:: ‘Espaço do Leitor’
PSICOMUNDO – BRASIL AUMENTA LOTAÇÃO DOS ABRIGOS DE VELHOS CARENTES DE CARIDADE
Para ler em TELA CHEIA clique onde estão as 4 setinhas (Lado direito).
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Eduardo Afonso.
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.

1) ACONTECEU HÁ 70 ANOS ATRÁS EM ILHÉUS.
2) DOIS DE NOVEMBRO, DIA DE FINADOS.
3) FINAL DE SEMANA DE VISITAS ILUSTRES.
4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA.
Barão de Popoff em: ENEMista
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QUEM SÃO NOSSOS HERÓIS ?
A ficha caiu quando assistia a um show de rap de Racionais MC. Um aluno do 3º ano me passou o CD como parte da apresentação de um trabalho sobre o negro e a escravidão no Brasil.
Conforme o aluno me falou, no CD havia uma parte intitulada Documentário, que versava sobre a escravidão. Embora muito ambientado na realidade de São Paulo do Século XIX, o material é de fato interessante, tanto pelas fotos dos cativos – esse privilégio de podermos ver como eram os rostos de nossos antepassados, e não ficarmos restritos à versão dos pintores – quanto pelo texto narrado em off pelos artistas da banda.
Assisti tudo. Pouco mais de uma hora de documentário, que não se deteve na escravidão, mas avançou pela República, falando das precaríssimas condições de vida dos descendentes dos escravos até a década de 1980, além de abordar aspectos ligados à cultura.
Após cumprir a obrigação de professor, fiquei livre para assistir ao Show contido no CD. Delícia. Sempre gostei da banda, desde jovem. Verdade que quando minhas filhas começaram a crescer, parei de ouvir Racionais em casa. Tinha muito palavrão e eu não queria dar mau exemplo. Mas continuei gostando – e elas também, porque muitas vezes as peguei ouvindo.
Ambientado em um cenário de favela, o grupo cantava alguns de seus melhores raps, quando percebi mais forte o apelo que toca de fato a juventude: Tendo o criminoso como primeira pessoa, falando de si e de seu mundo, o rap de Racionais acaba por colocá-lo como o modelo e protagonista principal da juventude negra, pobre e mestiça de nossas periferias. O cara!
FALECIMENTO DE ARGILEU BORGES DE OLIVEIRA
Luiz Castro em: DECOLORES
Ainda criança já trabalhava arduamente com seu pai nas roças do sertão de Macajuba. Dormia no tempo embaixo de uma arvore esperando seus pais e irmãos trazerem a lenha para ele arrumar ou, seja empilhar. Além da comida a água era bastante escassa, contudo não podia desanimar, pois a vida era aquela mesmo e não tinha esperança de melhoras. Anos se passaram sem até mesmo ir a escola, não havia tempo, era coisa para os avantajados, donos de roças e moradores da cidade longínqua. Certa vez ficou dois anos embaixo da mesma arvore, esperando os irmãos com o carregamento de lenha, tomando sereno, sol e chuva.
Quando já tinha lenha suficiente para vender na cidade, seu pai o levava junto com seus irmãos para descarregar a lenha. Na expectativa de seu pai comprar alguma merenda ou alguma roupinha, nada acontecia, o pai dizia que o dinheiro apurado era para comprar comida.
Certa vez estando na praça da cidade, avistou um menino chupando quebra queixo. Ficou olhando com vontade louca de saborear o que menino estava saboreando, porém não foi possível, pois não tinha nenhum níquel para comprar aquele doce.
Heckel Januário em: UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE (VII)
(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)
É de se notar a importância das águas nas estórias de Bebel, incrustada que é entre o Jequitinhonha e o Atlântico.
Fora relatado no Umas e Outras… passado que o deslocamento de 1500 metros do Farol Belmonte para sudoeste se dera em razão do avanço do mar e que depois num processo contrário o mar havia recuado a ponto desta torre ficar posicionada no meio urbano. E por causa disso a cidade ficaria conhecida como a única no mundo a possuir um farol no meio de uma rua.
Acontece que a mãe natureza não abriu mão de comandar, como num movimento circular, um novo avanço do mar. Iniciado há alguns anos, data de 2007 o seu alcance maior quando ao destruir barracas e casas causara, na Praia do Mar Moreno, imensos prejuízos a barraqueiros e, no longo da faixa costeira, a proprietários de sítios. Só ruínas restaram dos imóveis. Pesquisadores atribuem a fatores diversos como o do aquecimento global e que o fenômeno vem acontecendo em toda costa brasileira. Aqui na Capitania dos Ilhéus são constatados o recuo na praia da Av. Soares Lopes e o avanço na do bairro São Miguel. Mas fica no ar o fato do primeiro avanço (a mudança do farol se deu em 1905), o do subseqüente recuo, bem como o do da recente investida do mar terem se processado sem um avisozinho prévio sequer da inteligência brasileira à comunidade belmontense.
Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”
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VAI FORRAR O SOFÁ? BOA SORTE
O meu estava carecendo de uma nova forração. Saí para comprar forro e acessórios. A cor já estava escolhida; o mais comum possível, para não ter dificuldade de encontrar: preto ou marrom.
Na loja, diversos mostruários e variadas cores, inclusive, lógico, os básicos preto e marrom. Escolhi o preto, de um determinado tipo de material. Não tinha. Tudo bem, serve o marrom. Também não tinha. Parti, então, para outro tipo de material. Também não tinha, nem preto, nem marrom. Falei ao vendedor: Puxa, amigo, vocês não têm as cores mais tradicionais? Resposta: “- É porque termina…”. Retruquei: Sim, mas não tem previsão de chegada ou pedido feito? “- Ah… não…”.
Sem mais comentários, tive que ir comprar em Itabuna, enxotado por esse nosso amadorismo ridículo e irritante.
Nilson Pessoa
PSICOMUNDO – PAZ PELA COMPREENSÃO – 45ª PARTE
O que podemos verificar diante de um grande contingente de pessoas nesse universo que trabalham e sonham dias melhores para si e seus familiares! Considero a pior morte para um individuo é perder o que forma o centro da sua vida, e aquilo que o fez realmente um ser humano perfeito por gostar de si e das coisas que faz.
O tempo se encarrega de mostrar se os seus projetos de vida no seu trabalho e na sociedade que reside trouxeram alguma coisa que o fará lembrar as duras e patentes realidades, orgulhando-se dos sacrifícios encontrados e as conquistas alcançadas nos caminhos que passou. Não importar se provocou vexames nos ambientes que procurou trabalhar de forma honesta e dedicada, vale ressaltar que a sua consciência do dever cumprido declinará a sua verdadeira paz!
Será que existem homens sérios e honestos hoje em dia? Não podemos imaginar a capacidade de cada pessoa ter as grandes qualidades que reprimem a falta de compostura. O certo é que somos e continuaremos sendo agentes das nossas próprias virtudes, e prestaremos contas a nós mesmos quando estivermos à coragem de refletir sobre o nosso tipo de caráter espelhado em nossa personalidade. E maior juiz que precisamos colocar para fazer nosso julgamento final é Deus e a nossa consciência, dois princípios que nos deixará cometer injustiças com nós mesmos!
O que vamos comentar a partir de agora são as injustiças e contradições que a nossa sociedade persiste em manter contra as pessoas que trabalharam e deram as suas vidas por causas nobres ou mesmo desmedidas, por falta de sorte nas escolhas para seguirem caminhos sensatos que lhe trouxessem alegrias e boas recordações.
SUCATEAMENTO DA ENGENHARIA BRASILEIRA
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Fernando Alcoforado.






























































