NOTÍCIAS DA AVEP
CAPITÃES ALEX DE MOISES E RENATINHO DOS LEAIS VENCEM NA 20ª RODADA
Neste domingo(10) pela manhã a Associação dos Veteranos de Esporte Praiano –AVEP, entidade de ‘babas de praia’ quase centenária de Ilhéus, realizou sua 20ª rodada da citada modalidade esportiva –da Temporada 2019– com vitórias (Campo Grimaldo) das equipes dos capitães Alex de Moises e Renatinho dos Leais (Campo Martial) respectivamente pelos escores de 7 a 2 e 5 a 1. As equipes dos capitães Alvinho e Wendel da Autoescola foram, na mesma ordem, tomadoras de cacetes. Como sempre acontece os babas foram realizados na praia da Avenida Soares Lopes, imediações do espaço cultural Tenda Teatro Popular de Ilhéus e dos campos de tênis da Associação Ilheense de Beach Tennis – AIBT.
Obs. como se faz premente o envio para o site rc2press, esta Notícia avisa aos diletos ledores que deixou de inserir artilheiros, cartões e outros dados da rodada (20ª), em razão das ‘súmulas’ terem desaparecidas nas entranhas da Associação. O Boletim de Ocorrência foi registrado pela diretoria avepiana e aguarda-se –sobretudo pela importância estatística– o resultado. Sabedor deste ocorrido a conhecida língua ferina da Avep, Everaldo Cabeça de Flande, não hesitou em sair com essa: “Pô meu! Aí eu vi cachaça enjoada”
Equipes que atuaram, conforme súmulas, no Campo Grilmaldo:
(Cap. Alex de Moises): Goleiro Luciano, Gutemberg Trator, Correia do HSBC, Luís Mario Garotinho e Gilson; Nilton do BB, Daniel Murta e Erisvan; Marconi, Alex de Moises e Garrancho 100 Anos de Praia
(Cap. Alvinho): Goleiro Ricardo, Waldemar da Codeba(Silvio Reis entrou no intervalo), Alvinho, Vado do Bradesco e Paulinho da AFC; Paulo Cesar, Luciano Santana(Ralio da Contabilidade entrou no intervalo), e Charles Reis; Ivo Baba(Tabosa do Ofertão entrou no intervalo), Dorinho e Artur ‘Alicate’ Kruschewsky
Equipes que atuaram, conforme súmulas, no Campo Martial:
(Cap. Wendel da Autoescola): Goleiro Ranulfo(Goleiro Fernando entrou aos 35’ da 2ª etapa), Sizinio do Remo, Djalma Peludo, Galletti da Rio de Engenho e Heckel Januário; Adauto Negocinho, Souza da Polícia e Danilo; Alan Firula, Ismar Landgol e Wendel da Autoescola
(Cap. Renatinho dos Leais): Goleiro Pedro Chama Gol, Cesinha da Nacional, Gicelio Ram Ram, Prof. Jorge Reis e Eduardo Japonês; Junior Murta, Passos de Uruçuca, Major do Bahia de Itabuna e Claudio Assis; Fabio Alan e Renatinho dos Leais
COMENTÁRIOS
Como já observado pelos atentos observadores, na AVEP existe um problema delicado a ser sanado: a questão dos goleiros. Nesta rodada mais uma vez anotaram que a ausência de um goleiro de ofício no momento da chamada dos babas, prejudicou a equipe do Cap. Wendel da Autoescola que teve de improvisar um jogador de linha no gol. Resultado: sua equipe com o improvisado, ou seja, com um goleiro sem nenhum cacoete para atuar embaixo do travessão, levou 4 gols consideráveis não tomáveis por um com mais experiência na posição. Nesta situação
o time do Capitão Wendel da Autoescola levou 5 gols na 1ª etapa do de Cap. Renatinho dos Leais (só um com o goleiro de oficio, aliás um bonito gol do meia-de-ligação Claudio Assis. No tempo final o time perdedor fez um gol e teve predomínio nas ações do jogo). Este baba aconteceu no Campo Martial.
No Campo Grimaldo equipe do Cap. Alex de Moises saiu pro intervalo vencendo de 5 a 0 a do Cap. Alvinho. Na 2ª, com o placar difícil de ser revertido pelo time que tomava cacete, ainda houve mais 2 gols pra cada lado e fim de papo.
