:: 18/fev/2017 . 23:30
CLUBE SOCIAL DE ILHÉUS / CARNAVAL 2017
REVIVENDO
Alfredo Amorim da Silveira em: “10TAQUES”.
Barão de Popoff
Não é sempre que temos a oportunidade de juntar o passado com o presente. Desta vez estou aqui para fazer uma homenagem a uma grande figura de Ilhéus, descendente de uma das famílias mais tradicionais desta cidade, e também contar, em parte, como foi a emigração dos alemães para esta terra querida de todos nós.
Os Krushewsky vieram para Ilhéus entre 1822 e 1823, trazidos por Pedro Weyll (Holandês) e seu sócio (?) Saueracker. Junto com os Kruschewsky vieram também para Ilhéus os alemães, Sellmann, Schaun, Meffe, Lafit, Ninck, Hohlenwerger, Prezewodowski, Berbert, Steiger.
Estabeleceram-se em uma Sesmaria em terrenos à margem esquerda do rio Cachoeira adquirida em 1818 por Pedro Weyll e seu sócio, onde fundaram um pequeno núcleo chamado de Colônia de São Jorge da Cachoeira de Itabuna. Estes alemães tinham profissão de ferreiros, padeiros, relojoeiros, alfaiates, carpinas, maquinistas, etc.
Uma segunda leva de colonos chegou de Rotterdam na galera hamburguesa Anna Luiza em 1823. Por imprevidência de Saueracker, sócio de Pedro Weyll, que não providenciou com antecedência abrigo, ferramentas e instrumentos agrícolas para o trabalho, passaram os emigrantes por muitas necessidades muitos se retirando para a vila de Ilhéus, sendo amparados pela Câmara Municipal, para não morrerem de fome, sendo também amparados pelo Imperador D. Pedro I, que era protetor dos imigrantes alemães no Brasil.
Muitos deles se deram bem na política, na administração pública, na advocacia, na imprensa, nas letras, nas armas, na agricultura e na indústria.
Bem, terminado aqui as explicações da descendência do Barão de Popoff, vamos agora contar a sua história.
CEPLAC 60
Em fins de dezembro de 1962, recém-formado (UFRRJ/Escola Nacional de Agronomia), fui até à sede da CEPLAC, Avenida Presidente Vargas, RJ, saber detalhes da Organização, pois fora escolhido pelo Professor Marcelo Nunes Camargo (im) para se integrar a sua equipe de Pedologia (MAPA) que iria iniciar os estudos de solos na região cacaueira, marco inicial das pesquisas do recém-criado CEPEC, contratado por aquela. Conversei um bom tempo com o Secretário-Geral, Carlos Brandão, que me colocou uma série de exigências e dureza no trabalho, enfatizando por diversas vezes um tal “espírito de corpo”.
Não sei por que, preferi o desafio, mesmo com a passagem nas mãos enviada pela SUDENE que, inclusive, ficaria mais perto de casa, Maceió/AL, minha origem.
Cheguei à região no dia 22 de janeiro de 1963, com o furor da juventude, ávido em aprender e crescer na ciência que escolhera a do solo, conseguindo tal intento a expensas dos “frutos de ouro”, a quem sou grato eternamente, abençoado por esta ESCOLA-CEPLAC.
E em pouco tempo, a Instituição se agigantou, abriu novos escritórios de extensão, edificou o CEPEC, treinou seu pessoal e passou a prover a região de informações e apoio, repercutindo as suas ações em produção e produtividade para a lavoura, além das melhorias infraestruturais.
Além da disponibilidade e flexibilidade dos recursos, a CEPLAC contava com cabeças pensantes, tanto vindas do Banco do Brasil, Organização que primava pela decência e ética profissional, como os iniciantes na Casa e, sobretudo, a vinda do Dr Paulo Alvim, que estabeleceu a Doutrina da Excelência Profissional, facultando treinamentos, viagens e congressos àqueles com vocação para a Pesquisa. E, capitaneando, tudo, Zé Haroldo, a quem a agricultura brasileira tanto deve, mesmo sem ele nunca ter frequentado uma Faculdade de Agronomia.
Dessa forma, a CEPLAC passou a ser um exemplo Institucional, que norteou a implantação da EMBRAPA e até foi “carimbada” em livro pelo IICA/OEA.
No GOTAS DE PAZ
ONDE ENCONTRAR A PAZ?
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