:: 14/jul/2020 . 21:00
CORTAR ÁRVORES É FÁCIL!
Em Ilhéus, na contra mão do que se recomenda no restante do mundo civilizado, existe uma infeliz tradição de “solucionar” qualquer dificuldade relativa à urbanização, da forma mais fácil e quase sempre, indevida. Seja no serviço público como no privado, todas as vezes que aparecem dificuldades na execução ou na manutenção das construções e das vias públicas, ou mesmo das residências particulares, que tem alguma interferência com as árvores próximas, a única ideia que surge é simples e rápida: CORTE A ÁRVORE! Se caírem as folhas que “sujam” o quintal ou o passeio, CORTE A ÁRVORE! Se as raízes se expandem e ameaçam os pisos, tubulações ou edificações… CORTE A ÁRVORE… Se deseja fazer uma modificação na via ou uma construção qualquer e existe uma árvore no caminho, CORTE A ÁRVORE!
Claro que muitas vezes surgem necessidades reais e imprescindíveis de retirar árvores para viabilizar serviços e obras que tragam benefícios à população e não existe outra solução que não seja a retirada ou substituição de determinada cobertura vegetal. E nesses casos não há qualquer problema em fazê-lo, pois se trata, antes de tudo, de uma escolha inteligente que tenha como fim a melhoria da qualidade de vida do ser humano.
Mas nada justifica a falta de cuidado e a “preguiça” de pensar em soluções construtivas e urbanísticas que evitem a pura e simples eliminação destas que são as maiores aliadas do homem para manter um ambiente sadio e equilibrado dentro das cidades.
Como arquiteto e urbanista, não consigo aceitar as soluções fáceis que vemos todos os dias e acabam sempre criando ambientes cada vez mais inóspitos ao retirar nossas amigas do reino vegetal. Sabemos que sem as árvores as temperaturas aumentam a níveis insuportáveis, o barulho se torna altamente prejudicial à saúde mental e física e o ambiente urbano passa a ser depressivo e assustador. Portanto para executar qualquer obra, se necessita ter previamente projetos arquitetônicos ou urbanísticos elaborados com extrema consciência e responsabilidade dos arquitetos, tendo a visão clara que as áreas verdes são imprescindíveis para a vida humana e nunca devem estar em segundo plano nos programas e objetivos finais das obras. Não há justificativa para fazer as intervenções sem buscar soluções que consigam aliar as funcionalidades necessárias ao projeto, com a preservação e melhoria ambiental.
As notícias veiculadas na tv a respeito da eliminação de amendoeiras na Av. Soares Lopes em Ilhéus, teve como justificativa as supostas obras relativas aos acessos da nova ponte, mas essa informação não tem fundamento, pois para esses acessos não há necessidade de eliminar um conjunto tão grande de árvores. Seria até compreensível que uma ou outra árvore tivesse que ser substituída ou eliminada, mas nunca uma linha continua no canteiro central da via. Sabemos que essas amendoeiras,
historicamente sofreram podas mal feitas que as deformaram e agigantaram. Mas nem por isso a solução seria eliminá-las. O ideal seria começar a fazer podas corretamente e profissionalmente, para que as mesmas voltem a ter uma forma natural e com dimensões compatíveis com o meio em que se encontram. (Quando se faz a poda de forma correta mantendo-as relativamente baixas, as raízes não necessitam se expandir e causar problemas maiores nem seus galhos se tornam ameaças).
Não se pode aceitar que projetos de engenharia sejam feitos sem antes haver um projeto urbanístico em cuja elaboração os arquitetos pensem e solucionem todos os problemas de forma sistêmica, dando a devida importância a cada uma das variáveis. Isso evitaria, por exemplo, que ocorressem erros estratégicos como o que ocorre na duplicação do trecho da Avenida Tancredo Neves, entre o aeroporto e o conjunto CEPLUS (rodovia Ilhéus/ Olivença) na zona sul. Ali, foi feito um projeto geométrico de engenharia, antes de elaborar um projeto urbanístico, onde deveriam ser levadas em consideração todas as variáveis, tais como os fluxos de pedestres e respectivas passarelas, das linhas de ônibus urbanos com seus respectivos pontos de parada, dos acessos às escolas, faculdades, clubes recreativos e pousadas, dos acessos às praias, da ciclovia e das coberturas vegetais. E aqui eu pergunto: será que realmente seria necessário retirar todos os Ipês daquela avenida? Eu sei bem o quão difícil plantá-los, pois o foram quando eu estava à frente da Secretaria de obras 30 anos atrás. Será realmente necessário eliminar o acesso (pequena rótula) em frente ao posto de gasolina e Hotel Opaba, obrigando a todos a fazer um percurso desnecessário em sentido oposto aos seus destinos?