NOTAS
Antes do início dos babas houve um minuto de silêncio in memoriam de seu José Carlos Silva Santos, falecido dia 4.11.2019. Seu José é pai do promoter avepiano Zezinho da Baixa Fria
Texto do associado Heckel Januário. Fotos dos “babas” de Marconi Almeida, fotógrafo oficial e diretor de Divulgação da Avep. O Prof. Jorge Reis é o fotógrafo de momentos etílicos desta entidade e seu Secretário.
CANETA AZUL.
Engenheiro Agrônomo e Escritor
luizferreira1937@gmail.com
Enquanto lá em cima a música se engrandece com a chegada estelar dos grandes cantores (as), aqui embaixo são substituídos por uma safra chocha.
No Céu, fazem seresta o Cartola, o Cauby, o Nelson Gonçalves, o Luiz Gonzaga, o Dominguinhos, a Dalva de Oliveira, o Emílio Santiago, o Agostinho dos Santos, dentre tantos talentos que nos encantaram e, agora, o fazem aos anjos.
Aqui, em estádios cheios, uma leva de péssimos artistas, gritando letras desconexas, levam ao delírio uma juventude movida a muito álcool, sem noção de harmonia e, tampouco, melodia poética.
Exemplo recente: “Caneta Azul”. Nada contra o autor que soube se inserir nesse espaço medíocre, tornando-se, pois, um lídimo representante.
Presentemente, viajou Dona Ivone Lara, levando consigo a partitura do “Sonho Meu” para gáudio celestial. Houve comoção e foi reverenciada, que será sempre lembrada pela beleza de seus poemas.
Aí, eu me pergunto o que acontecerá quando for a vez de muitos desses forjados pela mídia estipendiária? Serão lembrados após a missa de sétimo dia? Terão cacife para a roda celestial comandada por Noel Rosas, quando lá chegarem?
O Brasil vem se apequenando neste mister desde a década de 70, com maior inflexão nos últimos 20 anos, quando o forró do Lua foi substituído pelas bandas sem zabumba; a música caipira de Inezita Barroso deu lugar a uma tal de sertaneja; e o samba autêntico de Cartola perdeu para os conjuntos de óculos escuros.
O mesmo acontece em outros setores das artes, a exemplo da televisão, desde as obras infantis aos noticiaristas, passando pelas novelas. É só comparar o Sítio do pica pau amarelo com os bonecos cibernéticos; confrontar o Bem-Amado ou a Gabriela com as atuais novelas globais; rever a dupla Cid Moreira/Sérgio Chapelin com as atuais.
E, assim, por diante; sempre com a balança pendendo a favor dos “patrasmentes”. Nem é preciso visualizar os outros setores de apoio e serviços que se deterioram!
O Brasil atual perde feio para o Brasil do passado.
Qual é a causa? Tudo isso é reflexo do declínio e falta de investimento, em sentido amplo, na EDUCAÇÃO.
Só, somente só!
III Vivência com a Arte Drag Queen a partir desta sexta em Ilhéus
Promovida pelo Grupo de Teatro/Circo Maktub, a terceira edição da Vivência com a Arte Drag Queen começa nesta sexta-feira (15) das 17h às 21h, na Tenda Teatro Popular de Ilhéus. Entre as atividades previstas estão palestras, oficinas de maquiagem, canto, corpo, narrativas e debates sobre a temática. As ações seguem até o dia 23 às 20 horas, quando acontecerá o Cabaré Show com participantes das edições anteriores e a Mostra Experimental com as calouras. As inscrições são gratuitas e abertas a participantes de todos os gêneros, sendo que as vagas são limitadas. A classificação indicativa é 18 anos.
Pela primeira vez na região, um grupo visa pesquisar a temática drag queen. A III Vivência busca reunir pessoas interessadas em compartilhar informações, práticas e experiências do universo Drag Queen. Todo o processo da iniciativa é colaborativo, ou seja, vários olhares são democratizados durante as atividades pedagógicas, seguindo um cronograma pré-estabelecido. As inscrições devem ser feitas via formulário on-line, que pode ser acessado no link: https://tinyurl.com/w2mzsuz.
Tanto a Vivência quanto as apresentações contarão com pessoas de vários gêneros e sexualidades, mostrando que a arte Drag Queen é livre e sem rotulações. Várias mulheres já participaram e, nesta edição, também estão inscritas pessoas trans. “Esperamos desmitificar vários equívocos ou falta de conhecimento sobre esta arte tão discriminada”, concluiu Maurício Lima, que irá homenagear uma das referências na arte Drag Queen, Isabelita dos Patins.
