Capítulo de livro estimula o conhecimento sobre as Plantas Alimentícias Não-convencionais (PANC)
Talvez o fato das Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) serem em geral desconhecidas pela população brasileira seja um bom exemplo de riqueza não aproveitada. O consumo predominante de alimentos industrializados e o efeito disso na saúde humana, a grande quantidade de pessoas em situação de insegurança alimentar e a imensa diversidade de flora no país, dentre outros fatores, podem ajudar a explicar a importância de fazer renascer o interesse em cultivar e consumir essas plantas que são tão nutritivas e ao mesmo tempo tão ausentes das nossas mesas.
Quando os dados científicos vêm alinhados com experiências de cultivo e de consumo desses alimentos, a atenção para com aqueles motivos se faz acompanhar da água na boca. É o efeito do capítulo Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) associadas ao agrossistema cacau-cabruca no sul da Bahia, publicado no livro Guia de Manejo do Agroecossistema Cacau Cabruca vol.2, editado pelo Instituto Cabruca e assinado pelos pesquisadores Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim, Jomar Gomes Jardim, José Lima Paixão e Larissa Corrêa do Bomfim Costa. O capítulo apresenta uma pequena amostra de espécies alimentícias pouco conhecidas, como o cansanção-vermelho, e de partes em geral descartadas de alimentos bem presentes, como a banana e o aipim, e completa o texto com uma série de receitas com as PANC.
Outro ponto relevante é que o capítulo descreve como o agrossistema cacau-cabruca favorece o cultivo desses alimentos pouco usuais, ampliando os argumentos a favor de ecossistemas agroflorestais como provedores de espécies vegetais alimentícias e medicinais. É o ciclo completo da sustentabilidade, abrindo possibilidade de conseguir lucro econômico sem prejudicar o ambiente e de aumentar a oferta de alimento saudável e acessível para a população.
Comer o que tem
O capítulo também menciona duas atividades de compartilhamento de experiências e saberes sobre essas fontes de nutrição. O professor Jomar Gomes Jardim, José Lima Paixão e Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim atuam no projeto de extensão Alimentação saudável utilizando como base as Plantas Alimentícias Não Convencionais – PANC na UFSB. Já a professora Larissa Costa ministra a disciplina optativa PANC: do mato para o prato, acessível para os cursos de Biologia e de Agronomia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Breve identificação das PANCs e receitas fazem parte do relato.
O projeto de extensão desenvolve as oficinas Comer o que tem desde 2016. A ideia brotou de alguns encontros dos coordenadores em um sítio de agricultura familiar no começo de 2015. As refeições compartilhadas deram a ideia de um curso no qual as receitas culinárias tradicionais que usam PANCs serviriam de raízes para o resgate cultural dessa cozinha e à promoção da alimentação saudável e a custo reduzido para a população de baixa renda. Os frutos do projeto são um crescente livro de receitas com as plantas não-convencionais na lista de ingredientes e encontros de compartilhamento de saberes que beneficiaram cerca de 500 pessoas, incluindo estudantes do ensino fundamental, médio e superior, professores, agricultores familiares e assentados e povos tradicionais, como os indígenas e os quilombolas.
Cada encontro consiste em uma oficina denominada “comer o que tem”, na qual os participantes, guiados pelos líderes do projeto, percorrem um itinerário em propriedades rurais, o que pode incluir áreas de cabruca, quintais, floresta nativa. A ideia é coletar as plantas alimentícias que forem encontradas e, a partir do que foi recolhido, preparar coletivamente o almoço. “Chegamos cedinho na comunidade, e saímos com um grupo com ferramentas como facão, podão, cestos, sacos, etc e iniciamos a caminhada nos agrossistemas, por exemplo, o cacau-cabruca, em um fragmento de floresta, se houver, ou nos quintais. Durante a caminhada vamos identificando as possíveis plantas comestíveis. Às vezes, as próprias pessoas locais lembram de plantas e nos levam ou indicam o local”, explica o professor Jomar.
Um relato breve do projeto de extensão foi publicado na revista Fitos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em junho de 2019. As oficinas, que no começo eram para grupos variando entre 15 e 20 participantes, deram aos participantes experiência para preparar almoço para cerca de 300 pessoas, durante o II Encontro de Mulheres da Teia dos Povos, em maio de 2018. Tanto na coleta quanto no preparo, as oficinas engajam as pessoas com o percurso da coleta à degustação. É a riqueza natural que o Brasil precisa conhecer mais.
