:: 2012
JORGE – “AMADO OU ODIADO”
O Blog do Pimenta de Itabuna, publicou no dia 09 próximo passado, a ficha de inscrição de Jorge Amado na Associação Bahiana de Imprensa, de 1944. Nesta ficha Jorge Amado se declara filho de Ilhéus, e isso tem causado muito mal estar aos amigos itabunenses.
Inclusive no espaço sobre comentários, existem várias declarações de nossos vizinhos como estas: “Esse ilustre cidadão renega a terra onde nasceu, eu, hein… pra mim a fama dele acaba aí.” – “Não é culpa do povo de Ilhéus, foi Jorge Amado que preferiu ser cidadão de lá. Na cédula funcional é bem clara a sua vontade (natural de Ilhéus). Isto porque vários leitores itabunenses colocaram a culpa em Ilhéus. Outro itabunense comentou: “A pergunta é, por que perder tempo com um escritor que não estava nem aí com a cidade que nasceu? Politicamente, quando esse escritor tornou notoriedade, Ilhéus, daria a ele outro destaque. Pobre escritor! Não era original nem nas suas decisões”. Vejam que este nem fala o nome de Jorge Amado, trata-o como apenas “esse escritor”.
Percebam que o nosso AMADO JORGE, não é o mesmo JORGE AMADO para boa parte dos itabunenses.
Não há nenhuma dúvida que Jorge Amado nasceu em Itabuna, em 1912, portanto dois anos depois que Itabuna se desmembrou do município de Ilhéus em 1910. O que acontece é que, Jorge Amado veio com 4 anos para Ilhéus, e uma criança de 4 anos não se lembra muito do seu passado.
Aqui em Ilhéus, ele cresceu, estudou e vivenciou toda uma época dos coronéis. Jorge Amado só deixou Ilhéus quando tinha 19 anos, isto quer dizer, que sua infância e adolescência foram aqui. Não foi por acaso, que ele escreveu aquela declaração de amor por Ilhéus, onde ele dá o título de: “A TERRA DA MINHA VIDA”, ISSO SE REFERINDO A ILHÉUS. Foi uma decisão dele de ser ilheense, mesmo nascendo em Itabuna.
Este documento publicado no PIMENTA é mais uma prova disto, ou seja, ele relegava Itabuna, agora não sei por quê. Ilhéus se aproveitou disto e faz tudo em sua homenagem, é só isto.
Se você é itabunense faça questão de ler o texto “A TERRA DA MINHA VIDA”, e não terás mais dúvida disto.
Agora, como ilheense nato, adoro Itabuna e acho que uma cidade completa a outra, e digo mais, ai de nós se não tivéssemos Itabuna tão próxima, pois seu comércio e sua rede hospitalar/ médica é invejável em comparação a nossa Ilhéus. E para compensar te oferecemos nossas praias e vamos viver em paz.
Para quem não conhece o texto
A Terra da Minha Vida – Jorge Amado, 1997
NOTA DE PESAR
A Coligação Por Amor a Ilhéus lamenta profundamente o falecimento da médica Conceição Benigno Magalhães, esposa do companheiro e dirigente do PCdoB, Davidson Magalhães, solidarizando-se com a família neste momento de pesar, consternação e luto. Lamentamos esta perda irreparável da mulher que dedicou sua vida a lutar pela saúde, bem-estar das pessoas e por um mundo mais justo e humano. Dra. Conceição fazia parte do Comitê Feminino desta coligação e contribuía com a elaboração das políticas públicas de saúde. Em respeito ao que ocorreu e em razão da tristeza que se abateu sobre todos nós, decidimos suspender nossas atividades de campanha.
COLIGAÇÃO POR AMOR A ILHÉUS – PP, PMDB, PCdoB, PSB, PDT, PTB, PRB, PR, DEM, PHS, PSL, PRTB, PTC, PRP, PTN e PSDB.
Nota de pesar
O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio, lamenta profundamente a morte, na noite desta sexta-feira, 10, da médica Maria Conceição Benigno, esposa de nosso camarada e presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães. Ela foi uma mulher de muitas batalhas.
