UFSB lança campanha solidária para apoiar setores vulneráveis da comunidade externa
A Universidade Federal do Sul da Bahia lança nesta segunda (29) a campanha UFSB Solidária: na luta contra o coronavírus. O intuito é arrecadar doações em dinheiro para a compra de alimentos, materiais de higiene e proteção individual para entrega a grupos e comunidades vulneráveis nas cidades de abrangência da instituição no Sul e Extremo Sul do estado. A iniciativa vai durar enquanto persistir a situação de pandemia causada pela covid-19. Com isso, a campanha se somará aos diversos projetos de enfrentamento da pandemia desenvolvidos pela universidade. As doações vão ajudar comunidades indígenas, quilombolas, catadores/as de materiais recicláveis, moradores/as das periferias, pescadores/as e marisqueiros/as, dentre outras, a suportar o período emergencial.
Para doar, pessoas físicas, jurídicas e entes públicos podem realizar transações financeiras para a conta bancária registrada pelo convênio da UFSB com a Fundação de Amparo à Pesquisa e à Extensão (FAPEX), que cumpre a função de fundação de apoio para a universidade. A ideia é realizar entregas mensais, e a mesma periodicidade será usada para prestar contas à comunidade externa dos valores arrecadados e despendidos para os fins da campanha, com os dados disponíveis no website da iniciativa. A UFSB e outras institituições do poder público e da sociedade civil vão colaborar para comprar e levar os materiais às comunidades necessitadas. Empresas e outras entidades com CNPJ podem optar por comprar diretamente os suprimentos e firmar termos de doação para repassar os itens para distribuição pela UFSB.
A Pró-reitoria de Extensão e Cultura é o setor articulador da campanha. Conforme a pró-reitora, professora Lilian Reichert Coelho, “o momento delicado imposto pela pandemia requer o envolvimento de todas e todos nós na luta pela valorização da vida humana e sua preservação com dignidade. A campanha UFSB Solidária é uma iniciativa que une uma proposta da Reitoria a demandas por doações encaminhadas à UFSB por representantes de grupos vulneráveis e entidades parceiras do poder público e da sociedade civil. Sabemos que o papel social da instituição universidade não substitui de modo algum o dever do Estado de garantir condições para vida digna às pessoas mais expostas no enfrentamento à insegurança alimentar, às condições precárias de higiene e a outras desproteções que violam os direitos humanos e reproduzem desigualdades. No entanto, entendemos que a universidade não pode estar alheia às necessidades mais básicas da população vulnerável dos territórios Sul e Extremo Sul da Bahia, sobretudo em um contexto tão incerto e ameaçador no que diz respeito ao acesso a direitos. É esse o espírito que anima a campanha, reforçando o compromisso social assumido pela UFSB.”
Como doar:
Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (FAPEX)
Banco do Brasil
Agência 3832-6
Conta corrente 37.330-3
CNPJ da Fapex: 14.645.162/0001-91
Quem pode doar:
Qualquer pessoa física ou jurídica, entes públicos.
Contato:
O e-mail de contato com a coordenação da campanha é ufsbsolidaria@ufsb.edu.br.
Heleno Rocha Nazário
Cientista desenvolve estudo sobre Covid-19 na Bahia com foco em aspectos imunológicos dos pacientes
Projeto propõe diagnóstico molecular que identifique simultaneamente a Covid-19 e outros vírus como Influenza A e B
Foi no Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que a PhD em virologia, Silvia Sardi, junto ao professor Gúbio Campos, esteve à frente de identificar vírus até então desconhecidos como Norovírus, Bocavírus e Zika vírus. Em busca de oferecer um diagnóstico mais preciso e auxiliar as autoridades sanitárias, ela lidera um projeto para criar um meio de detectar o Coronavírus, junto a outras doenças respiratórias simultaneamente. “Observamos que muitos casos não eram Covid-19 e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) precisa testar outros vírus respiratórios para definir um diagnóstico. No nosso trabalho, além de identificar se o paciente testa positivo ou não para Coronavírus, também diagnosticamos qual doença o atinge”, afirma Silvia.