NOTÍCIAS DA AVEP
NO FIM DA TEMPORADA DEU VITÓRIA DA EQUIPE DO CAPITÃO ALVINHO E EMPATE
Domingo(17) pela manhã aconteceu a rodada final( 21ª) da Temporada 2019 da Associação dos Veteranos de Esporte Praiano –AVEP, entidade de ‘babas de praia’ quase centenária de Ilhéus, da mencionada modalidade esportiva onde, no Campo Grimaldo os quadros dos capitães Djalma Peludo e Erisvan empataram de 6 a 6 (fizeram os gols do de Cap. Peludo: Vitor II(2), Ismar Landgol(2) e Garrancho 100 Anos de Praia(2); do de Cap. Erisvan: Marconi(2), Pescador, Nilton do BB e Luís Humberto(2). No Campo Martial a equipe comandada pelo Capitão Alvinho venceu a dirigida por Capitão Alex de Moises pelo escore de 4 a 3. Alan Firula(2) e Paulo Cesar marcaram para a perdedora; Mario Filho(3) e Thiago conferiram para a ganhadora. Apitaram os babas Wilson Salviano (Campo Grimaldo) e Gidel Santos, sem reclamações mais acintosas pra cima dos distintos árbitros por parte dos ‘babistas’. Ambos integram a Associação de Árbitros de Futebol de Campo de Ilhéus –AAFCI. Na rodada só Vitor II levou Cartão Amarelo. O coordenador da rodada, também chamado de Diretor de Baba do Dia, foi o promoter Zezinho da Baixa Fria que, como homem de várias facetas, também atuou como goleiro –para colaborar– ao substituir o guarda-meta, Goleiro Luciano). Como sempre acontece os ‘babas’ foram realizados na praia Avenida Soares Lopes, imediações do espaço cultural Tenda Teatro Popular de Ilhéus e dos campos de tênis da Associação Ilheense de Beach Tennis – AIBT.
COMENTÁRIOS
Os comentários que chegaram dos observadores à redação desta Notícias expõem que o beque-de-vigor Alvinho depois de tomar um amontoado de cacetes atuando com a faixa de capitão, saiu-se vendedor nesta rodada ao faturar, como dirigente de sua equipe, a do chamador de baba que mais pontuou com vitórias na Temporada 2019, o Capitão Alex de Moises.
Outro depoimento dado por eles foi com relação a performance do atacante Garrancho 100 Anos de Praia. Disseram que o cara, após algumas rodadas sem ‘calçar chuteiras’ em razão de passar por recuperação técnica, voltou com tudo: Fez um gol na rodada passada (a 20ª) e dois nesta (21ª), e assim merecedor de aplausos. Outro que estava afastado e voltou cheio de gás foi o meia-de-ligação Luís Humberto, sendo autor de dois gols na referida rodada, alertaram também.
Como esta rodada foi a última da temporada, esses olheiros concluíram que se houvesse mais rodadas pela frente, o atacante Garrancho 100 Anos de Praia, com o faro de gol que lhe é peculiar, estaria perseguindo o artilheiro da temporada com 31 gols, também o avante Alex de Moises
Não se dispuseram a detalhar o jogo do Campo Grimaldo. Só disseram que apesar da chuva de gols 12 –empate de 6 a 6– entre os times dos capitães Djalma Peludo e Evisvan, o jogo foi bom e bem disputado.
NOTA
A diretoria da AVEP, que tem como presidente Djalma Peludo, vem através desta Notícias prestar homenagem in memoriam a dois desportistas ilheenses: Louro (Lourival Ferreira Matos) e Farrapo, e desejar às suas famílias muita força neste momento difícil.
Obs.
Lourival (conhecido como Louro) jogou na AVEP por muito tempo. Farrapo embora não tenha pertencido ao quadro avepiano, era batedor de ‘baba’ bastante conhecido dentro de Ilhéus.