De acordo com um dos organizadores da Vivência, Fábio Nascimento, este espetáculo é a oportunidades de todas, novatas ou não, levarem ao público suas inquietações e manifestações artísticas através das suas personas, suas drags. “Sem o compromisso de algo que se encaixe num formato comercial, o Cabaré Show dará maior liberdade para as atuantes explorarem ao extremo suas questões artisticamente”, complementou. Ao lado de Maurício Lima e Guto Pacheco, ele é um dos fundadores do Coletivo e do Grupo.
Histórico do Grupo
Ao longo do ano de 2019, o Grupo Teatro/Circo Maktub promoveu e ajudou a criar dois núcleos da arte Drag Queen, o Coletivo ArtDrag Sul Bahia reunindo várias drags da região para criarem espaços e possibilidades de investigação e exibição de suas manifestações artísticas. Já o grupo Drags do Maktub é um núcleo do grupo que já atua com os Palhaços do Maktub e Palhasseata de Ilhéus e o núcleo do Cabaré, com o Projeto Ilheenses Amados, que neste ano completa 15 anos em cartaz no Bataclan. A proposta do Drags do Maktub é voltada para a produção de pequemos shows, com formato cabaré, em que uma temática é escolhida e ali redesenhada através da arte Drag, bebendo em várias fontes, como a do Teatro de Revista.
SERVIÇO
VIVÊNCIA: De 15 a 23/11/2019.
Inscrições: https://tinyurl.com/w2mzsuz
CABARÉ SHOW/MOSTRA: Dia 23/11/2019 às 20h.
LOCAL: Tenda do Teatro Popular de Ilhéus
VALOR: Pague quanto quiser e chapéu.
Classificação 18 anos
Para mais informações: (73) 98859-4961, (73) 99138-1371, (73) 99159-7814.
SESI Ilhéus inicia 7ª Turma do Curso de Fotografia
O Serviço Social da Indústria (SESI), está com inscrições abertas através da Escola SESI de Conexões Criativas para o a sétima turma do curso “Fotografia: Um Olhar Criativo”, em Ilhéus.
O curso estabelece sua uma conexã0 com o audiovisual, desenvolvendo sua sensibilidade, pensamento criativo e raciocínio lógico com orientação do fotografo Hermes Polycarpo.
As atividades serão iniciadas no dia 22 de novembro, com aulas as sexta à noite e aos sábados a tarde, com carga horária de 24 horas.
As aulas teóricas serão realizadas na unidade ilheense do SESI na Rodovia Jorge Amado (Ilhéus-Itabuna) e as práticas em pontos turísticos de Ilhéus. O valor do cursos é de R$ 436,00 em até 04 parcelas.
Mais informações pelos telefones (73) 3222 7077 ou (73) 99179 7461
A LUTA ENTRE DEMOCRACIA E OLIGARQUIA
Gustavo Kruschewsky
A politicagem em toda a história é avassaladora no Brasil e o principal ingrediente que constitui vício criminal, além de tantos outros, tem sido ao longo dos tempos a corrupção, que é a dobradinha de corruptos e/ou corruptores. Não bastando o desrespeito constante à nossa Carta Magna, por alguns “guardiões de toga”, agora exsurge a maioria dos componentes do “Supremo Tribunal” Federal, como era de se esperar, criar nova jurisprudência definindo que prisão – com exceção da temporária e preventiva – só depois do trânsito em julgado da sentença condenatória.
Se não bastasse eles querem anular muitas sentenças proferidas por Sérgio Moro, ex Juiz da Lava Jato hoje Ministro da Justiça, alegando que deletados têm que se defender no processo depois da delação do delator. Uma arrumação vista por muitos juristas, que eu concordo, para se anular as condenações de quem cometeu corrupção e provocar um novo julgamento com o réu livre e solto. Faz-me lembrar do ex Ministro Joaquim Barbosa quando disse que muitas decisões judiciais são frutos de FIRULAS JURÍDICAS. Muito preocupante tudo isso! Estamos vendo falecer em muitos setores do judiciário e da “política” a SEGURANÇA JURÍDICA. Complôs estão sendo estabelecidos em vários setores dos “poderes” da República em que prevalece o interesse pessoal e de grupos e não em prol de todos.
Nessa toada o jurista Modesto Carvalhosa reagiu e desabafou dando a seguinte declaração, segundo as redes sociais: “A Constituição Federal acaba de ser revogada pelo STF – Supremo Tribunal Federal – O Brasil passou a ser a ditadura dos corruptos, das organizações criminosas e de delinquentes de todo o gênero. Está evidente que o objetivo é de anular as condenações dos corruptos”.
