:: ‘Espaço do Leitor’
FELIPÃO NUM SURTO DE “SEM-NOÇÃO”
Imaginei que o novo técnico da seleção seria Tite ou Murici, mas Felipão está de volta. Seu currículo é considerável, sem dúvida. A CBF resolveu retomar a fórmula antiga que deu certo ao invés de apostar no novo, pois está pisando em ovos, cautelosa ao extremo para que nada dê errado na jornada rumo à conquista do hexa em casa.
Se dentro da arena, próximo às quatro linhas, nosso Felipão já demonstrou que entende do assunto, cá fora, para medir palavras, mostrou hoje que precisa melhorar. Ofendeu, e muito, os profissionais bancários do banco estatal ao declarar que “se não quer pressão, vá trabalhar no Banco do Brasil”, como se o trabalho dos bancários fosse moleza e livre de pressão. Ledo engano, senhor Luiz Felipe. O senhor falou uma baita duma asneira.
A resposta, óbvio, veio de imediato. O Sindicato dos Bancários de São Paulo divulgou nota de repúdio pelo desrespeito, convidando o treinador de futebol a conhecer como é o trabalho dos profissionais e o quanto eles sofrem de pressão e assédio moral no dia a dia. Eu complementaria dizendo que, além do mais, recebem um salário que é uma migalha centesimal, diante dos prêmios em dinheiro que os jogadores da seleção ganham a cada torneio, pra jogar bola. Mas não ficou por aí, o próprio Banco do Brasil também divulgou nota “lamentando o comentário infeliz” do novo velho técnico da seleção.
Nunca é tarde para aprender, Felipão. Saber falar é bom, saber o que falar é uma arte. Pra você entender melhor: em boca fechada não entra mosca.
Nilson Pessoa
DEMARCAÇÃO: COMO FOI ACERTADO ACREDITAR NAS MUDANÇAS DA LEGISLAÇÃO.
por Edgard Siqueira
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) adiou novamente, nesta quarta-feira (14), a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 71/2011) que obriga a União a indenizar detentores de títulos de domínio de terras indígenas expedidos até 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição Federal. A decisão foi tomada a pedido do relator, senador Luiz Henrique (PMDB-SC) e motivada pela apresentação de voto em separado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
A Constituição Federal determina que a nulidade ou a extinção de atos de domínio e posse de terras tradicionalmente ocupadas por indígenas não gera direito a indenização pela terra nua ou a ações contra a União. A única hipótese admitida de compensação aos proprietários rurais é em relação a benfeitorias derivadas da ocupação de boa fé.
A PEC 71/2011 não só elimina essa limitação do texto constitucional, como estabelece expressamente o dever de a União indenizar os possuidores de títulos de domínio que os indiquem como proprietários de áreas declaradas tradicionalmente indígenas – regularmente expedidos pelo poder público até 5 de outubro de 1988 – tanto pelo valor da terra nua quanto pelas benfeitorias úteis e necessárias realizadas de boa-fé.
– Eu não defendo grileiro nem invasor de terra, mas ocorre que, no Mato Grosso do Sul, o presidente Getúlio Vargas vendeu títulos de terra, colonizou, e as pessoas têm posse da terra de fato e de direito. Se não se permitir a indenização, não há como fazer a coisa justa. Isso precisa ser sanado – comentou o senador Waldemir Moka (PMDB-MS).
A posição de Moka foi reforçada por Luiz Henrique, adiantando que detentores de títulos de domínio de terras tradicionalmente indígenas de Santa Catarina também enfrentam o mesmo problema.
– Em Santa Catarina não é diferente. Agricultores adquiriram terras de programa de reforma agrária do governo e algumas já são ocupadas pela terceira ou quarta geração. A inciativa do senador Paulo Bauer (PSDB) – autor da PEC 71/2011 – é muito oportuna para tentar resolver o problema – afirmou o relator, revelando que o governo federal também tem interesse em analisar melhor a proposta.
Por fim, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que a questão indígena precisa ser debatida, porque “índios estão morrendo de fome e de doenças já superadas fora das reservas”. A exemplo de Moka, ele reivindicou o reforço de recursos orçamentários não só para custear as benfeitorias dos proprietários rurais no processo de demarcação de terras indígenas, mas também para viabilizar as políticas públicas de assistência a essa população.(Fonte Agencia Senado).
As ultimas noticias vindas do Senado Federal nos enchem de esperanças de que não perderemos as nossas propriedades por um preço vil. As mudanças em curso em fase conclusiva também massageiam o nosso ego, por se tratar do objetivo principal da estratégia que desde sempre defendemos. Que é a de não deixarmos o nosso processo avançar, na esperança de mudanças da atual legislação, 100 % nociva aos nossos interesses.