Ela ressalta que os vírus respiratórios são os que mais afetam a população hoje em dia, mas é preciso saber o tipo de cepa viral, ou seja, a qual linhagem ele pertence – no caso do Coronavírus, o mesmo está enquadrado na SARS-CoV-2 – para saber qual vírus circula no estado. “Um outro objetivo do estudo é contribuir para definir uma possível vacina junto a outros pesquisadores do Brasil e até mesmo avaliar se a vacina proposta tem cobertura para a nossa região”, destaca ao reiterar que desconhece outros grupos de pesquisa na Bahia que estudem o tema de maneira similar. “A colaboração é fundamental na ciência, por isso estamos trabalhando com outros pesquisadores que estudam o assunto. Somos conhecidos no ambiente científico por sermos abertos a colaborações, pois ao fazer uso de recursos públicos, precisamos estar abertos em prol de colaborar com a saúde pública”.
De acordo com Silvia, ao diagnosticar Covid-19 e outros vírus respiratórios em uma única testagem, torna-se mais viável definir o tratamento imediato ao paciente. “Queremos também responder outras perguntas sobre a resposta inflamatória que se desencadeia no indivíduo infectado. Essa abordagem multidisciplinar faz com que nossa pesquisa abranja o tema da maneira mais completa possível, a fim de entender melhor sobre os aspectos imunológicos”, disse. A equipe completa é integrada também pelos professores Rejane Hughes, Luis Pacheco, Eric Aguiar e a Carina Pinheiro.
O trabalho está em fase inicial e recentemente foi aprovado no edital da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) com foco em apoiar pesquisas voltadas ao estudo do Coronavírus. “Agradecemos a confiança depositada em nosso trabalho por parte dos órgãos da saúde. Acreditamos que a confiança surge por estes 20 anos de atuação com responsabilidade e dedicação à virologia humana, sempre abertos a colaborar com a comunidade científica e a população em geral”, conclui.
Bahia Faz Ciência
Assessoria de Comunicação
AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 770 – ANO XVI Nº 46 – 06 de julho de 202

QUALIDADE DE VIDA
Altenides Caldeira Moreau
Têm-se falado muito na qualidade de vida. Principalmente nas condições de vida das pessoas das grandes cidades em que há problemas de habitação, de saneamento básico, de mobilidade urbana, de saúde, de educação, de emprego, de poluição do ar e da água, de alimentação e de higiene, como também no domínio da saúde mental, envolvendo depressão, estresse, alienação e uso de drogas, do alcoolismo e da criminalidade.
Qualidade de vida se refere ao bem estar físico, mental, psicofisiológico, emocional e espiritual, além de relacionamentos sociais, como familiares e de amigos e ainda condições dignas de vivência e de trabalho e remuneração. É a realização profissional e financeira; é usufruir do lazer; é ter cultura e educação; é ter serviços de qualidade; ter transporte, segurança e condições ambientais saudáveis, morar bem, ter conforto; é amar a si próprio, as pessoas, a natureza e a vida.
Uma melhor qualidade de vida requer o suprimento de necessidades e de hábitos de funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, aprimoramento das habilidades através do trinômio: boa alimentação, boa forma física e boa cabeça. É tornar a existência descomplicada; é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bom humor.
A qualidade de vida pode ser definida como sensação íntima de conforto, bem-estar e felicidade em situações de continuidade na vida. Os recursos econômicos e financeiros são básicos e indispensáveis para a qualidade de vida, sem desprezar outros fatores que se conjugam integrantes e integrados para compor o que se chama de bem-estar. Estes fatores estão ligados as condições de saúde física e mental, ao trabalho, ao emocional, a idade das pessoas, ao meio ambiente, enfim, ao contexto social, econômico e político em que as pessoas estão inseridas.