Aproveitando o ensejo, já que se aproximam as eleições municipais, é preciso também repugnar veementemente, não se dar ouvidos mais, às promessas de campanha que não se cumprem, uma verdadeira desmoralização – principalmente no Nordeste do país – que ainda continuam amargando certa mediocridade, ou seja: ficando, em determinados setores, apenas em sede de marolinha, alvoroço e agitação de discurso político populista e nojento já conhecido de todos. Deve haver apenação doravante para candidato que promete e não cumpre.
O povo brasileiro sempre amargou uma espécie de socialismo disfarçado, encoberto, só que não acabou com grandes instituições importantes do país, porque precisaram de
muitas dessas instituições para o exercício da corrupção desenfreada, consoante comprova a excelente intervenção da Lava Jato, e por isso mesmo fica claro que não conseguiram acabar com a nossa democracia. As instituições democráticas no Brasil são sólidas e indissolúveis, é preciso dissolver sim muitos corruptos que ainda estão em muitas instituições para não se perpetuarem em cargos públicos, a exemplos dos poderes legislativos, executivos e judiciários.
Jack London dissera com muita propriedade: “O capitalista deve aprender, de uma vez por todas, que o Socialismo não é baseado na igualdade, mas na desigualdade dos homens”. E prosseguiu: “É longe de mim negar que o Socialismo é uma ameaça. É seu propósito limpar, de uma vez por todas, todas as instituições capitalistas da sociedade atual. É distintivamente revolucionário, e sua profundidade e tamanho são muito maiores do que qualquer revolução que tenha acontecido na história do mundo”.
Felizmente, a partir deste novo governo que se inicia, aparecem o surgimento de traços de uma boa economia no país através de aumento paulatino de geração de emprego e a nova lei da liberdade econômica “deve diminuir a burocracia e facilitar a abertura e o funcionamento de empresas”, segundo o governo atual. Com isso o estado dá liberdade às pessoas produzirem principalmente sem aquela carga tributária enorme que desanima o empresário de prosseguir empreendendo. O pacto federativo será outro grande feito e tantas outras questões importantes que estão sendo implantadas a exemplo da já consagrada reforma previdenciária e as reformas que estão em andamento, a administrativa, a tributária e a reforma política. Mas, para se ter sucesso é preciso que o Congresso colabore e demonstre amadurecimento nas suas decisões e que sejam em benefício do Brasil.
No tocante a geração de emprego vale lembrar José Monir Nasser ao dizer que: “Se no Brasil tivéssemos 200 empresas do porte da EMBRAER o Brasil seria na realidade um país 100% capitalista”. Por efeito, nasceria uma geração de emprego de que tanto se necessita. Mas, infelizmente, o histórico socialismo implantado nos (des) governos passados, barrou o crescimento do capitalismo crescer forte no Brasil.
Agora exsurgiu um governo que pretende dotar o pais de um “sistema econômico e social baseado na propriedade privada dos meios de produção, na organização da produção visando o lucro e empregando trabalho assalariado, e no funcionamento no sistema de preços”. Porém, é importante dizer que o governo não tem o condão de dar emprego, quem faz isso são as empresas privadas, o governo apenas facilita legalmente – como se fosse um parceiro – o funcionamento das empresas privadas sérias no seu território.
O Dr. Fábio Conder Comparato afirmou: “Se há uma constante na história do Brasil é o regime oligárquico”. Ora, o que é Oligarquia? Oligarquia, tipicamente moderna, é o poder de forma absurda na mão dos ricos em conjunto ou em conluio com muitas facções de “políticos” gestores da coisa pública. Já a democracia se configura pela presença da soberania popular de forma efetiva, de geração de emprego, de renda e de diminuição de impostos, etc. Tudo isso tendo a participação efetiva dos mandantes – constituídos pelo povo – e os mandatários (as) que são pessoas do povo escolhidas democraticamente nas urnas pelos mandantes que deveriam ter o livre alvedrio de exercerem o escrutínio e não por força de obrigação, consoante acontece aqui no Brasil.
Para o Brasil dá um salto de qualidade na incrementação da “democracia”, é preciso, em primeiro plano, que a MASSA constituída de pessoas amorfas sem trabalho, saúde e educação e sem iniciativa, seja extinta e passe a ter poder, desenvolva-se e eleve-se, agregando-se à condição de povo, impondo a oportunidade de estudar e de ter trabalho decente, saúde, educação e segurança, para viver condignamente. Para isso, espera-se um bom governo na atualidade e tantos outros pela frente. Portanto, o povo soberano aprende, adquire e exerce o poder constituído de forma igualitária, tendo efetivamente igualdade de oportunidades e vontade própria. Portanto, o traço principal da soberania é a vontade pessoal e geral dos cidadãos. É saber reagir para o seu próprio bem, o bem da coletividade.