É importante ressaltar que não podemos descansar achando que o problema foi resolvido. Ainda não podemos comemorar. Está encaminhado, à vista, mas pode levar algum tempo. Por isso que temos que ficar vigilantes e continuar a fazer a nossa parte, mantendo o nosso processo parado até que as mudanças sejam realmente efetivadas.
É importante registrar que estas mudanças estão ocorrendo por atuação politica. Sempre defendemos que a nossa solução poderia vir através dos políticos se estes tomassem a iniciativa de propor e aprovar alterações na legislação. Nunca acreditamos e nem podíamos, que o nosso problema pudesse ser resolvido por uma decisão politica individual, através de uma canetada. Mais uma vez, felizmente, os nossos prognósticos estão se consumando.
Temos que erguer as mãos pro céus e agradecer as SANTAS LIMINARES que mantiveram o nosso processo parado por quase dois anos, contra tudo e contra todos.
Edgard Freitas de Siqueira
Edgardsiqueirapai@hotmail.com
Pegadinha de MATAR aff!!!!!
Menina fantasma no elevador
Essa ganhou o mundo …
TEM TEMPO
Como acredito em Papai Noel, também acredito que ainda tempo do nosso alcaide inventar qualquer desculpa para não comparecer ao banquete de aniversário da centenária senhora Associação Comercial de Ilhéus.
Substituto não falta, inclusive temos um servidor público preparado para qualquer tipo de evento e que com certeza não será motivo de rejeição por parte do povo, pois se trata de uma pessoa com livre acesso e sem nenhum rabo de palha que possa lhe atrapalhar o acesso ao palácio da ACI.
Desnecessário citar o nome do servidor, basta que nos lembremos de quem ficou no palanque no dia da comemoração ao 7 de Setembro.
Não será necessário que o dito servidor faça discurso de agradecimento, apenas receba das mãos do presidente da entidade a devida e merecida comenda e com um simples aperto de mãos encerre o protocolo e na saída amasse o diploma e jogue no lixão que fica em frente ao antigo Colégio Afonso de Carvalho.
Suficientemente correto este gesto que aliviará a alma do povo.
Há de se convir que numa festa de 100 anos a nostalgia vai rolar solta, afinal de contas são anos de existência na vida da cidade e que merece ser comemorado com todas as pompas.
Só que a idade da senhora não permite exageros, principalmente em se levando em consideração o grave sintoma, melhor dizendo doença que lhe acomete no momento (esquecimento, não sabe o que está fazendo, pensa que está no século passado, coisas desse tipo que só os incômodos da doença podem explicar).
A cidade está em alvoroço, o galego travestido de Papai Noel, atrelado ao trenó e suas renas, deverá descer dos céus trazendo mil presentes para os ilheenses, será recebido por alguns insistentes militantes do partidão (aqueles mesmos que não sabem de nada do que está acontecendo em nosso país).
Quem pensa que a praça dos dois poderes estará livre para os convidados da festa está enganado, com certeza este local que abriga de um lado o Palácio Paranaguá e do outro o Palácio do Povo, será tomado por felizes servidores públicos, os nossos barnabés, gritando e cobrando por salários atrasados e algumas coisitas mais.
Espera-se inclusive que o espaço seja limpo da sujeira existente, só não se sabe quem irá realizar a dita limpeza.
Quem viver verá! Esta hilária festa será um dia vista no baú da vida da cidade, com as fotos dos principais personagens (infelizmente a cores) e será revista por quem ainda estiver com vida e saúde.
De minha parte e longe do palco principal, jamais esquecerei esta festa de arromba:
Veja quem chegou de repente, o galego com mil presentes para os ilheenses, enquanto os convidados se amontoavam nos salões, lá fora o corre corre do povo a bradar e vaiar, hey! hey! que onda, que festa de arromba!
Vamos à festa! O desvario dos homens insensatos nos leva a conviver com este tipo de homenagem e com a certeza que o dever não foi cumprido, mas sim, com uma idéia maluca e sem propósito.
ZÉCARLOS JUNIOR
ROTA TRANSPORTES RODOVIÁRIOS LTDA.
A Rota Transportes Rodoviários Ltda. vem esclarecer que somente pratica tarifas autorizadas pela AGERBA – Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia, e que o valor atualmente cobrado na linha 248 – Itabuna X Ilhéus – está de acordo com o reajuste aprovado pelo Poder Concedente.
