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FICC Vai Apresentar Documentário “Ferradas Um Berço Amado” Dia 10 de Setembro na Igreja de Ferradas
A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc) vai apresentar no dia 10 de setembro, na Igreja Católica de Ferradas, às 19,30 horas, o documentário “Ferradas Um Berço Amado”, da cineasta Raquel Rocha. A entrada é franca. Segundo o presidente da FICC, escritor e poeta Cyro de Mattos, “neste documentário, Ferradas aparece como um lugar de vida simples, que insiste em permanecer assim no coração das pessoas, com seus ares tranqüilos, longe de edifícios, avenidas enormes e corrida veloz de automóveis no tráfego perigoso, e, ao mesmo tempo, procura-se resgatar a auto-estima dos ferradenses e a importância de sua história para a região cacaueira baiana.
“As histórias que procurei registrar neste documentário, através de moradores antigos de Ferradas, jamais seriam esquecidas por quem as viveu e que agora ficam como depoimentos verdadeiros para as futuras gerações”, disse a cineasta Raquel Rocha. Ela revelou que “Ferradas teve um papel importante na formação do município de Itabuna, mas sempre foi olhada com uma lugar sem expressão e de má-fama. Para que não ficasse esquecida e olhada dessa maneira, abraçou a idéia do presidente da FICC, Cyro de Mattos, para fazer esse filme que “ tem como um de seus objetivos colocar Ferradas, de maneira justa, em seu verdadeiro lugar na paisagem histórica e humana da região sul baiana”.
Os entrevistados que participam do documentário são os seguintes: Aribaldo Rodrigues dos Santos, Seu Bodega, Seu Boa, Arlinda Maria de Jesus, Josefina Oliveira, Gustavo Veloso, Eunice Dantas, Maria Parteira, Luísa Padilha e Cyro de Mattos.
“Memórias do Rio Cachoeira” em campanha pelo rio no dia do combate à poluição
Em 14 de agosto é celebrado o dia do combate à poluição e também o dia do protesto. Data mais do que adequada para o projeto “Memórias do Rio Cachoeira” (MRC) mostrar para que veio e provocar a população de Itabuna sobre a situação do Rio Cachoeira.
Para isso, a equipe do MRC construiu uma balsa de garrafas pet, mostrando que é possível transformar, reciclar e não poluir um rio tão importante. Para a construção, foram recolhidas duas mil garrafas pet nos bairros Mangabinha, Jardim Primavera, Manoel Leão e também na escola Curumim. A balsa ficará na Ilha do Jegue sábado (13) e domingo (14). Nela haverá um banner com a frase “Você preserva o Rio Cachoeira?” no intuito de gerar o questionamento aos transeuntes.
Essa é mais uma iniciativa deste projeto que visa não apenas registrar as memórias da população relacionadas ao rio, mas também protestar contra sua poluição. A produção está a todo vapor.
O MRC está sendo desenvolvido desde maio deste ano. O objetivo é gravar um CD com 12 poemas de autores grapiúnas musicados pela banda Manzuá. Os poemas são de Cyro de Mattos, Ruy Póvoas, Daniela Galdino, Valdelice Pinheiro, Firmino Rocha, Kléber Torres, Lorenza Mucida, Iana Carolina e Mither Amorim. O CD está em fase de finalização.
Além disso, será produzido um documentário sobre aspectos da história do rio Cachoeira e a sua relação com a história de Itabuna. O documentário está em fase de pré-produção e a gravação será iniciada ainda neste mês.
O “Memórias do Rio Cachoeira” visa contribuir para o registro e preservação da memória da região, estimular a cultura local através da literatura, música e vídeo, estimular a educação ambiental e formar público para o audiovisual. É uma realização do Núcleo de Produções Artísticas (NúProArt), da Panorâmica Produções e da banda Manzuá. Venceu o edital nº 05/2009 de Apoio a produção de conteúdo em música no Estado da Bahia, através da Secretaria de Cultura – SECULT, Fundo de Cultura da Bahia e da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB.
O projeto também recebe colaborações para realizar o evento de lançamento gratuito e aberto ao público. Cada pessoa que colaborar ganha um prêmio relacionado ao projeto de acordo com a quantia doada (camiseta, Box com CD e DVD, música exclusiva, entre outros). Para mais informações, acesse: www.memoriasdocachoeira.com
Serviço
O que: campanha do projeto Memórias do Rio Cachoeira, em celebração pelo dia do combate à poluição, com ancoragem de balsa feita de garrafas pet na Ilha do Jegue, a fim de provocar a população de Itabuna sobre a situação do rio Cachoeira.