Parece que precisamos urgentemente repensar o planejamento urbano em nossa cidade, para não fazer sempre o mais fácil.
Cortar árvores é fácil!
Alan Dick Megi – Arquiteto e Urbanista,
Especialista em Planejamento Urbano e Gestão de Cidades.
OS DESAFIOS PARA TODOS OS ILHEENSES
A nova ponte Ilhéus-Pontal recentemente construída, acrescidas às mudanças no trânsito efetivadas no Bairro do Malhado, tem o condão de facilitar o acesso das pessoas a pé e motoristas conduzindo veículos. Daí nasceu a possibilidade, na extensão da Av. Soares Lopes até o Cristo Redentor, de construções de espaços para novos estacionamentos e aberturas de outras vias ampliando a mobilidade urbana para diversos fins. Espaços não faltam.
Com essa nova via urbana das ilhas para o continente já se percebe uma grande diminuição do sufoco no trânsito quando se tinha apenas a ponte antiga construída nos idos de 1966. Toda essa inovação de mobilidade urbana é um verdadeiro começo! O projeto deve ser continuado e doravante deve-se projetar a construção de outra ponte que ligue Banco da Vitória ou o Bairro Teotônio Vilela diretamente para a zona sul de Ilhéus. Com isso facilitar-se-á consideravelmente o transporte de carretas, caminhões, ônibus intermunicipais e outros modais que continuarão seu trânsito confortavelmente na futura duplicação da rodovia Ilhéus Itabuna.
Mas, concomitante ao citado projeto já está na hora, demorou, de se organizar a região DISTRITAL da cidade de Ilhéus. São subdivisões administrativas com poucas estruturas, e às vezes abandonadas, a exemplo do Rio do Braço. Desde que o transporte ferroviário foi extinto, esses lugares começaram gradativamente a serem despovoados. Perdeu-se o Percurso agradável na época do transporte ferroviário e em substituição os passageiros e moradores distritais deparam-se até os nossos dias com péssimas estradas transitadas por ônibus municipais sabidamente sem o conforto desejado, sem inclusão social e amargando pobreza.
A dicotomia cultural é altamente potencializada porque as pessoas que moram nos distritos são culturalmente desprestigiadas, esquecidas mesmos, vivendo sem acesso à escola, saúde pública, sem a proteção da segurança pública e oportunidade de trabalho em empresas rurais e outras que já deveriam ter sido instaladas nos distritos. Os que podem se deslocam para a região central a fim de ganhar algum sustento.
É fundamental a inclusão cultural para as pessoas que ainda “residem” nestas urbes ou nunca haverá união e progresso na antiga Capitania de SÃO JORGE DOS ILHÉUS. Além dessas providências, já deveria ter sido criados consórcios públicos com a nossa vizinha cidade de ITABUNA, a exemplo de um consórcio público de transporte intermunicipal entre essas duas cidades.
Nessa toada, sugere-se a criação de um Conselho (a Constituição Federal dá azo à criação de Conselhos) voltado para unir Ilhéus e a Região Distrital com o escopo de sugerir projetos a fim de propiciar a essas subdivisões administrativas um bom
estado de habitação, dando-lhes independência, uma nova aparência social e cultural propiciando melhores condições de vida para as pessoas que lá residem ou para quem queira investir e fazer turismo nessas URBES.
Nessa toada, os componentes do Conselho promoverão debates na construção de ideias e os resultados obtidos, frutos de amplas discussões, serão encaminhados aos órgãos governamentais do município (Executivo e Legislativo). Acredita-se que se terá paulatinamente uma cidade humanista e com isso surgirá um equilíbrio psicológico nas pessoas que vivem e convivem em todo território Ilheense, pois começa-se na prática o exercício do Parágrafo único do inciso V da Constituição Federal: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos desta Constituição”.