Nas condições atuais de vida de milhões de brasileiros, a qualidade de vida está longe de ser alcançada. Diante da falta de planejamento e de administrações públicas capazes de aproveitar e de distribuir adequadamente os recursos naturais e os produzidos em nosso País. A concentração dos meios de produção e da riqueza, da industrialização, dos bens e dos serviços e a falta de emprego e renda para esta população, avoluma o contingente de marginalizados do trabalho e dos benefícios do progresso. A ganância dos empresários aliados aos políticos administradores e legisladores, subestimando o valor do trabalho, com salários mínimos insuficientes para a sobrevivência e para a busca da independência financeira pelos trabalhadores, distancia cada vez mais os pobres dos ricos, criando cidades-favelas e periferias de desempregados em todas as cidades do Brasil.
Somente uma radical mudança na organização geral das sociedades para reorientar o desenvolvimento do Brasil, poderá dar início a um novo direcionamento do nosso futuro.
GOLPE DO BAÚ
Gilberto Carvalho Pereira
Durante a década de ouro do fruto do cacaueiro, que criava fortuna para os que acreditavam na lavoura, as filhas dos fazendeiros eram classificadas para casamento, pela quantidade de arrobas que o pai colhia. A cotação começava com dez mil arrobas anuais, mas que não despertava grande interesse. Muitos rapazes atraídos pela cobiça cortejavam a Região Sul da Bahia em busca de um melhor destino. Os que iam chegando de outras plagas, propagavam para os parentes e amigos o solo fértil da região. :: LEIA MAIS »
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.
2) FOTOS INÉDITAS DA INAUGURAÇÃO DA ESTÁTUA DE SEU LUNGA.
3) QUARENTENA QUE NÃO ACABA NUNCA.
4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »
AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 769 – ANO XVI Nº 45 – 29 de junho de 2020

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS BRASILEIROS?
Manoel Moacir Costa Macêdo e Manoel Malheiros Tourinho
Acadêmicos e PhD respectivamente pela University of Sussex, Inglaterra e University of Wisconsin, Estados Unidos
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Não é simples entender o comportamento da sociedade brasileira na atual conjuntura social. Desconhecer a sua complexidade levará à simplificação. Não são recentes e nem inéditas as contribuições sobre a sociabilidade brasileira. As ciências sociais debitam às relações humanas fatos decorrentes das transformações sociais. A história registra os fatos sociais, com os vieses de vencidos ou vencedores. Argumentos são amparados nos paradigmas vigentes da comportada “ciência normal”. Outros serão chamados à complexidade, a exemplo do paradigma por vir da pós-materialidade, uma “espiritualidade laica” no dizer do filósofo francês Luc Ferry.
Para o positivismo, as sociedades foram construídas em etapas por disputas e conquistas. Os êxitos eram contabilizados por ampliação de fronteiras, bens, serviços, honrarias, linhagens familiares, predestinações e exploração de semelhantes. A supremacia se valia da acumulação de riqueza e poder. Registros na cultura, na arte, na ciência e no humanismo foram prendas de ímpares civilizações. As eras, épocas e idades são relatos da humanidade em múltiplas dimensões. O Homos sapiens, tradução de “homem sábio”, espécie superior da existência, não evoluiu por consensos e harmonias, mas por genocídios do Homos, a exemplo do Homo ergaster, o “homem trabalhador”. Não evoluímos do pensar, acolher e proteger, mas do guerrear, abater e destruir. Evidências incutidas na atualidade como seres assimétricos e desagregadores.
Adiante, vencida a pré-história, os impérios foram construídos seguindo as predações sucessivas da supremacia do Homo sapiens. O confucionismo oferecia uma teoria moral paternalista para unir povos guiados pela unicidade do Imperador. Guerras sanguinárias e cruéis duelos impuseram a superioridade de impérios na Antiguidade, seguindo as rupturas nos Estados-nações, até à Contemporaneidade. A identidade pátria, agregou as heranças da espécie e agruras imperiais às perturbações atuais. Transferidos o ódio, a desigualdade, a insensatez, o materialismo, o racismo, a intolerância e a indiferença aos “humanos-brasileiros”, nascidos simples e ignorantes, acessíveis a educação e valores civilizatórios, mas negados à maioria, como apartados da humanidade civilizada. Reações tem acontecido, ineficazes em alterar a essência do status quo. Louvores à rebeldia da “Primavera Árabe”, sufocada, aprisionada e silenciada. A inusitada Occupy, ofuscada pelas luzes de Wall street. Os corajosos “Indignados” esquecidos no surrealismo de Gualdi. As manifestações brasileiras, “as
ruas em disputa”, gestadas como armadilhas extemporâneas e determinantes do presente obscurantismo governamental.
