da diálise, principalmente voltar a fazer minha faculdade de Artes Cênicas e também viajar”, disse entusiasmada Cláudia Priscila.
Do mesmo sentimento compartilha Giovani Xavier de Almeida. Ele que era trabalhador rural, mesmo ainda em recuperação contou que já está na expectativa de voltar a ter sua rotina de trabalho. O médico urologista Gabriel Rodrigues, da equipe cirúrgica que realizou os dois transplantes, destaca sua satisfação em ajudar a mudar a vida de pessoas que já passaram por tanto sofrimento.
Ele até que poderia aproveitar o feriado para seus momentos de lazer e esporte, mas optou por fazer aquilo que mais lhe gratifica como médico: salvar vidas. E conta que os pacientes transplantados estão evoluindo de modo muito satisfatório e devem receber alta ainda esta semana.
Somente neste ano de 2013, de janeiro até o presente momento, foram realizados na instituição 49 transplantes de rim. Um número que segundo o médico Gabriel Rodrigues é motivo de comemoração. “Só temos que comemorar e agradecer ao empenho de toda equipe de médicos nefrologistas e urologistas, enfermeiros, todos do centro cirúrgico que desempenham o seu papel com muito profissionalismo e amor”.
O provedor da SCMI, Eric Ettinger, destaca que ações como esta reforçam o compromisso filantrópico da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, beneficiando diretamente a comunidade local e a um público eminentemente do SUS.

A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna realizou dois transplantes em um único final de semana – foto Eraldo Dantas.
2011 e 2012
Em dezembro de 2011, quando foi retomado o serviço de Transplante Renal da Santa Casa de Itabuna, foram realizados três transplantes. No ano seguinte, a instituição realizou 28, totalizando 31 transplantes em um intervalo de 12 meses, através de uma importante parceria com a Central Estadual de Transplantes e com estruturas como a Organização para Procura de órgãos (OPO) e a Comissão Intra-hospitalar de Doação de órgãos e Tecidos (Cihdott).































