Dentro da visão Konderiana, que eu concordo, referindo-se naturalmente aos históricos governos escravocratas: “A nossa política é sempre de duas faces: uma face externa, civilizada, respeitadora dos direitos, e uma face interna, cruel, sem eira nem beira. Isto é uma consequência do regime escravista que marcou profundamente a nossa mentalidade coletiva. O senhor de engenho, o senhor de escravo, por exemplo, quando vinha à cidade estava sempre elegantemente trajado, era afável, sorridente e polido com todo mundo. Bastava, no entanto, voltar ao seu domicílio rural, para que ele logo revelasse a sua natureza grosseira e egoísta. Mantivemos essa duplicidade de caráter em toda a nossa vida política. É dentro desse quadro que se deve analisar o processo eleitoral. A verdade é que: (grifos meus) Nunca se dar o poder ao povo , dar-lhe uma aparência de poder”.
A grande quantidade de agremiações partidárias no Brasil é omissa em não estabelecer projetos sérios educativos e elucidativos para o brasileiro, mostrando a importância do exercício da soberania. E o que se vê até hoje é a maioria das pessoas com uma visão “política” intransitiva. Assim sendo, corre-se o risco de se dar azo de se voltar a ter uma Oligarquia disfarçada que se confunde com uma “democracia travestida de autoritarismo”.
Acredito que a situação mude. Vale lembrar o Wall Street Journal que alerta, aludindo ao escritor Moisés Naim, que escreveu o valioso livro intitulado O FIM DO PODER, que: “Numa época que se criticam os governos que excedem suas atribuições, os grandes bancos, os magnatas da mídia e a concentração de riqueza, devido ao poder acumulado por esses 1% no topo, os líderes de todos os tipos, políticos de corporações, militares, sindicais, enfrentam hoje problemas maiores e mais complexos, sem contar, porém, com a mesma força que dispunham no passado”. A partir de agora, os brasileiros também devem mudar os pensamentos e atitudes e lembrar das palavras de Bill Clinton: “O fim do poder irá mudar a forma como você lê as notícias, como você pensa sobre política e como olha para o mundo”. E com isso eu me quedo diante deste brocardo latino que se segue: “ORBIS NON SUFFICIT”, traduzindo: O mundo não é suficiente.
Portanto, toda pessoa, do povo e da massa, não só no Brasil, mas no Mundo todo, deve se politizar, tornar-se politicamente consciente, entendendo dos seus direitos e deveres políticos inclusive da inclusão da igualdade de oportunidades. “O capitalista deve aprender, de uma vez por todas, que o Socialismo não é baseado na igualdade, mas na desigualdade dos homens”. Por exemplo: Não se justifica mais no Brasil a perpetuação nos cargos públicos eletivos recebendo remunerações exorbitantes, acrescidas de outras verbas elevadas e tantas MORDOMIAS! ISSO PRECISA
ACABAR. É preciso a reação urgente nas ruas, dos eleitores brasileiros exigindo LEIS duras para que tudo isso seja modificado.
A Editora Kirkus Reviews, a quem se atribui a sua criação à Virgínia Kirkus, disse de forma inteligente que: “Naim (Moisés Naim, já citado acima), editor-chefe da Foreign Policy, sustenta que as instituições globais de poder estão perdendo sua capacidade de atrair respeito, quer se trate de instituições do governo, militares, religiosas ou de negócios, o autor acredita que seu poder está em processo de declínio”.
Portanto, é preciso lutar incansavelmente para entrar num caminho sem volta a fim de consolidar uma verdadeira DEMOCRACIA que tomará o lugar definitivamente desse AUTORITARISMO setorizado que historicamente ocupa um percentual, apesar de pequeno, arrogante e que atrapalha o desenvolvimento social, atribuído ao seu “poder acumulado”.
Professor da UFSB realiza testes com barreiras de contenção em praias de Caravela afetadas pelo óleo
Depois do desastre ambiental que envolveu a chegada de uma grande quantidade de óleo a praias do Nordeste, alguns questionamentos se tornaram recorrentes a toda população: “É possível conter o óleo antes de sua chegada à areia?”, “Qual é o melhor método de barragem?” e “Os animais podem ser prejudicados com as barreiras?” são apenas uma parte dos questionamentos que se têm ouvido. Tentando responder a essas perguntas, o professor da Universidade Federal do Sul da Bahia, Anders Schmidt, testou a utilização de barreiras de contenção, no município de Caravelas, no extremo Sul da Bahia. Para pontuar a suas conclusões, ele confeccionou uma nota técnica sobre primeiros resultados desse teste. A nota visa relatar a experiência para orientar atores de outras localidades na utilização de métodos semelhantes para atenuar os impactos ambientais decorrentes do derramamento de óleo.