Crises econômicas, políticas, sociais, sanitárias e morais. Sobrepostas e incapazes de arrombar os muros humanitários do bem-viver. A religiosidade cristã, tal Cristo no seu tempo, não subverteu a ordem, não freou os arroubos violentos, nem as bênçãos pentecostais. Controles estão postos à submissão hierárquica, obediência e parcimônia. O “jeitinho brasileiro”, corrupção e privilégios consentidos, escamoteia a legalidade e santifica o “dando que se recebe”, que não voltou, pois nunca saiu. Cientistas sociais em “ensaios da identidade social, nacionalidade e cultura”, em “Brasil, Brasileiros. Por que somos assim?”, não contaminaram com força a explosão de uma “primavera tropical”. “A elite do atraso” descreveu a desigualdade e acumulação criminosa. “Os linchamentos” de vulneráveis mostram a face cruel da justiça com as próprias mãos. A “escravidão estrutural”, holocausto da nossa história, mistificada na utópica “democracia racial”. O “Cavaleiro da Esperança” profetizou o sonho revolucionário. Persistem em formas renovadas a desigualdade, a violência e a hipocrisia. O “contrato social” em ruinas.
Ameaças às liberdades civis, apologia ao armamento civil, desprezo à coesão social, nojo a democracia e estímulo ao ódio não são futurologias, estratégias e planejamentos de curto prazo. Como explicar o seu acolhimento por brasileiros, ditos pacíficos, cristãos e tolerantes à diversidade? Não cabe uma resposta conclusiva, para não simplificar o complexo. Uma pista, pode estar na assertiva do cientista social Zander Navarro: “decorrência da nossa histórica complacência ou, de fato, muito mais a covardia de um povo que não sabe rebelar-se”. No sentir do sociólogo José de Souza Martins, “as nossas transformações sociais e políticas não foram o resultado de grandes revoluções, mas de reformas que não comprometeram a tradição, ao contrário, garantiram a convivência entre o moderno e os modos de vida tradicionais”. O tempo ou “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, dirá se virão as rupturas de fora para dentro, continuará a acomodação interna, despertará as consciências cívicas ou reproduzirá a história do Homo sapiens em espécies transgênicas, como respostas aos atuais pesadelos. :: LEIA MAIS »
È PRECISO QUE A MASSA SE TRANFORME EM POVO
Gustavo Kruschewsky
Ainda mais essa!!! Uma sofrida situação sanitária no Brasil com a triste presença dessa gripe devastadora, segundo as estatísticas, que tem matado muita gente, deixando pessoas doentes em hospitais e tantas outras isoladas entre si e nas suas residências. Pior ainda: Pessoas desempregadas ou com salários reduzidos.
Por esse motivo a União, através do governo federal, cumprindo o seu desiderato constitucional, vem desembolsando recursos financeiros substanciais para despesas essenciais dessa gente, que são várias, retirando dos cofres públicos verbas oriundas do suor do trabalho da massa e do povo brasileiro que pagam impostos até quando compram uma pequena bala na mercearia ou de um vendedor ambulante. Portanto, cada pessoa que morre num município brasileiro com suspeita DE COVID 19, o Estado Membro onde pertence aquele município embolsa da União, sem licitação, tantos mil reais e repassa para aquela urbe, onde ocorreu o óbito, um percentual da verba que recebeu da União.