Vale ressaltar que, antes do reajuste concedido em junho deste ano, no percentual de 8,74%, o valor autorizado para a linha acima mencionada era de R$ 4,70 (quatro reais e setenta centavos), conforme Certificado de Autorização de Tráfego – CAT, emitido pela AGERBA, mas a Rota praticava o valor de R$ 4,50.
Portanto, aplicando-se o índice de reajuste de 8,74%, aprovado em 12/06/12, sobre R$ 4,70, o valor da tarifa passou a ser R$ 5,11 (cinco reais e onze centavos), mas a Rota está praticando o valor de R$ 5,00 (cinco reais). Desta forma, o valor da tarifa da linha Itabuna X Ilhéus está abaixo do autorizado pelo Poder Concedente, sendo o usuário beneficiado com o desconto concedido por liberalidade da Rota Transportes.
A Diretoria
PORTO SUL – ENTRE O PROGRESSO E OS RADICAIS
O Complexo do Porto Sul, por ser um tema muito polêmico é preciso meditar bastante, mantendo o equilíbrio, para não continuarmos assistindo e ouvindo comentários, que ferem os princípios de um bom convívio.
Lemos textos, muitas das vezes agredindo pessoas que merecem mais respeito, não só como ser humano, mas também pela sua trajetória de conhecimento balizado sobre o assunto.
Parecem que as pessoas estão apressadas, inquietas, briguentas. Parecem querer impor seus pontos de vistas. A sua opinião particular, como a verdadeira e a mais correta.
Cuidado com a pseudo-sabedoria tenhamos a lição do equilíbrio, evitemos os extremos, pois o extremismo pode nos levar ao fanatismo.
O projeto de construção do complexo portuário em Ilhéus é um projeto nacional, que não se faz da noite para o dia. São projetos que atravessam governos, por isso as discussões são para adequá-las em harmonia com o nosso meio ambiente. Que graças a DEUS, hoje temos vários órgãos governamentais que cuidam disso, como é caso do IBAMA.
O trajeto da ferrovia passará por diversos tipos de biomas, numa variação entre o Serrado, Caatinga, Mata de Cipó, Mata Atlântica, Restinga e Mangue, e tudo isto hoje, há legislação própria, com controles por órgãos ambientais do governo e da sociedade, portanto não queiramos atropelar o progresso que é necessário para todos nós, inclusive para própria sobrevivência dos que são radicalmente contra.
Não podemos tomar como exemplos projetos de outras épocas (30 anos atrás), em que a dinâmica da ocupação da terra foi em função do momento, em que os conhecimentos teóricos ou práticos eram disponíveis ou a serem desenvolvidos quando solicitados, em decorrência da demanda de algum produto, e em razão disto esqueceu-se de pesquisar a prática ecologicamente mais correta. Como foi o caso da destruição total da Mata Atlântica no Extremo Sul da Bahia.
Portanto, lembremos que só seremos unidos, num só pensamento do progresso inevitável e necessário, se um dia pararmos com tranqüilidade, discutirmos civilizadamente estas questões. Cuidado com o que sai pela boca, porque o arrependimento não consertará determinadas expressões.
Assim é como vejo esta situação, sem querer ser o dono da verdade, e nem posso, pois cada um tem sem modo de pensar e agir e seria muito monótono se fossemos todos iguais, mas é preciso calma nestas horas.
Rezende
HISTÓRIAS DE UM ILHEENSE
por Tomé Pacheco
NO PRESÍDIO DO CARANDIRU VII

Tomé Pacheco
Aqui eu continuo as histórias vividas na Penitenciária Masculina do Estado de São Paulo. Além da de Diretor de Esportes e Recreação passei a exercer a função de Relações Públicas. Todo sábado eu agitava a cadeia com eventos como já citei anteriormente sobre os grandes clubes de futebol, os grandes times da várzea, as grandes Escolas de Samba como a Vai-Vai, Camisa Verde e Branco, a Nenê de Vila Maltildes, Rosa de Ouro. Artistas como Raul Gil, cantores como Bezerra da Silva e o Boca Nervosa (que eram os preferido deles) estavam sempre presentes. A malandragem dentro da Penitenciária vibrava. Quando eu encontrava com alguns deles na rua me idolatravam. Chamavam-me para tomar uísque, jantar etc.: “Vamos chefia, o senhor aliviou muito nossa cadeia com aqueles shows”. Até relógios, dinheiro, eles queriam me dar pelo agradecimento. Eu respondia: “Rapaz, não quero nada seu. Ali eu estava cumprindo minha função.”. Mas insistiam: “O senhor merece!”. Por vezes alguns falavam: “Ô chefia, estou cheio da grana. Fiz uma boa ontem, portanto, vem comigo”. Eu dizia “Vai com Deus, boa sorte”, e caia fora.