Equipe que atuou no Campo Grimaldo conforme súmula
(Cap. Djalma Peludo): Goleiro Marcelo, Pedro Chama Gol, Djalma Peludo, Silva e Sizinio do Remo; Vitor II, Kiko e Luciano Santana; Ismar Landgol e Garrancho 100 Anos de Praia
(Cap. Erisvan): Goleiro Zerinho(filho de Zero Susto), Eduardo Japonês, Nilton do BB, Waldemar da Codeba e Mario Cabeça Branca; Adauto Negocinho, Danilo e Erisvan; Pescador e Marconi
Equipe que atuou no Campo Martial conforme súmula
(Cap. Alex de Moises): Goleiro Claudionor, Torisco do HSBC, Galletti da Rio de Engenho e Silvio Reis; Passos de Uruçuca, Moises e Daniel Murta; Alan Firula, Paulo Cesar e Alex de Moises
(Cap. Alvinho): Goleiro Luciano(entrou Zezinho da Baixa Fria no intervalo. Goleiro Luciano foi jogar na linha), Everaldo Cabeça de Flande, Alvinho, Junior Murta e Paulinho da AFC; Adauto Negocinho, Vado do Bradesco e Major do Bahia de Itabuna; Thiago(Goleiro Luciano entrou no intervalo) e Mario Filho
Texto do associado Heckel Januário. Fotos dos “babas” de Marconi Almeida, fotógrafo oficial e diretor de Divulgação da Avep. O Prof. Jorge Reis é o fotógrafo de momentos etílicos desta entidade e seu Secretário.
Sábado tem Cabaré Show Drag Queen na Tenda Teatro Popular de Ilhéus
“Tá pensando que DRAG QUEEN é bagunça?” Parafraseando Luana Muniz, O Grupo Teatro/Circo Maktub apresenta: Cabaré Show Drag Queen. O evento começa às 20 horas deste sábado (23), na Tenda Teatro Popular de Ilhéus. As apresentações integram a Mostra Experimental, resultado da III Vivência com a Arte Drag Queen promovida pelo grupo, desde o último dia 15. A entrada será na modalidade Pague Quanto Quiser e a classificação indicativa é 18 anos.
O Cabaré Show é resultado de uma ação conjunta com as Drags do Maktub e Coletivo ArtDrag Sul Bahia. Os participantes das três edições das Vivências irão se revezar em apresentações que discutirão diversos posicionamentos estéticos. Cada Drag Queen terá a liberdade de expressar as suas questões e individualidades, algumas na sua primeira apresentação pública.
O Cabaré Show contará com Drags convidadas de Itabuna como Wisla Lunna (Artur Maia) e Zoo the Fuck (Igor Zoser), que já atuam no circuito regional. O roteiro será dividido em blocos temáticos com esquetes, performances de dublagens e cantadas ao vivo como um Coral Drag, dirigido por Danilo Nascimento. O Teatro de Revista será uma das referências de umas das cenas, dirigida pelo diretor convidado Jones Mota. A criação foi coletiva, com alguns esquetes assinados pelas Drags Pandora Woolf e Brigith Gioconda Close.
De acordo com um dos organizadores, Fábio Nascimento, a Vivência com a Arte Drag Queen vem sendo um espaço de criação e discussão acerca dessa arte que é essencialmente plural. “Com registros desde a Grécia antiga, a prática drag perpassou a história e chega aos tempos atuais com status de pop star. No Brasil não foi diferente, pois são várias as referências sobre a prática ao longo dos anos. Uma delas é Isabelita dos Patins, uma das homenageadas durante o Cabaré Show”, informou.
A Mostra é o momento para as participantes expressarem seus experimentos artísticos e o que desta arte reverberou em seus corpos durante a imersão. No elenco, estarão: Maria Eva Soledade – Jesus; Alan Santos da Silva – Aurora Black Rose; Beto Villaça; Fábio Nascimento – Mademoiselle Brigith; Guto Pacheco – Luancy Ravel; Iuri de Jesus Nascimento – Valentina Ferraz; Karol Vital – Holly Hepburn; Mateus Lima – Pandora Woolf; Matheus Geovane Lima – Sindel Blade; Maurício Lima – Kiara Drag; Vânia Nogueira – Kita Leone; Vinícius Teófilo – Aya Diesel.
O Coletivo conta com o apoio do Grupo Teatro/Circo Maktub, Drags do Maktub, do Projeto de Extensão Teatro Popular e Interculturalidade da UESC, Larissa Paixão, Foto com Paixão.
Serviço:
Cabaré Show Drag Queen
Tenda do Teatro Popular de Ilhéus
Dia 23 de novembro às 20h.