Todo esse recurso tem ido principalmente para: “Ampliação do programa Bolsa Família, Auxílio Emergencial a pessoas de situação de vulnerabilidade, Benefício Emergencial de manutenção do emprego, Transferência para a conta de desenvolvimento energético”, além de outros destinos. Segundo informações já ultrapassou o patamar de mais de cento e trinta e cinco bilhões, com uma previsão de gasto para aproximadamente quatrocentos e quatro bilhões de reais.
Os últimos governos deixaram o país com problemas seríssimos. É cediço que o governo atual recebeu o país em 2019 com milhões de irmãos brasileiros abaixo da linha da pobreza, ganhando bem menos do valor de um salário mínimo vigente. Essa realidade, será, que não acabará nunca? Salta aos olhos que esse tempo todo, os “governantes” passados, nem sequer, tiveram a responsabilidade de organizar e melhorar o SUS – Sistema único de Saúde – oferecendo um serviço de saúde para todos de qualidade, desde os recursos humanos até os recursos materiais.
É preocupante que essa turma que tem missão e função em cargos políticos, na sua grande maioria, brada muito que se deve respeitar o “Estado Democrático de Direito”. E poucos se lembram na prática de fazer cumprir o “Estado Democrático de Direito que também tem o DEVER para com os cidadãos. Democracia vira uma mentira, ou seja, o povo perde o poder, se o Estado, Sociedade ou Nação Politicamente organizada, não cumprir o seu DEVER de fazer valer os DIREITOS dos cidadãos, incluindo aí os Deveres dos Estados membros e Municípios,
No Brasil a ascensão social historicamente tem sido acanhada, quase que não se percebe. A miséria tem crescido assustadoramente! Pouquíssimas pessoas individualmente detêm grandes fortunas, sem considerar o viés e a forma como foram adquiridas, que são superiores à soma dos que ganham na classe média, abaixo da média, da população mais pobre e dos irmãos que estão na linha da pobreza e da miséria. Tudo isso contribui para a desorganização e carência de vários setores da sociedade, gerando uma desigualdade desacerbada.
Francois Guizot que viveu nos idos dos anos de 1800 teve a coragem de dizer: “Quando a política penetra nos recintos dos Tribunais, a Justiça se retira por alguma porta”. José Márcio CASTRO ALVES não deixou por menos e afirmou: “Países cujas Constituições permitem que os políticos tenham o foro privilegiado e que os próprios políticos nomeiem os juízes dessa mesma Corte, são pocilgas, hospícios legalizados em forma de nações”.
A forma como se comporta e vive pessoas do POVO e da MASSA – e a tendência é de infelizmente perdurar essa situação de divisão social – talvez tenha sido até hoje um dos grandes obstáculos para se viver e conviver em sociedade com igualdade de oportunidades. Observe o que diz Carlos Heitor Coni: “POVO é o conjunto que inclui pobres e ricos, patrões e empregados, banqueiros e bancários, bons e maus cidadãos. MASSA é a pasta informe, de gente marginalizada pelo sistema socioeconômico vigorante em todos os países, com uma pontuação diferente, mas com o eixo comum da injustiça social, em muitos casos, como o nosso, levada ao extremo”. O Papa Pio XII assim se reportou: “O POVO vive e se move com vida própria; a MASSA é por si mesma inerte e não pode receber movimento sem ser de fora”. É urgente que o POVO comece a orientar a MASSA para que esta se una a aquele e se transforme em gente forte e aguerrida para reerguer o BRASIL, para se implantar um princípio fundamental da justiça social que é a igualdade de oportunidades.
BAHIA POSSUI 31,1 MIL CURADOS DA COVID-19 23,5 MIL CASOS ATIVOS E 1.642 ÓBITOS

DO PIMENTA
A Bahia registrou total de 2.131 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), além de 1.999 curados e 41 óbitos. Agora, o estado possui acumulado de 56.422 infectados confirmados por teste ou critério epidemiológico, dos quais 31.192 já estão considerados curados e há 23.588 casos ativos (em recuperação). Desde o início da pandemia, 1.642 pessoas mortas pela covid-19 na Bahia.