Como foi o experimento
O experimento utilizou 250 m de barreiras flutuantes de contenção de óleo do tipo “cerca” . A barreira tem 84 cm de altura, sendo que 42cm submersos e 42 cm emersos. Ela não contém qualquer tipo de rede que possa prender animais marinhos e é feita de uma lona sintética resistente estruturada por barras de aço verticais. Ao longo de toda a sua margem inferior, fica uma corrente de lastro e na parte superior existem flutuadores não infláveis . A barreira não é contínua, mas sim formada por módulos conectados por mosquetões e velcro, que dá versatilidade para dividi-la em barreiras de vários tamanhos.
Os testes se iniciaram no dia 1º de novembro, na Ilha do Pontal, e teve parte de sua estrutura remanejada para o extremo sul da praia da Barra de Caravelas, adjacente ao riacho do Aracaré, última praia antes do começo dos manguezais, com profundidade inferior a 1 m durante a preamar e com a zona inferior com predomínio de substrato lamoso.
A barreira foi instalada com 75º de inclinação em relação à praia, de modo que, na maré enchente, as manchas e partículas de óleo eram carreadas para a área de sacrifício onde se acumulavam, facilitando a coleta e impedindo a entrada pela barra e o consequente impacto nos manguezais adjacentes.
Durante os testes, foi constatado que a manobra de instalação da barreira deve ser realizada no estofo da preamar para diminuir a resistência no momento da puxada, e para que seja evitada a formação de seio na barreira, o que dificulta muito a manobra pela embarcação e puxada.
Para a instalação, um dos punhos da barreira foi amarrado em uma poita de 3 toneladas instalada no canal pelo rebocador da HM (empresa que presta serviços para a Suzano). Uma embarcação de alumínio com motor de 15hp conduziu o outro punho da barreira até onde a profundidade permitiu e, a partir deste ponto, a barreira foi puxada por um grupo de cerca de 20 voluntários até a linha de preamar, quando então ela foi amarada em duas árvores na restinga adjacente.
De acordo com o professor, durante a maré enchente, pode-se constatar a eficiência da barreira, observando que inúmeros fragmentos de óleo que chegavam flutuando vindos de nordeste, encontravam a barreira e eram carreados para a praia, podendo ser facilmente coletados com luvas na areia ou com peneiras e redes dentro d’água.
“A quantidade de fragmentos diminuía substancialmente da praia em direção ao canal, e eram raros no canal principal após a barreira, indicando a adequação da localização da mesma. No lado protegido da barreira, foi observado apenas 1 fragmento. Fragmentos submersos foram procurados no lado protegido com o auxílio de uma peneira e nada foi encontrado, o que comprova que não havia óleo passando por baixo da barreira”, afirmou Anders em seu relatório.
No estofo da preamar, os fragmentos de óleo deixavam de ser carreados em direção à praia, parando ao longo de toda extensão do lado exposto da barreira. Com o início da vazante, alguns fragmentos que passaram pela barreira retornavam parando no lado protegido da barreira. Assim, nesta situação, com o auxílio de uma pequena embarcação e uma rede de mão, foi possível coletar fragmentos de óleo ao longo dos dois lados da barreira.
Embora as ações da natureza, como aumento da força dos ventos e correnteza, levassem à criação de novos métodos de trabalho, as adaptações foram realizadas de maneira rápida e eficiente, demonstrando, ao longo dos dias, a eficácia da barreira de contenção.
As barreiras realmente são eficazes?
Ao final do teste, o grupo de trabalho concluiu que, escolhendo local adequado, com angulação correta, com a utilização de cabos corretos, realização de manutenção diária e observando a força dos ventos, as barreiras de contenção flutuantes do tipo cerca podem ser eficazes para evitar que fragmentos de óleo cheguem a ecossistemas sensíveis, conduzindo-os para áreas de sacrifício onde podem ser facilmente coletados.
Embora nem sempre seja possível encontrar uma praia arenosa com poucas ondas, como a utilizada neste teste, o desempenho da barreira indica a viabilidade de instalação em locais mais abrigados de ecossistemas sensíveis, como manguezais e recifes. No entanto, nesses casos em que não existem praias de sacrifício, é necessária a coleta contínua do óleo carreado para a margem.