Ingressos: Pague quanto quiser e chapéu
Classificação: 18 anos
Informações: @coletivoartdragsul e @grupoteatrocircomaktub
UFSB CIÊNCIA: Dissertação analisou os resultados das ações civis públicas em defesa da orla em Porto Seguro
A discussão sobre a proteção ambiental e os seus pontos de contato com a atividade turística merece atenção pela abrangência. Um dos estudos desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Ciências e Tecnologias Ambientais (PPGCTA) tratou do tema das decisões judiciais em ações civis públicas a respeito de prejuízos ambientais provocados pela ocupação de áreas da orla por barracas e cabanas em Porto Seguro.
A dissertação de Neliana Ribeiro, desenvolvida sob orientação do professor Roberto Muhájir Rahnemay Rabbani, pesquisou as sentenças e concluiu que o município precisa melhorar a sua capacidade de gestão ambiental. O estudo mostrou também a importância do reconhecimento das barracas na orla como agentes que ofertam serviços e geram emprego e renda, mas que nem por isso estão livres de ter de cumprir a legislação ambiental, o que está sendo feito a partir de condenações e de acordos judiciais, nos quais os empreendimentos se comprometem a readequar suas estruturas e recuperar áreas degradadas.
A defesa ocorreu no dia 25 de outubro de 2019, na sala Coroa Vermelha I do Campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro, perante a banca composta pelos professores David Santos Fonseca (UFSB); Nadson Ressye Simões da Silva (PPGCTA/UFSB), Leonardo Evangelista Moraes (PPGCTA/UFSB) e Roberto Rabbani (UFSB, orientador e presidente da banca).A pesquisadora, advogada e mestra Neliana Ribeiro e o professor Roberto Rabbani compartilharam informações sobre a pesquisa para a seção UFSB Ciência.
De que trata a pesquisa?
O município de Porto Seguro faz parte do corredor central da Mata Atlântica, um importante centro de biodiversidade. Como ocorre com os municípios litorâneos, ele sofre intensa pressão antrópica, especialmente pelo desenvolvimento de atividades ligadas ao turismo. Sobre o município atuam diversos órgãos ambientais vinculados aos demais entes federativos, o que por vezes cria conflitos de competência que, associados à evidente falha do ente municipal na gestão costeira, influenciam a ocorrência de danos e lesões aos recursos ambientais.
A legislação ambiental e especificamente a Constituição Federal de 1988, em seu art. 225, reconhece o meio ambiente como um direito fundamental e determina que aquele que causar dano aos recursos ambientais deverá repará-los. O reconhecimento do dever de reparação, quando possível, ou de indenizar, quando as circunstâncias não permitirem a reparação, em matéria ambiental, é apurado pelo instrumento jurídico conhecido como Ação Civil Pública, que em outras palavras tem como objetivo reparar as lesões ao meio ambiente, indicando o autor do dano e ou aquele que contribuiu para sua existência, responsabilizando-os por tal conduta.
Na orla de Porto Seguro observa-se a ocupação desordenada de praia e terreno de marinha por um período superior a 20 anos. A ocupação desenfreada possibilitou a supressão de vegetação nativa, aterramento de mangues e ocupação de áreas próximas à foz de rios, áreas de proteção permanente amparadas pela legislação ambiental. Diante dessas lesões e do contexto de responsabilidade ambiental, o objeto da pesquisa foi analisar as sentenças das ações civis públicas protocoladas na Justiça Federal, em face de entes públicos como a União e o município de Porto Seguro, e ainda as barracas de praia, a fim de responsabilizar os sujeitos causadores do dano.
Como foi feita a pesquisa?
A pesquisa foi realizada em dois momentos. O primeiro compreendido no levantamento bibliográfico, para formar o referencial teórico. Essa parte da pesquisa foi essencial para compreensão da origem da legislação ambiental e como esta foi influenciada pelo movimento ambientalista. Através do referencial teórico é possível inferir como a distribuição de competências pela CF/88 está intimamente ligada com o dever dos entes federativos em promover a defesa do meio ambiente, seja criando leis ou gerindo os recursos ambientais, sendo os mesmos responsabilizados quando sua conduta (ação ou omissão) causar um dano ou contribuir para sua existência.
O segundo momento da pesquisa foi especificamente a análise das sentenças. Esses documentos foram obtidos através de acesso ao sitio eletrônico do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, na 1ª instância, na opção “consulta processual”, onde fora selecionada a Subseção Judiciária de Eunápolis. Uma vez que o estudo parte da premissa em que a ocupação desordenada da orla se deu em razão de falha na gestão ambiental pelo município, a pretensão foi analisar todas as ações em que o ente municipal estava presente na ação, e por isso o campo de busca foi preenchido com o termo “Município de Porto Seguro”. Com os passos descritos, chegou-se a todos os processos em que o município de Porto Seguro é parte. Essa busca inicialmente gerou uma lista de 167 processos. Foram selecionados aqueles classificados como ação civil pública, gerando uma nova lista com 100 processos (em janeiro de 2019), reduzida a 75 processos após a análise do seu conteúdo.
