E ENTÃO, É NATAL?
Anísio Cruz – dez/2017.
Mais um Natal nas nossas vidas, em comemoração ao nascimento do Senhor Jesus, há mais de 2000 anos. Grande parte da população mundial celebra a data que, por acomodação ao Calendário do príncipe italiano Ugo Buoncompagni, eleito como o 225º Papa da Igreja, com o nome de Gregório XIII. Antes dele vigorava o calendário Juliano, em homenagem ao Imperador Julio Cezar, e para adequar as mudanças à comemoração da Páscoa no hemisfério Norte, o Pontífice ordenou, durante o Concílio de Trento, que o dia seguinte a 4 de Outubro de 1582, passasse a ser 15 de outubro, num salto de 11 dias. E para diminuir a defasagem, os dias bissextos não mais ocorreriam nos anos “centenários” terminados em 00, a não ser que fossem divisíveis, de forma exata, por 400 (Fonte Google). Desde então, a decisão foi acatada, e o mundo cristão até hoje festeja a data “oficial” do nascimento do Cristo, a 25 de dezembro.
Fiz este preâmbulo, para que possamos entender o motivo pelo qual é esta a data do Natal, e não 1º de janeiro, como era de se esperar, uma vez que o citado calendário refere-se ao nascimento de Jesus.
Não se sabe, ao certo, quando se iniciou o hábito de se dar presentes, mas foi o Papa Libério quem oficializou os festejos, no ano de 354 d.C., e relembrando os Reis Magos Baltazar, Belchior, e Gaspar, que presentearam o Cristo com ouro, mirra em óleo, e incenso, criou-se o hábito da troca de presentes, que perdura até os dias atuais. A festa natalina, como nós conhecemos, foi encampada pelo comércio, e para simbolizar a festa, foi instituída a figura do Papai Noel (Santa Klaus para alguns países nórdicos), como incentivo às compras dos presentes, que movimentam o comércio.
Nos dias atuais, as músicas natalinas enchem o ar, e as mensagens publicitárias induzem as pessoas às compras, fazendo alavancar as vendas nos estabelecimentos comerciais. As igrejas enchem-se de fiéis a entoarem cânticos de louvor. As casas e as ruas são enfeitadas e no dia 24, véspera do evento, fazem-se as
ceias, onde não pode faltar o peru. Todos comem e bebem, até a meia noite, quando é feita a troca de presentes, entre abraços, e beijos. Para a criançada, um momento mágico do encontro com os seus presentes, quase sempre brinquedos, exibidos com satisfação entre os demais.
Eis aqui a magia do Natal, em que todos nos vemos direta, ou indiretamente envolvidos, e não raro, percebemos lágrimas escorrerem pelos cantos dos olhos, ao lembrarmos dos ente queridos que nos deixaram, ou mesmo por lembranças das festas ocorridas durante as nossas infâncias. Mas eu fico a me perguntar, sem pretender quebrar essa corrente fraternal que nos une neste momento, o que acontece nos lares mais humildes, excluídos deste contexto festivo, por absoluta falta de recursos, até para o alimento, farto entre nós. E entre a população dos países conflituosos, o que será que acontece? E então, é Natal? Que ele seja feliz. Luz e paz a todos.


























