Dos 417 municípios baianos, 369 já confirmaram casos da doença. Dos mais de 56,4 mil casos, 49,88% são de Salvador. A Sesab aponta que os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ipiaú (1.323,22), Gandu (1.311,61), Itajuípe (1.171,25), Uruçuca (1.145,28) e São José da Vitória (1.042,96).
Conforme a Sesab, foram 56.422 casos confirmados, 152.795 casos descartados e ainda há 73.512 em investigação (aguardando resultado de teste). Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais e as bases de dados do Ministério da Saúde até as 17 horas desta sexta-feira (26).
CONCEIÇÃO DO JACUÍPE
A Secretaria de Saúde do Município de Conceição do Jacuípe enviou ofício a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia comunicando que errou no preenchimento dos dados no sistema de notificação e lançou casos negativos como sendo positivos. Em virtude deste comunicado, no qual o município reconhece a falha no preenchimento, 53 casos serão excluídos.
Confira aqui a íntegra do Boletim Epidemiológico da Bahia
OCUPAÇÃO DE LEITOS
Na Bahia, dos 2.181 leitos disponíveis do Sistema Único de Saúde (SUS) exclusivos para coronavírus, 1.371 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 64%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 901 leitos exclusivos para o coronavírus, 688 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 76%. :: LEIA MAIS »
ITABUNA: “NEM QUE ME PRENDAM, COMÉRCIO ABRE NA PRÓXIMA QUARTA”, DIZ FERNANDO GOMES EM VISITA AO SANTO ANTÔNIO

O prefeito Fernando Gomes (PTC) em visita a obras no bairro Santo Antônio, disse, em conversa com o iPolítica e moradores próximos, que o comércio vai abrir na próxima quarta-feira, 1 de julho.
Fernando disse ainda que não tem mais como aguentar o comércio fechado e que não teme ser preso caso abra o comércio. “O povo não aguenta mais não, precisa trabalhar. O juiz impedindo isso, nem que me prenda, mas o comércio abre na quarta”, disse.
Prazo para a declaração anual do Microempreendedor individual vai até o dia 30 de junho

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE) da Prefeitura de Ilhéus informa que a declaração anual do microempreendedor individual de 2019 pode ser realizada até o dia 30 de junho de 2020, próxima terça-feira.
De acordo com a Superintendência de Indústria e Comércio (Sudic), essa declaração é gratuita, obrigatória para os microepreendedores individuais e se refere ao faturamento bruto anual de 2019. A Prefeitura de Ilhéus disponibiliza atendimento de segunda à sexta-feira, das 12h às 17h, no Balcão do Empreendedor sob a nova direção da chefe de seção, Priscila Vieira. O prédio Anexo da Prefeitura está situado na Rua Santos Dumont, ao lado do Palácio Paranaguá.
A declaração também pode ser feita por meio do 0800 570 0800, ou, ainda, através do portal do microempreendedor individual no endereço portaldoempreendedor.gov.br
O superintendente de Indústria e Comércio, Julio Melo, destaca que são diversos os benefícios em estar regular com a declaração anual do MEI. “Com a declaração em dias, o microempreendedor tem garantidoa a cobertura dos direitos da seguridade social, pode contar com linhas de créditos bancários exclusivas e, ainda, com um baixo custo de formalização empreendedora”, destacou.
Prefeitura realiza testes rápidos para detecção da Covid-19 em profissionais de imprensa em Ilhéus
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) iniciou a aplicação de testes rápidos em profissionais das emissoras de rádio da cidade para detectar a Covid -19, doença causada pelo novo coronavírus. A solicitação feita pelo Sindicato dos Radialistas de Ilhéus é necessária para garantir a rotina de trabalho dos profissionais que cumprem o papel de manter a população bem informada durante a pandemia. A Sesau aplicou os testes rápidos (in loco), em 41 colaboradores, das rádios Bahiana, Santa Cruz, Gabriela, Cultura e Ilhéus FM.