O regime na Penitenciária era rígido e totalmente diferente do da Detenção. A população era de 1200 presos e selas individualizadas. De segunda a sexta o lazer era nos pátios; no campo só dia de sábado.
Uma vez eu estava na quadra do Pavilhão 1 quando de repente vem o Ceará (o que correu atrás de mim com uma faca na detenção) em minha direção, então eu parei meio entregue e fiquei esperando o pior. Eu tremia mais do que vara verde e comecei a suar frio e entregar a alma a Deus. Quando o Ceará se aproximou mais de mim tive uma grande surpresa: o elemento levantou os dois braços e fez a maior festa como se eu fosse o maior amigo dele. Daí então ele gritou “Seu Tomé, que bom o senhor está aqui comigo”. Eu respirei fundo e me recompus. Ele continuou: “Seu Tomé, agora o senhor é meu amigo porque só é meu amigo quem não tem ‘treita’ comigo e o senhor não teve”. E continuou: “Se eu encontrar o senhor na rua nós vamos tomar duas garrafas de uísque”. Eu enchi o peito e disse-lhe: “Se na rua eu for por uma calçada caia fora da minha frente, senão eu te derrubo na bala, porque não tenho amigo malandro”. Ele insistiu, mas como eu tinha tomado conta da situação, caí fora do local. Ceará era um bandido perigoso. Frequentava o Parque D. Pedro no centro de São Paulo. Andava com uma capa preta para esconder por baixo duas peixeiras. Tinha a mania de passar por uma pessoa e dar “boa noite” e quando a pessoa não dava resposta, ele voltava e metia a facada na vítima. O cara era um verdadeiro psicopata.
Igreja de São Jorge dos Ilhéus
Texto de Élio Melo
Corria o ano de 1551, quando se iniciou a construção da velha e tradicional capela de São Jorge dos Ilhéus, como um dos primeiro marcos da cristandade católica no Brasil, cuja freguesia foi criada a esforços do Padre Francisco Pires, em 1536, como uma homenagem aos fidalgos dos Figueiredos, e, especialmente, ao ilustre intelectual Jorge de Figueiredo Correia, quando era nosso primeiro Bispo Dom Pedro Fernandes de Sardinha, uma das vítimas da ação mortífera dos Caetés.
O primeiro vigário da capela foi Padre Francisco Pires, auxiliado pelos Padres: Manoel Andrade e Jorge Rodrigues, que o ajudaram na construção do templo.
Em agosto de 1565 já o templo apresentava vultoso aspecto, com ótimas proporções, quando foi inaugurado. Tinha três altares de talha de madeira de cedro, cancela de condurú, colunelos torneados, coro de pedra, piso em pedra lavrada e outras particularidades de fino gosto.
A igreja fora visitada pelos ilustres personagens Men de Sá, Estácio de Sá, Aspicuelta de Navarro, Manoel da Nóbrega, Anchieta, Grã, etc. Nessa época foi também construída a Santa Casa de Misericórdia.
Em 1560, porem, foi abandonada e danificada a Igreja, devido à epidemia variólica e outras doenças transmissíveis. Cessada a coação epidêmica, iniciou-se a reconstrução do castigado templo, que assistiu ao seguinte drama de injustiça humana: era vigário dessa igreja o fidalgo e eloqüente prelado Padre Manoel de Paiva, um dos dirigentes do antigo colégio de Ilhéus, então situado no lugar, onde se acha chantado o edifício da Prefeitura, cuja latitude de 15° é a cintura do Brasil.
A fim de ser quebrada a inflexibilidade do orgulho do Padre Manoel de Paiva, sacerdote de alta linhagem racial e apreciada inteligência, foi duramente punido pelo Padre Manoel da Nóbrega que mandou vende-lo em praça pública, como escravo, a fim de torná-lo humilde e diminuir a inteireza da sua vaidade, embora fosse um orador primoroso e descendente de família da mais alta fidalguia.
O povo, em massa, o adorava e o trazia, festivamente, sempre à sua residência. Nóbrega resentiu-se, e, talvez, se arrependesse da punição que mandou praticar, porque não sentiu o apoio de seus Pares e o sorriso dos fieis. Nóbrega era torturado pelos males do sofrimento de uma horrível gagueira; enquanto isto Anchieta ganhava glória perante Deus, o Brasil, a Bahia e Ilhéus.
