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O PRESENTE DE GREGO

POR LEONARDO GARCIA DINIZ

Há algum tempo atrás, durante uma de nossas sessões, no grau de aprendiz, um de nossos irmãos, ir.’. PROFETA, presenteou a nós e a nossa Loja, A.’.R.’.L.’.S.’. Vigilância e Resistência n° 70 – Ilhéus – BA, com um apagador de velas, presente que entendi inusitado, desprovido de utilidade, que de cá, durante a oficina, exercendo meu papel de chanceler, com os meus canecos, fiquei a me perguntar qual o motivo do nosso irmão dar de presente à Loja um objeto tão desprovido da necessidade de seu uso quanto aquele.

Em toda a minha vida maçônica, de Aprendiz a Mestre, ocupando diversos cargos em Loja, havia eu presenciado ou escutado falar da necessidade do uso de um “apagador de velas”, do seu costume ou, ainda, do seu significado e importância no ele existir e poder estar sendo utilizado na ritualística de nossos trabalhos.

Refleti!,…

Presente de Grego!,…O Venerável Mestre a aceitou!,…Engavetou-a!,…

Vida que segue!

Nunca mais se falou da beleza daquele APAGADOR DE VELAS, prateado, menos ainda da generosidade oculta na doação do ir.’. PROFETA, nem, à guisa de instrução, do porquê da necessidade de sua existência em uma loja maçônica.

Entretanto, mesmo o que não te ensinam, quando advêm o sinal, deve se tornar motivo de curiosidade, pois que virou manchete, se diferente, caso contrário, tal aprendizado de nada servirá a ninguém, fui buscar sabedoria sobre o assunto e, agora, espalho o conhecimento obtido.

O ir.’. Profeta, muito provavelmente, até mesmo por ter ofertado tal presente, deve conhecer o profundo simbolismo maçônico, oculto pelos modernos tempos, vivente em um “apagador de velas” durante a execução de nossa ritualística e, mais, na sua mostra, silenciosa, que provoca no agregar, unificando, a nossa milenar egrégora.

IGNIS NATURA RENOVATUR INTEGRAM

Observem irmãos, diante da profundidade “conceitual” existente aí, que ritualisticamente, cobertos pelo singelo ato do ascender das velas, fazemos entender, através da luz emanada, que é assim que se transforma o espaço de nossa LOJA em “TEMPLO”, ou seja, com esta ação, dar LUZ ao TEMPLO, transformamos o ambiente em SAGRADO.

Além disso, na terceira prova dos iniciados ao grau de aprendiz nos os purificamos pelo fogo, ou seja, é o aprendiz, simbolicamente, pelo acender de uma vela purificado por sua flama, entendemos nós, traz a chama consigo três elementos poderosos: LUZ – FOGO – CALOR – “triangulo do fogo”

No acender das velas, da sua luz, do seu calor, faz purificar e pacificar os corações dos obreiros presentes a sua força.

A complexidade e importância do “acender das velas” nos mais distintos ritos maçônicos e a circunspeção contido neste ato para a construção interior de cada indivíduo, ligado a ele (rito), é vital para a aceitação da existência de uma cadeia de união que sagra o nosso pacto fraternal e que nos permite ter a consciência de espiritualidade, principalmente, possuir a sensibilidade do permitir, sentirmos em nós, a, eterna, presença de DEUS.

Assim sendo entendido, precisamos ter, em contrapartida, especial cuidado no “apagar das velas”, pois que jamais deverá ser assoprada, pois o sopro apaga o símbolo perfeito da divindade, pois é um sopro de vida, faz desintegrar a LUZ (ar- sopro vital), fazendo-a se extinguir.

Ao utilizarmos um APAGADOR DE VELAS, a chama da vela, sua luz, calor, força, beleza, com a falta de ar, oxigênio, apenas muda o seu estado, ficando assim, toda sua força, integrada ao universo, onde continuará a existir em suas mais diversas formas.

Em algumas ritualísticas, não é à toa, o Mestre de Cerimonias se pronuncia com a seguinte expressão:

“Venerável Mestre, a luz agora se extinguiu no Templo, mas ela continua acesa em nossos corações para nos guiar nas trevas do mundo profano”.

Há quem, na maçonaria, defenda ser “profanação” a substituição de velas, nos altares ou nos tocheiros, por lâmpadas.

Entendendo a profundidade e o imperativo da utilização de um apagador de velas que nos permita, assim, manter a continuidade da LUZ, em nossa Loja, nas suas mais diferentes formas, para a pratica da ARTE REAL. Não devemos permitir ser nossas velas apagadas com sopros, dedos ou qualquer coisa que o valha.

Do irmão PROFETA, se nada sobrar, ele há muito nos abandonou por profanos motivos, guardarei sempre este seu gesto, que hoje mais dele entendo, o nos presentear com um seu “APAGADOR DE VELAS”.

Bibliografia – Acender das Velas:

Maçonaria Azul, ou Simbólica. Novo Guia do Franco-maçom do Rito Francês, ou Rito Moderno Compilado pelo Ven.. de uma Resp.. off.. da obediência, Leiria, 1908 e Manuel Maçonnique ou Tuilleuer dês divers Rites de Maçonnerie pratiques em France, Paris, 2º Ed. 1830.

Leonardo Garcia Diniz

A.’.R.’.L.’.S.’. Vigilância e Resistência n° 70 – Ilhéus – BA.

1 resposta para “O PRESENTE DE GREGO”

  • Antonio Profeta de Oliveira Filho says:

    Literalmente transformado em um presente de Grego, mas para mim um dia seria desvelado o significado até mesmo pela falta de um dedinho ou sobro.Que esse souvenir agora lembrado seja de fato um adereço do cotidiano e perpetuo em nosso moderna e eterna Respeitável Loja Simbólica Vigilância e Resistência nº 70 – GLEBE!
    O conservador,
    Profeta.’.!

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