Quando: dias 13 e 14 de agosto (balsa exposta).
Mais informações: www.memoriasdocachoeira.com
Contato: memoriasdocachoeira@gmail.com ou (73) 8803-9821 (Tacila – Ascom) ou 8835-8226 (Victor – Direção do projeto).
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Tacila Mendes
Comunicóloga/ DRT 6795
Ascom Memórias do Rio Cachoeira
Brisa soprou nOQUADRO do Bataclan

Em sua quarta edição do projeto de música instrumental, OQUADRO convidou os ventos da voz de Brisa Azis, da banda Manzuá, para mesclar ritmo e balanço a arranjos mui agradabilíssimos na noite do Bataclan, em Ilhéus, 6/08. Em meio a toda essa sonoridade, sentidos evidentes de uma efervescência cultural e muita vontade artística se revelaram no tempo em que nosso bate papo foi se desenhando. Acompanhe comigo nesta narrativa, a partir dos seus sentidos lúdicos, leitor, o desenrolar dessas histórias que somam música, poesia, arte e espontaneidade.
Por Anna Karenina
Quando me acheguei o show já havia começado. A casa estava cheia, com uma atmosfera de música artesanal e sofisticação. O Bataclan, desta vez, me soou mais familiar, como quem chega em um ambiente e se sente logo a vontade. Talvez a companhia de primos e amigos exerceu influência nisso, ou da recepção de Néia Dendê, assim como de outras moças que assessoravam atenciosamente o atendimento do restaurante. Mas algo inquietante me tomava por dentro, uma ansiedade de sentar logo e começar a respirar os dedilhados, o timbre, os tambôs, os pratos da bateria. Eles estavam muito bem, dessa vez eu observava a comunicação muda, os olhares, de como as notas iam mudando, variando com o clima do ambiente, e o som brotando, saindo. “É tudo improvisado, não tem nada ensaiado. O que a galera ouve é música que nasceu agora e morreu, que ninguém vai lembrar depois, e tem uma vida útil aí a rolar”, explica Ricô Barreto, integrante do Coletivo Prumo e baixista da banda, sobre a espontaneidade com que surge o som deles.
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FICC EXIBE DOCUMENTÁRIO “JORGE AMADO” NO CENTRO DE CULTURA ADONIAS FILHO
A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania, FICC, promoverá a exibição do documentário JORGE AMADO, do cineasta João Moreira Salles, no dia 24, às 19,30 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho. O filme é considerado pela crítica como um dos mais importantes sobre o consagrado romancista, que levou com seus livros as histórias do povo baiano e da região cacaueira para os quatro cantos do mundo. A entrada é franca.
O filme aborda a trajetória do escritor, suas obras, suas experiências e seu ponto de vista ideológico voltado para a defesa da religião afro-brasileira e das gentes das classes menos favorecidas. Participam do documentário, entre outros personagens, Zélia Gatai, Chico Buarque, Gilberto Gil, João Ubaldo Ribeiro, Pierre Verger e Calasans Neto.
“Uma vez um crítico, querendo diminuir minha literatura, disse que eu não passava de um romancista de putas e vagabundos. Nunca ninguém me fez um elogio maior. Eu sou um romancista de putas e vagabundos”, Observa Jorge Amado em uma das passagens do documentário.
Para o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Cyro de Mattos, esse documentário dirigido por João Moreira Sales é de alto nível artístico, mostrando a grandeza do homem Jorge amado ao lutar durante toda sua vida contra o racismo e todo tipo de preconceito contra os humilhados e oprimidos na dura lei da vida.
Terras do Sem Fim / Jorge Amado
Em Terras do Sem Fim, Jorge Amado vai se abster de emitir julgamento de valor sobre a humanidade. A fatalidade sugerida no clima que a narrativa desenvolve emerge do desbravamento e conquista da terra, empresa trágica em seus rastros de desgraça, quase impossível em si mesma de se realizar. Exigia homens rústicos de forte determinação, vontade indomável na luta pela posse da terra. Em epígrafe extraída do romanceiro popular, o autor anuncia em Terras do Sem Fim que vai contar uma história de espantar. Para fugir do tom realista que essa história de espantar impõe em seu argumento central, a luta entre o coronel Horácio e o clã dos Badarós pela posse das terras do Sequeiro Grande, no antigo Pirangi, o autor põe na narrativa a perspectiva de tragicidade. A atmosfera que envolve a luta pela posse da terra, já antes de acontecer, conota-se de presságios ameaçadores, havendo alusões no navio, logo no início da narrativa, quando então aparece a cor ensangüentada da lua sobre o mar, acontecem conversas de lamento e saudade, canções tristes como augúrios de desgraça.