Claro que essa ideia de corrigir o estado sócio cultural – que amargam os Distritos de Ilhéus – deva acontecer num esforço contínuo e que dure, se preciso for, várias gestões daqui para frente, permitindo assim acabar com o crescente aumento da dicotomia cultural entre os que vivem na região Central de Ilhéus e os moradores que pelejam historicamene nos Distritos.
Gustavo Kruschewsky
Bloqueios nas rodovias de acesso à Ilhéus começam nesta segunda (13) : Por Secom

A Prefeitura de Ilhéus inicia na noite desta segunda-feira (13) a ação de bloqueio em rodovias de acesso ao município e rondas noturnas na cidade, por meio da atuação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente durante um período de 8 dias, das 21h às 5h, em conjunto com órgãos de fiscalização. Essa medida restritiva adotada pelo município, tem como objetivo evitar a disseminação do vírus na região, a contribuir com a prevenção e contingenciamento à Covid-19.
“Todos sabemos sobre o cenário Covid-19 de cidades vizinhas e na região sul, por isso, se faz necessária essa medida restritiva com o objetivo de diminuir a circulação do vírus na nossa cidade. Conto com a consciência e colaboração de cada cidadão para que não saia de casa sem necessidade, principalmente das 21h às 5h, a fim de contribuir com a proteção da própria saúde e de todas as pessoas”, destacou o prefeito Mário Alexandre.
Para o bloqueio em rodovias, integram a fiscalização efetivos da Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade de Ilhéus (Sutram), a Guarda Civil Municipal (GCM), as 68ª, 69ª e a 70ª Companhias Independentes de Polícia Militar (CIPM). Já para as rondas na cidade, além da PM, Surtam e GCM, fiscais de posturas, fiscais ambientais e a Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cippa) colocarão suas equipes nas ruas para o monitoramento.
Parceria entre Prefeitura e Governo do Estado rende investimentos para Ilhéus: Por Secom
A parceria entre os governos estadual e municipal reflete no pacote de melhorias anunciado pelo governador Rui Costa para Ilhéus. A captação e geração de recursos durante a gestão do prefeito Mário Alexandre possibilitaram aumento substancial dos investimentos, principalmente nas áreas de infraestrutura e da saúde. A entrega da nova ponte é o marco da mobilidade urbana da cidade.
“Fizemos nesses três anos investimentos nunca feitos nos últimos 30 anos. Por meio das parcerias firmadas podemos dialogar e buscar soluções conjuntas para atender as demandas da população”, afirmou Mário Alexandre.
O dirigente baiano, por sua vez, enfatizou que as propostas pensadas para a região Sul são articuladas com o governo do Estado e dentro desse processo Ilhéus é uma das rotas estratégicas e economicamente importantes para o desenvolvimento da Bahia. “Isso tudo ganha celeridade quando a gente consegue o diálogo e a afinidade com o Município, para que as coisas ocorram com menos burocracia e menos tempo perdido”.
Para este ano, a administração municipal planeja outras ações, como a revitalização da Central de Abastecimento e a primeira etapa do fechamento do Canal do Malhado, continuidade do programa de asfaltamento em diversas vias, incluindo 17 ruas do Teotônio Vilela e entrega de equipamentos de saúde e unidades escolares, além das obras executadas em conjunto com o Governo do Estado: duplicação da BA-001, nos dois sentidos, com extensão até as proximidades do bairro Ceplus e construção da unidade materno-infantil, na Conquista, referência para alta complexidade, com previsão de entrega para fevereiro de 2021.
A primeira etapa do esgotamento sanitário e estação de tratamento do Pontal, segundo informou Rui, está prevista para ser entregue no mês de agosto. A licitação para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tipo II no bairro Esperança já está publicada no Diário Oficial do Estado. Também foi prenunciada a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ao lado Hospital Regional Costa do Cacau.
“Nunca um governador teve tantos olhares para a nossa cidade. Todas essas melhorias trazem qualidade de vida para os munícipes e turistas que visitam Ilhéus. Agradecemos pelo carinho e esforço que o governador tem não apenas pela Bahia, mas pela região sul do estado”, concluiu Mário Alexandre.
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