WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia


setembro 2026
D S T Q Q S S
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930  






:: ‘Espaço do Leitor’

Alfredo Amorim da Silveira em: Contra foto não há argumento

Cadê as pedras?

Caro Rabat,
Veja a foto abaixo.

O que aconteceu com essas pedras? so tem uma em frente ao bar de MOA.
Grato,
Renato de Souza

A PONTE E A PROMESSA NÃO CUMPRIDA

“A construção da nova ponte será iniciada no segundo ano do meu mandato”.
Os ilheenses sabem quem pronunciou esta frase. Sim, foi o governador da Bahia, há pouco mais de um ano, num discurso que nos encheu de esperança. Finda-se em dois meses o tal segundo ano do mandato e até agora nada, absolutamente nada, nem sinal. Seria muito bom se já avistássemos sobre as águas o esqueleto da tão sonhada ponte mas, por enquanto, só vemos navios (com perdão do trocadilho).
Os problemas de mobilidade urbana não surgem da noite pro dia. Do nascedouro ao caos é um processo gradual e evolutivo. O conhecido “gargalo” da Ponte Lomanto Jr. é um problema que foi tomando corpo a partir do próprio crescimento natural da cidade, aliado à aparição de novos nichos residenciais, sobretudo na zona sul, e ao aumento da quantidade de veículos em circulação nas ruas por conta da bem-vinda facilitação do acesso ao crédito e redução do IPI para aquisição de automóveis. Todos sabemos que os engarrafamentos em ambos os sentidos da ponte não têm mais dia nem hora. Estamos perto do caos. Pior será se o caos resolver se instalar de vez, antes da construção da nova ponte.  
Nossa capital, Salvador, vive dois problemões vergonhosos, também relacionados à mobilidade urbana, e que espelham o quanto o assunto parece não ser prioridade para os governantes. Um dos problemas é o sucateamento do sistema ferry-boat, que foi se agravando ao longo de uma década até chegar ao ponto onde chegou: caos total, degradado, impraticável. O outro é a piada que chamam de metrô, obra que já passou de 12 anos sem fim, quase debutante. Rios de dinheiro foram gastos sem retorno algum para a população. E ainda dizem que vai estar tudo funcionando redondinho para a Copa de 2014.
Mas, voltemos a Ilhéus. Será que nossa ponte sai mesmo? Não sei, o jeito é esperar e ver para crer. Tal qual o sábio São Tomé.

Sem a nova ponte, a ver navios

Nilson Pessoa

MOÇÃO DE DESAGRAVO

Um dia me telefonaram pedindo para guiar, no Centro de Ilhéus, um grupo de indianos que aqui chegaram, patrocinados pelo Rotary.

Para o almoço, me sugeriram que procurasse o Restaurante “Lá In”, então o melhor da cidade, situado na Soares Lopes.

Fui lá e, bem antes do almoço, passei a lista das preferências pedidas pelos visitantes;
cada um pediu um prato diferente e me esqueci de avisar que seria apenas uma porção individual de cada prato; na hora do almoço apareceu uma porção para quatro de cada uma das opções pedidas, mas não teve problema: a comida era de tal modo deliciosa e bem apresentada que todos os filhos de Gandhi comeram toda aquela imensa quantidade de comida de boa qualidade a nós oferecida.
Dias mais tarde, quem pagou esta despesa foi o presidente do Rotary, na época, o Dr. Moreno.

Bem depois, o “Lá In” passou a atender no Restaurante Universitário da UESC, mantendo a esmerada qualidade sempre perseguida pelos Damásio e, agora, por Dona Rosana, a chefe-de-cozinha cinco estrelas comandante da produção empresa.

Algumas das centenas pessoas que ali almoçam, todos os dias, sabem que a sua qualidade geral é bem maior que o preço permitido e cobrado.

Sai muita comida cozida e crúa e pouca comida frita.

A organização, limpeza e aparência geral do restaurante chegam parecer uma obsessão do jovem casal de empreendedores.
Embora o cardápio seja, relativamente, pouco variado, muitos alunos de Veterinária e Educação Física montam pratinhos com um palmo de altura, por apenas R$ 5,10. A vigilância da Secretaria de Saúde é permanente e sempre comprova e aprova a alta qualidade da higiene local.

Quem conhece o bandejão R$ 1,90 da USP confere, com certeza, Nota 10, ao “Lá In” a R$ 5,10 da UESC.

Agora, ao que tudo indica, está em curso uma nojenta campanha difamatória contra este restaurante, certamente conduzida por gente interessada em arrendar o espaço numa próxima concorrência pública; esperamos que as evidências sejam constatadas in loco,
nas instalações internas e externas do restaurante e não por fantasias levianas publicadas na internet.