Qual a importância da pesquisa?
A pesquisa é importante pois através dos seus resultados é possível avaliar a eficácia da ação civil pública enquanto instrumento jurídico de proteção ambiental. Além disso, sua metodologia estabelece uma base de estudo para análise de outras ações, como aquelas protocoladas pelo Ministério Público Estadual. A partir do estudo realizado é possível criar um mapa conceitual com indicação de áreas mais afetadas pela omissão estatal e exploração econômica por particulares, orientando políticas públicas ou atuações civis que tenham interesse na reconstituição do ambiente e reparação de áreas degradadas.
O que os resultados informam?
Os resultados apontam que os danos ambientais causados pela ocupação irregular da orla de Porto Seguro estão sendo reparados, como resultados efetivos das ações civis públicas. Cerca de 85% das ações civis públicas já foram sentenciadas e em cerca de 50% houve um tempo médio de nove anos de tramitação. A soma proveniente das indenizações previstas nas sentenças ultrapassa a marca de R$ 2,671 milhões, sendo que o município de Porto Seguro é o ente público que arca com o maior número de indenizações, o que indica sua evidente falha na gestão costeira.
Os resultados também apontam para a importância socioeconômica das barracas de praia. Este reconhecimento é evidenciado através da readequação dos empreendimentos, meio oportunizado pela Justiça para manutenção das barracas na orla de Porto Seguro, possibilitando aos réus realizarem alterações na estrutura do seu estabelecimento e assim, enquadrar-se em um modelo menos lesivo ao meio ambiente. A readequação envolveu aprovação de projeto arquitetônico e paisagístico pelo IPHAN, bem como apresentação de um plano de recuperação da área degradada. A aprovação dos projetos pelo IPHAN foi requisito essencial para a homologação do acordo entre as partes envolvidas no processo. A medida aplicada pela Justiça reconhece as barracas de praia como agentes importantes no contexto socioeconômico do município, contudo, esse viés não se sobrepõe à importância ecológica da região costeira, razão pela qual o não cumprimento do projeto de readequação poderá implicar na demolição dos empreendimentos.
A condenação dos réus ou a homologação dos acordos entre as partes nos processos simboliza um avanço e uma resposta do Poder Judiciário condizente com a proteção garantida na legislação ambiental. A mensagem enviada é que ninguém ficará impune diante de um dano ambiental. Tanto Estado, na figura dos entes federativos, como os particulares (empreendimentos ou pessoas físicas) respondem pelos danos causados ao meio ambiente.
A gestão ambiental torna-se imperativa no cenário socioeconômico atual. Há uma urgente necessidade de atuação precisa do Poder Público, especialmente pelo município, a fim de se evitar que o dano venha a existir. A falha da gestão ambiental importa na responsabilização dos entes públicos, que por sua vez, tem um duplo efeito negativo sobre a sociedade. É a sociedade o titular do bem ambiental, conforme dispõe o caput do artigo 225, da CF/88: “Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”. Portanto, quando há uma lesão a esse direito, a esse bem, a sociedade é a vítima, e também é ela que, em última instância, irá arcar com as despesas e indenizações impostas ao ente público que deu causa ou contribuiu para existência do dano.
SESI Ilhéus inicia 7ª Turma do Curso de Fotografia
O Serviço Social da Indústria (SESI), está com inscrições abertas através da Escola SESI de Conexões Criativas para o a sétima turma do curso “Fotografia: Um Olhar Criativo”, em Ilhéus.
O curso estabelece sua uma conexã0 com o audiovisual, desenvolvendo sua sensibilidade, pensamento criativo e raciocínio lógico com orientação do fotografo Hermes Polycarpo.
As atividades serão iniciadas no dia 22 de novembro, com aulas as sexta à noite e aos sábados a tarde, com carga horária de 24 horas.
As aulas teóricas serão realizadas na unidade ilheense do SESI na Rodovia Jorge Amado (Ilhéus-Itabuna) e as práticas em pontos turísticos de Ilhéus. O valor do cursos é de R$ 436,00 em até 04 parcelas.