Estes testes só foram possíveis graças ao apoio da Suzano Papel e Celulose, da HM Engenharia Costeira e Portuária e de diversos voluntários, na instalação e manutenção da barreira de contenção.
Informações e fotos: Anders Schmidt
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE
Artigo em revista internacional descreve novas populações de gramínea ameaçada de extinção no Sul da Bahia
Um artigo na área da Botânica trata de uma espécie rara de gramínea, existente apenas na Mata Atlântica do Sul da Bahia. O trabalho intitulado Ecological niche modelling and genetic diversity of Anomochloa marantoidea (Poaceae): filling the gaps for conservation in the earliest-diverging grass subfamily está publicado na Botanical Journal of the Linnean Society e é assinado pelos cientistas João P. Silva Vieira (Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS), Alessandra S. Schnadelbach (UFBA), Frederic Mendes Hughes (Instituto Nacional da Mata Atlântica – INMA), Jomar Gomes Jardim (Centro de Formação em Ciências Agroflorestais da Universidade Federal do Sul da Bahia – CFCAF/UFSB), Lynn G. Clark (Iowa State University) e R. Patrícia de Oliveira (UEFS). O professor Jomar Jardim respondeu a perguntas sobre o estudo para a seção UFSB Ciência.
Morta em Paris, “vivinha da silva” na Bahia
Os pesquisadores localizaram e coletaram amostras de população da Anomochloa marantoidea, espécie bastante rara e pertencente a uma linhagem divergente e das mais antigas de gramíneas, e por isso essencial para o estudo de padrões evolucionários em grupos biológicos.
Um detalhe da história da pesquisa sobre essa espécie é que ela foi redescoberta por botânicos em 1976, quando encontraram duas populações da gramínea na região de Una. Isso ocorreu mais de um século após a descrição científica original, feita a partir de espécimes cultivados em estufas em Paris, com poucos detalhes sobre a localização original – sabia-se apenas que foram coletadas no Brasil. No entanto, as plantas na estufa parisiense morreram alguns anos após a coleta, motivando o trabalho de campo nos anos 1970.
A equipe atual de botânicos localizou duas novas populações naturais da Anomochloa marantoidea na região, ambas descobertas em reservas indígenas do povo Tupinambá. As saídas a campo, cada uma com duração de três dias, ocorreram em julho, agosto e outubro de 2015 e em junho e julho de 2016. Segundo o professor Jomar Jardim, as etapas da investigação científica combinaram trabalho de campo, análise genética em laboratório e análise de dados em computador.
Descobertas
Para chegar a essas localizações, os pesquisadores usaram um recurso indisponível aos antecessores da década de 1970: a técnica da modelagem de nicho ecológico, uma forma de modelagem computacional com programas específicos que levam em conta dados de clima, elevação, solo e vegetação a partir de bases digitais online e correlacionar matematicamente com dados das populações conhecidas. Com isso, os cientistas orientaram as saídas a campo pelo modelo computacional e com uso de um equipamento de GPS portátil, o que permitiu concluir que a espécie se caracteriza também pela alta restrição climática, isto é, se estabelece e se multiplica em condições muito específicas de bastante umidade e temperatura média elevada, típicas da floresta ombrófila densa, uma subdivisão da Mata Atlântica.
Um dos dois habitat encontrados fica na Serra do Padeiro, aldeia indígena Tupinambá, em Buerarema-BA.
Dados sobre a distribuição geográfica e os locais com potencial ecológico para a ocorrência da espécie ajuda na tomada de decisões de conservação tanto da Anomochloa marantoidea, que está na Lista Vermelha da Flora Brasileira, e na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente, na categoria criticamente em risco de extinção, quanto de outras espécies associadas à mesma vegetação. O motivo é a preferência da espécie por locais em que possa estar abrigada pelas copas das árvores e no microclima específico que é também favorável à produção de cacau no sistema cabruca e, mais recentemente, à produção de banana e pupunha. Em ambos os casos, a gramínea corre risco de ser destruída por se tratar de espécie herbácea pouco conhecida e sem importância econômica aparente. Um dos autores do estudo, o professor Jomar Jardim, afirma que a espécie está em “elevado grau de ameaça e que um plano de conservação deve ser elaborado para manter as populações conhecidas e buscar por outras a partir das áreas indicadas na análise de nicho ecológico”.