G.A.A

HISTÓRIAS DE UM ILHEENSE

por Tomé Pacheco

NO PRESÍDIO CARANDIRU IV

Tomé Pacheco

Tomé Pacheco

Houve várias rebeliões dentro do Carandiru. Contarei algumas que presencie.

Iniciarei pelas das “113 Mortes”. Os detentos realizavam campeonatos de futebol. Jogavam internamente entre os do mesmo pavilhão e daí saia um campeão para representar o pavilhão no campeonato entre os outros pavilhões. O bicho pegava quase sempre. Certa feita houve uma final entre os times da Zona Leste X Zona Norte num campo tipo soçaite no Pavilhão 9, e para assistir compareceram mais de 1200 detentos. Ao ser marcado um gol para a Zona Norte, houve protesto dos jogadores da Zona Leste, reclamando que houvera falta sobre o goleiro. Não deu outra. Como sempre, o tempo fechou em cima do juiz (este árbitro era um malandro bem quisto e bem considerado dentro do Presídio. O árbitro não morava no Pavilhão 9 e sim no 8. Para se ter uma ideia, praticamente quase todos os que estavam no campo se envolveram. Como estavam cheios de “Maria Louca” e outras drogas, aconteceu um “barabada” danado. Então, um dos diretores do Pavilhão 9 que assistia o tumulto, pensou que fosse uma tentativa de fuga e, soou o alarme.

Não passaram 10 minutos, o complexo do Carandiru estava todo cercado da elite policial: Policia de Choque, a Rota, a Deic. Ficaram aguardando a ordem para invadirem. Quando a maldita ordem partiu do maldito Governador do Estado, a invasão se deu. Os policiais super aparelhados, e com cachorros treinados, caíram dentro dispostos a tudo. Como era de conhecimento no presídio que policial não gosta de bandido e vice-versa, seria então a oportunidade dos policias tirarem a “bronca”. Então, invadiram o Pavilhão 8 fazendo o chamado “pente fino”. Quem encontrou pela frente virou vítima. A grande parte dos detentos que consegui subir para suas celas, não adiantou muito coisa, porque os policiais foram ao seu encalço. Muitos escaparam fingindo de mortos, deitando ao lado dos que já estavam sem vida, estirados no chão, dentro das celas ou na galeria. Como cada pavilhão tinha 5 andares e o último era destinado a castigos de detentos que cometiam alguma infração, os detentos que estavam aí trancado, isolados, por sorte escaparam do massacre.

Na Rebelião do Dia dos Pais, o diretor era o Luisão. Nessa houve tentativa de fuga. Só que quando havia qualquer rebelião interna, era hora do acerto de contas. Foi o que houve com três colegas: Chapeuzinho, Saltador, que era um boxeador dos bons, e Vanildo –todos  foram mortos nessa rebelião. Chapeuzinho era diretor do Pavilhão 2. Era uma figurinha carimbada, e que se envolvia muito com detentos. Saltador fazia parte do Pelotão de Choque interno, era “caceteiro” dos bons. Foi quando ele foi pego por alguns detentos que sofreram castigos aplicados por ele, e aproveitaram a oportunidade para o acerto de contas. Deram varias “estiletadas”, só que ele não morreu, ficando caído no chão todo ensanguentado. Então decidimos ir socorrê-lo. Mas os detentos ordenaram que deixássemos o cara morrer aos pouco e se algum agente pusesse a mão, morreria também. Quando a rebelião teve fim, ele já estava morto.

Com o Vanildo surgiu à conversa que ele estava envolvido com as armas colocadas dentro do Presídio, daí dizerem as línguas grandes que ele foi abatido por policial de elite, que eram atiradores colocados em pontos estratégicos –como  por exemplo em cima dos prédios, em volta do presídio–, para qualquer eventualidade, a mando de um diretor com a alcunha de Faz Tudo, que dizem também que estava envolvido com armas. O diretor Luisão na questão das armas estava conluiado com o Vanildo mas como os dois estavam mortos, e defunto não fala…

Houve varias outras rebeliões, mas essas duas foram as piores.

PONTAL – UM RELATO AMBIENTAL (MANGUEZAL)

PARA QUEM GOSTA DE PESQUISA

 

No ano de 1994 e depois em 2001, com a matéria “Caminhada pelo Litoral de Ilhéus – Um relato Ambiental”, já chamávamos atenção para as mudanças na orla do Pontal, no que diz respeito ao surgimento dos primeiros exemplares de mangue (planta).