“Redobramos os cuidados com a saúde dos profissionais, especialmente daqueles que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus. A testagem do grupo indica se as medidas de proteção adotadas têm sido eficazes, pois sabemos a importância do trabalho exercido por eles, em um momento no qual a boa informação é aliada crucial para conscientização da população e combate às fake news”, pontuou o prefeito Mário Alexandre.
“Queremos agradecer ao prefeito Mário Alexandre por atender prontamente ao nosso pedido. Isso demonstra o cuidado, a sensibilidade e o apoio que ele tem tem dado à nossa classe”, destacou Manoelito Puentes, presidente do Sindicato dos Radialistas. Todos os testes deram negativos para a Covid-19.
UFSB Ciência: Pesquisa do PPGER/UFSB resulta em proposta curricular para o ensino fundamental de Santa Cruz Cabrália
Propor uma forma de atender a demanda de conciliação entre as normas nacionais para a educação e os saberes regionais acabou sendo o resultado da pesquisa conduzida pela mestra em Ensino e Relações Étnico-Raciais (PPGER/UFSB) Marize Pinho Rezende. A dissertação Currículo e Saberes Locais: Uma proposta coletiva para o Ensino Fundamental do Município de Santa Cruz Cabrália e o produto desenvolvido, o Caderno de Orientação de Práticas Curriculares e a Cultura de Santa Cruz Cabrália, foram defendidos no dia 23 de março de 2020, com a comissão examinadora sendo constituída pela professora Eliana Povoas Pereira Estrela Brito, como orientadora e presidenta da comissão, a professora Carolina Bessa Ferreira de Oliveira (PPGER/UFSB), a professora Cléia Demétrio Pereira (UDESC) e o professor Gustavo Bruno Bicalho Gonçalves (PPGES/UFSB).
Marize aponta que o texto aborda uma discussão sobre currículo como um campo de forças onde diferentes normativas disputam sentidos sobre como devem ser os currículos escolares da Educação Básica, que compreende o ensino fundamental e o ensino médio. Para isso, a pesquisa descrita na dissertação “percorre os principais ordenamentos legais para o campo: Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), Diretrizes Nacionais Curriculares e Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com o objetivo de contextualizá-los e tensioná-los na rede de discursos produzida pelos diálogos, discussões e entendimentos manifestos entre os docentes da educação municipal de Santa Cruz Cabrália”, explica. O produto resultante é um caderno de orientações curriculares que considera as discussões realizadas e valoriza as diferentes etnias e culturas presentes nos contextos da educação escolarizada do município de Santa Cruz Cabrália, tornando-se assim mais significativo localmente.
A autora da dissertaçao e do caderno, Marize Pinho Rezende, fala sobre a pesquisa e os resultados.
Do que trata a pesquisa?
Discutir a BNCC, com o desafio de analisar a proposta curricular construída pela comunidade escolar do município de Santa Cruz Cabrália e decidir após discussões, debates e reflexões sobre que currículo queremos.
Como o estudo foi feito?
Os caminhos metodológicos adotados para o desenvolvimento desse estudo contaram com a pesquisa qualitativa, mais especificamente a pesquisa-ação, por estar diretamente envolvida com o contexto estudado. Esta opção se deu ao fato de se tratar de uma elaboração de currículo acompanhado de um caderno de implementação – o qual resultou no produto dessa pesquisa – constituindo-se, assim, em uma intervenção na problemática identificada. Buscou-se também na pesquisa documental, complementar o estudo, uma vez que analisamos os documentos que estabelecem as diretrizes curriculares nacionais. Os dados foram levantados a partir de técnicas de entrevistas não-diretivas e reuniões com os profissionais de educação do município de Santa Cruz Cabrália, com relatórios dos diálogos e com análise de prosa, mediante as contribuições de Thiollent (1982), Severino (2007) e Marli André (1983). :: LEIA MAIS »
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.
1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.
2) CANTINA ZÉ FERREIRA, A MELHOR ATRAÇÃO DE JUAZEIRO DO NORTE.
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »




































