Encontrar as novas populações permitiu chegar ao segundo objetivo do estudo: coletar espécimes da gramínea em cada uma das populações encontradas para análise genética. Conforme o professor Jomar, “a análise da estrutura genética a partir de marcadores moleculares sugere fragmentação recente e baixo fluxo gênico entre as populações”, o que significa que há dois grupos com diferenças genéticas que não estão trocando genes em quantidade suficiente, pelo isolamento dessas populações, o que tende a enfraquecer a espécie. O processo reprodutivo de Anomochloa marantoidea ainda precisa ser mais estudado, afirmam os autores da pesquisa. A boa notícia é que, em paralelo com a proteção de locais onde essa espécie ocorre e de pontos potencialmente viáveis para essa ocorrência, a conservação em cativeiro também é viável, como demonstrado pela reprodução de plantas da gramínea no herbário da Ceplac, onde um exemplar está em cultivo desde 1986.
Fotos por Jomar G. Jardim
Justiça Estadual de Itabuna realiza leilão eletrônico
Itabuna, 31 de outubro de 2019 – A Justiça Estadual de Itabuna em conjunto com o leiloeiro oficial Paulo Cezar Teixeira, realizam leilão eletrônico no dia 01 de novembro de 2019, a partir das 10:00 horas, pelo site [www.leiloesjudiciais.com.br/ba]www.leiloesjudiciais.com.br/ba. Serão leiloados terreno com 250m² localizado em Itabuna, veículos, e outros bens. Interessados podem obter informações mais detalhadas pelo site [www.leiloesjudiciais.com.br/ba]www.leiloesjudiciais.com.br/ba ou então pelo 0800-707-9272.
Município de Ilhéus incentiva o empreendedorismo social
Mais de 200 famílias ilheenses estão participando do projeto Empreendedor Social, realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SDS), iniciado em julho último. A proposta visa incentivar o desenvolvimento de atividades nas comunidades atendidas pelos cinco CRAS (Norte, Sul, Oeste, Vilela e Olivença) do município de Ilhéus.
Formalizar e implementar os negócios locais com geração de renda para as famílias que se encontram em situação de vulnerabilidade social, além de torná-las autossustentáveis financeiramente, são objetivos do projeto, que conta com palestras e consultoria do Sebrae. Os beneficiários aprendem maneiras de desenvolver seu negócio, tornando-o mais lucrativo, com menos desigualdade social.
Projeta ainda o fortalecimento e a unificação do trabalho público em rede. As secretarias municipais de Desenvolvimento Social (SDS) e Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Urbanismo (Semde), unificaram o projeto Empreendedor Social e a Sala do Empreendedor. “A ideia é fortalecer os projetos e proporcionar à comunidade cursos que promovam o crescimento profissional dos participantes”, destacou o titular da SDS, Rubenilton Silva.
OAS coloca primeira camada de asfalto e obras no acesso norte avançam
As obras da nova ponte avançam a cada dia. A OAS, empresa responsável pela construção, instalou o 18º cabo, restando cinco estais e 30 metros para unificar os lados, e formar a primeira ponte estaiada da Bahia. Nas imagens registradas pelo vice-prefeito, José Nazal Soub, a aplicação da primeira camada de asfalto do acesso norte. O prefeito Mário Alexandre esteve no local e conferiu os trabalhos.
“Um sonho se tornando realidade”, definiu o prefeito. “Extremamente feliz com todo esse trabalho e a parceria com o governador Rui Costa, juntamente com nossa equipe, discutindo sobre os acessos, as obras de urbanismo, estacionamento e iluminação. Um novo cartão-postal que surge, combinando os pontos turísticos existentes da cidade”, completou Mário Alexandre.
O sistema viário nos sentidos norte e sul terão duas pistas de cada lado com ciclofaixas. O novo equipamento vai ligar o centro urbano aos bairros da zona sul e vai atender 511 mil moradores de Itabuna, Una, Canavieiras, Buerarema, Itacaré e Uruçuca. Ademais, vai contribuir para o escoamento da produção agrícola, principalmente do cacau, e no desenvolvimento turístico do litoral sul do estado.
A Construtora OAS segue cronograma de operações e prevê conclusão da obra em janeiro de 2020 e o governador Rui Costa pretende inaugurá-la logo em fevereiro. Acompanharam o prefeito de Ilhéus, os secretários municipais, Átila Docio (Infraestrutura e Defesa Civil); Fábio Manzi Júnior (Cultura e Turismo); Airton Carvalho (Comunicação), técnicos e engenheiros da OAS.
POR SECOM
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE ESPECIAL.
1) NOSSA HOMENAGEM A ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE ILHÉUS NOS SEUS 107 ANOS.
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