Mais informações pelos telefones (73) 3222 7077 ou (73) 99179 7461
Série de reportagens sobre ciência na Bahia completa 20 edições
Estudante do interior baiano desenvolve projeto de tecnologia para ajudar agricultura local
Bahia é campeã brasileira de pesca em terra firme 2019
Agora sobram motivos para comemorar. A Bahia é a grande campeã brasileira de pesca em terra firme 2019. No último final de semana, amantes da pesca esportiva de vários estados ocuparam a bem frequentada Praia do Cururupe, em Ilhéus, no Sul da Bahia, durante o Campeonato Brasileiro na modalidade Surf-Casting. Destaque também para o Clube de Pesca de Ilhéus (Clupesil), que arrebatou o título de campeão brasileiro de clubes.
De olho no mar, atletas-pescadores disputaram nas categorias masculina, feminina, máster (acima de 50 anos), sênior (acima de 60 anos) e juvenil (até 18 anos incompletos). Para eles, sol, praias limpas, peixes e a paixão pela pesca esportiva foram os ingredientes necessários. O evento passou a integrar o Calendário Desportivo Nacional Brasileiro e foi realizado pela Federação Baiana de Pesca e Atividades Subaquáticas (FBPAS) com o apoio da Prefeitura.
Os atletas Thiago Carvalho, Alberto Porto, Leandro Luz, Igor Nery e Sidney Macedo formam a seleção baiana campeã brasileira. Na categoria Individual Master, o Eduardo Brito levou o título, seguido de Igor Nery em segundo. Já o Danilo Docio ficou na terceira posição. A classificação geral ficou assim: Clupesil de Ilhéus (1º lugar); Copa Clube de Pernambuco (2º lugar); Clupese de Sergipe (3º lugar); Clupere de Recife (4º lugar) e o Iate Clube Cariacica (5ª lugar) na posição no geral.
Eduardo Leal é atleta-pescador e o atual presidente da Confederação Brasileira de Pesca e Desportos (CBPDS). Ele informou que os peixes capturados serão doados às instituições filantrópicas de Ilhéus e Itabuna. Segundo Leal, a pesca desportiva vem crescendo no mundo, mas na sua visão, ainda é pouco explorada no Brasil. “Ilhéus mantém o favoritismo de destacar grandes atletas e os resultados alcançados nesse brasileiro confere o título”, frisou.
Satisfação – Itamar de Souza Lima, do Clube Asfad do Ceará, é um dos atletas participantes da competição. Encantado com o clima de organização na cidade, manifestou sua emoção através das redes sociais. “Fiquei surpreso com a educação do ilheense. Praias limpas, comida maravilhosa, lindas fazendas de gado e biodiversidade preservada. Presenciei centenas de voluntários envolvidos na limpeza das praias. Parabéns aos organizadores e aos vencedores”.
Decretado luto de três dias pelo falecimento de ex-procuradora-geral do Município
O prefeito Mário Alexandre decretou luto oficial de três dias pelo falecimento da Dra. Lourença Hage Fialho, aos 91 anos, ocorrido nesta terça-feira (19), em Salvador. Lourença foi servidora pública da cidade de Ilhéus por mais de três décadas; Procuradora-Geral do Município durante nove anos (de 1983 a 1992), sendo responsável por grande parte dos projetos de lei que atualmente integram o ementário da cidade.
A servidora também foi advogada, especialista em Direito Administrativo; diretora e docente do Instituto Municipal de Ensino (IME) Eusínio Lavigne e professora da Faculdade de Direito de Ilhéus e da Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (FESPI), onde também atuou como Secretária-Geral. Mário Alexandre se solidariza com os familiares e amigos de Lourença que em muito contribuiu para o desenvolvimento do município.
Viúva do também ex-procurador-geral, Jorge Fialho, Dra. Lourença Hage Fialho deixa quatro filhos: Sérgio, Nádia, Jonga e Marcelo; oito netos: Igor, Joana, Júlia, Pedro, André, Jorge, Tiago e Leandro e três bisnetos: Davi (14); João Marcelo (8) e Davi (6 meses). O decreto entre em vigor a partir da data da sua publicação.
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.
1) SERÁ QUE EU SOU VIRA FOLHA?
2) ILHÉUS BEM REPRESENTADA.