Naquela época dizia eu: “No bairro do Pontal está ocorrendo o inverso do litoral norte, onde começa a surgir às primeiras concentrações de plantas de mangues ao longo da Avenida Lomanto Junior, fato que não existia há 40 anos, e isto se devem ao “avanço de maré” neste bairro, e com o acúmulo de solo das enchentes, criou-se um ambiente favorável para o desenvolvimento natural destas plantas. Com o avanço da maré, deixaram de existir as praias de: Ponta de Eustáquio, Cabana da Sereia, Rua da Frente e Banca do Peixe, palco de lazer da população ilheense até meados dos anos 70. Já nas praias da Avenida, Cristo, Prainha, Bica e Concha acontecera o “recuo de maré”, provocado também pela construção do Porto do malhado, aliado aos solos arrastados das grandes enchentes, causando o assoreamento e com isto praias mais largas, levando a praia do Cristo a um fenômeno muito interessante, que foi o aparecimento do crustáceo conhecido como “vaza-maré” ou “chama-maré”, em número expressivo, que estar aliado ao lodo ou terra

atoladiça deixada as margens da foz do rio Cachoeira, onde também surgem as primeiras plantas de mangue, o que vale ressaltar, que nas décadas de 50/60, esta praia nem existia”.

Hoje, 18 anos e 11anos depois, respectivamente, resolvi fazer uma nova pesquisa particular mais apurada, do que o faço normalmente, quando me desloco do Pontal para o Centro nas minhas caminhadas.

Percebam pelas fotos que o manguezal já está espalhado, e de forma contínua desde o local conhecido como o estaleiro dos barcos (saveiros), até aproximadamente em frente à Travessa do Bonfim, na Av. Lomanto Júnior.

Ficamos surpresos e por coincidência estavam lá no manguezal dois pesquisadores sobre o assunto. Não identifiquei-los, mas era visível o estudo que estavam fazendo, pois se percebia um quadrado feito na lama, para analisar todo material no ramo da botânica e zoologia ali encontrado.

Então percebemos o interesse dos ecologistas/ambientalistas pelo fenômeno que nós já tínhamos identificado e divulgado via trabalhos técnicos sobre o assunto.

Só resta saber, se este manguezal que desponta como interesse científico terá sua progressão definitiva, pois vai depender muito dos moradores desta orla, se são a favor da preservação ou pela sua destruição.

Por certo, ONG(s), IBAMA e outros órgãos fiscalizadores poderão enfim fazer um monitoramento destas áreas.

Por outro lado, quais seriam as conseqüências sociais com a preservação deste manguezal, tais como: esconderijo para marginais, focos de mosquitos, depósito de lixos variados, baratas, ratos, etc. Como já é visível atualmente neste local.

Bom, a mim cabe apenas relatar o fato, as demais soluções ficam por conta de quem entende do assunto, pois sou apenas um técnico agrícola e não um cientista, para afirmar o que é melhor para o local. Cada um que tire suas próprias conclusões, da forma como visualizam estas questões.

Rezende

TRANSIÇÃO

Seção III

Da transição Administrativa
Art. 74. Até trinta dias antes da posse do sucessor, o Prefeito deverá preparar, para publicação imediata, relatório da situação da Administração Municipal que conterá, entre outras, informações atualizadas sobre:

I – dívidas do Município, por credor, com as datas dos respectivos vencimentos, inclusive das dívidas a longo prazo e encargos decorrentes de operações de crédito de qualquer natureza;

II – medidas necessárias à regularização das contas municipais perante o Tribunal de Contas ou órgão equivalente, se for o caso;

III – prestação de contas de convênios celebrados com organismo da União e do Estado, bem como do recebimento de subvenções ou auxílios;

IV – situação dos contratos com concessionárias e permissionárias de serviços públicos;

:: LEIA MAIS »

Alfredo Amorim da Silveira em: Contra foto não há argumento.

Fonte: INSTITUTO POPOFFIANO

Heckel Januário em: PONTAL

Atenção, a mais nova pesquisa mostra… Nada, não pegue por indução. Não se trata em absoluto da de intenção de votos para o segundo turno das eleições municipais, mesmo porque as pisadas na bola de algumas empresas em várias localidades baianas me deixaram desconfiado.

Esta é do IBGE e aponta que a coleta de esgoto no Brasil de 2009 a 2011 aumentou só 3% significando que ainda cerca de 40% dos domicílios brasileiros não estão conectados à rede coletora e destes 40% somente 38% recebe algum tipo de tratamento. O que assusta, transcrevendo mais um dado, é que essa falta de condições higiênicas corresponde a “15 bilhões de litros de esgoto despejados a cada dia na natureza”.

Aparentemente os resultados, do saneamento e do eleitoral, não têm nada a ver um com o outro, entretanto, a realidade, deixando de lado as escorregadas empresariais eleitorais, indica uma intrínseca correlação entre eles, o que quer dizer que o “saneamento básico” made in Brasil é reflexo direto do que se produz nas urnas.

