:: ‘Espaço do Leitor’
DEPOIS DA CHUVA, OS CRIADOUROS
Inertes, incompetentes, irresponsáveis e imbecis. É o que somos.
Enquanto isso, o poderoso exército inimigo ganha força, prestes a formar novos batalhões e continuar nos derrotando.
O local das fotos, todos já conhecem.
Nilson Pessoa
Lei ou Conveniência??
Observo que já alguns anos, entre começo de dezembro até depois do carnaval, aqui em Ilhéus é permitido estacionar no canteiro central da Av. Soares Lopes. Acho ótimo que isso aconteça, haja visto a nossa dificuldade para encontrar uma vaga. Mas realmente fico indignada.
Hoje quando cheguei já encontrei os tais cones…..Proibindo o estacionamento.
Já sei , já sei vão dizer é a LEI. Que só vigora de meados de fevereiro até inicio de dezembro?? Por causa do aumento de números de carros devido à presença de turistas?? Se durante o fim de ano com intenso movimento não houve transtorno com essa permissão, porque esse beneficio não pode ser estendido à nos, moradores de Ilhéus durante o resto do ano?
Creio que seja CONVENIÊNCIA para facilitar aos turistas. Mas e nós? Não merecemos essa facilidade (e felicidade) também?
REESTRUTURAR, DESMONTAR OU MUTILAR A CEPLAC?
Luiz Ferreira da Silva
Pesquisador aposentado da CEPLAC, Escritor
luizferreira1937@gmail.com.

Luiz Ferreira
Publiquei este artigo, em dezembro de 1989, no JORNAL AGORA, de Itabuna, portanto há 26 anos atrás, quando só se falava em reduzir o quadro da CEPLAC, sem a preocupação de torná-la eficaz e atualizada para o momento requerido. A síndrome era que a Instituição tinha muita gente e o “mote” era demitir, por em disponibilidade e desestimular os mais velhos. Veja no que deu! Como agora, ano 2016, se fala numa outra CEPLAC, creio que o modesto documento possa ter alguma serventia para os formatadores de um novo modelo que se anuncia, apesar de tempos outros, advertindo-os que se trata de um Patrimônio Agrícola Institucional sem precedentes, cujo modelo sui generis foi reconhecido até internacionalmente (IICA-OEA).
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Quando se tenciona reestruturar uma organização, é fundamental que se defina qual será o papel. Isso porque a estrutura é conseqüência, vindo depois desta definição, já que uma simples mudança de “quadrinhos” não é panacéia. Por outro lado, há que se atentar para o estabelecimento de diretrizes, programas, metas e meios para se atingir os objetivos propostos, sem esquecer a decisão firme, o comprometimento e a obstinação do fazer.
No caso específico da CEPLAC, primeiramente tem que se saber qual será o seu “negócio”. O que a sociedade espera e quer do Órgão? Quais os anseios e as expectativas dos seus usuários? Que produtos ela pode fornecer?
A resposta a estas indagações é que vai possibilitar a necessidade de adaptar, modificar, mudar os rumos e inovar, identificando os instrumentos capazes de se atingir àquela doutrina preestabelecida
Daí, primordialmente, há que se discutir o papel da CEPLAC para os novos momentos: (a) Órgão voltado exclusivamente para o cultivo do cacau?; (b) Órgão também voltado para outros cultivos de interesse regional?; (c) Órgão de desenvolvimento rural integrado?; ou Órgão de desenvolvimento regional?
Este é o primeiro passo que vai exigir uma discussão ampla e aberta, procurando analisar o cacau no epicentro de uma região de alto potencial agrícola e posição geográfica invejável, porém com uma economia desarticulada.
É óbvio que o gol a se atingir é o desenvolvimento regional, independentemente da função que a CEPLAC venha a exercer. O que a sociedade almeja é a transformação e o crescimento simultâneo da agricultura em concomitância com a solução dos problemas econômicos, sociais, ambientais, políticos, culturais e institucionais, diferentemente da atual economia espasmódica, mercê dos altos e baixos da monocultura do cacau.
