Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”
Nasceu na Espanha, na província de Pontevedra, em Lá Cañiza, em 6 de junho de 1917. Era agricultor, trabalhava numa finca (Fazenda) junto com seu pai e seus irmãos. Quando resolveu ir embora, na sua parte da finca plantou eucaliptos.
Por causa da crise da guerra na Espanha resolveu, ele e seus dois irmãos, irem para a Argentina, em 1932, Albino também tinha uma irmã que ficou na Espanha, na passagem por Salvador foi visitar o amigo e conterrâneo Daniel Ventim, que já morava lá, resolveu então ficar, morou 16 anos em Salvador, seus irmãos seguiram a viajem. Trabalhou muitos anos com Daniel em sua padaria, juntando seus lucros. Daniel trabalhava também com o fornecimento de farinha de trigo, um de seus compradores queria vender a padaria, e com a ajuda de Daniel, Albino, comprou de Mendonça & Irmãos a padaria Luso-Brasileira, aqui em Ilhéus, para onde se mudou em 1º de agosto de 1948.
Albino e Daniel tornaram-se sócios na construção, a empresa prosperou acima do esperado construíram o edifício Daniel Ventin, o edifício Paranaguá e o edifício Pereira Ventin, onde funcionava a padaria Luso Brasileira e hoje está o Banco Santander. Tempos depois desfizeram a sociedade. Albino também era cacauicultor e seringalista.
Casou-se com Socorro Lourido Gregório com quem teve três filhos: Maria Vitória casada com João Moura Costa, Albino (Bino), que nasceram em Salvador e Maria Teresa, que nasceu em Ilhéus. Sua maior tristeza foi perder seu filho Albino, que morreu em um acidente automobilístico em Salvador, na Avenida Paralela, em janeiro de 1979.
Acordava de madrugada e logo abria a padaria, sua roupa era uma calça simples, e uma camisa regata cor branca com uma camisa social de manga curta e calçava sapato vulcabrás, sempre sujo de farinha de trigo. Simples e modesto, trabalhava de balconista, era caixa, carregava e descarregava a lenha do seu caminhão, um Ford F-350. Atendia os fornecedores e os clientes do mesmo jeito que trabalhava. Aplicava suas economias na cidade.Voltou a Espanha somente uma vez, nunca teve carro de passeio.
Era amigo particular de Amadeu Aguiar, dono do Banco Bradesco.
Em 22 de março de 1964 a Câmara Municipal de Ilhéus concedeu-lhe o titulo de Cidadão Ilheense.
Faleceu em 24 de julho de 2005, seu corpo foi sepultado no Cemitério de Nossa Senhora da Vitória, no mesmo tumulo onde foi sepultado o seu filho.




























