:: LEIA MAIS »

Alfredo Amorim da Silveira em “10TAQUES”.

Virgílio Calazans de Amorim

              Neto do Comendador Joaquim José Calazans Bittencourt, nasceu em 4 de fevereiro de 1880, foi o segundo filho de João Navarro de Amorim com Antônia (Pepita) Calazans Bittencourt, que tiveram mais quatro filhos, João, Arthur, Maria Luiza, casada com Nataniel Figueiredo,  e Aníbal.

Em 6 de dezembro de 1904 casou-se com Theodolinda (Duduzinha) Berbert Amorim, tiveram cinco filhos: Guiomar, que faleceu um mês após seu nascimento, Sílvio (Silu), Henrique, Janira, casada com Osório de Carvalho e Silva, e Álvaro.

Começou a vida comprando cacau e trabalhando com seu pai na Fazenda Primavera, hoje tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. A Fazenda Primavera compreende duas sesmarias doadas pelo Rei de Portugal, uma à família de alemães, os Berbert, e outra a uma família de portugueses, os Navarro de Amorim, através do casamento do Cel. Virgílio com Theodolinda (Duduzinha) as sesmarias foram unidas.

Junto com o advogado Itabunense José Nunes da Silva, em setembro de 1921, resolveu construir uma estrada ligando Ilhéus a Itabuna, a primeira estrada da região, o acesso entre as duas cidades era feito por uma trilha dentro da floresta; com recursos próprios, arrecadados entre os fazendeiros, por ele e pelo governo federal. Na mesma época criou a S/A Auto Viação Sul Baiano que seria a donatária da estrada, sendo o Cel. Virgílio subscritor do maior número de cotas da empresa e seu primeiro Presidente. A estrada foi inaugurada em 1º de março de 1928.

Foi Coronel da Guarda Nacional, Conselheiro Presidente e Intendente de Ilhéus.

Fundou o Banco de Crédito Popular de Ilhéus; os primeiros telefones a funcionar na cidade foram trazidos por ele; contribuiu com a construção do Abrigo São Vicente de Paulo; do Clube Social de Ilhéus, inaugurado em 4 de fevereiro de 1938, sendo seu primeiro Presidente e sócio benemérito; construiu dois edifícios, o Virgílio Amorim, atrás da Prefeitura e o Edifício Primavera, atrás do Prédio Escolar General Osório.

Nos carnavais de Ilhéus recebia em sua casa a sociedade da cidade em uma famosa festa: “O Marimbondo”.

Em 1940, por causa de uma briga com o então Prefeito Mário Pessoa, resolveu ir embora da cidade e foi morar no Rio de janeiro, depois se mudando para Salvador.

Sua casa foi a primeira de Ilhéus a ter uma varanda.

Em Salvador colaborava com o Instituto dos Cegos, obras de Irmã Dulce, Casa de Retiro São Francisco, de Frei Hidelbrando, entre outros. Foi membro da Ordem Terceira de São Francisco.

Em 1952 construiu uma capela na Fazenda Primavera, que recebeu a imagem de Nossa Senhora de Fátima, vinda de Portugal.

Faleceu em Salvador no dia 26 de maio de 1964, seus restos mortais estão sepultados no Cemitério de Nossa Senhora da Vitória em Ilhéus.

METENDO A MÃO NO LIXO

Dia desses me vi numa situação que reflete a triste realidade de Ilhéus quando o assunto é a coleta, ou melhor, a falta de coleta do lixo doméstico pelo poder público municipal. Tive de meter a mão no lixo, literalmente, para juntá-lo e reacondicioná-lo, pois os urubus espalharam tudo que estava há vários dias na porta de casa aguardando o caminhão coletor que custa a passar. Com o lixo espalhado, começam a chegar as ratazanas e a inevitável infestação de moscas.
O relato acima é digno dos mais remotos confins do continente africano, de uma suposta aldeia permeada de miséria, doenças, fome e pobreza, onde a convivência dos seus habitantes com abutres, roedores e insetos, dividindo o mesmo espaço, é algo corriqueiro e natural.
Pois é, me senti lá, naquela aldeia africana, inconformado até o último fio de cabelo. Nunca xinguei tanto na vida. Indignação e revolta de quem paga impostos são meus principais sentimentos para com tamanho descaso e irresponsabilidade.

Me observando mexer nas coisas dele

Rogo aos céus que a administração municipal sucessora tenha empenho e competência para reverter esse quadro degradante e inaceitável, já apelidado de “cartão de visitas” e “marca registrada” da outrora bela São Jorge dos Ilhéus.

Nilson Pessoa





















WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia