UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXXIV)
(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)
Em casa, sob a égide –por temor ao pandêmico Coronavírus– do velho, inteligente e sempre atualíssimo ditado ‘quem tem … tem medo’, este escrevinhador, meio a leituras diversas e afazeres domésticos para disfarçar tal sensação, aceitou de bom grado o ‘empurrão’ virtual da amiga Solange Melo em encaixar mais ‘uma’ nessas Notas de Bebel.
As antecedentes partes XXXI, XXXII e XXXIII, relembrando, se prenderam a casos dos transportes aéreo e marítimo-fluvial, pendores da cidade, a exemplo dos das façanhas dos aviadores; esta, assentada nas trocas de mensagens via WhatsApp com a aludida belmontense, se atreve a intrometer-se em páginas de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” de Jorge Amado e, a arrolar mais uma vez a ‘máquina voadora’ de Santos Dumont.
Quem não se lembra das poucas e boas aprontadas por Valdomiro Santos Guimarães (o Vadinho) e de sua morte no Largo Dois de Julho em pleno carnaval de Salvador, criações do escritor na sua verve de misturar ficção e realidade? Porém, na versão não ficcional de Solange, o óbito envolve uma figura real: a de Alberto, afortunado empresário da capital baiana (morador do bairro da Graça) de anos idos, e casado com Marina Guimarães, irmã de Celso Jorge Guimarães (ou Ju para a família), possível ser humano de verdade e modelo para o citado protagonista da obra amadiana. Como o rico soteropolitano tinha a aviação como hobby e grande apreço pelo cunhado, ao saber que Ju (o Vadinho romanceado) estava em Bebel a perambular, não hesita em pegar seu Cessna e voar, se picar pra lá. Após alguns dias de farra na pequena cidade da foz do icônico rio Jequitinhonha, os dois dão na telha de dar um bordejo, uma curtida em Ilhéus e decolam, Alberto no comando, rumo ao território ilheense. Já com a terra da Gabriela vista de cima resolvem fazer, antes da preparação para o pouso, algumas piruetas na praia central, a da Av. Soares Lopes e rasantes sobre o Estádio Mário Pessoa. Num desses o monomotor se descontrola, se choca com uma das traves do campo, pega fogo e ambos morrem no desastre.
Revela ainda Solange que, embora fosse bem nova, conhecera Florípedes Paiva Guimarães, a Dona Flor (ou Irene Monteiro Guimaraes no registro de nascimento) em carne e osso morando na Rua Araújo Pinho no Canela e que, em razão da amizade dela, Dona Flor com a sua família, já deu boas gargalhadas com seus casos hilários-eróticos. No primeiro casamento, prossegue, com Celso Jorge, ela teve 3 filhos: Claudio (Conhecido como Ioiô), Diana, e Luís Carlos Monteiro Guimarães, este seguiu carreira política e se elegeu prefeito por dois mandatos (1977/1982 e 1989/1993) em Bebel, rebento que, qualquer semelhança com o pai não é mera coincidência. No segundo matrimônio o casal gerou dois, mas diz não se lembrar de seus nomes nem o do pai, e esclarece que, quando conheceu Dona Flor, ela já era viúva duas vezes, não chagando, portanto, a conhece-los, mas que os tem em mente em virtude das constantes conversas, inclusive íntimas, entre seus familiares e a proprietária da Escola de Culinária Sabor e Arte.
Como Celso Jorge Guimarães, era médico, tido como irreverente, inveterado jogador de dados e baralhos e conhecido nos cabarés e nas rodas boêmias da antiga
‘Soterópolis’ como “malandro de gravata” e, como (conclusão do escrevinhador) o Vadinho do romancista é igualmente investido das características acima bem como da de ‘Dom Juan de Puteiro’ dos bons, a hipótese de o escritor haver se espelhado neste Guimarães de existência verdadeira é deveras muito grande. Já o imaginário farmacêutico e músico de fagote doutor Teodoro Madureira, cônjuge 2 de Dona Flor, homem de lhaneza e de maneiras –até no vamos ver da alcova– comedidas, longe disso.
O tópico “Parêntesis com Chimbo e com Rita de Chimbo”, entre outros detalhes (como as citações de Norma Guimarães, filha do Chimbo de verdade) no mencionado livro, evidencia o grau de proximidade do escritor com os Guimarães. Nome cartorial de Chimbo: Hamilton Gomes Guimarães, advogado e intendente de Bebel entre os anos 1927 e 1930 e tem como irmãos: Celito (Wenceslau), Dedé (Adelar) Vadinho (o Celso Jorge) e Marina (a casada com o Alberto), todos filhos de Wenceslau de Oliveira Guimarães, cidadão que em sua trajetória fora advogado, juiz de direito, desembargador, secretário de segurança pública e polêmico político da história do Bahia e, claro, do Brasil. Sua vida no âmbito jurídico e no da política foi iniciada e estruturada em Bebel onde constituiu família.
Heckel Januário
Em tempo: o escritor na sua singular criatividade de embolar o meio campo para atrair o ledor –e produzir prazerosas narrativas–, no romance em pauta insere o Chimbo como ‘tio’ e ‘primo’ do Vadinho, mas como exposto é seu irmão de fato..
Em tempo2: este escrevinhado teve por base como já dito, as conversas virtuais com a belmontense Solange Melo, advogada, mãe de duas filhas e ‘Vovó de 4 netas’, como gosta de ser alcunhada. Há um bom tempo é radicada –embora sempre vá a Bebel– no Rio de Janeiro. Idem, os papos telefônicos com o amigo Marcos Melo, engenheiro civil e cacauicultor. Ambos são irmãos e conhecedores de interessantes “passagens” de Bebel.
Em tempo3: Wenceslau nasceu em Valença, do Baixo Sul da Bahia e descende de família envolta na área do Direito e da Política. Tido como emérito falador, polêmico e satírico contumaz, os casos que o envolve são afamados entre os belmontenses e óbvio, dignos de serem encaixados (como os de alguns de seus descendentes) nestas Notas de Bebel.
Projeto para fabricação de protetores faciais ultrapassa 31 mil unidades entregues
Comitê Emergencial divulga análises e ações no sexto Boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus
O Comitê Emergencial de Crise da Pandemia de Covid-19 da UFSB divulgou nesta segunda-feira (04) o sexto boletim do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia. A edição traz dados e análises relativos ao período de 25 de abril a 1º de maio de 2020, compreendendo os territórios do Sul e Extremo Sul do estado. Os destaques da edição:
- –>Análise do panorama semanal no Brasil e nos municípios do Sul e Extremo Sul;
- –>Projeções de tendências para a região, incluindo estimativas nos cenários com e sem supressão de fluxo de pessoas;
- –>Mapeamento de iniciativas institucionais, com destaque para as ações desenvolvidas no Campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas, pelo projeto de extensão Educando para a Cidadania, que em parceria com a Associação Asas da Esperança e Liberdade (ASELIAS), entregou gratuitamente mais de 70 cestas com mais de 1.200 kg de alimentos, produtos de limpeza, máscaras de proteção, eletrodomésticos como fogões, geladeira e lava-roupas; do projeto de extensão Universidade e extensão popular: diálogos de saberes e práticas agroecológicas, que em conjunto com produtores do Assentamento Bela Manhã, do MST, organizou um serviço de reserva de cestas de produtos agroecológicos via telefone, com a entrega feita todas as sextas-feiras; de ação de agricultores vinculados ao Programa de Desenvolvimento Rural Territorial (PDRT), que é patrocinado pela Suzano, com reserva de cestas de produtos orgânicos por sistema virtual e a entrega dos produtos a domicílio, com cerca de 50 cestas vendidas por semana. A ação conta com apoio de estudantes do curso de Pós-graduação em Agroecologia e Educação do Campo da UFSB/UNEB/Ifbaiano/EPAAEB. A campanha CPF Solidário também segue captando recursos para apoiar estudantes em situação de vulnerabilidade, que podem se cadastrar para receber o apoio por este formulário online.
- –>Recomendações de prevenção, nesta edição tratando da higienização de ambientes.
Documento relacionado
Boletim nº 06 do Observatório da Epidemia do Novo Coronavírus no Sul da Bahia
Heleno Rocha Nazário
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Plataforma de economia solidária foi selecionada em edital internacional lançado pela Ford para iniciativas com foco na pandemia
FAZER DO LIMÃO UMA LIMONADA
Engenheiro Agrônomo e Escritor
PERMITO-ME DAR UMA SUGESTÃO AOS SECTARISTAS, SEJAM BOLSONARISTAS, LULISTAS E TANTOS OUTRAS ISTAS, PARA APROVEITAREM O TEMPO E PRODUZIREM COISAS ÚTEIS PRA SI E PARA O SEU SEMELHANTE.
NESTES PRIMEIROS 4O DIAS DE QUARENTENA, ESCREVI ESTE LIVRO (VIVER EM DOIS SÉCULOS). JÁ ESTOU FORMATANDO UM NOVO PROJETO, POIS QUEM NÃO O TEM NÃO MERECE VIVER.
TENHO 83 ANOS E PRECISO TOCAR EM FRENTE. E IDEOLOGIA POLÍTICA NÃO É UM BOM CAMINHO!
VIVER EM DOIS SÉCULOS
(XX versus XXI
Luiz Ferreira da Silva
(LIVRO NO PRELO, EM PAPEL E EM E-BOOK, A SER PUBLICADO PELA EDTORA SIMPLÍSSIMO, PORTO ALEGRE/RS).
RESUMO
O Autor viveu 63 anos no século passado e continua pelo mesmo caminho, já percorridos 20 anos do relógio do tempo.
Por este ângulo, foi beneficiado na sua formação, facilitando-lhe analisar e tirar proveitos das coisas boas e más, de um e do outro século, incluindo a revolução tecnológica e as mudanças comportamentais.
Se por um lado, o livro objetiva relembrar aos mais velhos e informar aos mais novos, tempos idos, com paradigmas consentâneos aos conhecimentos da época, pelo outro tenta analisar as alterações provocadas pela rápida evolução tecnológica dos últimos 30 anos, para o bem ou para o mal da sociedade do novo milênio.
De um século pacato, eivado de princípios rígidos na educação doméstica e no comportamento feminino, pulou-se abruptamente para um modus vivendi, no qual os pais passaram de impositivos a submissos aos filhos e as mulheres derrubaram tabus, mas se esqueceram dos efeitos colaterais. Nos campos da TI (Tecnologia da informação), Agricultura e Medicina, os avanços da Ciência foram extraordinários, alterando, por um lado, todos os manuais de convivência humana e, pelo outro, melhorias na qualidade de vida.
Entretanto, nem sempre a tecnologia resultou em benefícios plenos para a sociedade, ou por má utilização ou por provocar desempregos, sobretudo nas camadas de trabalhadores com baixa escolaridade.
Finalizando, o autor conclui que a sua vivência privilegiada nos dois séculos, exigiu, por um lado, jogo de cintura para se adaptar às mudanças requeridas ante aos choques de geração; e, pelo outro, proporcionou uma aprendizagem constante para lhe equilibrar entre o passado e o presente. Ele espera, portanto, que o prezado leitor se situe no seu TEMPO. (Maceió, 02/05/2020).
DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.
2) HOMENAGEM A DOIS AMIGOS CHAMADOS JOÃO.
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »
Calendário da 2ª parcela do auxílio emergencial sai na próxima semana
O calendário para o pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 sai na próxima semana. A informação foi dada hoje (1º) pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, durante videoconferência para apresentar balanço do pagamento da primeira parcela.
A previsão inicial era de que a segunda leva de pagamentos começasse a ser paga na última segunda-feira (27) para os inscritos no Cadastro Único e os cadastrados por meio do aplicativo e do site do programa. Mas o Ministério da Cidadania soltou uma nota afirmando que a divulgação do calendário deve ocorrer agora em maio.
Segundo Guimarães, o banco ainda está fechando o detalhamento dos pagamentos da primeira parcela e fechará o calendário após reunião com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e aprovação do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Pagamento em dias diferentes
De acordo com o presidente da Caixa, o pagamento da segunda parcela ocorrerá em dias distintos dos dias para o pagamento do Bolsa Família. A medida visa evitar aglomerações nas agências bancárias.
“O segundo pagamento levará em conta tudo o que esta acontecendo agora. De uma maneira muito clara: não há condição de misturar o pagamento do Bolsa Família com o das contas digitais. Passamos este mês montando a base de dados”, disse Guimarães. “Na semana que vem, vamos publicar o calendário do segundo pagamento e ele vai ser muito mais simples porque já temos uma base de dados de 50 milhões de pessoas”, acrescentou.
Até o momento, cerca de 50,1 milhões de pessoas foram aprovadas para receber o auxílio. Desse total, 19,2 milhões são beneficiários do Bolsa Família; 10,5 milhões estão inscritos no Cadastro Único e 20,3 milhões são formados por trabalhadores informais, micro empreendedores individuais (MEI’s) e contribuintes individuais. Outras 12,4 milhões estão com o cadastro inconclusivo.
Problemas
Durante a coletiva, o presidente da Caixa disse que o pagamento da primeira parcela teve problemas devido ao banco ainda não ter informações mais precisas sobre o perfil de quem pediu o benefício. Guimarães disse ainda que um terço das pessoas não tinha acesso a conta em banco.
“Todos os que já receberam vão receber de novo e agora já sabemos quem é Bolsa Família, Cadastro Único e informais, estes últimos vão receber de acordo com a data de nascimento”, disse.
Medidas contra aglomerações
Questionado sobre as medidas tomadas para evitar aglomerações, Guimarães disse que o banco está adquirindo mais equipamentos de proteção individual para os empregados, como máscaras (560 mil), protetores faciais (11 mil) e 600 mil litros de álcool em gel. Também estão sendo contratados mais três mil seguranças para ajudar no controle de filas e 500 recepcionistas. Cinco caminhões da Caixa também vão ajudar no atendimento, especialmente em cidades das regiões com maior dificuldade.
“Teremos conversas com as prefeituras porque é fundamental, a gente precisa de ajuda das prefeituras não tem a menor dúvida disso”, disse. Vamos ter o máximo possível de cuidado na separação entre as pessoas, redução ao máximo desses dias de pagamentos para que não tenhamos no mesmo dia dois pagamentos [de benefícios] de pessoas carentes”, afirmou Guimarães.
FONTE: AGENCIA BRASIL
CAIXA ABRE NESTE SÁBADO EM ITABUNA E ILHÉUS PARA TIRAR DÚVIDAS E PAGAR AUXÍLIO
As agências da Caixa Econômica de Ilhéus e de Itabuna vão abrir neste sábado (2), das 8h às 12h, para tirar dúvidas de beneficiários do auxílio emergencial nascidos de janeiro a outubro e, ainda, fazer o pagamento daqueles que optaram em receber os R$ 600,00 em espécie (na boca do caixa).
Pelo calendário inicial informado pelo banco, nascidos em setembro e outubro receberiam o benefício a partir de segunda-feira (4), mas com a abertura das agências esse pagamento será antecipado. No dia 5 de maio será a vez de pessoas que querem receber a ajuda em espécie e fazem aniversário em novembro e dezembro.
Para evitar aglomerações, a Caixa orienta que a população só se dirija a esses locais em último caso. A prioridade é manter o atendimento digital, por meio do cadastramento por app, site e a movimentação do benefício pelo Caixa Tem, que dá acesso à poupança social digital.
“Dessa forma, o banco reforça o pedido para que a população só se dirija às agências em último caso. Aqueles que receberam o crédito por meio da Poupança Digital Caixa podem pagar boletos e contas de água, luz, telefone, entre outras, bem como fazer transferências para outros bancos por meio do aplicativo”, diz a Caixa em nota.
BAHIA CONFIRMA QUASE 300 CASOS DE COVID-19 EM 24H; ILHÉUS REGISTRA 5º ÓBITO

Nas últimas 24 horas, a Bahia confirmou 273 novos casos positivos da covid-19 e 11 óbitos. É o que revela o novo boletim epidemiológico da doença. Publicado por volta das 17h30min, o boletim registra 3.140 casos do novo coronavírus no estado desde o início da pandemia.
São 697 casos pacientes recuperados da doença e 2.326 casos ativos – que ainda são monitorados pelas equipes médicas e de Vigilância Epidemiológica. O estado chegou hoje a 117 óbitos causados pela covid-19, segundo a Sesab. Dos 11 óbitos das últimas 24h, uma das vítimas residia em Ilhéus. O homem de 49 anos foi transferido para o Couto Maia, em Salvador, onde faleceu ontem (30). A vítima não apresentava outra doença.
Os casos confirmados ocorreram em 137 municípios do estado, com maior proporção em Salvador (63,54%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 1.000.000 habitantes são, pela ordem, Ilhéus (1336,81) Uruçuca (1072,18), Itabuna (923,92), Coaraci (765,02) e Salvador (694,55). Os quatro primeiros são da região sul do Estado.
O boletim epidemiológico registra 7.931 casos descartados e 14.743 notificações em toda a Bahia. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.
TAXA DE OCUPAÇÃO
Na Bahia, dos 791 leitos disponíveis do Sistema único de Saúde (SUS) exclusivos para Covid-19, 306 possuem pacientes internados, o que representa uma taxa de ocupação de 39%. No que se refere aos leitos de UTI adulto e pediátrico, dos 318 leitos exclusivos para o coronavírus, 159 possuem pacientes internados, compreendendo uma taxa de ocupação de 50%.
DO PIMENTA
Prefeitura demarca espaço das filas nas agências da Caixa
#Ilhéuscontraocoronavírus – Como medida adotada para enfrentamento à Covid-19, a Prefeitura de Ilhéus iniciou na manhã desta sexta-feira (1°) a demarcação do espaço ocupado pelas pessoas na porta das agências da Caixa Econômica Federal em filas, no centro da cidade e nos pontos de atendimento instalados para prestar orientação sobre o auxílio emergencial. A ação delimita o espaço de dois metros, evitando o contato físico enquanto as pessoas aguardam o atendimento.
“Mais uma iniciativa que reflete o cuidado com a saúde da nossa população. Demarcamos o espaço com o distanciamento necessário, a fim de evitar o contágio e para que possamos ter maior controle e fiscalizar o local”, destacou o prefeito Mário Alexandre.
O gestor informou que 93% dos munícipes utilizam máscara, um ponto positivo diante do cenário de combate à Covid-19. Fabrício Farias, gerente geral de uma das agências da Caixa, explicou que o calendário para pagamento iniciou em 27 de abril. As pessoas que nasceram em janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho e agosto, por exemplo, já podem sacar o benefício.
“Com os stands montados pela Prefeitura conseguimos atender cerca de 300 pessoas para geração da senha, a fim de que o cliente possa sacar o auxílio emergencial nas lotéricas ou caixas eletrônicos”. É importante frisar que o pagamento entra na conta a partir da data estipulada no calendário, mas o saque pode ser feito nos dias seguintes. As pessoas que nasceram nos meses de setembro e outubro podem sacar o auxílio no dia 4 de maio e as nascidas em novembro e dezembro receberão o benefício em 5 de maio.
A ação é coordenada pela Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade (Sutram) e pela Secretaria de Serviços Urbanos (Secsurb), com apoio da Polícia Militar da Bahia.
Prefeitura de Ilhéus realiza cadastro de feirantes do Malhado: Por Secom
#IlhéusRealiza – A Prefeitura de Ilhéus, por meio de uma ação conjunta de diversas secretarias e a Associação da Central de Abastecimento do Malhado (Ascam), realizou na manhã deste 1º de maio o cadastramento dos feirantes como preparação para a reorganização da feira.
A ação, que conta com a coordenação e plano de estudo realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SDE), é operacionalizada pela Superintendência de Indústria e Comércio para o cadastramento dos feirantes juntamente com a Ascam, o acompanhamento das secretarias de Meio Ambiente, de Serviços Urbanos (Secsurb), de ordem Pública por meio do apoio da Guarda Civil Municipal, da Polícia Militar para a segurança da atividade e da Superintendência de Transporte, Trânsito e Mobilidade (Sutram) para a organização do fluxo de veículos nas vias.
“No último decreto, o prefeito Mário Alexandre determinou a realização desta iniciativa que tem como objetivo a reorganização da feira, com novas barracas, tendo em vista a necessidade de atnder as recomendações de higiene e distanciamento entre as barracas. Os feirantes contarão com a limpeza e desinfecção do local, e receberão novas barracas”, explicou o titular da SDE, Vinícius Briglia.
O Governo do Estado está doando 150 barracas para esta iniciativa, cuja montagem será realizada pela Secsurb, na próxima semana. Uma verdadeira força tarefa que visa a manutenção das atividades dos feirantes neste período de pandemia.
A POESIA MUSICAL E OS INIMIGOS DO RITMO
(Capítulo XI do livro em formatação – VIVER EM DOIS SÉCULOS)
Luiz Ferreira da Silva.
O novo milênio não foi prodigioso com relação à música, aos intérpretes, e às bandas, nada se comprando com o período anterior. Um verdadeiro mau gosto e baixo nível cultural.
Nós da velha guarda, estávamos com os ouvidos acostumados com belas poesias de grandes mestres, dez das quais aqui insiro com saudades e devoção, sobretudo para que os jovens de hoje comparem com o seu mundo musical, eivado de letras esdrúxulas:
* A porta do barraco era sem trinco. Mas a lua furando o nosso zinco, salpicava de estrelas o nosso chão. Tu pisavas nos astros distraída, sem saber que a alegra dessa vida é a cabrocha, o luar e o violão. (Chão e estrelas, Orestes Barbosa)
* Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser. Diz-lhe numa prece, que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer (Chega de saudades, Tom Jobim).
*. Hoje eu quero a rosa mais linda que houver. E a primeira estrela que vier para enfeitar a noite do meu bem. Hoje eu quero paz de criança dormindo. E abandono de flores se abrindo, para enfeitar a noite do meu bem Quero a alegria de um barco voltando. Quero ternura de mãos se encontrando, para enfeitar a noite do meu bem. (A noite do meu bem, Dolores Duran).
*. Você sabe o que é ter um amor, meu senhor? Ter loucura por uma mulher E depois encontrar esse amor, meu senhor, nos braços de um tipo qualquer? (Nervos de aço, Lupicínio Rodrigues).
*. Ah, se tu soubesses como sou tão carinhoso, e o muito, muito que te quero. E como é sincero o meu amor. Eu sei que tu não fugirias mais de mim (Carinhoso, Pixinguinha).
*. Não se deve amar ser amado. É melhor morrer crucificado. Deus nos livre das mulheres de hoje em dia. Desprezam o homem, só por causa da orgia. (Gosto que me enrosco, Senhor).
*. Eu sonhei que estavas tão linda. Numa festa de raro esplendor. Teu vestido de bale, lembro ainda. Era branco, todo branco, meu amor. A orquestra tocou uma valsa dolente. Tomei-te aos braços, fomos dançando ambos silentes. (Eu sonhei que tu estavas tão linda, Lamartine Babo).
*. A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho que o sol, num dourado sonho, vai claridade buscar. Minha rua não tem graça, mas por onde ela passa, seu vulto que me seduz. (A Deusa da minha rua, Newton Teixeira).
*. Tu és, divina e graciosa estátua majestosa do amor por Deus esculturada. E formada com ardor, da alma da mais linda flor, de mais ativo olor que na vida é preferida pelo beija-flor. Se Deus me fora tão clemente aqui nesse ambiente de luz. Formada numa tela deslumbrante e bela O teu coração junto ao meu lanceado. Pregado e crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito seu. (Rosa, Pixinguinha).
*. Ainda é cedo, amor. Mal começaste a conhecer a vida já anuncias a hora de partida sem saber mesmo o rumo que irás tomar. Preste atenção, querida. Embora eu saiba que estás resolvida. Em cada esquina cai um pouco
tua vida. Em pouco tempo não serás mais o que és (A vida é um moinho, Cartola).
O século passado foi marcado por revoluções musicais. Grandes movimentos permitiram o aprimoramento das melodias, o surgimento de grandes intérpretes e o carimbo internacional da MPB.
A Bossa Nova, com figuras exponencias na arte musical, como Antônio Carlos Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto, correu o mundo, encantando especialmente a nata americana, de Frank Sinatra a Elle Fitzgerald.
A Tropicália, com os baianos, Caetano e Gilberto Gil, numa mistura de ritmos e letras do cotidiano, fazendo multidões cantarem sob as belas vozes de Gal Costa e Maria Bethânia.
Em paralelo, a Jovem Guarda de Roberto Carlos, que satisfazia a uma faixa de jovens “prafrentex” de cabelos longos e conectados com o movimento do Rock Rol internacional.
Os Novos Baianos também deram uma contribuição fantástica à música, conjuminando-as com a excelência dos instrumentos musicais, notadamente as guitarras elétricas e a percussão. Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Baby Consuelo, marcaram época.
No Nordeste, a consagração de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Juntamente com Humberto Teixeira e Zé Dantas, criando canções que cantavam a sua terra, fazendo a moçada dançar ao som do forró (Xote, Baião, Xaxado).
E para culminar, os Grandes Festivais que revelaram novos compositores como Chico Buarque de Holanda, Milton Nascimento, Edu Lobo, Geraldo Vandré, dentre outros de igual talento.
E o que aconteceu no século XXI? Desvirtuação total. Uma agressão à MPB. Primeiramente, as bandas de forró com uma parafernália instrumental, com letras sem nexo e intérpretes de baixa capacidade vocal.
Mexeram no samba, aquele de Paulinho da Viola e de Martinho da Vila, com um tal de pagode. Ritmo lento como se fora uma marcha, letras repetitivas e sem a batida original que ecoava nos morros cariocas.
O pior de tudo foi a agressão à genuína música caipira, denominando-a de sertaneja, com a proliferação de duplas, cujas letras nada refletem o espaço geográfico do meio rural, como se situavam Tonico e Tinoco, Pena Branco e Xavantinho, Cascatinha e Inhana, dentre tantos.
Não vale a pena se estender no repertório atual, inspirado em três temas: cachaça, chifre (gaia) e rapariga! Isso diz tudo, dispensando comentários.
Mas, mesmo negativamente, vale registrar o envolvimento da juventude universitária com esse esdrúxulo movimento musical, esbaldando-se nas baladas, não havendo distinção de gosto entre as classes socioeconômicas, nivelando-se todos, cantando aos gritos:
“Rapariga não, rapariga não Lava sua boca com água e sabão Rapariga não, rapariga não. Não é só um corpinho bonito. Ela também tem coração”.
Por outro lado, a bela música dos morros, desde Cartola e Dona Ivone Lara, se perdeu nas quebradas, sugada pelos bailes funks, caracterizados pela violência.
Adicionalmente, ao invés de cantar a beleza de suas comunidades, como Herivelto Martins o fez com sua Ave Maria no Morro, expressam diálogos, muitas vezes, sem pé e nem cabeça, através do Hip Hop, uma pobre imitação dos negros americanos, descaracterizando-o.
Este movimento musical de rua surgiu para expressar, com letras e movimentos corporais, a sua realidade social, mas sem visão negativista e destruidora, mas sempre como uma lição de fé.
E para encerrar, a música baiana que virou Axé e desvirtuou o Trio elétrico de Dodô e Osmar, com sua avidez economicista.




































