Uma das tantas lutas, que orgulha não só Itabuna, mas todo o sul da Bahia, foi a participação na campanha para que o Hospital Manoel Novaes conquistasse, na década de 90, o título de Hospital Amigo da Criança, concedido pelo Fundo das Nações Unidas para Infância e Adolescência (Unicef). Neste momento de muita tristeza, prestamos os nossos pêsames aos familiares e amigos e pedimos a Deus que conforte a todos.
Antônio de Anízio
Prefeito de Itacaré
Alberto Barretto direto de Londres
Professor Ms. Educação Física
DCS/Universidade Estadual de Santa Cruz/Uesc
(36323956/99667204)
Marli Gonçalves em: Eles não podem ver mulher
Passei três dias tentando digerir o impacto e o nojo que me causou uma foto publicada essa semana. Claro que feita por uma mulher de olhar aguçado, Monique Renne. Nela, Andressa, a namorada, noiva ou sei lá o quê de Carlinhos Cachoeira, se retirava da mesa da CPI que a havia convocado para depor. Na foto, todos os babões focados – seis! – olhavam concuspiciosos para sua, digamos, parte de trás.
Lembrei-me de que no primário havia um exercício de descrição. Nos era dada uma imagem e a partir dela descrevíamos o que aquilo nos parecia ser, em geral cenas e paisagens bucólicas. No caso da foto dos tarados da CPI, ficaria mais ou menos assim: “moça loura, bonita e segura de si, com um leve e irônico sorriso no rosto, faz com que aloprados e seus assessores esqueçam suas funções, como parlamentares eleitos pelo povo, e salivem, com cara de bobos, ruminantes, em suas gravatas”. Aliviados, na certa, porque o “homem” da bela está preso. Porque se eu conheço bandido, e Cachoeira parece ser desse time, se ele visse essa foto, aiaiai, oioioi.
Foto tipo batom na cueca. E nem me venham com explicações, porque até ainda não disse bem o que pensei desses mesmos desconsiderados que pagamos para legislar quando há pouco houve outro caso, o da assessora de um senador metido a besta, demitida porque um safado gravou e mostrou para todo mundo um filme dele tendo relações sexuais com ela. O caso parou a CPI dos velhos babões, até porque a moça, advogada, era realmente de fechar o trânsito, principalmente de corpo. Mas não é esse o caso. O que aconteceu com o comedor malfadado que mostrou o filme? Nada. Deu até entrevista dizendo que não era ele.
Na mesma semana na qual no país pelo menos mais três mulheres que deveriam – e os juízes lhes garantiriam que estariam – protegidas pela Lei Maria da Penha, foram assassinadas por seus ex-companheiros, essa foto apenas mostra a quantos anos-luz estamos ainda do dia que as mulheres serão tratadas com respeito, dignidade e realmente de igual para igual. Agora até adolescentes são mortas por namoradinhos, no país machista que não se emenda, e onde até as lésbicas às vezes reproduzem papéis de machos da relação, como se sempre tivesse de haver alguma sobreposição de poder de um.
Boletim Eletrônico da Agência Câmara de Notícias
Manchetes do dia |
|
Jabes destaca a cultura no dia do centenário de Jorge Amado
Jabes criticou a forma como estão sendo tratados os espaços culturais, como a Biblioteca Municipal e Arquivo Público, que se encontram abandonados pelo poder público municipal vigente. “Eu não acredito em um governo que não respeite a cultura, ferramenta importante na formação da identidade e cidadania”, enfatizou. O candidato ressaltou ainda a importância econômica e cultural de festas como o São João e o Carnaval, e garantiu que caso eleito, as datas festivas voltarão a ser comemoradas em grande estilo.
O problema generalizado da saúde, relatado pelos moradores durante as visitas e caminhadas nos bairros, distritos e povoados de Ilhéus, também foi destaque na entrevista. Jabes afirmou que as visitas têm uma função direta com o diagnóstico da realidade, cujas reclamações da população acerca da saúde se tornaram constante e adiantou que essa área terá prioridade em seu próximo governo.