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »
475 militares chegam para reforçar limpeza das praias no litoral sul da Bahia
O prefeito Mário Alexandre recepcionou na manhã desta quinta-feira (14), no Porto de Malhado, uma tropa com 260 de fuzileiros navais. De acordo com o Comando da Marinha, 475 militares, sendo 260 fuzileiros navais e 215 militares foram enviados no intuito de agregar esforços junto a centenas de voluntários e representantes de diversos órgãos nas ações de limpeza das praias do litoral sul do estado.
Giovani Andrade, delegado da Capitania dos Portos de Ilhéus lembrou que o município se tornou exemplo nas atividades de preparação e diante disso, foi possível sensibilizar as autoridades para o envio dos militares. Andrade pontuou que a intenção é distribuir os fuzileiros navais nas praias da região, dando apoio aos demais órgãos envolvidos na ação.
“Ilhéus é uma base estratégica e o prefeito Mário Alexandre cedeu o Estádio Mário Pessoa para permanência da tropa, que irá atuar entre os municípios de Ilhéus e Caravelas. Os fuzileiros vieram para reforçar a atividade de monitoramento e limpeza das praias. A ideia inicial é que eles fiquem até o final de dezembro”.
Mário Alexandre destacou o apoio primordial da Marinha do Brasil, que também já encaminhou ao município Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para reforçar as ações de limpeza. “Mais um apoio importante para somar forças no combate ao óleo. Ilhéus hoje é referência de planejamento e organização administrativa para o Nordeste brasileiro”.
E completa. “Os fuzileiros navais cuidarão da costa baiana e diante disso, cedemos um espaço no município para que os militares possam se alojar. Com união e determinação conseguiremos superar esse problema”.
O capitão André Luiz, ex-chefe da equipe precursora da Operação Mar Azul em Ilhéus, enfatizou que a Prefeitura está dando o suporte e apoio logístico junto à Capitania dos Portos de Ilhéus. “Não conseguiríamos sem o apoio, mas estamos prontos para receber o efetivo que irá auxiliar no combate ao óleo em Ilhéus e nas demais cidades que compreendem a região sul e extremo sul do estado”.
O Comando da Marinha do Brasil lembra que os militares atuam do Maranhão ao Espírito Santo. As tropas chegaram à costa do Nordeste no início de setembro último.
lhéus sedia Campeonato Brasileiro de Pesca
Mais uma vez, Ilhéus é cenário da pesca esportiva. Sua geografia e organização conferem a cidade a primazia de receber entre os dias 15 e 17 de novembro, o Campeonato Brasileiro de Pesca em Terras Firmes (Surf-Casting). A realização é da Federação Baiana de Pesca e Atividades Subaquáticas (FBPAS) e conta com o apoio da Prefeitura.
Segundo a formatação do evento, a competição é formada por duas provas com duração de quatro horas e trinta minutos cada uma, realizadas na Praia do Cururupe, na zona sul, definidas de acordo com a modalidade (pesca de linha em praia de água salgada); natureza (variada) e estilo (arremesso fundo).
Poderão participar através dos clubes, atletas-pescadores de ambos os sexos, cadastrados na Confederação Brasileira de Pesca e Desportos Subaquáticos (CBPDS) e seus clubes possuidores de Alvará Desportivo 2019, nas categorias: masculina; feminina; máster (acima de 50 anos); sênior (acima de 60 anos) e juvenil (até 18 anos incompletos).
A premiação individual se dará da seguinte forma: categoria feminina – 1º ao 3º lugares (três troféus); categoria masculina – 1º ao 3º lugares (três troféus); categoria máster – 1º ao 3º lugares (três troféus); categoria sênior – 1º ao 3º lugares (três troféus) e categoria juvenil (só pontua no individual) – 1º ao 3º lugares (três troféus).
O Atleta campeão geral será premiado com o troféu “anzol de ouro” que ficará até o próximo campeonato brasileiro sob guarda da Federação ou Clube do vencedor. Clubes Campeões TOP – 1º ao 5º lugares (cinco troféus pertencentes aos Clubes); Estado Campeão – seleções masculinas – 1º ao 3º lugares (três troféus da Federação) e seleções femininas – 1º ao 3º lugares (três troféus da Federação).
O evento integra o Calendário Desportivo Nacional Brasileiro. Segundo os organizadores, a CBPDS dedica o campeonato à comemoração dos 130 anos da Proclamação da República no Brasil.
































































