Apresentada nesta terça-feira, dia 6, durante reunião do Conselho Estadual de Cooperativismo da Bahia, a bem-sucedida experiência do cooperativismo no estado do Paraná, no sul do Brasil, vai servir de base para a elaboração de um plano estadual para o segmento na Bahia. A reunião para que o colegiado do cooperativismo aprofunde a discussão já está marcada para o dia 3 de setembro próximo.

Os números expressivos do cooperativismo paranaense foram apresentados pelo superintendente da Ocepar – Sistema de Cooperativas do Paraná, José Roberto Ricken. No encontro, realizado na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que teve abertura feita pelo secretário Nilton Vasconcelos, o superintendente informou que “atualmente, 18% da economia do Paraná estão nas mãos das cooperativas, e para este ano a previsão é de um faturamento da ordem de R$ 38,5 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões só com exportações”, destacou.

Segundo relatou, foi no início dos anos 70 que o cooperativismo começou a ser criado no Paraná. No segundo momento, aconteceu o crescimento, no terceiro a fase de organização. “Agora, estamos no momento jovem, preparando uma nova geração para cuidar das cooperativas no futuro, e para isso estamos investindo em formação. Foram realizados 44 cursos de pós-graduação com 1.672 alunos e agora vamos oferecer a primeira turma de mestrado”.

José Roberto Ricken falou sobre a importância da autogestão no sistema de cooperativas, destacando que em muitos municípios paranaenses a cooperativa é a principal geradora de renda, empregos e de tributos. “O modelo do Paraná tem um grande significado na evolução econômica e social das pessoas, com excelentes resultados, gerando cerca de 67 mil empregos no estado”.

Além disso, Ricken citou que é preciso respeitar as características de cada região, porque é preciso também diversificar. “As cooperativas têm de agregar valor, diversificar produtos e áreas, pois, assim, mesmo quando um produto vai mal, outro pode se sobressair”, finaliza.