por Clélio Fidélis da Paixão

Subjugados  pela  intuito dominador da FIFA; os países que constituem  essa impostora “organização”, vão  aos poucos perdendo a oportunidade de mostrar ao mundo  algumas características de suas respectivas tradições. Já não se vê mais nas arquibancadas, aquela fanfarra que acompanhava a Seleção Holandesa em todas as competições internacionais. Todos nós lembramos os tradicionais  bombos temáticos  que animavam a torcida  da Argentina. Atabaques e  timbais ,que ritmavam as danças dos representantes dos países africanos. A charanga  “Los Mariaches” Mexicana, com seus sombreiros, cujos trompetes faziam vibrar a galera  alucinante no Ralisco de Guadalajara. Bangôs e Maracas, enfatizavam  a percussão das rumbas e salsas  caribenha,s. Até, parte da Banda Real Inglesa, já se viu  musicando os passes futebolísticos dos sizudos britânicos. A caxirola  que substituiria a vuvuzela  foi ceifada  pelo sistema.As Bandeiras das Nações, não podem mais ser hasteadas pelos espectadores; e o mais incrível  é  o cerceamento do direito de se  cantar integralmente  o Hino Nacional  do seu país. Para uns, isso é despotismo, para outros, ditadura esportiva,  a pretexto do fator segurança.  Os  patrocínios, concessões, aluguéis de espaços fora e dentro dos estádios,são cambiados para euro. A moeda do país sede, não vale nada para êles. Não se sabe para que tantos milhões de cifras nas mãos de pessoas tão ultrapassadas.   Talvez  eles se achem extra terrestres Desconhecemos quaisquer tipos de obras sociais, filantrópicas ou ajuda à causa humana  concedida por essa oligarquia do futebol.Dessa forma  essa tal FIFA deve mudar sua razão social, vez por que, atua muito mais como instituição financeira, em detrimento do espírito “folclórico” nativista de cada povo.