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Enviada por Alfredo Amorim da Silveira
Luiz Castro em: DECOLORES
O PRESENTE DO SENHOR PALHA
Era uma vez, há muitos e muitos anos atrás, é claro, porque as melhores histórias sempre se passam há muitos e muitos anos, um homem chamado Senhor Palha. Ele não tinha casa, nem mulher, nem filhos. Para dizer a verdade, só tinha a roupa do corpo. Pois o Senhor Palha não tinha sorte. Era tão pobre que mal tinha o que comer e era magro como um fiapo de palha. Por isso é que as pessoas o chamavam de Senhor Palha.
Todo dia o Senhor Palha ia ao templo pedir à Deusa da Fortuna para melhorar sua sorte, e nada acontecia. Até que um dia, ele ouviu uma voz sussurrar:
– A primeira coisa que você tocar quando sair do templo lhe trará grande fortuna.
O Senhor Palha levou um susto. Esfregou os olhos, olhou em volta, mas viu que estava bem acordado e o templo estava vazio. Mesmo assim, saiu pensando: “Eu sonhei ou foi a Deusa da Fortuna que falou comigo?”
Na dúvida, correu para fora do templo, ao encontro da sorte. Mas na pressa, o pobre Senhor Palha tropeçou nos degraus e foi rolando aos trancos até o final da escada, onde caiu na terra. Ao se por de pé, ajeitou as roupas e percebeu que tinha alguma coisa na mão. Era um fiapo de palha.
“Bom”, pensou ele, “um fiapo de palha não vale nada, mas, se a Deusa da Fortuna quis que eu pegasse, é melhor guardar.” E lá foi ele, segurando o fiapo de palha.
Pouco depois apareceu uma libélula zumbindo em volta da cabeça dele.Tentou espantá-la, mas não adiantou. A libélula zumbia loucamente ao redor da cabeça dele.
“Muito bem”, pensou ele. “Se não quer ir embora, fique comigo.”
MISSA DE SÉTIMO DIA
A família de DEUSDEDITH DE OLIVEIRA (D.Dete), estará celebrando missa de sétimo dia pelo seu falecimento.
Local: Igreja Sagrada Família (Sapetinga).
Dia: 28.11 (quarta-feira).
Horário: 19:00 horas
Aproveitamos a oportunidade para agradecer penhoradamente a todos que nos enviaram mensagens e apoio nesse momento de dor e saudade.
Seus filhos,
ZÉCARLOS JUNIOR e ANÍBAL CARLOS
PSICOMUNDO – PAZ PELA COMPREENSÃO (11ª PARTE).
É comum se ouvir falar que só lamentamos a perda de um homem honesto, digno, sensato e humano quando morre uma criança! É que mundo de todas as crianças é feito de sonhos e esperanças. Esses pequenos e nobres habitantes terrestres desconhecem o que poderá encontrar no cotidiano de suas existências! No sentimento de uma criança o pai é sempre um velho guerreiro, um herói. A mãe um porto seguro de proteção e uma ponte que coloca seus entes queridos para o outro lado do mundo mostrando o poder da imaginação do bem. Não é por acaso que para os pais, e principalmente, “para as mães” os filhos são joias raras intocáveis e sem nenhum defeito.
Essa explanação narra minuciosamente, simplesmente um assunto consumado, ai reside à força do amor na sua essência de integralidade das criaturas que formam suas famílias pela vida a fora. Uns com desvelo na busca pelos reais objetivos, e outros negativamente com os aberrantes graus de inúmeras degradações mentais, se debando na sua singular capacidade viver e vencer. Existem até os que bradam com suas entranhas opiniões arremessando um pensamento caótico, fazendo calar a todos que os cercam: “não tenho nada com isso”!
Verificamos em nossa humanidade os sérios desvios de espírito, de ideias, de juízo, usado de forma inconsequente à extravagância de falsos conceitos. O poder das pessoas são atividades internas provocando uma atuação do ser onde a existência humana realmente existe. Porém, é fundamental e está o estado de atividade iminente dos seres organizados. E, olhando bem, quantas crianças são jogadas no mundo, a grande escola maculada, numa correnteza de pensamentos vazios! Surgem grandes contratempos e desajustes sociais, lamentamos e passamos uma esponja e nada fazemos evidenciando criar novas fórmulas para transformar às vezes, tristes acontecimentos que são envolvidas pessoas inocentes.






























































