PONTAL – MEMÓRIAS
FESTAS TRADICIONAIS: SANTO ANTONIO, SÃO JOÃO, SÃO PEDRO, SÃO FRANCISCO E JUDAS.
Por um longo tempo, a festa de São João do Pontal ficou resumida a queima de algumas fogueiras e a festa do padroeiro, por diversos motivos: pavimentação das ruas, morte dos moradores tradicionais desta festa, insegurança noturna, etc.
Já a partir de 2012, acendem-se luzes no fim do túnel, e o bairro do Pontal mesmo cambaleando dá sinal de vida e vem tentando se reorganizar com suas festas tradicionais.
Agora em 2013, mas precisamente no dia 15 de junho, com o novenário na Igreja Matriz, tendo a frente o nosso atuante padre Jarmil, dar-se o inicio as homenagens ao nosso Santo Festeiro, com o espírito de fé desta comunidade.
Com isso, a festança vai tomar outro rumo e parece que as tradições vão voltar, e conta com apoio de vários segmentos e pessoas do bairro, que não medem esforços neste sentido. Destacamos os conterrâneos como: Henrique Abobreira, professor Clério, Jorginho e a família Carnebó.
No salão de festas, Eventos Elegância, teremos o Forró do Seca Copos, com a participação da Banda Cartão Postal, logo após o novenário, tentando resgatar de vez os grandes bailes e festas do antigo Clube do Pontal.
E para relembrar aqueles tempos de outrora, resolvemos a pedido da comunidade, relatar o que estão na nossa memória, destes festejos do bairro do Pontal.
Como se não bastasse ,se privilegiam de ter SÃO JOÃO COMO PADROEIRO DO BAIRRO.Isso significa que a comunidade religiosa, também reza e ora ,através da fé no nosso Santo Festeiro.Como marco do início do novenário, dia 15,após as celebrações na Igreja Matriz, a comunidade pontalense ,vai curtir o FORRÓ DO SECACOPO,com a Banda Cartão Postal, noSalão de Festas ELEGÂNCIA EVENTOS ,cujo espaço ,substitui e resgata as grandes festas do antigo Clube do Pontal.
SÃO JOÃO – Na década de 50, até meados de 70, o São João no Pontal era uma verdadeira festa de “São João na Roça”. O Pontal favorecia para isso, pois aproximadamente 90% das ruas não eram pavimentadas, facilitando a queima da fogueira em quase todas as casas das ruas do bairro. Aqui se dançava o forró (arrasta pé) em várias casas que ficavam com suas portas abertas para quem quisesse dançar. Lembro-me dos forrós nas casas de Dona Anardina, Sr. Militão e Sr. Miliano. Não faltavam as comidas típicas como: o amendoim assado ou cozido, milho assado na fogueira ou cozido, pamonha, mungunzá, canjica e diversos tipos de licores. Tínhamos apresentações de “quadrilhas”, e dentre elas a da Rua 13 de Maio, organizada por “Seu Coló” e a do Sr. Militão na Rua do Bonfim, hoje David Maia. Lembro-me também do tradicional “pular a fogueira”, no dia 24, onde os moradores se tornavam compadres e comadres, num juramento a São João. E não podia faltar a festa religiosa, em homenagem ao padroeiro do bairro, que terminava com uma procissão pelas principais ruas. Recordo-me de uma das cantigas religiosas, nas procissões: Ave, ave, ave Maria. Ave, ave, ave Maria. A 13 de maio na cova da Íria, apareceu brilhando a Virgem Maria. Ave, ave, ave Maria… No céu, no céu com minha mãe estarei, na santa glória um dia, com minha mãe estarei…
SÃO PEDRO – Festa que se seguia logo após o São João, nos dias 28 e 29 de junho. Havia também queima de fogueiras, só que desta vez por parte das viúvas. A Colônia de Pescadores organizava o tradicional “bordejo”, com suas embarcações, principalmente os saveiros, na baía do Pontal, prestando suas homenagens ao santo protetor. Havia uma coisa muito interessante naquela época, enquanto o bordejo acontecia com imagem de São Pedro, outra procissão por terra, trazia São Francisco ao encontro da imagem e do mesmo modo no dia de São Francisco havia o bordejo e a imagem de São Pedro desta vez vinha por terra numa procissão ao encontro de imagens na praia. Hoje deixaram morrer esta tradição.
SANTO ANTÔNIO – Era a festa que abria o tão movimentado bairro do Pontal, nas noites de 1º a 13 de junho, com a tradicional trezena em homenagem ao santo. Lembro-me das trezenas nas residências de: Jorginho, “Vavá de Antônio Vitório”, “Dona Dulce do Posto Médico” e “Seu Militão”.
Na porta dessas residências aglomeravam-se bastante jovens e adultos, para no final das trezenas se dirigirem ao “pé do santo” e fazerem seus pedidos de namoro ou casamento, dando um nó na fita que já ficava no altar para esta finalidade. As crianças que nada entendiam ficavam na espera dos tradicionais mingaus de milho e tapioca ou mungunzá, que era servido a todos os presentes. Hoje esta tradição também não existe mais. Para recordar a reza em homenagem ao santo: “Viva Santo Antônio, nosso advogado, no céu e na terra, vós sois festejado… Alegres cantamos, hoje com fervor, viva Santo Antônio, nosso protetor… Pedindo a Jesus, e a Maria também, que nos dê a glória, para sempre amém”. E no último dia rezava-se: “Milagroso Santo Antônio, neste mês tão festejado, não há ninguém nesse mundo, que por vós não seja amado… Milagroso Santo Antônio, com pesar vai nos deixar, mas prometo oh! Santo Antônio, para o ano festejar!”…
JUDAS – Festa tradicional do bairro, a queima do Judas, que naquela época, existia um pelo menos, na maioria das ruas do Pontal, que não faltava além do foguetório, às mensagens deixadas pelos Judas aos moradores da rua. A criançada fazia a festa e hoje raríssimos são os casos de queima de Judas e sem aquele brilhantismo da nossa época. É por isso tudo que as lembranças não se apagam.
José Rezende Mendonça – Pontalense desde 1951.





























































Obrigado Resende por lembrar dos grandes moradores desse nosso Pontal que ao longo de sua vida procurou preservar a cultura local…meu avô Militão que não cheguei a conhecer…procurou sempre animar nosso bairro com a promoção das festas juninas, bumba meu boi e também festas de reis…e hoje Pe. Jarmil e os moradores tradicionais…procuram resgatar essa nossa cultura local…Pontal bairro da alegria e solidariedade…por isso gosto deste nosso povo.
abraço a todos
Paulo Guedes