Em base a esses pressupostos, um caminho seria a CEPLAC atuar como partícipe do sistema de desenvolvimento regional, na condição de gestora das ações integrativas da produção, espécie de agente de desenvolvimento rural integrado. Isso não significaria e nem seria desejável que ela fizesse tudo, mas poderia indicar, orientar, aglutinar e coordenar ações governamentais. Tampouco, negligenciaria o seu forte – excelência no campo agrícola – mas cooptaria outros parceiros em a ações de mão dupla, possibilitando incrementos nas áreas de biotecnologia, agroindústria, engenharia da produção, estudos da conjuntura regional, “fábrica de projetos”, e captação de recursos.
Isso tudo converge a uma idéia existente de se criar um Conselho de Desenvolvimento Regional, como um fórum representativo, onde participantes de diversos órgãos públicos e entidades privadas estabelecem o consenso relativo a objetivos e estratégias para desenvolver a região. Neste contexto, a CEPLAC coordenaria as ações, concentrando esforços e captando recursos, direcionando-os àquelas atividades de maior retorno à comunidade cacaueira. Seria um conselho presidido pela Secretaria de Planejamento da Bahia, com uma secretaria exercida pela CEPLAC, comprometendo o Estado com a região, numa interdependência apoiada nas ações integrativas e interesses comuns.
Em quaisquer circunstâncias, é imprescindível que se tenha uma CEPLAC forte, moderna e atuante, envidando-se esforços para sua revitalização, ao invés de se perder tempo em atacá-la e até denegrir seu corpo funcional, como sói acontecer na atualidade. Da mesma maneira, que sejam fortalecidas as demais instituições regionais: Cooperativas, Universidade, CNPC, dentre outras.
Assim colocada a questão, qualquer outro caminho de reestruturação da CEPLAC, em que não se considerem os embasamentos doutrinários, as características “sui generis “da região e nem se facultem discussões profundas com os diversos segmentos da sociedade, não passa de um desmonte, com possíveis riscos de se depredar um patrimônio dessa magnitude, peça fundamental ao desenvolvimento do sudeste da Bahia.
Finalizando, é oportuno frisar que estas considerações, mesmo sem querer impô-las como verdade absoluta, podem pelo menos servir de alerta para muitas pessoas que, ao visualizarem um só ângulo do problema, não se apercebem da sua complexidade. Reestruturar não é simplesmente fundir unidades, remover pessoal, extinguir atividades e nem trocar “figurinhas”. É muito e muito mais; positivamente não é tarefa para poucas pessoas e, tampouco, para amadores (publicado em 10-12-1998).
ILHÉUS CONTINUA ALHEIA AO MOSQUITO
CINZAS DE MISERICÓRDIA
Dom Fernando Arêas Rifan*
Amanhã, quarta-feira de Cinzas, começa o importante tempo litúrgico da Quaresma, no qual a Igreja almeja que nos unamos mais intimamente ao Mistério Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo, mistério que inclui sua Paixão, sua morte e sua gloriosa Ressurreição.
Neste Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco, em sua mensagem para esta Quaresma, toma como modelo Nossa Senhora, “Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada. Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou”.
E o Papa nos pede que “a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa ’24 horas para o Senhor’, quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio”.
A História da Salvação é a história da Misericórdia de Deus para com o seu povo: “O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo”.
E tudo se resume e engloba na Encarnação do Verbo: “Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada. Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: ‘Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças’ (Dt 6, 4-5)”.
“Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais diretamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar…”
*Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE (ESPECIAL)

1) O CARNAVAL DO GRUPO RM (ROLA MURCHA).
2) FOTOS DOS ANTIGOS CARNAVAIS DE ILHÉUS.
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA.



























