Atenciosamente,
Assessoria de Imprensa
O Amigo Jorge Amado
Por Cyro de Mattos
Conheci Jorge Amado nos idos de l959, em tarde de autógrafos, na antiga Livraria Civilização Brasileira, da rua Chile, Salvador. Na fila enorme dos que aguardavam a sua vez para receberem o autógrafo, eu, moço do interior, estudante da Faculdade de Direito. Estava nervoso. Vivia a expectativa de ver de perto o consagrado romancista baiano pela primeira vez. Quando chegou o momento de receber o autógrafo de Jorge, aproximei-me com o exemplar de Gabriela cravo e canela. E, timidamente, disse-lhe que era grapiúna, como ele vinha das terras ricas do cacau no sul da Bahia. No mesmo instante da revelação do lugar de nascimento, fez-se num rosto largo e manso o sorriso alegre de quem acabava de ouvir algo que lhe tocava o coração. Com que prazer o autor de Gabriela cravo e canela assinalou no livro ser também grapiúna, das terras de Itabuna, das ricas plantações de cacau, do território onde uma saga havia sido forjada por homens rústicos com suor, cobiça e morte. Fazia assim com que eu sorrisse um belo sorriso e amasse ainda mais as minhas raízes grapiúnas.
Seguia no rio da vida e, em 1966, já no Rio de Janeiro, publicava meu primeiro livro, pequeno volume de contos, hoje riscado de minha produção por ter envelhecido o texto rápido. Enviei o pequeno volume a Jorge Amado, seguindo conselho de um companheiro de geração, mas não esperando que viesse alguma opinião do autor de Terras do sem fim sobre o meu livro de estreia. Qual não foi a minha grata surpresa depois, por ver em curto espaço de tempo um livro de autor desconhecido ser apresentado à Academia Brasileira de Letras com palavras favoráveis do admirável romancista Jorge Amado.
Outros livros meus vieram e foram merecedores de artigos com elogio por parte de Jorge Amado. Não deixavam de ser opiniões sob a ótica impressionista, mas espontâneas, o que interessava. Verdadeiras, simples e profundas, abonadas com a sensibilidade de quem mais conhece os caminhos do fazer literário na recriação da vida. E mais: ele publicava os artigos que escrevia sobre aqueles livros em jornais importantes como A Tarde, Jornal de Letras (Rio), do saudoso Elysio Condé, Jornal do Comércio (Rio) e Suplemento Literário de Minas Gerais.
Novo crente (os demais são gente boa pra caramba).
Rapaz, parece pirraça: toda vez que eu falo (com carinho) sobre Zoinho de Mãe e do calunduzento do JC o mesmo aprendiz de evangélico (crente) entra no circuito e detona meio mundo Lá de Cima. Por mais que eu diga que ele está certíssimo e que somente os crentes serão salvos e que a única verdade está alí ele não se conforma e continua detonando. Eu, com uma ruma de janeiro, que continua perdendo a primeira foto da saída de São Jorge na procissão (treme), que quando estou atacado ouço a Ave Maria e alegre em forma de samba (Jorge Aragão), com uma ruma de símbolos aqui na redação e no quarto, que quando o bicho pega eu fecho os olhos e ELE ‘aparece’ e resolve (nunca na hora rsrsrsrsrsrss, mas resolve) e o tal do novo crente atazanando meu juízo.
Bem, já que ele está decidido a infernizar o meu juízo (não acredita e afirma que não existe NOSSA SENHORA) vou continuar errado e colado com a minha barca (imagine se ela existisse) e, vou cuidar desse crente chato da seguinte maneira: Toda vez que ele detonar Zoinho vou colocar umas coisas que eu tenho aqui a exemplo da …
… A Transferência do CRENTE…
ASSUNTE:
Um dia, muito sem jeito e com os olhos cheios de lágrimas, Idalina anunciou que ia embora. O médico, a mulher, os filhos ficaram em pânico:
– O que é que aconteceu, Idalina? Algum problema? Salário pequeno? Vamos conversar. Quem sabe a gente aumenta seu ordenado?
– Não é nada disso não, doutor. É a igreja. Nós somos evangélicos, a nossa igreja transferiu meu marido para o Paraná e eu tenho que ir com ele.
– Seu marido é pastor?
– Não, doutor. O pastor é que vai nos levar com ele.
– Se seu marido não é pastor, pode muito bem ser substituído por outro.
– Não pode não, doutor. O pastor só confia em meu marido.
– O que é que ele faz?

































