Na segunda parte do romance, o autor refere-se à mata como uma virgem cuja carne nunca tivesse sentido a chama do desejo ( Conf. pág.44), mas que agora ia ser desejada pelos que chegavam para recuá-la. Um deus terrível, a mata, com suas assombrações infundindo medo no coração, nela somente morando o negro Jeremias, o que vivia com as cobras e fechava o corpo dos homens contra bala. O feiticeiro com suas pragas e visões, dizendo que cada pé de pau derrubado ia ser um homem derrubado, os urubus tantos que esconderiam o sol. ( Conf.pág.125)
Paulinho Oliveira e banda e Mendigos Blues em ILHÉUS.
Paulinho Oliveira, ex-guitarrista da banda Cascadura, desembarca em Ilhéus no dia 02 de setembro, trazendo em sua bagagem sucessos da sua antiga banda, composições novas e clássicos do rock, blues e soul.
Misture tudo isso com a energia e irreverência da banda Mendigos Blues.
Onde: Teatro Municipal de Ilhéus
Horário: 20:00
Data: 02 de setembro (Sexta Feira)
Valor: R$ 10,00 antecipado até o dia 01/09 e R$20,00 na hora
Pontos de venda: Bilheteria do Teatro e no point do Karioka
Agende ai!
Esse show é para esquentar o seu final de semana.
Rildo Oliveira: O artista transformador, solitário, cidadão e sem apoio
O muro escolhido fica na travessa Bandeirantes, centro de Ilhéus, onde, todos os dias, milhares de pessoas passam, muitas vezes, sem enxergar um palmo à frente dos seus próprios interesses individuais. Mas na visão e na sensibilidade de Rildo Moreira de Oliveira, de 31 anos, é possível cada um de nós, independente da situação financeira, dar uma parcela de colaboração para que a cidade, a cada raiar de um novo dia, se torne um local mais aprazível de viver. E de suas mãos, este grafiteiro desempregado e sem apoio, exercita e convoca cidadania. E a transforma em pura arte.
Em pouco mais de cinco metros de um muro que até então era um espaço abandonado que deixava cinzento um dos pontos mais movimentados do centro de Ilhéus, Rildo monta há mais de uma semana um “filme” dos tempos áureos da cidade. A pacata e vida dura dos pescadores do cais, a beleza nos mínimos detalhes da antiga avenida João Pessoa, hoje Soares Lopes, e até os casarões que marcaram definitivamente um cenário da riqueza arquitetônica da cidade, que, agora, renascem nos traços e nas “pistolas” cansadas de guerra de um “inconsequente” artista popular.
Meu Chão
No aniversário da cidade, como é costume, eventos oficiais e comemorativos acontecem. Alguns deles devem lembrar talvez o sergipano Félix Severino do Amor Divino. O primeiro homem que pisou este solo de Itabuna e, no lugar denominado Marimbeta, hoje bairro da Conceição, ergueu uma casa de taipa, plantando ali uma roça de cereais e cacau. O primeiro homem que recuou a mata hostil e impenetrável. A mata que respirava no dia como se fosse à noite, de tão fechada. Severino do Amor Divino: o desbravador que primeiro conversou com os bichos e cultivou o solo úmido na solidão verde da mata.
Falar do início da cidade é tocar em seu parto épico, tempo de solidão feita suor, talhos, atalhos e lágrima. Buscar os vestígios do que a cidade ainda estava longe de ser. Dizer daquele homem e os outros que vieram depois regados de paixão pela terra, latejando sentimentos na brasa verdejante de ventos gemedores, que acenavam com grandeza e potência. É lembrar a morte na febre. Na picada. Na cangalha. No salto. Na rede. Na capanga. No galope. De véu e grinalda nas léguas tiranas. Tempo de uma flor que deu um fruto com a cor de ouro, brotando a esperança em qualquer parte das léguas da promissão. Falar do visgo desse fruto, que era forte, do homem que era ainda mais forte.
































































